Bolsonaro presta solidariedade ao povo de Israel e lembra que o grupo terrorista Hamas comemorou a eleição de Lula


Vladimir Chaves



Jair Bolsonaro (PL) expressou apoio ao governo de Israel após ataque terrorista do Hamas em solo israelense, neste sábado (7). O ex-presidente destacou ainda que o grupo terrorista parabenizou Lula (PT), atual chefe do Executivo do Brasil, quando o o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou o petista vencedor do pleito de 2022.

Bolsonaro disse repudiar a ofensiva e lamentou as mortes de civis e militares israelenses. Ele também condenou o sequestro de mulheres e crianças.

“Pelo respeito e admiração ao povo de Israel repudio o ataque terrorista feito pelo Hamas, grupo terrorista que parabenizou Luís Inácio Lula da Silva quando o TSE o anunciou vencedor das eleições de 2022. Fundado em 1948, por deliberação da ONU de 1947, em sessão presidida pelo diplomata brasileiro Oswaldo Aranha, Israel é um país irmão com profundos laços culturais e religiosos com o nosso povo. Lamentamos as mortes de civis e militares israelenses, bem como condenamos os sequestro de mulheres e crianças pelos terroristas do Hamas para dentro da Faixa de Gaza” disse

A nota do ex-presidente defende ainda que “para que a paz reine na região, lideranças palestinas precisam abandonar o terrorismo e reconhecer o direito de Israel existir”.

“Para que a paz reine na região, lideranças palestinas precisam abandonar o terrorismo e reconhecer o direito de Israel existir. Somente assim um acordo entre as partes poderá existir. Shalom”  concluiu.

sábado, 7 de outubro de 2023

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Israel declara estado de alerta de guerra após ataques terroristas do Hamas


Vladimir Chaves



Israel decretou o Estado de Alerta de Guerra depois de ter sido alvo de um ataque do Hamas, que diz ter disparado cinco mil rockets. O líder do braço armado do Hamas confirmou que o grupo lançou uma nova operação militar contra Israel.

Numa rara declaração pública, o líder do braço armado do Hamas, Mohammed Deif, disse que cinco mil foguetes foram disparados contra Israel durante a madrugada, para dar início à "Operação Tempestade Al-Aqsa".

"Este é o dia da maior batalha para acabar com a última ocupação na Terra", disse Deif. "Decidimos dizer basta", acrescentou, apelando a todos os palestinianos para confrontarem Israel.

Enquanto as sirenes de alerta soavam no sul e no centro de Israel, inclusive em Jerusalém, os militares israelitas decretaram estado de alerta de guerra. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocou uma reunião de emergência de autoridades de segurança.

Numa mensagem dirigida aos israelitas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o país está em guerra e que o Hamas “pagará um preço sem precedentes”.

“Estamos em guerra e venceremos”, afiançou.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, disse que “o Hamas cometeu um grave erro ao lançar uma guerra contra o Estado de Israel”, garantindo que os soldados israelitas “estão a combater o inimigo em todos os locais”.

O exército de Israel anunciou que "um número desconhecido de terroristas" da Faixa de Gaza se infiltrou em território israelita e apelou aos residentes da região para permanecerem em casa. O ataque, que durou mais de uma hora, provocou pelo menos 22 mortos e mais de 500 feridos, segundo avançou o Ministério da Saúde de Israel.

Entre as vítimas está o chefe do Conselho Regional de Shaar HaNegev, em Israel.

 

As imagens mostram uma zona residencial em chamas, a 50 quilómetros a sul de Telavive. Há ainda alvos atingidos nas cidades de Kfar Aviv e Rehovot. Em Jerusalém, também soaram as sirenes de alarme.

Israel já mobilizou as forças de defesa e começou uma contra-ofensiva, bombardeando pelo ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, iniciando a operação "Espadas de Ferro".

"Atualmente, dezenas de aviões de guerra israelitas estão a atacar vários alvos pertencentes à organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza", disse o Exército.

Centenas de palestinianos, essencialmente mulheres e crianças, estão já a fugir da Faixa de Gaza por receio de uma retaliação de Israel. Noutras zonas da Faixa de Gaza há também festejos para celebrar o ataque em curso.

Os lançamentos ocorreram após semanas de tensões ao longo da fronteira de Israel com Gaza e de pesados combates na Cisjordânia ocupada por Israel.

O incidente de hoje é o mais grave desde que Israel e o Hamas travaram uma guerra de dez dias em 2021, com a comunicação social israelita a relatar tiroteios entre bandos de combatentes palestinos e forças de segurança em cidades do sul de Israel.

Líderes europeus condenam ataques do Hamas

A União Europeia condenou os ataques do Hamas e manifestou “a sua solidariedade com Israel”, acreditando que o país tem “o direito de se defender”.

"Condeno inequivocamente o ataque levado a cabo pelos terroristas do Hamas contra Israel. Isto é terrorismo na sua forma mais desprezível. Israel tem o direito de se defender contra tais ataques hediondos", declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter).

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Farra: Presidente petista paga R$ 3,5 bilhões em “emendas pix”, em apenas um dia.


Vladimir Chaves



O presidente petista liberou o pagamento de R$ 3,5 bilhões em "emendas pix", na segunda-feira (2). Um recorde desde o retorno dos trabalhos legislativos, nesse segundo semestre, e coincide com as negociações em torno do marco das garantias, aprovado pelos deputados na terça-feira (3).

O recorde anterior era de 30 de agosto, quando as "emendas pix" alcançaram R$ 3,2 bilhões, para massagear o ego do centrão diante da demora em anunciar os novos ministros do Esporte e de Portos e Aeroportos.

Ao todo "escorreram" dos cofres públicos R$ 24,3 bilhões. Destes, R$ 8,9 bilhões foram empenhos (reservados) de anos anteriores e pagas só agora.

Até aqui os partidos que mais se beneficiaram com a farra das "emendas pix", até 2 de outubro, foram PSD, PT e PL.

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

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Senado autoriza governo do PT a não pagar piso da saúde em 2023


Vladimir Chaves



O Senado Federal aprovou um projeto de lei que permite ao governo do PT não cumprir as novas despesas com saúde e educação em 2023. A situação ocorre após a aprovação do arcabouço fiscal, que retira o congelamento dos investimentos nesses setores e exige a apresentação de um aumento no investimento mínimo na saúde e educação.

Com  63 votos a favor e apenas dois contra, o Senado aprovou que o governo lulista não precise destinar pelo menos 15% da receita líquida da União para o setor da saúde, como previa o arcabouço fiscal com a retomada dos pisos da saúde e da educação.

Apenas os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Carlos Portinho (PL-RJ) foram contra a aprovação da proposta sobre o descumprimento da regra orçamentária. Apesar de serem oposição, seis parlamentares do PL votaram pela aprovação da proposta, todos os senadores do PT foram favoráveis à medida.

A situação ocorre após o Ministério da Fazenda consultar o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a possibilidade de não aplicar em 2023 o valor mínimo aprovado no arcabouço fiscal para investir nos setores de saúde e educação.

A justificativa do Governo pestista para essa solicitação é de que, como o arcabouço fiscal foi aprovado em agosto, não existe espaço no orçamento para novos investimentos altos. A regra aprovada exigiria que fosse desembolsado mais de R$ 20 bilhões para saúde. 

No meio desse contexto, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) inseriu a retirada da obrigatoriedade dessa quantia para o piso da saúde em um projeto sobre compensação dos estados e municípios em decorrência da redução do ICMS dos combustíveis em 2022. A criação de um dispositivo dentro de um material sem relação direta com o assunto é chamado de "jabuti".

A proposta de Dirceu sugeria que as despesas com o piso da saúde seja baseado no orçamento de 2023. Essa modificação faria com que o gasto adicional fosse de R$ 5 bilhões, não 20 bilhões de reais.

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Deputado denuncia Lula e Tebet por interferirem na eleição da Argentina


Vladimir Chaves



O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) denunciou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB) no Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PRG).

A denúncia se refere às notícias de que o presidente pediu 1 bilhão de dólares (R$ 5,15 bilhões) ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) para a Argentina, com o objetivo de interferir nas eleições do país vizinho.

As informações são de que Lula teria ligado para Tebet para que concedesse o empréstimo. A ligação ocorreu no fim de agosto, às vésperas da visita do ministro da Economia, Sergio Massa, nome apoiado pelo presidente Alberto Fernández para a sua sucessão.

A denúncia da interferência de Lula nas eleições argentinas foi denunciada pelo candidato Javier Milei nas redes sociais. Em postagem publicada no X, Milei disse que “comunistas furiosos” estavam agindo contra ele em seu espaço.

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Mourão diz que “Lei da Anistia” é única saída possível para condenados do 8 de janeiro


Vladimir Chaves



O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) pretende propor aos líderes do Congresso que sejam feitos estudos em torno de uma ação legislativa para anistiar os condenados pelos atos de vandalismo do 8 de janeiro, tão logo se encerrem os julgamentos deles ainda em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte já condenou os seis primeiros réus a penas que vão de 12 a 17 anos, além de outras sanções, apontando uma série de punições padronizadas.

Diante da evolução desses fatos, Mourão disse que a votação de uma “Lei da Anistia” para os manifestantes seria a “única saída possível” para reparar os excessos e os equívocos cometidos contra os cidadãos que não tiveram os direitos constitucionais de defesa garantidos.

Na atual conjuntura não há chance do exercício da prerrogativa do “perdão presidencial”. Por isso, o senador entende que a resposta terá de vir necessariamente do Poder Legislativo.

Para o senador, é um erro classificar o 8 de janeiro como uma tentativa frustrada de golpe de Estado. “As imagens revelam o episódio como uma baderna causada por numeroso grupo de pessoas, sejam com propósito nobre ou não. A meu ver, 90% dos réus foram manifestantes pacíficos, enquanto os 10% restantes partiram para o quebra-quebra”, disse. Mourão não vê razões para uma tentativa de golpe em um domingo, sem apoio das Forças Armadas e sem risco para as autoridades no poder.

Neste sentido, a primeira e maior falha da Justiça foi não levar esses detidos ao chamado juiz natural, de primeira instância, podendo depois recorrer à segunda, terceira e quarta instância. Ao contrário, eles passaram a ser julgados pela mais alta Corte do país, recebendo "penas pesadíssimas se comparadas a outros crimes", algo totalmente desproporcional. “É preciso dar o devido valor aos fatos em si e condenar quem quebrou e invadiu, seguindo aquilo que está previsto no Código Penal. O assunto precisa acabar aí”, sublinhou.

 

Já havia projetos de lei sobre o tema da anistia, propostos a partir de março. O que Mourão defende é a retomada do esforço, mas sob novos parâmetros e por meio de um Projeto de Decreto Legislativo.

"Pau de arara moderno", diz Mourão sobre acordo para réus

O Ministério Público Federal (MPF) estima que mais de mil denunciados pelos atos do 8 de janeiro fechem acordos para não terem de ir a julgamento no STF. Os acordos resultam em pagamento de multas, de R$ 5 mil a R$ 20 mil, além do cumprimento de 300 horas de serviços à comunidade, participação de curso sobre Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado e não manter perfil nas redes sociais. Para Mourão, essa situação se revela um “pau de arara moderno”, mantendo presos por longos meses sem sequer acusação formada, para forçar confissões de atos não cometidos.

Ele criticou a declaração da ex-presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, de que o 8 de janeiro foi “o dia da infâmia”, numa referência ao discurso do presidente americano Franklin Roosevelt, após o ataque de Pearl Harbor, para justificar o contra-ataque contra o Japão na Segunda Guerra Mundial. “Ora, isso é o horror? Se os ministros do STF querem ver o horror, basta visitarem as favelas do Rio”.

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

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Comissão do Senado aprova projeto que impede sindicato de cobrar contribuição sem autorização


Vladimir Chaves



A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (3) o projeto de lei (PL) 2.099/2023, que impede os sindicatos de exigirem o pagamento da contribuição sindical sem autorização do empregado. O texto do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) recebeu relatório favorável do senador Rogerio Marinho (PL-RN) e segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A proposição altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT — Decreto-Lei 5.452, de 1943). De acordo com o projeto, mesmo que seja filiado, o trabalhador deve autorizar prévia e expressamente a cobrança de contribuições aos sindicatos da categoria econômica ou profissional.

Histórico

Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), antes de 2017 a contribuição sindical, federativa e assistencial tinha natureza tributária e, portanto, era obrigatória inclusive para trabalhadores não sindicalizados. Com a Reforma Trabalhista (Lei 13.467, de 2017), a contribuição passou a ser facultativa aos não associados.

Em setembro deste ano, a Corte decidiu pela constitucionalidade da cobrança de contribuição assistencial dos empregados não filiados ao sindicato em caso de acordo, convenção coletiva de trabalho ou sentença judicial. Mas o STF garantiu ao trabalhador o direito de se opor à cobrança, o que terá de ser feito expressamente.

Cobrança

O relator, senador Rogerio Marinho, alterou a proposta original para garantir o direito de oposição, segundo o novo entendimento do STF. O texto proíbe a cobrança de não sindicalizados e exige inclusive autorização prévia do trabalhador ou profissional liberal sindicalizado para que a contribuição sindical seja recolhida.

A cobrança só pode ser feita a todos os envolvidos na negociação coletiva, associados e não associados, por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho e garantido o direito de oposição. A contribuição vinculada à negociação coletiva só pode ser cobrada uma única vez ao ano e na vigência do acordo ou convenção.

 

A cobrança deve ser feita exclusivamente por meio de boleto bancário ou sistemas de pagamentos instantâneos criados pelo Banco Central, como o PIX. Caso exista previsão em acordo ou convenção coletiva, o empregador pode descontar a contribuição no contracheque e repassá-la ao sindicato, mas não é obrigado a fazê-lo.

Na contratação

No ato da contratação, o empregador deve informar ao empregado por escrito qual é o sindicato que representa sua categoria e o valor da contribuição assistencial cobrada. Também deve esclarecer ao trabalhador sobre o direito de não se filiar ao sindicato e não pagar a contribuição.

Quando da assinatura do acordo ou da convenção coletiva, o contratante e o sindicato devem informar o empregado, em até 5 dias úteis, a respeito do valor a ser cobrado e do seu direito de oposição ao pagamento. O empregado pode se opor ao pagamento da contribuição no ato da contratação ou em até 60 dias do início do contrato de trabalho ou da assinatura do acordo ou da convenção coletiva.

O trabalhador também pode exercer o direito de oposição em assembleia, que deverá ser aberta aos associados e não associados e convocada com pauta de discussão ou aprovação da negociação coletiva. Para se opor, o empregado pode usar qualquer meio de comunicação, como e-mail, aplicativos de mensagem, ou comparecer pessoalmente ao sindicato.

A manifestação deve ser por escrito e com cópia para o empregador. Sindicato e contratante devem arquivar o pedido por pelo menos cinco anos.

O projeto proíbe o envio de boleto ou guia para pagamento à residência do empregado ou à sede da empresa, caso o trabalhador já tenha exercido seu direito de não pagar. Em caso de desobediência, o sindicato fica sujeito a multa.

Nenhum valor pode ser cobrado do empregado que exerce o direito de não pagar a contribuição. O trabalhador pode desistir da oposição e pagar a contribuição a qualquer tempo.

Divulgação

O projeto obriga os sindicatos a dar ampla publicidade ao direito de oposição por todos os mecanismos disponíveis, como páginas na internet, aplicativos de mensagens ou e-mails. As entidades não podem exigir a contribuição de empregados ou empregadores, sob qualquer pretexto — mesmo que referendada por negociação coletiva, assembleia-geral ou outro meio previsto no estatuto da entidade.

Rogério Marinho disse ter recebido dezenas de relatos de trabalhadores submetidos “obstruções e constrangimentos” ao direito de não pagar a contribuição. O parlamentar cita o caso de um sindicato de Sorocaba (SP) que, após convenção coletiva, passou a descontar 12% de contribuição assistencial ao ano sobre o valor do salário ou exigir o pagamento de uma taxa de R$ 150 de quem não quiser pagar a contribuição.

“Assistimos a um festival de arbitrariedades cometidas por alguns sindicatos, que podem ser generalizados caso não tenhamos a possibilidade de regulamentar essa situação. Salário é verba de natureza alimentar. Você deveria ter o arbítrio de determinar se deve ou não permitir o rateio com uma entidade que eventualmente você considere importante para sua vida laboral” afirmou Rogério Marinho.

terça-feira, 3 de outubro de 2023

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Pacheco recebe de centrais sindicais com proposta de “financiamento obrigatório dos sindicatos” pelos trabalhadores


Vladimir Chaves



O presidente Rodrigo Pacheco se reuniu com representantes de centrais sindicais e recebeu uma proposta de regulação da “contribuição assistencial”, uma modalidade de financiamento para os sindicatos. O encontro ocorreu no dia anterior à reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que pode votar um projeto de lei para proibir esse tipo de cobrança (PL 2099/2023).

A contribuição assistencial seria uma taxa a ser cobrada dos trabalhadores em caso de sucesso do sindicato em negociações coletivas. Mesmo os trabalhadores não sindicalizados estariam sujeitos à cobrança. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em setembro que a modalidade não viola a Constituição. O trabalhador poderia optar por não contribuir, mas para isso teria que manifestar formalmente a sua recusa. Caso contrário, a contribuição seria automática, com desconto em folha.

O PL 2099 impede os sindicatos de exigirem qualquer contribuição dos trabalhadores sem autorização prévia e expressa. A proposta tem relatório favorável do senador Rogério Marinho (PL-RN) e está na pauta da reunião da CAE que se inicia a partir das 10h desta terça-feira (3). O projeto ainda precisará passar pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que terá a palavra final.

Após o encontro com os sindicalistas, Pacheco afirmou que o Senado vai trabalhar para construir um consenso em favor da sustentabilidade dos sindicatos. Ele garantiu que não se cogita a retomada da antiga contribuição sindical obrigatória, extinta com a reforma trabalhista de 2017 (Lei 13.467, de 2017), mas explicou que a contribuição assistencial é um instrumento diferente.

A primeira premissa é que não há na decisão do STF a revogação do que foi feito pelo Congresso na reforma trabalhista. Ela se mantém intacta, com a faculdade da contribuição sindical, que continua sendo não-obrigatória. A contribuição assistencial pressupõe o êxito do sindicato na negociação coletiva, e esse êxito, compartilhado com os empregados. Estamos buscando há algum tempo uma forma de fomento dos sindicatos. É importante haver a vida sindical no Brasil e haver condições para esses sindicatos dialogarem — disse Pacheco.

O termo de autorregulação da contribuição assistencial entregue ao presidente do Senado é assinado pelos presidentes de seis centrais sindicais. O documento diz que os sindicatos se comprometem a oferecer às suas categorias mecanismos de esclarecimento sobre a contribuição e também condições para a “manifestação de vontade” dos trabalhadores, incluindo cobranças não-abusivas. Os sindicatos também propõem a punição a práticas de incentivo à recusa e de “desinformação” contra a contribuição, e demandam que não seja admitida a manifestação da recusa diretamente junto ao empregador.

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Senado vota o projeto Desenrola Brasil nesta segunda


Vladimir Chaves


Item único na pauta, o projeto que cria o Programa Emergencial Desenrola Brasil — destinado à renegociação de dívidas pessoais para redução do endividamento — será votado nesta segunda-feira (2) em Plenário, a partir das 14h.

A convocação para a sessão plenária deliberativa foi feita pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, após a matéria ter sido aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na quinta-feira (28). O PL 2.685/2022 precisa ser votado até esta segunda-feira porque na terça (3) perde a validade a Medida Provisória (MP)  1.176/2023, que criou o  Programa Desenrola Brasil, em funcionamento desde 17 de julho deste ano.

Relator do projeto, o senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) deu parecer favorável ao texto, proveniente da Câmara dos Deputados. O projeto estabelece normas para facilitar o acesso ao crédito e diminuir a inadimplência e o superendividamento. Uma das medidas previstas é o limite para os juros do cartão de crédito, que deve ser fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Em defesa pela aprovação da matéria na CAE, Rodrigo Cunha afirmou que “o endividamento das famílias brasileiras é um desafio crítico que afeta não apenas as finanças pessoais, mas também a estabilidade econômica do país como um todo”.

Válido até 31 de dezembro de 2023, o programa deverá beneficiar até 70 milhões de pessoas, de acordo com a expectativa do Ministério da Fazenda. O intuito é incentivar a renegociação de dívidas de pessoas inscritas em cadastros de inadimplentes para reduzir o endividamento e facilitar a retomada do acesso ao crédito. 

Para isso, o projeto estabelece dois tipos de empresas envolvidas na negociação com o devedor: o credor, que inscreveu a pessoa devedora no cadastro de inadimplentes; e os agentes financeiros, autorizados a realizar operações de crédito.

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

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Eleição Conselho Tutelar: 20 candidatos são eleitos para mandatos de quatro anos em Campina Grande, confira:


Vladimir Chaves


A apuração da eleição para o Conselho Tutelar foi encerrada e 20 candidatos foram eleitos (sendo 5 de cada região), para o mandato de quatro anos no Município. Entre os eleitos, 70% são mulheres. A apuração aconteceu no auditório do Seminário São João Maria Vianney, no bairro Lauritzen. Todo o trabalho foi realizado pela Prefeitura de Campina Grande, junto ao Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDDCA) e a logística realizada com o apoio de colaboradores de várias secretarias municipais, sob a coordenação da Secretaria de Assistência Social (Semas).

Foram eleitos pela Zona Norte, com os respectivos votos: Sueide Alves (1.087), Herculano da Capoeira (1.069), Lívia Alberia (1.065), Ellen Guedes (1.022) e Soraya Moura (1.002). Pela Região Sul foram eleitos Roberto (1.307), Betânia Brito (1.261), Adjane (1.200), Mônica (1.154) e Mayara Macedo (1.021). Pela Região Leste: Lana (1.331), Boneca Clarita (1.195), Graça (977), Lelo (945) e Tiago Medeiros (859). E pela Região Oeste, os votantes elegeram Jaqueline Avelino (1.454), Roberto Rodrigues (1.353), Pedro Alisson (1.316), Evânia Silva (1.296) e Jeane Melo (1.205).

Sobre as Eleições

Ao todo foram 24 locais de votação, com movimentação intensa nos colégios eleitorais. Moradores de todas as regiões compareceram aos colégios eleitorais.

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Reforma Tributária: com a aprovação, estudo prevê aumento na conta de água


Vladimir Chaves

 


Uma conta de água mais cara para todos os brasileiros. É isso que prevê um estudo feito pela Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON SINDCO) com a aprovação  final do texto da Reforma Tributária, que já foi votado na Câmara dos Deputados — e aguarda a aprovação definitiva do texto, no final de outubro deste ano, para se tornar realidade.

O documento que aponta a perspectiva de aumento da conta de água, com a Reforma Tributária, foi apresentado durante um debate com representantes das instituições ligadas ao setor de saneamento com parlamentares em Brasília. O impacto que a Reforma Tributária teria no saneamento giraria em torno de 18%, segundo o estudo. O que, na prática, "geraria uma contração nos investimentos no setor", como explica o professor da FGV Gesner Oliveira. "Se nada for feito, a universalização dos tributos inviabilizaria os serviços de saneamento pelas empresas."

O senador Eduardo Gomes (PL-TO), autor da Emenda Constitucional 114, que propõe a neutralidade de impostos para o setor de saneamento, está confiante na edição do texto.

“É preciso que o status tributário seja, pelo menos, o mesmo de hoje. E como a gente sabe que o investimento em saneamento tem reflexo imediato na saúde, a emenda tem sido recebida com bastante simpatia pelo setor, pelo relator Eduardo Braga (MDB-AM) e a gente entende que vai conseguir êxito nessa aprovação.”

Na contramão do que propõe a Reforma Tributária

Hoje, segundo Alexandre Figueiredo, professor no Programa de Pós-Graduação em Integração da América da USP, os impostos que incidem sobre as empresas que atuam no setor de saneamento são a soma do PIS/Pasep e Cofins — um total de 9,25% em cima da receita bruta dessas empresas. No cenário futuro, pós-reforma, essa alíquota subiria para 27%, o que faria mais que dobrar o valor dos tributos cobrados pelo setor.

Para o pesquisador, o primeiro impacto seria o aumento das tarifas para o consumidor.  Num segundo cenário, as companhias estaduais de saneamento reduziram o lucro para amortizar o impacto do aumento. Valor que teria que sair dos investimentos do setor, isso giraria em torno de 50% em perda de investimento. O que impactaria, principalmente, nas populações mais carentes.

“Significa reduzir o esforço na construção de obras que levem a rede à casa das pessoas, Menos esgoto, menos água, menos diminuição desse déficit — que ainda é bastante significativo no Brasil. Na prática é isso, ou uma tarifa ainda mais cara para os que já têm. Nem chegaria nas pessoas que ainda precisam — e quem tem, ainda pagaria uma tarifa mais alta nessa situação.”

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Com Carlos Dunga na Saúde, Bruno começa a recompor equipe de primeiro escalão na Prefeitura de Campina Grande


Vladimir Chaves



O prefeito Bruno Cunha Lima começou, já neste sábado, 30, o processo de recomposição automática da equipe de primeiro escalão de sua gestão em Campina Grande.

A novidade no Semamário Oficial do Município fica por conta da nomeação do ex-superintendente de Trânsito e Transportes de Campina Grande (STTP) para a Secretária de Saúde. Carlos Dunga substitui no cargo o médico Gilney Porto. Na Secretaria Adjunta, volta ao cargo Emmanuel do Nascimento Sousa.

A edição especial do Semanário traz também as nomeações para os mesmos cargos os secretários Diogo Flávio Lyra Batista (Administração) e seu adjunto Rubens Nascimento; Asfora Neto e a adjunta Maria do Socorro Siqueira (Educação); Joab Machado (Obras); Félix Neto (Planejamento) e Geraldo Nobre (Serviços Urbanos e Meio Ambiente) e Pâmela Vital (Assistência Social).

O presidente Antônio Hermano (Ipsem) e Aécio Melo (Procuradoria Geral do Município) foram também nomeados pelo prefeito Bruno. Kátia Mesquita foi reconduzida para o cargo de secretária executiva do Prefeito.

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