A obra que sustenta todas as outras


Vladimir Chaves

À luz da frase de C. H. Spurgeon — “A oração não nos prepara para as grandes obras. Ela é a maior obra de todas as obras”; somos convidados a rever a maneira como enxergamos a oração.

Muitas vezes pensamos na oração apenas como um meio, um preparo, uma etapa antes de agir. Oramos para depois trabalhar, oramos para depois decidir, oramos para depois enfrentar os desafios. No entanto, Spurgeon nos conduz a uma compreensão mais profunda: a oração não é um degrau rumo à obra de Deus; ela é a própria obra.

Quando oramos, não estamos apenas pedindo ajuda ou buscando força. Estamos entrando em comunhão com o Criador, reconhecendo nossa dependência e permitindo que a vontade de Deus molde o nosso coração. Na oração, algo maior do que ações visíveis acontece: o orgulho é quebrado, a fé é fortalecida e o espírito é alinhado com os propósitos eternos.

As grandes obras que admiramos (ministérios frutíferos, vidas transformadas, decisões sábias) quase sempre nascem em lugares silenciosos, onde ninguém vê, mas Deus ouve. Antes de qualquer conquista exterior, há um trabalho interior realizado pela oração. É ali que Deus age primeiro em nós, para depois agir por meio de nós.

Orar é trabalhar no invisível, onde as batalhas mais importantes são vencidas. É reconhecer que, sem Deus, nossos esforços são limitados, mas com Ele, até o que parece pequeno se torna poderoso. A oração nos ensina a esperar, confiar e obedecer, mesmo quando não vemos resultados imediatos.

Portanto, quando dobramos os joelhos, não estamos perdendo tempo nem adiando a missão. Estamos participando da maior obra que um ser humano pode realizar: depender totalmente de Deus. E é dessa obra silenciosa, humilde e constante que nascem todas as outras que glorificam o seu nome.

domingo, 11 de janeiro de 2026

 Nenhum comentário

O dever de todo homem segundo a Bíblia


Vladimir Chaves

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Temer a Deus e guardar seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem” Eclesiastes 12:13

Eclesiastes 12:13 nos conduz a uma conclusão simples, porém profundamente significativa. Ele nos ajuda a compreender que o esforço humano, o trabalho incansável e a busca por prazer, riqueza e reconhecimento, quando vividos à parte de Deus, acabam perdendo o sentido. Nada é capaz de preencher completamente o coração do homem quando Deus é deixado de lado.

Diante desse cenário, surge a orientação final: temer a Deus e guardar os seus mandamentos. Esse temor não se refere ao medo, mas ao respeito, à reverência e à consciência de que Deus é o centro de todas as coisas. É viver entendendo que não somos donos da vida, mas administradores daquilo que Ele nos confiou. Quando reconhecemos essa verdade, nossa caminhada se torna mais leve e mais segura.

Guardar os mandamentos, por sua vez, significa viver uma fé prática. Não se trata apenas de ouvir ou concordar com a Palavra, mas de permitir que ela direcione nossas escolhas, atitudes e prioridades. A obediência não é um peso, mas uma proteção. Deus não estabelece seus mandamentos para limitar o ser humano, e sim para guiá-lo pelo caminho da vida verdadeira.

Ao afirmar que esse é o dever de todo homem, a Bíblia nos lembra que o propósito da vida não está naquilo que acumulamos, mas em Aquele a quem obedecemos. O verdadeiro sentido da existência não se encontra nas coisas passageiras, mas em uma vida alinhada com o Criador. Tudo passa; Deus permanece.

Assim, Eclesiastes 12:13 nos convida a reavaliar nossas prioridades. Ele nos chama a viver com propósito, consciência e fé. Quando Deus ocupa o lugar central, a vida deixa de ser vaidade e passa a ter significado eterno.

 Nenhum comentário