Em parceria com a companhia de Elon Musk, Força Aérea Brasileira lança dois satélites do Projeto Lessonia.


Vladimir Chaves



Na quarta-feira (24), a Força Aérea Brasileira (FAB), realizou às 15h25 o lançamento dos dois primeiros satélites do Projeto Lessonia-1. Os satélites de sensoriamento remoto radar (SRR), chamados de Carcará I e Carcará II, foram lançados pelo foguete Falcon 9 da SpaceX, companhia de Elon Musk.

O Projeto Lessonia consiste na aquisição de uma constelação de satélites de órbita baixa. De emprego dual, visam atender às necessidades operacionais das Forças Armadas do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazónia (CENSIPAM), bem como de agências governamentais.

O sistema de imageamento do Projeto Lessonia utiliza um Sensor Ativo de Detecção capaz de gerar imagens de altíssima resolução, que podem ser obtidas a qualquer hora do dia ou da noite, independentemente das condições meteorológicas, pois o sinal emitido atravessa as nuvens. Dessa forma, é possível o monitoramento continuado de áreas de interesse do Brasil.

As imagens captadas serão utilizadas em apoio ao combate ao tráfico de drogas e mineração ilegal, atualização de produtos cartográficos, determinação da navegabilidade dos rios, visualização de queirnadas, monitoramento de desastres naturais, vigilância da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e apoio às operações de vigilância e controle das fronteiras, entre outras capacidades.

O comandante apresentou a possibilidade do uso do Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão, para possíveis missões futuras da empresa SpaceX.

A SpaceX é uma empresa líder no mercado global de lançamentos comerciais e pode se tornar uma empresa parceira nas operações de lançamento de veículos espaciais a partir do território brasileiro. A empresa também foi selecionada para enviar ao espaço os satélites de sensoriamento Lessonia, que serão operados pela Força Aérea Brasileira.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

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Eduardo Cunha reitera apoio à reeleição de Jair Bolsonaro e diz que o Brasil se aproxima de “ruptura institucional”


Vladimir Chaves



Apoio integral à reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Foi o que declarou o ex-deputado federal Eduardo Cunha, do PTB, durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan. O ex-presidente da Câmara dos Deputados frisou na entrevista que Bolsonaro representa o que ele enfrenta: o Partido dos Trabalhadores (PT).

“A questão não é gostar ou não dele. O Bolsonaro representa hoje aquilo que estou enfrentando, que é o PT”, falou o ex-deputado no Programa Pânico.

Durante a entrevista, o deputado Eduardo Cunha Ele afirmou que é contra o que o PT apoia, como aborto e reforma trabalhista. Eduardo Cunha avalia que o cargo de presidente pode ser definido no primeiro turno das eleições, “se o PSDB não tiver candidato”.

“O PSDB está com dois caminhos: ou uma candidatura pífia ou apoiar Simone Tebet, que é a mesma coisa de não ter candidatura porque ela não vai a lugar nenhum”, disse Cunha.

O ex-deputado também falou, na entrevista, sobre a postura do Poder Judiciário diante os outros poderes. Para ele, muitas decisões são tomadas de forma monocrática, o que deixa o Brasil próximo a uma ruptura institucional.

“Estamos perto duma ruptura institucional disfarçada. O Poder Judiciário está acima dos outros dois poderes hoje. Muitas vezes, em decisões monocráticas, há exemplos vastos de interferência”, disse.

Pré-candidato a deputado federal por São Paulo, Cunha também criticou o ex-ministro Sergio Moro e seu desempenho na política. “Eu fui vítima de uma armação política desse juiz Sergio Moro. Ele voltou à cena do crime dele e morreu na cena do crime. Ele foi morto pela política”.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

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Bolsonaro sanciona projeto que modifica regras do Pronampe, MEIs passam a ter direito a empréstimos


Vladimir Chaves



O presidente Jair Bolsonaro sancionou o Projeto de Lei 3.188/2021, que que mantém recursos para garantir empréstimos a micro e pequenas empresas por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O texto foi aprovado em definitivo pelo Congresso Nacional no fim de abril.

A norma que agora entra em vigor adia para 2025 a devolução ao Tesouro Nacional de valores não utilizados de um fundo relativo a empréstimos do Pronampe. O programa foi criado em maio de 2020 para auxiliar financeiramente os pequenos negócios e, ao mesmo tempo, manter empregos durante a pandemia de covid-19. No ano passado, o Pronampe se tornou uma política pública permanente do governo federal.

A estimativa do governo é garantir pelo menos R$ 50 bilhões em crédito para micro e pequenas empresas com o programa, através do sistema financeiro. A nova rodada do Pronampe vai abranger também microempreendedores individuais (MEIs), que somam cerca de 13 milhões de pessoas. Somando às mais de 5,5 milhões de micro e pequenas empresas, a nova fase do Pronampe tem o potencial de atender mais de 20 milhões de empresas e microempreendedores, que representam 98% das empresas do país.

Mudanças

A proposta sancionada torna permanente o uso de recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO) em operações não honradas. Uma das alterações aprovadas no Congresso dispensa as empresas de cumprirem cláusula de manutenção de quantitativo de empregados prevista nas contratações até 31 de dezembro de 2021. Essa regra só será restabelecida para empréstimos feitos a partir de 2022.

O texto também acaba com a data limite, estipulada até o fim de 2021, para que o governo aumente o aporte de recursos ao FGO para atender o Pronampe, pois o programa se tornou permanente. Caso esse aumento de participação da União aconteça por meio de créditos extraordinários, os valores recuperados ou não utilizados deverão ser destinados à amortização da dívida. Já outros valores utilizados pelo FGO para honrar prestações não pagas deverão ser direcionados para a cobertura de novas operações contratadas. 

O nova lei ainda estabeleceu uma mudança no Programa de Estímulo ao Crédito (PEC) para ampliar o seu acesso a empresas com até R$ 300 milhões de receita bruta anual, consideradas de médio porte.

A legislação que criou o programa destinava o PEC somente a microempreendedores individuais (MEI), a micro e pequenas empresas, a produtores rurais e a cooperativas e associações de pesca e de marisqueiros com receita máxima de R$ 4,8 milhões. Para o público-alvo atual, o texto reserva 70% do valor total que pode ser contratado.

O programa permite aos bancos contarem com créditos presumidos de tributos federais a serem usados para diminuir o valor a pagar em troca de empréstimos feitos sob seu risco. As contratações de operações, cujo prazo de funcionamento tinha acabado em 2021, serão reabertas até dezembro de 2022.

Outra medida incluída na lei é a dispensa de exigência de apresentação de alguns tipos de certidões pelos interessados em obter empréstimo, como as de quitação eleitoral, comprovação do recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, para as instituições que emprestarem por meio do PEC.

Veto

Por orientação da área jurídica, segundo o Palácio do Planalto, o presidente da República decidiu vetar os dispositivos da lei que dispensavam apresentação da Certidão Negativa de Débito (CND) relativa à Seguridade Social por meio do PEC.

Na avaliação do governo, a medida viola a Constituição Federal, que veda acesso a crédito e benefícios tributários de pessoa jurídica devedora da Previdência Social.

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Partidos têm até dia 31 para pedir registro de federações partidárias


Vladimir Chaves



Até o dia 31 deste mês, a Justiça Eleitoral encerra o prazo para a oficialização de federações partidárias. Inédita no país, a nova regra, criada depois de as coligações partidárias serem extintas para pleitos regionais e mantidas apenas para eleições majoritárias, permite que duas ou mais siglas atuem em conjunto. Inicialmente, a data final para o registro era 1º de março, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou o prazo.

Diferentemente das coligações, onde a parceria poderia ser desfeita assim que se encerrasse o processo eleitoral, nas federações os partidos mantêm sua autonomia, mas deverão atuar como um só desde o período eleitoral, quando os candidatos vão concorrer a cargo político, até o fim dos quatro anos do mandato, caso sejam eleitos. O eventual descumprimento da regra poderá causar ao partido dissidente a impossibilidade de federar com outras siglas durante as duas próximas eleições, ou até completar o prazo mínimo remanescente.

Aprovadas pelo Congresso no ano passado, as federações foram criadas para tentar minimizar os problemas criados pela pulverização partidária no país, que tem 32 siglas de correntes variadas. Alguns desses partidos  sequer conseguiram eleger representante no Parlamento. Unidas, as agremiações também fundem o tempo de televisão para propaganda eleitoral e recursos que recebem para campanhas e manutenção dos partidos.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

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