Pesquisa: Bolsonaro dispara e já ultrapassa Lula na pesquisa espontânea.


Vladimir Chaves


Faltando pouco menos de quatro meses antes do primeiro turno das eleições, a XP Investimentos divulgou pesquisa eleitoral feita em parceria com a IPESPE, revelando uma ampla vantagem de Jair Bolsonaro sobre todos os candidatos. Mas nas simulações com o ex-presidente Lula o candidato do PSL aparece empatado tecnicamente com o petista na pesquisa espontânea e em 2º lugar nas pesquisas estimuladas.

A pesquisa testa 4 cenários: I) pesquisa espontânea; II) com o PT sem candidato; III) com Fernando Haddad como candidato do PT; IV) com Lula como candidato petista.

Confira os 4 cenários

Na pesquisa espontânea, Jair Bolsonaro (PSL) tem 13% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Lula, que tem 11% dos votos (a pesquisa tem 2,2 pontos percentuais de margem de erro, explica a XP). Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 3% e Ciro Gomes (PDT) com 2%, mesmo percentual de Marina Silva (REDE). A explosão mesmo fica com brancos e nulos, que somam 33%, e “não sei”, com 32%, na pesquisa espontânea.

No cenário com o PT sem candidato, Bolsonaro fica com 24% das intenções, Marina com 13%, Ciro Gomes tem 10% e Geraldo Alckmin tem 9%. Brancos e nulos somam 28% e não responderam, 6%.

No cenário com Fernando Haddad como candidato petista, Jair Bolsonaro manteve os 24% de intenção de voto, seguido por Marina Silva (14%), Ciro Gomes (10%) e Geraldo Alckmin (9%). O ex-prefeito de São Paulo teve 3%. Brancos e nulos respondem por 26% neste cenário.

O cenário (estimulada) com Lula concorrendo é o único em que Bolsonaro não aparece na frente: o ex-presidente teria 29%, enquanto Bolsonaro ficaria com os mesmos 24%. Marina Silva (9%), Alckmin (9%), Ciro Gomes (6%) e Álvaro Dias (4%) aparecem na sequência. Brancos e nulos caem para 15% nesta simulação, mostra XP. Lembrando que Lula, condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, provavelmente será impossibilitado de concorrer.

Segundo turno

Foram feitas 6 simulações de segundo turno. No cenário em que Bolsonaro e Alckmin se enfrentam o candidato do PSL teria 34% dos votos, conta 29% do candidato tucano. Nulos, brancos e indecisos somam 34%, enquanto 3% dos entrevistados não responderam.

Para Bolsonaro x Ciro, o candidato do PSL teria 37% dos votos, contra 29% do pedetista. Nulos, brancos e indecisos somam 30%, enquanto 4% dos entrevistados não responderam.

Na simulação entre Bolsonaro e Marina, o candidato do PSL aparece com 36% dos votos, contra 31% de Marina. Os nulos, brancos e indecisos somaram 31%, enquanto 3% dos entrevistados não responderam.

O cenário mais competitivo fica entre Bolsonaro e Lula: 37% para o candidato do PSL, 35% para o petista. Brancos e nulos somam 25%, não sabem chegam a 2%.

Embora bem longe do segundo turno nas pesquisas atuais, a XP também simulou outros dois cenários com Alckmin no segundo turno. No primeiro, Alckmin enfrenta Fernando Haddad (PT) e venceria por 30% a 16%, apesar da explosão de brancos e nulos (48%) e de não sabem (6%). No segundo, com Alckmin x Ciro, o cenário é mais equilibrado: 31% para o tucano, 27% para o pedetista, com 39% de brancos e nulos e 4% não sabendo responder.

A pesquisa foi feita a partir de entrevistas realizadas entre os dias 15 e 18 de maio e entre os dias 21 e 23 de maio. Foram ouvidas 2000 pessoas, sendo 1000 em cada uma delas. A margem de erro é de 2,2%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09600/2018 e BR-05699/2018.

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sexta-feira, 25 de maio de 2018

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Caos: STTP anuncia piora dos serviços prestados pelas empresas de ônibus de Campina Grande.


Vladimir Chaves


Em Campina Grande não existe um serviço público que esteja ruim que não possa piorar. Tendo como desculpa os protestos dos caminhoneiros o superintendente da STTP, Felix Araújo, anunciou a piora dos serviços prestados pelas Empresas de transportes coletivos.

Segundo o superintendente a já diminuta frota de ônibus vai ser reduzida a partir desta quarta-feira (23).

“A STTP comunica que devido ao desabastecimento de óleo diesel no estado da PB , as Empresas de transporte Coletivo  estão sendo obrigadas a reduzir a frota de ônibus a partir de hoje. Esperamos que a situação seja resolvida o mais breve possível para que possamos retornar a normalidade” postou Felix.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

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Deputados da Paraíba já “queimaram” quase R$ 200 mil com combustível, contribuintes pagam a conta.


Vladimir Chaves


Ao contrário dos braseiros mortais, os iluminados deputados federais e senadores do Brasil não precisam preocupar-se com o aumento imoral dos combustíveis, já que suas despesas com combustíveis e lubrificantes são bancadas pelos contribuintes.

Para que o leitor possa ter uma ideia, apenas os deputados da Paraíba já torraram de janeiro a maio deste ano, quase duzentos mil reais com combustíveis e lubrificantes.

Confira quanto cada deputado da Paraíba, “queimou” de janeiro a maio deste ano.

AGUINALDO RIBEIRO – Torrou R$ 21.800,00 com combustíveis e lubrificantes.

LUIZ COUTO – Torrou R$ 21.543,00 com combustíveis e lubrificantes.

DAMIÃO FELICIANO – Torrou R$ 18.951,00 com combustíveis e lubrificantes.

VENEZIANO VITAL – Torrou R$ 18.263,00 com combustíveis e lubrificantes.

EFRAIM FILHO – Torrou R$ 17.957,00 com combustíveis e lubrificantes.

RÔMULO GOUVEIA – Torrou R$ 17.445,00 com combustíveis e lubrificantes.

ANDRÉ AMARAL – Torrou R$ 17.208,00 com combustíveis e lubrificantes.

HUGO MOTA – Torrou R$ 15.349,00 com combustíveis e lubrificantes.

WILSON FILHO- Torrou R$ 13.035,00 com combustíveis e lubrificantes.

BENJAMIM MARANHÃO – Torrou R$ 11.933,00 com combustíveis e lubrificantes.

PEDRO CUNHA LIMA – Torrou R$ 11.071,00 com combustíveis e lubrificantes.

WELLINGTON ROBERTO – Torrou R$ 5.926,00 com combustíveis e lubrificantes.

terça-feira, 22 de maio de 2018

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Sessão solene nesta quarta (23) faz homenagem póstuma ao deputado Rômulo Gouveia


Vladimir Chaves


A Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (23), às 11h, no Plenário Ulysses Guimarães, sessão solene em homenagem póstuma ao deputado Rômulo Gouveia (PSD), que ocupava o cargo de 4º secretário da Mesa Diretora da Casa. O parlamentar faleceu no último dia 13, de infarto, aos 53 anos, em Campina Grande.

Gouveia foi vereador, presidente da Câmara Municipal, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, além de vice-governador do estado.

Administrador, bacharel em Direito e funcionário público, foi presidente da Sociedade de Amigos de Bairro (SAB) do Jardim Tavares, em Campina Grande, e da União Campinense de Equipes Sociais (UCES).

Em 1989, foi convidado para ocupar o cargo de coordenador da Merenda Escolar da 3ª Região de Ensino, em Campina Grande, e depois diretor regional da Companhia Estadual de Habitação Popular, em 1991, até entrar na política, em 1992, quando foi eleito vereador.

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Brasil e mais 13 países não reconhecem a marmelada eleitoral da Venezuela.


Vladimir Chaves


O Brasil e outros treze países integrantes do chamado Grupo de Lima, como Argentina, Canadá e México, divulgaram nota na manhã desta segunda-feira (21) na qual declaram não reconhecer a legitimidade das eleições ocorridas na Venezuela, neste domingo (20), por não estarem “em conformidade com os padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente.” Esses países decidiram reduzir o nível de suas relações com o governo do ditador Nicolás Maduro, convocaram seus embaixadores para “consultas” e os embaixadores da Venezuela nos países para expressar o protesto de todos eles.

Além de expressão preocupação com o agravamento da crise política e humanitária venezuelana, o Grupo de Lima e vão submeter à Organização dos Estados Americanos (OEA) uma nova resolução sobre o assunto, quando sanções não estão descartadas.

Íntegra da nota

Os governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia expressam o seguinte:

1. Não reconhecem a legitimidade do processo eleitoral que teve lugar na República Bolivariana da Venezuela, concluído em 20 de maio passado, por não estar em conformidade com os padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente.

2. Concordam em reduzir o nível de suas relações diplomáticas com a Venezuela, razão pela qual chamarão para consultas os embaixadores em Caracas e convocarão os embaixadores da Venezuela para expressar nosso protesto.

3. Reiteram sua preocupação com o aprofundamento da crise política, econômica, social e humanitária que deteriorou a vida na Venezuela, o que se reflete na migração em massa de venezuelanos que chegam a nossos países em condições difíceis, na perda de instituições democráticas, do estado de direito e na falta de garantias e liberdades políticas dos cidadãos.

4. Decidem submeter, no marco do 48º período de sessões da Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos, uma nova resolução sobre a situação na Venezuela.

5. A fim de enfrentar a situação decorrente do aumento preocupante dos fluxos de venezuelanos que se vêem obrigados a sair de seu país, bem como em razão do impacto que essa situação acarreta sobre toda a região, decidem adotar as seguintes medidas:

i. Convocar uma reunião de alto nível com autoridades responsáveis por temas migratórios e de refúgio para trocar experiências e definir as diretrizes para uma resposta abrangente, incluindo questões de facilidades migratórias e documentos de identidade. A esse respeito, aceitam a oferta do Peru para sediar a reunião na primeira quinzena de junho.

ii. Considerar a possibilidade de efetuar contribuições financeiras às organizações internacionais competentes para fortalecer as capacidades institucionais dos países da região, especialmente os países vizinhos, para atender o fluxo migratório de venezuelanos.

6. Lamentam a grave situação humanitária na Venezuela e, tendo em conta as implicações para toda a região em matéria de saúde pública, decidem adotar as seguintes medidas:

i. Convocar uma reunião de alto nível com as autoridades responsáveis pelo setor da saúde para coordenar ações na área da saúde pública e fortalecer a cooperação para atender a emergência epidemiológica.

ii. Apoiar o fornecimento de medicamentos por instituições independentes e ações de vigilância epidemiológica na Venezuela e nos países vizinhos, particularmente diante do reaparecimento de doenças como o sarampo, a malária e a difteria.

7. Reiteram o parágrafo 4º da Declaração de Lima de 8 de agosto de 2017 e, com o objetivo de contribuir para preservar os poderes da Assembleia Nacional, concordam em adotar, desde que sua legislação e ordenamento internos assim o permitam, as seguintes medidas de caráter econômico e financeiro:

i. Solicitar às autoridades competentes de cada país que emitam e atualizem circulares ou boletins no âmbito nacional que transmitam ao setor financeiro e bancário o risco em que poderão incorrer caso realizem com o governo da Venezuela operações que não tenham o endosso da Assembleia Nacional, incluindo acordos de pagamento e créditos recíprocos para operações de comércio exterior – inclusive bens militares e de segurança.

ii. Coordenar ações para que as organizações financeiras internacionais e regionais procurem não conceder empréstimos ao governo da Venezuela, devido à inconstitucionalidade de contrair dívida sem o endosso da Assembleia Nacional, exceto quando o financiamento é utilizado em ações de ajuda humanitária, tendo em vista, previamente à sua concessão, os possíveis efeitos indesejáveis nas economias de terceiros países mais vulneráveis.

iii. Intensificar e ampliar, por meio dos mecanismos existentes, o intercâmbio de informações de inteligência financeira sobre as atividades de indivíduos e empresas venezuelanos que possam estar vinculados a atos de corrupção, lavagem de dinheiro ou outras condutas ilícitas passíveis de procedimentos judiciais para sancionar tais atividades criminosas, como congelamento de ativos e aplicação de restrições financeiras.

iv. No marco das normas internacionais estabelecidas pelo Grupo de Ação Financeira (GAFI) e dos mecanismos operacionais já existentes, insta-se a contar com uma análise de risco de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, e propõe-se, ainda, que os países sensibilizem o setor privado em suas jurisdições acerca das ameaças e riscos de lavagem de dinheiro e corrupção que identificarem na Venezuela e que afetem a região, o que ampliará a capacidade de prevenir ou detectar possíveis atos ilícitos com maior tempestividade.

v. Da mesma forma, solicita-se que as Unidades de Inteligência Financeira e as autoridades competentes de cada país emitam e atualizem guias, circulares ou boletins em nível nacional que alertem as instituições financeiras para a corrupção no setor público venezuelano e os métodos que os servidores públicos venezuelanos e suas redes podem estar usando para ocultar e transferir recursos provenientes de atos de corrupção.

8. O Grupo continuará a acompanhar o desenvolvimento da situação na Venezuela com o objetivo de adotar as medidas adicionais que se façam necessárias, de maneira individual ou coletiva, a favor do restabelecimento do Estado de Direito e da ordem democrática naquele país.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

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Mais de 25 milhões de jovens não estudavam em 2017


Vladimir Chaves


Dos 48,5 milhões de jovens entre 15 e 29 anos de idade no Brasil, mais da metade (25,2 milhões) não havia concluído o ensino superior e nem frequentava escola, curso, universidade ou qualquer outra instituição regular de ensino em 2017. São mais 330 mil pessoas em comparação a 2016.

Ter que trabalhar, estar à procura de emprego ou ter conseguido uma vaga que vai começar em breve foram as principais justificativas para a interrupção dos estudos, apontadas por 39,6% dos jovens. Desinteresse e ter que cuidar de pessoas/de afazeres domésticos foram outros motivos citados por, respectivamente, 20,1% e 11,9%.

Entre as mulheres nessa faixa etária, a maioria, 28,9%, também relacionou o trabalho como motivo para não estudar. Ter que realizar afazeres domésticos/cuidado de pessoas, foi apontado por 24,2% delas, mais que o dobro da média dos jovens e muito superior à taxa dos homens, com apenas 0,7%. Para eles, os principais motivos alegados para não estudar foram o trabalho, com 49,3%, e o desinteresse, com 24,2%.

A pesquisa também mostrou discrepância por nível de instrução. Entre os jovens que possuíam ao menos o ensino médio completo, o trabalho, com 40,6%, foi o motivo mais alegado. Entre os sem instrução ou com fundamental incompleto, o desinteresse foi maior, com 33,8%.

Em 2017, 21,7% dos jovens de 15 a 29 anos não estudavam nem trabalhavam, um ligeiro aumento em relação a 2016, quando foi registrado 20,5%. O número foi maior entre as mulheres, cuja incidência foi de 27,1%, enquanto entre os homens, a taxa ficou em 16,4%.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

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IBGE: Brasil tem 11,5 milhões de analfabetos.


Vladimir Chaves


A taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais de idade no Brasil caiu de 7,2% em 2016 para 7,0% em 2017, mas não alcançou o índice de 6,5% estipulado, ainda para 2015, pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

Em números absolutos, a taxa representa 11,5 milhões de pessoas que ainda não sabem ler e escrever. A incidência chega a ser quase três vezes maior na faixa da população de 60 anos ou mais de idade, 19,3%, e mais que o dobro entre pretos e pardos (9,3%) em relação aos brancos (4,0%).

Quatorze das 27 unidades da federação, porém, já conseguiram alcançar a meta do PNE, mas o abismo regional ainda é grande, principalmente no Nordeste, que registrou a maior taxa entre as regiões, 14,5%. As menores foram no Sul e Sudeste, que registraram 3,5% cada. No Centro-Oeste e Norte, os índices ficaram em 5,2% e 8,0%, respectivamente.

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