Agronegócio, grandes empreiteiras e rebelião indígena


Vladimir Chaves

No período da chegada dos portugueses por estas terras, nos idos de 1500, calcula-se que havia cerca de 6 milhões de indígenas habitando a vasta extensão de terras que veio a constituir-se, depois, no território brasileiro. Eram os povos originários desta região, viviam aqui desde muito antes dos brancos descobrirem ou, melhor dizendo, invadirem estas paragens.

Não deixa de ser emblemático do mundo em que vivemos hoje, quando vemos um branco, latifundiário, ex-deputado pelo PSDB, esbravejar na televisão contra os índios Terenas que “invadiram” a “sua” fazenda, em Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul.

Daqueles 6 milhões que compunham a população originária, hoje restam pouco mais de 800 mil, divididos em várias nações e vivendo acuados em diversas regiões do país. Estes números são o resultado de cinco séculos de violência dos brancos contra os índios para tomar suas terras. A Constituição de 1988, ao definir regras para demarcação das terras indígenas, visava parar este genocídio, evitando a extinção pura e simples dos povos originários. Era reflexo das fortes lutas democráticas que sacudiram o país naquele período.

A rebelião que vemos nos dias de hoje, da nação Terena, dos Mundurucus, dos Guaranis, Kaiowás, é a expressão nua e crua de que o genocídio continua. Passados 25 anos da promulgação da Constituição, estes índios que hoje se rebelam o fazem porque estão cansados de ver sua gente morrendo de fome, de doenças, desesperança ou mesmo assassinados pelos jagunços a serviço do latifúndio, enquanto o agronegócio cresce em suas terras com apoio e incentivo do governo. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entre 2011 e 2013, foram assassinados 503 indígenas em nosso país!

É verdade que este verdadeiro massacre vem de muito tempo contra os povos indígenas. E a responsabilidade mais recente por isso é de todos os governos que administraram o país neste período, de José Sarney do PMDB, passando por Collor de Mello, Itamar até chegar a Fernando Henrique do PSDB. Mas não é sem razão que é justamente contra um governo do PT que se levantam neste momento.

A opção destes governos (Lula e Dilma) pelo agronegócio, pelo Latifúndio e pelas grandes empresas capitalistas, como as empreiteiras da construção civil, supera qualquer coisa que já se viu neste país. Para além do abandono de qualquer política que priorize a reforma agrária e a produção de alimentos nas terras brasileiras, a opção do governo tem sua expressão também na demarcação das terras indígenas.

Veja, abaixo, tabela com o reconhecimento de Terras Indígenas (TI) nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, segundo dados recolhidos no site do Instituto Socioambiental (atualizado em 25/04/2013).



Os dados mostram claramente que os governos do PT impuseram uma forte retração no processo de reconhecimento e demarcação das terras indígenas. Este movimento corresponde à forte prioridade que tem sido dada pelos governos petistas ao agronegócio, às grandes empreiteiras da construção civil e aos projetos de grandes empresas multinacionais no Norte do país. Dos mais de R$ 22 milhões previstos no orçamento de 2012 para delimitação, demarcação e regularização das terras indígenas, apenas pouco mais de R$ 5 milhões foram, de fato, executados. Não há vontade política de fazê-lo.

Por outro lado, o governo dá todo apoio ao agronegócio, para a produção de grãos e carne para exportação, em detrimento da reforma agrária e da produção de alimentos para o povo brasileiro. As grandes obras, como em Belo Monte, no Pará, ou em Jirau/Santo Antonio, em Rondônia, atendem mais aos interesses das grandes empreiteiras (e de multinacionais instaladas na região que terão garantia de fornecimento de energia elétrica barata para seus projetos), do que do povo brasileiro.

Esta política tem feito a alegria (e a fortuna!) das grandes empresas que atuam nestas áreas. Talvez por isso, de acordo com dados registrados no TSE, estes dois setores (construção civil e agronegócio) tenham destinados, juntos, cerca de R$ 150 milhões para financiar a campanha eleitoral do PT e de sua candidata, Dilma Rousseff, nas eleições de 2010.

Esta política é motivo de vergonha para o povo brasileiro, obrigado a assistir a este verdadeiro genocídio dos povos indígenas, apenas para favorecer aos interesses de algumas grandes empresas capitalistas. A luta dos povos indígenas não pode ser, portanto, uma luta apenas deles. Ela precisa ser abraçada por todos os brasileiros e brasileiras. Os trabalhadores de forma geral, os sindicatos, as entidades estudantis, as organizações e instituições democráticas deste país, precisam clamar uníssonas: chega de genocídio dos povos originários! Delimitação, demarcação e regularização de todas as terras indígenas já!

POR ZÉ MARIA

segunda-feira, 17 de junho de 2013

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O outono da ignorância


Vladimir Chaves

Até demorou. Não se dizia que os brasileiros eram passivos demais, sem consciência política? Um povo inebriado por futebol, Carnaval e cerveja, que só se aglomerava em show, bloco e passeata gay ou evangélica? Agora, uma fagulha, o aumento das tarifas de ônibus, incendiou multidões. São especialmente jovens. Como em qualquer lugar do mundo. Entre os que protestam pacificamente com flores na mão, há os vândalos que, rindo e xingando, depredam o patrimônio, quebram lojas, incendeiam ônibus. Alguma novidade? Sempre foi exatamente assim, em Paris, Londres, Buenos Aires ou Istambul.

Os excessos devem ser repudiados, os vândalos detidos. Mas a reação truculenta das tropas de choque e as declarações de prefeitos e governadores de todos os partidos mostram algo preocupante: o poder – no Brasil, como na Turquia – não faz a menor ideia de como coibir com eficácia protestos que resvalem para a violência. Policiais e políticos igualam-se aos arruaceiros na ignorância, tornam-se delinquentes por trás de armaduras e gravatas, tacham de ilegítimas todas as manifestações, não param para escutar, entender ou negociar. O resultado é este: cidadãos encurralados na volta do trabalho, crianças atemorizadas. Os jornalistas são feridos pela polícia com balas de borracha, bombas de gás e spray de pimenta nos olhos. São coagidos e xingados por jovens mascarados e desinformados.

Os preços sobem, a inflação está em alta, os impostos absurdos não revertem em saúde, moradia, transporte e educação para a população, os empregos para a juventude começam a minguar, as empresas demitem em massa sem repor vagas. A presidente Dilma diz que a economia está sob controle. A farra nos Três Poderes continua. Ninguém aperta o cinto de couro em Brasília. O noticiário continua coalhado de mordomias no Legislativo, Judiciário e Executivo.
O jornalista Zuenir Ventura um dia cunhou a expressão Cidade Partida para se referir à divisão entre asfalto e morro, no Rio de Janeiro. Hoje, está claro que vivemos num País Partido. O Brasil dos que produzem e trabalham quase cinco meses só para pagar impostos... e o Brasil dos que mamam nas tetas do Estado, com aposentadorias vitalícias polpudas e múltiplas, e ainda têm a cara de pau de discutir o rombo da Previdência. É corrupção, nepotismo, promiscuidade, formação de quadrilha nas altas esferas, desmoralização dos sindicatos que se lambuzam com o melado federal. A casta superior do País Partido insiste em ignorar o sentimento de vulnerabilidade da população assalariada.

Com a ditadura, o Brasil se desacostumou a conviver com manifestações e greves. Tudo vira sinônimo de anarquia. Estava em Londres em 1979, no “winter of discontent”, o inverno da insatisfação, que encheu a cidade de lixo e mau cheiro e derrubou os trabalhistas, abrindo o caminho para Margaret Thatcher. Trafalgar Square equivale simbolicamente à Praça Taksim, de Istambul – mas com os bobbies (policiais ingleses) protegendo os manifestantes.

Estava em Paris no outono de 2005, quando jovens da banlieue (a periferia) invadiram a Rive Gauche e saíram quebrando tudo, em protesto contra a situação de jovens imigrantes nos subúrbios. Foram 19 noites de distúrbios na França, 9 mil carros queimados, 3 mil jovens presos. Essa revolta saiu de controle. A “manif” já faz parte da cultura parisiense – quase como a praia no Rio de Janeiro e o restaurante em São Paulo. Não há fim de semana em que avenidas não sejam bloqueadas por protestos. As tropas de choque se organizam, com o objetivo de garantir a passeata, e não de fomentar a violência.

No Brasil, o Movimento do Passe Livre é o estopim, ou a parte visível de um descontentamento que não pode ser minimizado. O péssimo serviço de ônibus, metrôs e trens, aliado a aumentos nas passagens, é, sim, revoltante. Ouvir de Sérgio Cabral, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad que os protestos “têm motivação política” causa risos. É lógico que protestos sejam políticos. Não existe crime nisso. Ouvir das autoridades que os manifestantes são mauricinhos causa desconforto. É preciso ser prostituta para defender os direitos da classe nas ruas? É preciso ser povão para protestar contra a indignidade dos trens?

Torço para que os manifestantes expulsem de suas alas os marginais que aterrorizam exatamente aqueles que mais se servem do transporte público. Espero que os governos não mandem às ruas policiais despreparados, brutamontes e enraivecidos, que atacam pelo prazer da repressão. “Baderna é inaceitável”, diz Alckmin. Concordo. Mas os piores baderneiros são os armados pelo Estado. Deslizes policiais e insensibilidade governamental podem nos lançar ao caos.

RUTH DE AQUINO - Colunista de ÉPOCA 

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MANIFESTO CONTRA A VIOLÊNCIA DA PM NOS PROTESTOS DE JOVENS PELO TRANSPORTE PÚBLICO


Vladimir Chaves

A ação da Polícia Militar do estado de São Paulo em protesto de jovens contra o aumento das tarifas da passagem do ônibus, metrô e trem na capital paulista é mais um episódio na história de violência e desrespeito ao direito de organização e manifestação.

O direito de manifestação sofre permanente ameaça no país, mesmo depois de 25 anos de promulgação da Constituição Federal, o que demonstra que a democracia ainda não está consolidada no país. A PM do Estado de São Paulo, controlada pelo PSDB, mantém os métodos que desenvolveu na ditadura militar, reprimindo manifestações, efetuando prisões políticas de cidadãos e estimulando tumultos, inclusive com infiltrações para desmoralizar a luta e organização popular.

Não podemos esperar um comportamento democrático de uma PM liderada pelo PSDB que, em janeiro de 2012, mobilizou helicópteros, carros blindados e 2 mil soldados do Batalhão de Choque para fazer a reintegração de posse violenta de 1600 famílias que viviam desde 2004 no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).

A legitimidade do protesto dos jovens contra o aumento das tarifas não pode ser desmoralizada por causa de ações equivocadas de uma minoria, que infelizmente não compreende que a sociedade está do lado daqueles que querem transporte barato e de qualidade para a população de São Paulo.

Apesar desses acontecimentos pontuais, a responsabilidade pela violência nos protestos é da Polícia Militar, que tem provocado o conjunto dos manifestantes, promovido o caos e agredido cidadãos que estão nas ruas exercendo o seu direito de manifestar de forma pacífica.

Esses protestos são importantes porque colocam em xeque uma questão central para a população da cidade, que é a mobilidade urbana. Os paulistanos perdem horas e horas todos os dias dentro de um carro ou ônibus parados no trânsito ou de um vagão de metrô e trem lotados. Horas que poderiam ser destinadas para ficar com a família ou para cultura, esporte e lazer, das quais são privados por causa de uma clara opção que privilegia o transporte privado e individual em detrimento do público e coletivo.

O histórico crescimento desordenado da cidade, o trânsito causado pelo número de carros nas horas de pico, a falta de linhas de metrô/trem, a baixa qualidade do sistema e a chantagem das empresas privadas concessionárias de ônibus, as altas tarifas do transporte público representam um problema social, que prejudica o conjunto da população, especialmente os mais pobres, que moram na periferia.

A lentidão da expansão do metrô é uma questão crônica da gestão do PSDB, que construiu apenas 21,6 Km de linhas do metrô, o que representa uma média de 1,4 km por ano. Com isso, São Paulo tem a menor rede metroviária entre as grandes capitais do mundo (apenas 65,9 km).

A gravidade dessa questão fez com que a mobilidade urbana fosse um dos temas centrais da campanha eleitoral para a prefeitura no ano passado. E o candidato Fernando Haddad, que acabou eleito, prometeu dar respostas que tocassem na raiz do problema.

A movimentação da prefeitura para adiar e realizar um aumento da passagem do ônibus abaixo da inflação do último período, dentro de um quadro de pressão das empresas concessionárias, não atende os anseios criados com a derrota dos setores conservadores nas eleições em São Paulo.

A resolução da questão urbana exige medidas estruturais, como a efetivação de um modelo de desenvolvimento, que prescinda o estímulo à indústria automobilística, e a implementação do controle direto sobre as tarifas por meio da municipalização dos transportes. Com isso, se evita soluções paliativas como a subvenção das concessionárias, financiando setores cujo interesse em lucrar se choca com a possibilidade de um sistema de transporte que atenda as necessidades da população.

Por isso, os protestos realizados pelos jovens ganham importância, uma vez que representam um sintoma do problema e constituem uma força social que pode apontar e sustentar mudanças estruturais na organização territorial e na mobilidade urbana. Essas mobilizações são um instrumento de pressão sobre as autoridades, para sustentar um processo de negociação, especialmente com a prefeitura, que esperamos que possa render conquistas para a população e acumular forças para novas lutas que virão.

Nesse processo, a mídia burguesa e os setores conservadores colocam uma cortina de fumaça sobre as soluções estruturais para as quais apontam os protestos, com a execração pública dos atos realizados por uma minoria. Esse tipo de cobertura coloca luz sobre os vínculos dos meios de comunicação da burguesia com as empresas automobilísticas (interessadas em vender mais carros), com as empresas privadas concessionárias de transporte (que lucram com a chantagem sobre a prefeitura) e com a especulação imobiliária (contrária à reorganização territorial).

Assim, manifestamos nosso apoio aos protestos dos jovens em defesa do transporte público, dos quais queremos contribuir para garantir a massificação e manifestação organizada e pacífica, condenamos a ação violenta da Polícia Militar, cobramos a libertação dos presos políticos e rechaçamos o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem.

ABGLT- Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

ANEL – Assembleia Nacional de Estudantes – Livre

Centro de Estudos Barão de Itararé

Consulta Popular

CMP

FNDC

Fora do Eixo

JCUT- Juventude da Central Única dos Trabalhadores

JPT/SP- Juventude do Partido dos Trabalhadores da cidade de São Paulo

JSOL – Juventude Socialismo e Liberdade

JUNTOS!

Levante Popular da Juventude

MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens

MNU- Movimento Negro Unificado

MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

PJ- Pastoral da Juventude

PJMP- Pastoral da Juventude do Meio Popular
Quilombo

PSTU- Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

REJU- Rede Ecumênica da Juventude

UBES- União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

UJR- União da Juventude Rebelião

UJS- União da Juventude Socialista

UNE- União Nacional dos Estudantes

domingo, 16 de junho de 2013

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Senado Federal vai torrar R$ 375 mil na compra do "lanchinho" dos senadores e assessores.


Vladimir Chaves

O Senado Federal vai gastar R$ 375 mil para comprar os itens do "cafezinho do Senado" em 2013. O ambiente fica no plenário da Casa e serve lanchinhos para senadores, assessores e convidados. Serão comprados, entre outros produtos, 2.000 pacotes de biscoito, mais de 8.000 frascos de adoçantes, 4.800 quilos de presunto e queijo. O valor do edital é R$ 163 mil superior ao do ano passado.

A regalia será toda paga com verba pública e engrossa a lista de mordomias às quais os senadores têm acesso. Por lei, cada senador tem direito a receber de volta até R$ 180 mil por ano em gastos com gasolina, alimentação, aluguel de imóvel ou veículo, hospedagem, consultoria e comunicação.

Só em 2012, o gasto total com verbas indenizatórias no Senado foi de R$ 21 milhões. Com o valor daria para equipar mais de 230 leitos de UTI. Além disso, outros gastos dos parlamentares são debitados da conta do contribuinte.

Os senadores não precisam se preocupar com a conta do celular, já que não há limites para gastos e todo o valor é pago com verbas públicas. No Portal da Transparência do Senado, há faturas mensais de senadores que ultrapassam R$ 2.000. Os parlamentares também têm o telefone residencial pago com verba pública. Cada um pode gastar até R$ 500 por mês e, no caso do líder partidário e membros da Mesa, o valor é de R$ 1.000.

A reportagem do R7 foi às ruas para saber a opinião do contribuinte sobre as regalias. A professora Natália Amorim ficou indignada ao saber que o gasto com celular não é controlado.

— Eu acho isso um absurdo. Se eu não me preocupar em controlar meus gastos com telefone, não consigo pagar nada no fim do mês. Enquanto isso, eles gastam celular à vontade e sou eu também que pago a conta.

Para se manter bem informado, cada senador tem direito à assinatura de duas revistas de sua escolha — a assinatura anual de uma revista pode ultrapassar R$ 500 — e quatro jornais, sendo um de Brasília, um do Rio de Janeiro, um de São Paulo e um do Estado representado.

Os parlamentares também têm direito a despesas médicas sem limitação de valor. O atendimento beneficia o parlamentar, cônjuge e dependentes com até 21 anos — ou até 24, se universitários. Já para despesas odontológicas e psicoterápicas, o gasto pode ir a até R$ 25,9 mil.

Para o lavador de carros, Josivaldo Pereira, os parlamentares não deveriam ter privilégios.
— E o pobre tem que ficar lá na fila do hospital, sofrendo, sem saber se vai ser atendido. Eu acho que todo mundo tinha que ser tratado igual. Queria ver senador e deputado na fila do SUS também.

Além dos gastos para manter a saúde dos parlamentares em dia, as despesas com os Correios também são pagas com verba pública e variam de acordo com o Estado de origem do parlamentar e o tamanho da população. A cota mensal mínima é de 4.000 correspondências.

O gasto com publicações dos senadores também corre a cargo do contribuinte. Cada parlamentar tem disponíveis por mês R$ 8.500 para esse fim. Sendo líder ou membro da Mesa Diretora, a cota é dobrada. O valor pode ser usado para impressão de trabalhos — livros, separatas, folders, agendas — que podem ser deles ou orientados por eles e de interesse legislativo.

Os senadores têm cota diária até de combustível, quando estão em Brasília. Por dia podem ser gastos de 25 litros de gasolina ou 36 litros de álcool, de segunda a sexta-feira. Cada senador tem direito ao uso de um veículo oficial, e o presidente da Casa, de dois.

Os parlamentares de outros Estados podem ser hospedar em um dos 72 apartamentos funcionais à disposição. Já os que não ocupam imóveis podem optar por um auxílio-moradia no valor mensal de R$ 3.800, para cobrir despesas com aluguel ou diária de hotel.
Os 14º e 15º salários foram extintos no Congresso Nacional depois de pressão da imprensa e da população. O fim dos benefícios foi aprovado em fevereiro deste ano. O estudante de letras Gustavo Souza sugere que o mesmo seja feito com os benefícios.
— Eles poderiam aprovar uma lei que acaba com todas essas mordomias também, né? Todos os benefícios que já foram citados estão fora do salário de R$ 26.723,12 que os senadores recebem todos os meses.

Um senador, que preferiu não ser identificado, disse não ver "nada de mais em receber esses benefícios".
— Eu não moro aqui, gasto com passagens aéreas para vir até Brasília, não tenho casa aqui e fico hospedado em hotéis.

Procurados, os líderes do governo Eduardo Braga (PMDB-AM) e da oposição Aloysio Nunes (PSDB-SP) não retornaram ao pedido de entrevista da reportagem.

Sobre a compra de produtos para o cafezinho, em nota, o Senado informou que vai reavaliar o valor do edital.

Os gastos dos parlamentares podem ser acompanhados pelo site www.senado.gov.br/transparencia/sen/senadores.

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Se a passagem não baixar João Pessoa vai parar!


Vladimir Chaves

No próximo dia 20 será a vez da população de João Pessoa, fazer valer sua voz ante a indiferença dos governantes. Uma população cansada de ser ignorada, humilhada e maltratada, a principio o protesto tem como mote a exigência da redução das extorsivas taxas nos transportes “públicos” e o repudio a violência contra os ativistas que lutam por mudanças no país.

“Há uma insatisfação imensa com o transporte público em João Pessoa: qualidade insatisfatória dos serviços (ônibus lotados, quantidade de ônibus insuficiente, cobertura insatisfatória da cidade, grande espera, suspensão dos ônibus à noite), problemas de infraestrutura (ruas, paradas de ônibus sem cobertura, ausência de ciclovias)” reclama os ativistas através de sua pagina no Facebook.

Ao contrario do prefeito de João Pessoa, gestores de cidades como: Petrolina, Campinas, Curitiba, Goiana, Natal entre tantas outras, já reviram os preços das passagens, tendo como base a desoneração por parte do Governo Federal do PIS|Cofins para as empresas do sistema de transportes de passageiros.

Movimento semelhante está sendo gestado para acontecer nos próximos dias em Campina Grande.

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Vereador defende revisão tarifária para baixar o preço da passagem de ônibus


Vladimir Chaves

O vereador Olímpio Oliveira protocolou o requerimento nº 1655/2013, solicitando ao Prefeito e ao Superintendente da STTP a urgente realização de estudos para verificar a oportunidade da revisão tarifária, em caráter excepcional, com vistas a REDUÇÃO DO PREÇO DA TARIFA DE ÔNIBUS, em virtude da desoneração dos tributos federais PIS e Cofins para as empresas que atuam no Sistema de Transporte Coletivo.
A desoneração do PIS e Cofins representa a redução de 3,65% nos custos das Empresas que atuam no Sistema de Transporte Público de Passageiros. Ademais, vale lembrar que, esses impostos integram a planilha de custos das empresas de transporte coletivo e é considerado nos cálculos que definem o reajuste das tarifas. Assim, como a desoneração reduzirá o tributo a zero e valerá para todo o país, nada mais justo que seja feita a revisão tarifária, a menor, para que a medida alcance o efeito desejado pelo Governo Federal, ou seja, puxe a inflação para baixo.
Várias prefeituras já estão adotando a revisão tarifária diante da desoneração do PIS e Cofins, inclusive, citamos alguns que já anunciaram a redução: Petrolina (PE); Campinas (SP); Curitiba (PR); Goiania (GO); Manaus (AM); Natal (RN); São Bernardo (SP) e muitos outros.

sábado, 15 de junho de 2013

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PT da Paraíba, as garças da Lagoa e o “grupo dos oito”


Vladimir Chaves

Mais um fiasco de publico (filiados) foi registrado na reunião dos agrupamentos petistas da base do prefeito Luciano Cartaxo. Nem os salgadinhos, bolos e docinhos, serviram de atrativo para reunião batizada de “Café da Manhã”.

Apesar deles não admitirem, o principal objetivo do chamado “grupo dos oitos” é detonar com a liderança politica do ainda presidente estadual do PT, Rodrigo Soares. Nada mais que isso!

Um movimento que é a imagem da contradição, num momento eles enaltecem a eleição do prefeito Luciano Cartaxo, que segundo eles, foi fruto do esforço coletivo de vários setores do partido, e no mesmo momento desprezam a importância de Rodrigo Soares e seu agrupamento no sucesso da tese de candidatura própria. Quando até as graças da Lagoa do Parque Sólon de Lucena, sabem que sem a participação de Rodrigo Soares, a tese de candidatura própria teria sido derrotada.

Em seguida o contraditório “grupo dos oito”, afirma que é preciso fortalecer e defender a gestão do “companheiro” Luciano Cartaxo, que segundo eles,  poderá projetar o partido para as disputas vindouras. Ingenuamente, destoam o discurso da pratica! Como fortalecer o governo detonando com a imagem do presidente estadual e Secretário da gestão que eles dizem está sendo exitosa?


E as contradições prosseguem quando dizem que querem um partido com instâncias fortes e autônomas. Tudo o que esse PT não tem é autonomia, isso também até as garças do cartão postal de João Pessoa, sabem que não existe.  Sabem as belas garças da Lagoa, que do presidente ao secretário de organização do partido, todos ocupam cargos de confiança na gestão municipal, sabem as esplendorosas garças da Lagoa, que os nobres e combativos parlamentares do PT, estão sob o julgo da poderosa caneta do gestor da cidade mais verde do Brasil.

Aliado, a todas essas contradições, ainda apresentam a demagógica e injusta acusação de que o presidente estadual do partido é o único responsável pelo abandono das bases do PT no interior da Paraíba, mas só agora eles perceberam que o PT do interior está abandonado, esquecem ainda, que eles também são dirigentes estadual. 

Saibam eles; Se até as garças da Lagoa conhecem o PT por dentro, porque os filiados do PT não haveriam de conhecer? Ledo engano desconsidera a capacidade de percepção dos filiados. Que venha novembro, que venha o PED, PT saudações!

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Luciano Cartaxo e os abalos sísmicos na base aliada


Vladimir Chaves

Prestes a completar seis meses de gestão, ainda não é possível se ter um diagnostico das ações politico administrativa da gestão do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. Entretanto, é possível se ter uma leitura de como estão as relações politicas entre o governo e a base responsável pelo sucesso eleitoral do alcaide da capital paraibana.

A princípio e sem muita repercussão, os primeiros abalos sísmicos partiram de dentro do próprio partido do mandatário, ao ponto de uma das tendências petista (DS) ter divulgado nota, anunciando o rompimento devido à falta de dialogo e respeito, outras preferiram o silencio e continuam no “sofá” da antessala do “primeiro ministro” (Secretário Chefe de Gabinete) a espera de atenção.

Pouco tempo depois os abalos sísmicos aumentaram de intensidade ao ponto de já ser possível observar as rachaduras na estrutura da base aliada. Partidos de primeira hora e que foram fundamentais no sucesso eleitoral do mandatário chefe da Prefeitura de João Pessoa, como o PRB e PP, já expuseram de publico seus descontentamentos. Assim como o ex-prefeito Luciano Agra, que pegou seu chapéu “Panamá” e deu tchauzinho a politica de “salto alto” do prefeito.

Agora, até mesmo o oportunista PMDB, vem a publico e repreende o tratamento descortês dispensado ao partido. Coube ao deputado federal Manoel Junior, “puxar a orelha” do prefeito, alertando-o que paciência do PMDB está nos limites.

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Em defesa da democracia: não à agressão policial contra manifestantes e jornalistas


Vladimir Chaves

A Federação Nacional dos Jornalistas chama a responsabilidade das autoridades públicas federais, estaduais e municipais para a gravidade da repressão policial que vem ocorrendo na cidade de São Paulo com relação às manifestações contra o aumento das passagens. Além da tentativa de criminalização do direito constitucional de livre manifestação, as inadmissíveis agressões e prisões de jornalistas no exercício de suas funções requerem uma ação imediata de interrupção de tais atentados à democracia e punição dos responsáveis por tais atos.

É inominável o desrespeito aos direitos humanos, à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa que está em prática e se verificou nas ações policiais repressivas ao movimento contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo, principalmente no dia 13 de junho.

O uso de balas de borracha, spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo - lançadas inclusive contra transeuntes que nada tinham a ver com a manifestação - e agressão indiscriminada com cacetetes contra cidadãos é incompatível com o Estado Democrático de Direito.

Nestes episódios violentos já foram registradas agressões a 17 profissionais de imprensa, sendo que 3 deles foram presos. Um repórter fotográfico corre o risco de ficar cego. Todos estavam em pleno exercício de suas funções profissionais para produzir e difundir informações de indiscutível interesse público. Há imagens onde policiais quebram o vidro de uma viatura para culpar os manifestantes. Outras imagens atestam que a agressão a jornalistas não foi "por acaso" ou "por acidente", mas sim com a intenção de impedir a cobertura da violência.

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo cobrou providências da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Tribunal de Justiça de São Paulo, Ouvidoria das Polícias de São Paulo, Corregedoria das Polícias Civil e Militar, Comandos da PM e GCM, ao Palácio dos Bandeirantes, ALESP, entre outros, exigindo providências contra as arbitrariedades ocorridas contra os jornalistas. Na noite de quinta-feira (17/6), o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, informou ter determinado imediatas investigações para apurar rigorosamente os fatos.

A gravidade dos acontecimentos impõe a necessidade de ação mais ampla das autoridades públicas. É preciso que cessem já tais atentados às liberdades democráticas e que se identifique quem praticou e quem autorizou esta barbárie. A FENAJ exige a imediata apuração das responsabilidades pelas agressões - especialmente as praticadas contra jornalistas - e a punição dos autores e mandantes de tais crimes.

Brasília, 14 de junho de 2013.
Diretoria da FENAJ

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UNE e Ubes denunciam ação criminosa da PM em São Paulo


Vladimir Chaves

A União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas condenam a agressão policial injustificável contra jovens ocorrida na noite desta quinta-feira, 13 de junho, em mais um protesto pelas ruas da capital paulista contra o aumento das passagens do transporte público.

A passeata, que teve início no Theatro Municipal e seguia de forma totalmente pacífica, com os manifestantes distribuindo flores, foi interrompida de maneira desproporcional pela Polícia Militar na rua da Consolação, na altura da Praça Rooselvelt, onde o protesto iria se encerrar. Truculenta, violenta e despreparada, a polícia formou um cerco e impediu a ocupação da Praça, dando início a agressões com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os jovens que estavam na passeata, atingindo também a população que passava pela pelo local.

A UNE e a Ubes participaram da marcha e denunciam a ação criminosa da PM do Estado de São Paulo, que colocou em risco a integridade física não apenas dos integrantes da passeata, mas também do povo paulista.

Não é de hoje que a polícia do governador Geraldo Alckmin trata com violência e criminaliza os movimentos sociais. Atos isolados dentro de uma passeata de mais de 5 mil pessoas não são justificativas para o clima de terror que a PM tem imposto aos legítimos protestos contra o aumento da passagem na capital paulista.

Foi nas ruas que já conquistamos vitórias em Porto Alegre, Goiânia e Manaus, com revogações dos aumentos das passagens nessas capitais. Já no Rio de Janeiro, milhares tomaram as ruas e foram duramente reprimidos.

Essas movimentações em todo o Brasil são reflexos de uma precariedade e altos preços, problemas que precisam ser tratados de forma democrática, com diálogo e não com repressão. Seguiremos na luta pela paz, contra o aumento da tarifa, pela qualidade no transporte público e um Estado de São Paulo verdadeiramente democrático.

13 de junho de 2013.

União Nacional dos Estudantes – UNE

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES

União Estadual dos Estudantes de São Paulo – UEE-SP

União Paulista dos Estudantes Secundaristas – UPES

sexta-feira, 14 de junho de 2013

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PCdoB condena violência policial contra manifestantes em SP


Vladimir Chaves

A violência injustificável praticada pela PM contra os manifestantes transformou a cidade em um "campo de batalha".

NOTA PÚBLICA

O Partido Comunista do Brasil – PCdoB condena a truculência da Polícia Militar empregada na manifestação da noite desta quinta feira (13/06). A repressão da força policial, com cenas de agressões, ferimentos e prisões injustificadas contra os manifestantes transformaram a cidade em um campo de batalha. 

O PCdoB defende um transporte público eficiente, de qualidade e mais barato. Para consegui-lo é preciso investimentos contínuos na expansão das linhas ramais de metrô e trens, construção de corredores de ônibus, integração entre modais, a implantação do bilhete único mensal, desoneração de impostos e outras medidas que possibilitam um transporte público mais acessível. 

As manifestações contra o aumento da tarifa demonstram uma insatisfação com o preço praticado e a qualidade do serviço. Sempre defendemos o direito à manifestação e a liberdade de expressão. Defendemos a abertura do diálogo entre os movimentos sociais e o poder público para se chegar a um melhor resultado para a população.

Jamil Murad
Presidente do Diretório Municipal do PCdoB de São Paulo

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Prender manifestantes por formação de quadrilha é AI-5 contra a luta social


Vladimir Chaves

Os momentos históricos são diferentes, mas o que está acontecendo em São Paulo precisa ser discutido do tamanho que merece. Manifestantes não podem ser presos sob acusação de formação de quadrilha, crime inafiançável. Se isso vier a prevalecer, estaremos entrando num cenário de ditadura contra a luta social. Será um novo AI-5, o instrumento que faltava para a tão sonhada criminalização dos movimentos sociais que vem sendo arquitetada há tanto tempo pelas forças conservadoras do país. E que ganhou hoje o apoio, em editorial, da Folha e do Estado de S. Paulo.

Na última terça-feira foram 20 presos. Hoje, fala-se em mais de 60. Muitos deles jovens que carregavam apenas vinagre para se defender do já previsto ataque de bombas da Polícia Militar. Entre esses que carregavam vinagre, um fotógrafo da Carta Capital.

O jornalista da Carta Capital já foi solto, mas a grande maioria dos jovens ainda está amargando o gosto da cela. Quem não está sendo acusado de formação de quadrilha, pode obter a liberdade pagando 20 mil reais.

Ou seja, a partir de agora quem for para a rua lutar é bandido de alta periculosidade. E o pior disso tudo é que tem gente que se diz de esquerda que está aplaudindo essa ação nefasta.

Cansei de ver os metalúrgicos do ABC parando a Anchieta para reivindicar aumentos. Cansei de ver os bancários de São Paulo fechando as ruas do centro de São Paulo em suas campanhas salariais. Participei de greves gerais convocadas pela CUT e que interrompiam avenidas de todo o país. E muitas vezes vi gente com pedaço de pau e o que tivesse na frente indo para cima de policiais e da cavalaria. E também vi muitos sindicalistas com o rosto jorrando sangue.

A polícia brasileira sempre foi violenta com os movimentos sociais. E é essa violência que estamos assistindo contra os manifestantes no centro de São Paulo que está engordando o caldo das manifestações do Passe Livre. Essa violência que o jovem da periferia vive no seu cotidiano é também a gasolina dos protestos. Não é só os vinte centavos.

Muito mais gente vai para a rua da próxima vez. E Alckmin está dando risada. Porque isso vai fazer bem para a sua popularidade. Afinal, em São Paulo há um eleitorado que quer o xerife na rua. Quer ver sangue. E quer ver quem luta, quem protesta, quem para avenidas, na cadeia. Que sonha em ver a extinção “dessa raça”.

A questão é que se os movimentos sociais que não estão diretamente envolvidos nos protestos atuais aceitarem essa criminalização absurda do Movimento Passe Livre, estarão assinando o seu atestado de óbito. Quando quiserem lutar serão tratados da mesma forma.

A não ser que já tenham abdicado da luta como um instrumento de construção de uma sociedade mais justa. E aí também já terão assinado seu atestado de óbito. Movimento que não luta numa sociedade tão desigual como a nossa não é movimento.

Para o movimento social agora não é hora de se discutir os exageros. É hora de defender os direitos. O que está em curso é muito mais perigoso do que pode parecer à primeira vista. A continuar assim, em breve, líderes sociais estarão sendo presos acusados de terrorismo.

Blog do Rovai

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Paraíba: Caçadores e capturadores de animais usam tecnologia da china para atrair suas presas


Vladimir Chaves

Na Paraíba os predadores estão usando produtos cada vez mais sofisticados para caçar e capturar animais silvestres. Os caçadores usam lanternas com feixe de luz potente durante caçadas noturnas, que fazem os olhos dos animais brilharem de longe, tornando-os alvo fácil, pois ficam ofuscados com a luz forte, que os deixa paralisados e vulneráveis tanto à caça como à captura.

Dentre os animais abatidos encontram-se mamíferos como: raposas, guaxinins, tacacas, timbus, tatus, maracajás pintados, maracajás pardos, tamanduás, furões, etc. Também répteis e anfíbios. “As aves noturnas estão nesta mira, tais como: coruja, curiango, bacurau, e a ave rara o Pai da Lua ou Urutau entre outros”, explica o Ambientalista Aramy Fablicio.

“Geralmente esta prática não é para servir de alimentação a alguém miserável, mas sim predatória, por pura diversão e perversidade” Aramy Fablicio.

Quando a caça é diurna são utilizados caixinhas de som fabricados na China como as da foto com os sons de animais gravados para atrai-los.  Com um Pen drive ou cartão de memória com som gravado de aves e outros animais, as caixinhas emite o som dos animais que são atraídos e abatidos por estes predadores humanos que ficam em tocais esperando a presa.  Por vezes nem importa o que apareça, eles abatem como troféus, para se exibirem ou comerem em farras. Os animais de menor porte são comumente jogados para cães e gatos.

Segundo Aramy Fablicio, “os caçadores munidos de gaiolas com aves apenas para atrair a outra ave da mesma espécie para a armadilha que possui por vezes até doze alçapões. Com o canto de chama as aves caem como “patinhos”. Outros utilizam redes de arrasto que  capturaram de tudo, desde pequenos beija- flores até gaviões. Um dos métodos mais cruéis de captura é o que colocam uma ave empalhada afixada em um galho encoberto com visgo ou látex extraído de árvores, desta forma muitas vezes o pássaro tem suas penas arrancadas no esforço de se livrarem da armadilha e por isso são  sacrificadas pelos capturadores.  Não se vê mais  criadores de animais, e sim negociantes sem escrúpulo, que só pensa em lucro sem levar em conta a importância da vida animal para nosso planeta”.


“Algumas  pessoas da zona rural estão se entregado à tentação do dinheiro fácil, algumas crianças até deixam de ir pra escola para irem com o pai capturar animais como uma fonte de renda ilícita o que acaba ensinando à criança a ser desatenta e cruel com a natureza. Os animais capturados são vendidos por baixo preço aos aliciadores, que repassam aos atravessadores até chegar às mãos do comerciante que os vende tanto para a região e até para o exterior. Por este motivo já foram extintas várias espécies de animais da região”, denuncia Aramy.

“Atualmente a tecnologia está ajudando tanto na caça como na captura de animais, sendo cada vez mais difícil de apreender os infratores. É necessário que se conscientize a população, principalmente às crianças, da importância que cada animal tem dentro de um ecossistema, que a cada animal cabe um papel e eles merecem viver neste planeta. Além disso, toda a vida deve ser respeitada. Meu repúdio, portanto, aos caçadores e aos capturadores de qualquer animal”.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

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Edvaldo Rosas: “O prefeito deu um chute na bunda de Agra”


Vladimir Chaves

Entre tantas avaliações e especulações, acerca das relações politicas entre o prefeito Luciano Cartaxo e o ex-prefeito Luciano Agra, pós-filiação ao Partido Ecológico Nacional, quem melhor sintetizou o quadro foi o presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Edvaldo Rosas. Para ele Agra foi descartado pelo prefeito Luciano Cartaxo.


“Já ouviu falar em defeito de nascença? Essa aliança já nasceu com defeito, porque foi construída sem base sólida em cima de um projeto oportunista. Depois que o outro (Luciano Cartaxo) ganhou deu um chute no outro (Agra) e esqueceu o companheiro” discorreu Rosas.

Para Rosas, a filiação de Agra ao PEN, simboliza o fim de uma rápida aliança entre o ex-prefeito e o atual prefeito. De acordo com o socialista, Luciano Agra foi traído.  “Luciano Agra foi traído por Cartaxo. Agora o prefeito deu um chute na bunda de Agra”, avaliou.








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Regis Soares o chargista vanguardista da liberdade de expressão.


Vladimir Chaves

Filiado ao Partido dos Trabalhadores, o consagrado cartunista Regis Soares, tem se destacado entre os melhores chargistas do país devido as suas irreverentes charges políticas. Trabalho esse que já lhes rendeu de elogios a perseguições e ameaças.

Ao ingressar no Partido dos Trabalhadores, numa solenidade que a época contou com a presença do líder do PT no Senado Federal, Humberto Costa, Regis no seu curto discurso afirmou que entrava no PT para brigar pela “liberdade de expressão” uma das bandeiras históricas do partido.

Apesar de ter votado no atual prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), Regis Soares, tem sido um dos poucos petistas a ousar em criticar os erros da gestão. De forma irreverente quase que semanalmente, o cartunista expõe através de suas charges os sentimentos da população e os bastidores da administração municipal.

Veja algumas da charges:













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