Brasil e mais 13 países não reconhecem a marmelada eleitoral da Venezuela.


Vladimir Chaves


O Brasil e outros treze países integrantes do chamado Grupo de Lima, como Argentina, Canadá e México, divulgaram nota na manhã desta segunda-feira (21) na qual declaram não reconhecer a legitimidade das eleições ocorridas na Venezuela, neste domingo (20), por não estarem “em conformidade com os padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente.” Esses países decidiram reduzir o nível de suas relações com o governo do ditador Nicolás Maduro, convocaram seus embaixadores para “consultas” e os embaixadores da Venezuela nos países para expressar o protesto de todos eles.

Além de expressão preocupação com o agravamento da crise política e humanitária venezuelana, o Grupo de Lima e vão submeter à Organização dos Estados Americanos (OEA) uma nova resolução sobre o assunto, quando sanções não estão descartadas.

Íntegra da nota

Os governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia expressam o seguinte:

1. Não reconhecem a legitimidade do processo eleitoral que teve lugar na República Bolivariana da Venezuela, concluído em 20 de maio passado, por não estar em conformidade com os padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente.

2. Concordam em reduzir o nível de suas relações diplomáticas com a Venezuela, razão pela qual chamarão para consultas os embaixadores em Caracas e convocarão os embaixadores da Venezuela para expressar nosso protesto.

3. Reiteram sua preocupação com o aprofundamento da crise política, econômica, social e humanitária que deteriorou a vida na Venezuela, o que se reflete na migração em massa de venezuelanos que chegam a nossos países em condições difíceis, na perda de instituições democráticas, do estado de direito e na falta de garantias e liberdades políticas dos cidadãos.

4. Decidem submeter, no marco do 48º período de sessões da Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos, uma nova resolução sobre a situação na Venezuela.

5. A fim de enfrentar a situação decorrente do aumento preocupante dos fluxos de venezuelanos que se vêem obrigados a sair de seu país, bem como em razão do impacto que essa situação acarreta sobre toda a região, decidem adotar as seguintes medidas:

i. Convocar uma reunião de alto nível com autoridades responsáveis por temas migratórios e de refúgio para trocar experiências e definir as diretrizes para uma resposta abrangente, incluindo questões de facilidades migratórias e documentos de identidade. A esse respeito, aceitam a oferta do Peru para sediar a reunião na primeira quinzena de junho.

ii. Considerar a possibilidade de efetuar contribuições financeiras às organizações internacionais competentes para fortalecer as capacidades institucionais dos países da região, especialmente os países vizinhos, para atender o fluxo migratório de venezuelanos.

6. Lamentam a grave situação humanitária na Venezuela e, tendo em conta as implicações para toda a região em matéria de saúde pública, decidem adotar as seguintes medidas:

i. Convocar uma reunião de alto nível com as autoridades responsáveis pelo setor da saúde para coordenar ações na área da saúde pública e fortalecer a cooperação para atender a emergência epidemiológica.

ii. Apoiar o fornecimento de medicamentos por instituições independentes e ações de vigilância epidemiológica na Venezuela e nos países vizinhos, particularmente diante do reaparecimento de doenças como o sarampo, a malária e a difteria.

7. Reiteram o parágrafo 4º da Declaração de Lima de 8 de agosto de 2017 e, com o objetivo de contribuir para preservar os poderes da Assembleia Nacional, concordam em adotar, desde que sua legislação e ordenamento internos assim o permitam, as seguintes medidas de caráter econômico e financeiro:

i. Solicitar às autoridades competentes de cada país que emitam e atualizem circulares ou boletins no âmbito nacional que transmitam ao setor financeiro e bancário o risco em que poderão incorrer caso realizem com o governo da Venezuela operações que não tenham o endosso da Assembleia Nacional, incluindo acordos de pagamento e créditos recíprocos para operações de comércio exterior – inclusive bens militares e de segurança.

ii. Coordenar ações para que as organizações financeiras internacionais e regionais procurem não conceder empréstimos ao governo da Venezuela, devido à inconstitucionalidade de contrair dívida sem o endosso da Assembleia Nacional, exceto quando o financiamento é utilizado em ações de ajuda humanitária, tendo em vista, previamente à sua concessão, os possíveis efeitos indesejáveis nas economias de terceiros países mais vulneráveis.

iii. Intensificar e ampliar, por meio dos mecanismos existentes, o intercâmbio de informações de inteligência financeira sobre as atividades de indivíduos e empresas venezuelanos que possam estar vinculados a atos de corrupção, lavagem de dinheiro ou outras condutas ilícitas passíveis de procedimentos judiciais para sancionar tais atividades criminosas, como congelamento de ativos e aplicação de restrições financeiras.

iv. No marco das normas internacionais estabelecidas pelo Grupo de Ação Financeira (GAFI) e dos mecanismos operacionais já existentes, insta-se a contar com uma análise de risco de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, e propõe-se, ainda, que os países sensibilizem o setor privado em suas jurisdições acerca das ameaças e riscos de lavagem de dinheiro e corrupção que identificarem na Venezuela e que afetem a região, o que ampliará a capacidade de prevenir ou detectar possíveis atos ilícitos com maior tempestividade.

v. Da mesma forma, solicita-se que as Unidades de Inteligência Financeira e as autoridades competentes de cada país emitam e atualizem guias, circulares ou boletins em nível nacional que alertem as instituições financeiras para a corrupção no setor público venezuelano e os métodos que os servidores públicos venezuelanos e suas redes podem estar usando para ocultar e transferir recursos provenientes de atos de corrupção.

8. O Grupo continuará a acompanhar o desenvolvimento da situação na Venezuela com o objetivo de adotar as medidas adicionais que se façam necessárias, de maneira individual ou coletiva, a favor do restabelecimento do Estado de Direito e da ordem democrática naquele país.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

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Mais de 25 milhões de jovens não estudavam em 2017


Vladimir Chaves


Dos 48,5 milhões de jovens entre 15 e 29 anos de idade no Brasil, mais da metade (25,2 milhões) não havia concluído o ensino superior e nem frequentava escola, curso, universidade ou qualquer outra instituição regular de ensino em 2017. São mais 330 mil pessoas em comparação a 2016.

Ter que trabalhar, estar à procura de emprego ou ter conseguido uma vaga que vai começar em breve foram as principais justificativas para a interrupção dos estudos, apontadas por 39,6% dos jovens. Desinteresse e ter que cuidar de pessoas/de afazeres domésticos foram outros motivos citados por, respectivamente, 20,1% e 11,9%.

Entre as mulheres nessa faixa etária, a maioria, 28,9%, também relacionou o trabalho como motivo para não estudar. Ter que realizar afazeres domésticos/cuidado de pessoas, foi apontado por 24,2% delas, mais que o dobro da média dos jovens e muito superior à taxa dos homens, com apenas 0,7%. Para eles, os principais motivos alegados para não estudar foram o trabalho, com 49,3%, e o desinteresse, com 24,2%.

A pesquisa também mostrou discrepância por nível de instrução. Entre os jovens que possuíam ao menos o ensino médio completo, o trabalho, com 40,6%, foi o motivo mais alegado. Entre os sem instrução ou com fundamental incompleto, o desinteresse foi maior, com 33,8%.

Em 2017, 21,7% dos jovens de 15 a 29 anos não estudavam nem trabalhavam, um ligeiro aumento em relação a 2016, quando foi registrado 20,5%. O número foi maior entre as mulheres, cuja incidência foi de 27,1%, enquanto entre os homens, a taxa ficou em 16,4%.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

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IBGE: Brasil tem 11,5 milhões de analfabetos.


Vladimir Chaves


A taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais de idade no Brasil caiu de 7,2% em 2016 para 7,0% em 2017, mas não alcançou o índice de 6,5% estipulado, ainda para 2015, pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

Em números absolutos, a taxa representa 11,5 milhões de pessoas que ainda não sabem ler e escrever. A incidência chega a ser quase três vezes maior na faixa da população de 60 anos ou mais de idade, 19,3%, e mais que o dobro entre pretos e pardos (9,3%) em relação aos brancos (4,0%).

Quatorze das 27 unidades da federação, porém, já conseguiram alcançar a meta do PNE, mas o abismo regional ainda é grande, principalmente no Nordeste, que registrou a maior taxa entre as regiões, 14,5%. As menores foram no Sul e Sudeste, que registraram 3,5% cada. No Centro-Oeste e Norte, os índices ficaram em 5,2% e 8,0%, respectivamente.

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Presidente nacional do PT recebeu R$ 885 mil em propina, afirma PF.


Vladimir Chaves


A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT, recebeu R$ 885 mil de um esquema de corrupção alvo da Lava Jato. É o que afirma a Polícia Federal em relatório de inquérito que investiga a petista. O dinheiro, repassado em cinco pagamentos, teria origem em um esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

Quatro dos pagamentos realizados à senadora, de acordo com o relatório, teriam sido feitos pela empresa Consist, a mesma investigada na Operação Custo Brasil, que tem como principal alvo o ex-ministro do Planejamento e marido da petista, Paulo Bernardo. Outro pagamento, de R$ 300 mil, teria partido da TAM Linhas Aéreas.

Ainda de acordo com as investigações da PF, os pagamentos à senadora foram feitos por meio do escritório do advogado Guilherme Gonçalves, que atuava para o casal.

Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, chegou a prender preventivamente Paulo Bernardo, que ficou preso, em junho de 2016, por seis dias.

O alvo da investigação é a assinatura de um contrato entre o Ministério do Planejamento, o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar (SINAPP) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC). O objeto do contrato era a gestão de empréstimos bancários consignados para evitar que trabalhadores excedessem a cota permitida por lei. Após a assinatura do contrato, as entidades contrataram a Consist Software Ltda.

O esquema criminoso envolvendo a Consist, segundo a PF, teria desviado cerca de R$ 100 milhões de contrato assinado quando Paulo Bernardo era ministro do Planejamento. Ele ocupou o cargo entre 2005 e 2011.

Durante a investigação, a PF concluiu que há indícios de que Gleisi, Paulo Bernardo e pessoas ligadas ao casal receberam aproximadamente R$ 7 milhões originários do “fundo Consist” e pagos pelo escritório de Gonçalves. O delegado Ricardo Hiroshi Ishida aponta que os valores eram, na verdade, produto de corrupção.

Diário do Poder.

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Paraíba: Simpatizantes do “fenômeno Bolsonaro” realizam carreata neste sábado (19).


Vladimir Chaves

Apesar da campanha difamatória promovida pela esquerda brasileira e a grande mídia o “fenômeno Bolsonaro” continua em ascensão em todo o país. Simpatizantes do pré-candidato a presidência da República voluntariamente tem levado o nome de Bolsonaro a todos os grotões do país em especial na região Nordeste.

No Nordeste, voluntários tem feito cotas para confeccionar camisas e outdoors com a imagem do pré-candidato e nos últimos dias tem crescido a organização de carreatas nos finais de semana.

Na Paraíba, militantes do PSL, partido de Bolsonaro, e simpatizantes do pré-candidato pretendem realizar no próximo sábado (19), uma grande carreata no entorno de Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral da Paraíba.  

De acordo com Moacir Rodrigues, um dos organizadores do evento a concentração está programada para as 10h ao lado do Posto de Combustível Bell e terá um percurso entre as cidades de Massaranduba e Serra Redonda.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

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Nova pesquisa comprova que a sociedade brasileira mantém o elevado nível de confiança em seu Exército


Vladimir Chaves


O nível de confiança que os brasileiros depositam no Exército atingiu a marca de 80,3%. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualitest Ciência e Tecnologia, contratada pelo Exército Brasileiro, com o objetivo de identificar a percepção que a sociedade carrega quanto à imagem da Instituição. Foram realizadas cerca de 2.000 entrevistas, com nível de confiabilidade de 95% e uma margem de erro de 2,2% para mais ou para menos. O levantamento foi realizado em todo território nacional, no primeiro trimestre de 2018.

O capital de confiança do Exército, conquistado junto à população brasileira, vem se sustentando ao longo dos anos, como atestam pesquisas realizadas por diferentes institutos. Esses resultados ressaltam o reconhecimento da sociedade brasileira pelo esforço dos integrantes da Força Terrestre de se fazerem presentes em inúmeras ações dentro ou fora do País.

A atuação do seu “Exército que nunca para” em cooperação na área de segurança, em obras de desenvolvimento, no patrulhamento de fronteiras, no desenvolvimento tecnológico, nas situações de esforço humanitário, como ocorre atualmente em Roraima, ou em missões de paz são parte dos grandes desafios que a Instituição enfrenta com entusiasmo e dedicação. Por essa razão, o índice de confiança, que alcança cerca de 160 milhões de brasileiros, constitui-se em um patrimônio forjado por homens e mulheres que representaram, representam e continuarão representando o seu Exército Brasileiro.

Fonte:Agência Verde-Oliva

quarta-feira, 16 de maio de 2018

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Pesquisa: PT, MDB e PSDB são os partidos mais rejeitados.


Vladimir Chaves


As eleições de 2018 não serão fáceis para os candidatos que pleitearem mandatos pelo PT, MDB e PSDB. Pesquisa realizada pelo Instituto Paraná sobre a rejeição as legendas partidárias revelou que 50,8% dos eleitores entrevistados não pretendem votar em candidatos do PT, o repúdio é extensivo ao MDB com 49,5% e PSDB com 46,2%.

Apenas 17,6% dos entrevistados admitiram a possibilidade de votar em candidatos do PT.

Para 26% dos eleitores, ter a simpatia de juízes e promotores ligados à Lava Jato aumenta as chances de votar em determinado candidato.

O Paraná Pesquisa entrevistou 2.002 eleitores em 154 municípios entre 27 de abril e 2 de maio. Pesquisa registrada sob o nº BR- 02853/18.

terça-feira, 15 de maio de 2018

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