Usinas de energia solar no curso dos canais da transposição podem gerar mais de 100 empregos.


Vladimir Chaves


A previsão do custo operacional da transposição do Rio São Francisco, é de aproximadamente R$ 600 milhões anuais. Estudos divulgados em 2018, pelo antigo Ministério da Integração Nacional em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), apontaram como alternativa para redução dos custos o uso de energias renováveis. O consumo de energia corresponde a 80% dos gastos, da ordem de R$ 40 milhões por mês.

Com a utilização da energia solar os custos do bombeamento d’água não só deixariam de serem rateados entre os quatros estados envolvidos, como geraria na fase de implantação mais de 100 empregos.

Segundo os estudos, as placas fotovoltaicas seriam colocadas sobre o espelho d'água dos canais que somam mais de 270 quilômetros.

Vantagens são apontadas nos estudos;

Redução da evaporação, já que os painéis solares bloqueariam parte da radiação solar, e a diminuição de algas, ajudando também na redução dos custos de manutenção e o aumento da vida útil dos equipamentos.

Ainda de acordo com os estudos divulgados em 2018, as placas nos canais que cortam Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará teriam capacidade para produzir mais de 3 GW, superior à hidrelétrica de Xingó.

Com o aproveitamento do curso dos canais, não será necessário gastos com desapropriações, terraplanagem ou transmissão, tornando a instalação das usinas solares mais rápida e barata. Também haverá a ausência de riscos ambientais, litígios fundiários e presença de sítios minerais e arqueológicos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

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Deputado cobra da ministra da Agricultura estudos e projetos de irrigação para revitalização da cultura do sisal.


Vladimir Chaves


Durante visita da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, ao município de Cabaceiras, no Cariri paraibano, o deputado estadual Moacir Rodrigues (PSL), entregou requerimento solicitando estudos e projetos de irrigação para revitalização da cultura do sisal na Paraíba.

No Brasil, a cultura do sisal tem grande impacto no desenvolvimento das regiões semiáridas, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O sisal é uma planta perene originária do México, muito resistente e capaz de se desenvolver em regiões de baixa precipitação e de temperaturas elevadas. As folhas de sisal fornecem fibras de grande resistência e buchas residuais que são empregadas na produção de barbantes, cordas, cordões, cabos, tapetes...

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Energia: Petrobras vai investir em painéis solares flexíveis.


Vladimir Chaves


A Petrobras trabalha com a perspectiva de entrar no mercado de produção e comercialização de uma nova geração de painéis solares flexíveis. Para isso, a empresa firmou com o Centro Suíço de Tecnologia e Microtecnologia Brasil (CSEM Brasil), sediado em Minas Gerais, cooperação para desenvolvimento de um composto para produção de células fotovoltaicas impressas e flexíveis. Os investimentos são de R$ 23,77 milhões ao longo de dois anos e meio.

“Os painéis fotovoltaicos flexíveis são uma solução tecnológica interessante para o futuro da energia”, disse o gerente-geral de Pesquisa e Desenvolvimento em Refino e Gás Natural do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Oscar Chamberlain. Ele explica que esses painéis são uma nova forma de produção de energia elétrica através da fonte solar e apresentam vantagens, por exemplo, porque são feitos de um material flexível e transparente, que pode ser usado na própria roupa, no celular, no carro, na fachada de prédios.

Chamberlain analisa que o CSEM Brasil avançou nessa área e alcançou uma escala que permite desenvolver e colocar painéis flexíveis quase de uso industrial. No caso da Petrobras, o interesse é avançar um pouco mais nessa fronteira do conhecimento e trabalhar no desenvolvimento conjunto de um novo componente desses painéis, feitos com polímeros, onde são colocados compostos orgânicos com capacidade de atuar como célula fotovoltaica (dispositivo para converter a luz do sol em energia elétrica).

Estrutura cristalina
“A Petrobras quer trabalhar com uma nova estrutura cristalina, que é a perovskita, que pode aumentar sensivelmente a capacidade de absorção e transformação em energia elétrica da emissão solar”, destacou  Chamberlain. Isso está sendo desenvolvido tanto para painéis solares rígidos quanto, no caso em questão, para painéis flexíveis. Há estudos de que filmes com perovskita solar podem atingir, ou mesmo ultrapassar, a eficiência dos atuais painéis solares rígidos de silício, com menores custos de produção.

Com mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de catalizadores para refino, o Cenpes usa agora conhecimentos para o desenvolvimento de ingredientes inorgânicos. “A gente já trabalha com nanotecnologia há um bom tempo”, lembrou Chamberlain. Segundo ele, o desenvolvimento desses novos ingredientes pode aumentar a eficiência dos painéis fotovoltaicos flexíveis.

As energias renováveis, com destaque para a solar e a eólica, são prioridades no plano de investimentos da Petrobras. “Dentro das estratégias em renováveis, [o objetivo] é atuar em negócios de energia renovável de forma rentável”, afirmou.
A companhia tem projetos para entrar gradualmente no mercado de geração solar distribuída. “Não é só produção de energia para consumo interno. Dentro da missão de ser uma empresa integrada de energia, a Petrobras quer trabalhar também uma opção de mercado”. No Plano de Negócios e Gestão de 2019 a 2023 não está prevista a entrada da Petrobras no mercado de produção e comercialização de painéis solares flexíveis.

Componentes químicos
Os componentes químicos que vão ser depositados nos filmes de polímero serão testados e desenvolvidos no CSEM Brasil, podendo evoluir para outras escalas. A Petrobras espera ter os primeiros resultados das pesquisas já no primeiro ano do termo de cooperação. Os filmes obtidos serão produzidos e comparados com os compostos comerciais disponíveis no momento.

De acordo com informação da assessoria de imprensa da Petrobras, pesquisas sobre a aplicação do composto perovskita à conversão da energia solar vêm sendo feitas no exterior há cerca de dez anos, em instituições dos Estados Unidos e da Inglaterra. “É um material de ponta que tem grandes esforços para seu desenvolvimento”, disse Chamberlain.

O gerente-geral do Cenpes informou que a Petrobras vai buscar parceria com universidades e institutos de pesquisa do Brasil e do exterior para o desenvolvimento desse elemento, como faz habitualmente em outros projetos, atuando junto com 120 universidades do Brasil.

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Pagamento irregular de medicamento contra HIV gerou prejuízo superior a R$ 3 milhões para a Fiocruz


Vladimir Chaves


A empresa contratada recebeu valores sem a correspondente contraprestação contratual, a partir do ordenamento e da liquidação de despesa por ex-servidores do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), que pertence a Fundação

O pagamento antecipado de medicamento para controle do vírus HIV gerou prejuízo superior a R$ 3 milhões à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Essa foi a conclusão de tomada de contas especial instaurada pela Fiocruz e analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). 

A empresa contratada recebeu valores sem a correspondente contraprestação contratual, a partir do ordenamento e da liquidação de despesa por ex-servidores do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), que pertence a Fundação.

Por intermédio do Farmanguinhos, a Fiocruz efetuou, em 2001, pagamento antecipado de R$ 2,8 milhões a favor da empresa contratada pelo fornecimento do antiviral sulfato de indinavir, medicamento para controle dos sintomas do vírus HIV. A empresa, no entanto, não forneceu o medicamento à Fundação.

Os responsáveis foram ouvidos pelo TCU, mas suas justificativas não foram suficientes para afastar as irregularidades.

Para o Tribunal, a antecipação de valores violou as regras do edital e da minuta de contrato, os quais estabeleciam a realização do pagamento em até trinta dias depois do recebimento do produto.

Para o relator do processo, ministro Benjamin Zymler, “foi afrontada diretamente a legislação e a jurisprudência do Tribunal, as quais exigem a oferta de garantias por parte do contratado nas hipóteses da ocorrência de pagamentos antecipados, com o intuito de evitar que eventual inadimplemento contratual resulte em prejuízos aos cofres públicos”.

Em decorrência da análise da TCE, o Tribunal julgou irregulares as contas da empresa recebedora dos recursos e do ex-gestor da Fiocruz e os condenou a pagar, solidariamente, a quantia de R$ 2,8 milhões corrigidos monetariamente desde 2001.

O TCU também determinou à Fundação Oswaldo Cruz que implemente o desconto da dívida nos vencimentos ou proventos dos responsáveis, caso eles não realizem o pagamento da quantia em até 15 dias.

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Bolsonaro anuncia privatização dos aeroportos de Campina Grande e João Pessoa.


Vladimir Chaves


O presidente Jair Bolsonaro anunciou na manhã de hoje (18) a privatização de 12 aeroportos, dentre os listados o de Campina Grande e João Pessoa. Segundo o presidente os leilões serão realizados até março deste ano. O anuncio foi feito nas suas redes sociais.

Confira o que disse o presidente:

Leilão de 12 aeroportos: mais de R$ 3,5 bi em investimentos nos terminais. Composto pelos aeroportos de Recife-PE, Maceió-AL, Aracaju-SE, Juazeiro do Norte -CE, João Pessoa, Campina Grande-PB, Vitória-ES e Macaé-RJ, Cuiabá e Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, todos em MT.

Todos os leilões dos aeroportos citados estão previstos para serem realizados até março deste ano, conforme anúncio feito pela @ppinvestimentos . Qualidade no serviço específico, empregabilidade e economia. Estes são apenas os primeiros passos dentro desta área! Bom dia a todos.

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Águas do Rio São Francisco deverão chegar ao Ceará no segundo semestre


Vladimir Chaves


O fortalecimento da região Nordeste e a sustentabilidade do Projeto de Integração do Rio São Francisco foram os eixos centrais de reuniões entre o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e os governadores dos quatros estados contemplados pelo empreendimento: Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. As águas do 'Velho Chico', que já abastecem um milhão de pessoas por meio do Projeto, deverão chegar ao Ceará no segundo semestre deste ano.

"A Integração do São Francisco é um sistema estruturante fundamental à região e também uma prioridade do presidente Jair Bolsonaro", destacou o ministro Gustavo Canuto em agenda na capital cearense.

Dos governadores Paulo Câmara, João Azevedo, Camilo Santana e da governadora Fátima Bezerra, visitados nesta e na última semana, o ministro recebeu sinalização positiva quanto à participação dos Estados na Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal (CCAF), da Advocacia-Geral da União (AGU). Os debates na Câmara serão para traçar medidas necessárias à operação comercial do maior empreendimento hídrico do País - o Projeto São Francisco. O primeiro encontro entre as autoridades, no novo formato, está previsto para ocorrer em março.

Durante as agendas nos quatro estados, Gustavo Canuto e gestores locais também discutiram outras questões ligadas a projetos e programas sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional, como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV); mobilidade urbana, obras de segurança hídrica e o Plano de Desenvolvimento Regional do Nordeste (PDRNE).

Caminho das águas
As obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco apresentam 97% de execução física. O Eixo Leste tem garantido o abastecimento de um milhão de pessoas em municípios de Pernambuco e da Paraíba. Já o outro eixo de transferência de água, o Norte, está em fase final - com esforços mais concentrados na recuperação do Dique Negreiros.

De acordo com a empresa responsável pela obra, esses trabalhos deverão ser concluídos no final de maio. A partir desta fase, o sistema voltará a pré-operar e as estações elevatórias voltarão a bombear as águas do 'Velho Chico' em direção ao Ceará. É nesta etapa, conforme o avanço do Rio São Francisco, que são realizados os testes das estruturas e dos equipamentos hidromecânicos.

Custos
A previsão da União em investimentos na operacionalização dos dois eixos do Projeto São Francisco - Leste e Norte - é de cerca de R$ 600 milhões ao ano. Já está em estudo pelo Governo Federal alternativas para diminuir o custeio da operação, como é o caso da implantação de placas solares ao longo dos canais. O trabalho deverá ser finalizado ainda neste ano pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  Desde 2017, a União tem arcado financeiramente com a pré-operação do Eixo Leste.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

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Brumadinho: operação do MPMG prende oito funcionários da Vale


Vladimir Chaves


Oito funcionários da mineradora Vale foram presos temporariamente hoje (15) em uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o apoio das polícias civis e militares dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Os alvos dos mandados de prisão cumpridos nesta manhã são suspeitos de responsabilidade criminal pelo rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho. Entre os presos estão quatro gerentes e quatro técnicos diretamente envolvidos na segurança e estabilidade do empreendimento. Todos ficarão detidos por 30 dias e serão ouvidos pelo MPMG em Belo Horizonte. Além dos crimes de homicídio qualificado, eles poderão responder por crimes ambientais e falsidade ideológica.

Estão sendo cumpridos ainda 14 mandados de busca e apreensão nos três estados, incluindo a sede da empresa Vale no Rio. Foram levados pelos agentes computadores e documentos em diferentes endereços.

Também são alvos dos mandados de busca e apreensão quatro funcionários da empresa alemã Tüv Süd, que prestou serviços de estabilização da barragem rompida para a Vale, entre eles, um diretor.

"Os documentos e provas apreendidos serão encaminhados ao MPMG para análise. De acordo com os promotores de Justiça, as medidas estão amparadas em elementos concretos colhidos até o momento nas investigações conduzidas pela força-tarefa e são imprescindíveis para a completa apuração dos fatos", diz a nota do MPMG.

Em nota, a Vale informou que continua colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas.”

Há duas semanas, o MPMG, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal conduziram outra ação em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho, que resultou na prisão temporária de três funcionários da Vale responsáveis pelo empreendimento e dois engenheiros terceirizados que atestaram a segurança da barragem. Eles já foram liberados.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

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