Lula tenta imitar Bolsonaro com lives semanais e passa vergonha, apenas 10 mil espectadores simultâneos.


Vladimir Chaves



Somando todas as redes sociais do petista, o número de espectadores simultâneos não passou de 10 mil, número muito inferior à audiência registrada na última live do ex-presidente Bolsonaro, que somou mais de 10 milhões de visualizações.

Na tentativa de reeditar a estratégia de comunicação utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou o primeiro programa de lives semanais em suas redes sociais, mas registrou uma audiência pífia, nesta terça-feira (13).

Conforme levantamento, somando todas as redes sociais do petista, o número de espectadores simultâneos não passou de 10 mil.

Diferentemente de seu antecessor, que realizava as transmissões de maneira simples - às vezes até improvisada -, Lula contou com uma superprodução com câmeras profissionais, cenário, microfones de podcast e um jornalista que apenas fazia perguntas para exaltar o trabalho do petista.

Apesar do investimento, um levantamento realizado pelo jornal O Globo comprovou o fracasso de audiência na transmissão da primeira edição do "Conversa com o presidente".

O programa foi realizado em forma de entrevista, conduzida pelo jornalista Marcos Uchôa, que trabalhava na rede Globo e sempre foi apoiador do petista.

Na transmissão, Uchôa serviu apenas como facilitador do discurso de Lula, apresentando pautas favoráveis ao governo e elogiando a gestão petista. Durante a live, o jornalista exaltou o fato de Lula ter 37 ministérios, como sendo sinônimo de "muito trabalho" e competência.

Cópia

O programa de Lula tenta copiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que realizava lives quase todas as quintas-feiras às 19h, para se comunicar com seus seguidores nas redes sociais, comentar notícias da semana e esclarecer questões abordadas pela grande mídia. Em sua última transmissão, realizada em 30 de dezembro de 2022, o presidente somou 3,3 milhões de visualizações em seu Facebook, e mais 7,6 milhões em seu perfil do Instagram.

quarta-feira, 14 de junho de 2023

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Lula corta 1,8 milhão de beneficiários do Bolsa Família em 2023


Vladimir Chaves



Durante o período de janeiro a maio deste ano, sob a administração do petista Luiz Inácio Lula da Silva, cerca de 1,8 milhão de famílias foram retiradas do Bolsa Família.

Essa decisão foi tomada após a equipe econômica do Executivo anunciar um “pente-fino” da lista de beneficiários do programa. Atualmente, o Bolsa Família contempla 21,2 milhões de famílias, registrando uma diminuição de quase 400 mil famílias em comparação com dezembro de 2022.

Entre novembro de 2021 e fevereiro de 2023, o programa foi renomeado como Auxílio Brasil, mas recuperou o nome Bolsa Família com o retorno do petista ao Palácio do Planalto em 2023.

terça-feira, 13 de junho de 2023

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Deputada quer prisão de até 4 anos para quem xingar político corrupto, semelhante as leis de Cuba, Nicarágua e Venezuela


Vladimir Chaves



Proposto pela filha do ex-deputado Eduardo Cunha, o Projeto de Lei 2.720/23 quase teve um requerimento de urgência votado na Câmara esta semana. A proposta da deputada federal, Dani Cunha (União-RJ), propõe prisão e multa para quem xingar políticos, principalmente, aqueles que estiverem enfrentando algum processo na Justiça.

O requerimento de urgência só não avançou por falta de consenso entre os líderes, na última terça-feira (6). O projeto foi protocolado em abril.

Após acordo com as lideranças para que a votação do requerimento fosse simbólica - quando não é possível identificar o voto individual - o presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), liberou a votação, mas a matéria saiu da pauta depois que os partidos Novo, Psol e PCdoB pediram votação nominal. 

Segundo o texto proposto pela filha de Eduardo Cunha, quem ofender políticos denunciados ou mesmo condenados em processos que ainda estejam tramitando poderá pegar de dois a quatro anos de prisão e ser condenado ao pagamento de multa.

Dani Cunha também quer que as instituições bancárias impeçam a abertura ou movimentação de contas para quem ofender políticos. Esse tipo de punição é aplicada contra acusados de corrupção, tráfico de drogas e terrorismo.

O pai da autora da proposta, o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), foi condenado a mais de 55 anos de prisão em três processos por corrupção e lavagem de dinheiro.

No fim de maio deste ano, a exemplo de outras decisões que descondenaram políticos e empresários envolvidos na Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou uma sentença que havia condenado Eduardo Cunha por recebimento de propina.

Ao justificar o projeto, Dani Cunha defende o princípio da presunção de inocência e da igualdade. A deputada, porém, não cita prerrogativas que tornam os políticos quase intocáveis, a exemplo do foro privilegiado.  

“A discriminação praticada em virtude tão só da posição política ou por se encontrar na situação de parte em processo judicial precisa ser expurgada da nossa sociedade, prestigiando as proteções fundamentais concedidas pela Carta Maior”, diz um trecho da justificativa.

Reação

Ao comentar sobre o caso, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse enxergar algo muito pessoal na proposta, já que o pai da autora foi duramente criticado pela população na época em que foi preso pela Lava Jato.

“Sou a favor da liberdade de expressão total e irrestrita como está na nossa Constituição. E, já tem dispositivos na nossa legislação para punir quem difama, quem calunia… Quem se sentir vilipendiado tem de buscar os seus direitos nos dispositivos já existentes”, disse o senador ao conversar com o BSM.

Para o advogado Fernando Lobo, a proposta apresentada por Dani Cunha é uma “piada” e um “absurdo”.

“Os poderes constituídos podem ser criticados por quaisquer cidadãos porque eles são serviços publicos e os titulares, mesmo os que têm cargos eletivos, são servidores públicos. Estamos, hoje, vítimas de uma escravidão do estado. Transformaram o cidadão em escravo sem direito à crítica. É um absurdo, funcionário público não pode mais ser criticado? É uma piada”, disse o advogado ao BSM.

Lobo avalia, inclusive, que a proposta abre caminho para censura à imprensa, uma vez que a simples notícia ou publicação de artigo sobre um determinado processo pode ser usado como justificativa para que um político se sinta ofendido e processe o jornal.

O projeto da filha de Cunha flerta com medidas semelhantes adotadas em ditaduras como Cuba, Nicarágua e Venezuela, onde opositores do regime são perseguidos, presos e torturados.


Site Brasil Sem Medo

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Senador critica as fragilidades das políticas públicas no Estado da Paraíba


Vladimir Chaves

 



O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), criticou o fato dos últimos levantamentos nacionais exporem as fragilidades das políticas públicas adotadas pelo atual governador João Azevedo. Um dos dados recentes mostra que a Paraíba está entre os Estados do Brasil com a maior porcentagem de pessoas em situação de pobreza. Em outro, que Estado detém o terceiro maior índice de analfabetismo do Brasil.

Este primeiro dado, elaborado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e feito com base em informações de 2022 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, apontou que a maioria da população da Paraíba (54,6%) vive em situação de pobreza, ou seja, vive com uma renda mensal de até R$ 665,02. Segundo Veneziano, é lamentável notar que as políticas públicas de combate à fome não vem dando resultado, tendo em vista que, das 27 unidades da federação, 9 - dentre elas a Paraíba - tem a maior parte da população composta por pessoas em situação de pobreza. O estado paraibano está na quarta posição em uma lista com estados concentrados no Norte e Nordeste.

Analfabetismo

Já em relação ao analfabetismo, dados trazidos esta semana, através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a Paraíba é o terceiro estado do Brasil com maior índice de analfabetismo entre as pessoas que tem pelo menos 15 anos. São 13,6% de analfabetos no estado, ficando à frente apenas de Piauí (14,8%) e de Alagoas (14,4%) e com números piores do que a média nacional (5,6%) e regional (11,7%).

Para completar, a Paraíba tem a menor proporção do país de pessoas de 25 anos ou mais de idade que tinham pelo menos o Ensino Básico Obrigatório, ou seja, que concluíram, no mínimo, o Ensino Médio, de responsabilidade pública do estado. A taxa de 39,6% ficou bem abaixo da média brasileira (53,2%) e da média nordestina (44,1%).

“Registro a lamentar os dois últimos indicadores nacionais que expõem a fragilidade em termos de políticas públicas coordenadas pelo atual governador, na área social e educacional”, disse Veneziano.

sábado, 10 de junho de 2023

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Ipec: Avaliação negativa do Governo Lula sobe para 60%


Vladimir Chaves


Segundo a mais recente pesquisa realizada pelo Ipec (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica), fundado por executivos do extinto Ibope Inteligência, a rejeição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua aumentando no país. Os resultados revelam que a gestão lulopetista é avaliada como péssima, ruim ou regular por 60% dos entrevistados.

A pesquisa, contratada pelo jornal “O Globo”, entrevistou presencialmente 2 mil pessoas entre os dias 1° e 5 de junho, dentro de um intervalo de confiança de 95%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com os dados, a parcela dos eleitores que consideram a gestão do atual presidente como “boa” ou “ótima” diminuiu de 39% para 37% em comparação com o levantamento realizado em abril. Por outro lado, as avaliações classificadas como ruim ou péssima aumentaram de 26% para 28%.

Além disso, a pesquisa mostrou um aumento na proporção daqueles que consideram o atual mandato do petista como “regular”, passando de 30% para 32%. Os entrevistados que não souberam ou não responderam totalizaram 3% do total.

A pesquisa mostra uma tendência crescente de rejeição ao governo Lula e sinaliza claramente um cenário desafiador para o Executivo.

 

sexta-feira, 9 de junho de 2023

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Principais montadoras do Brasil anunciam suspensão de produção de carros


Vladimir Chaves



Apesar de o governo federal alegar que tem atuado para aliviar o mercado automobilístico e, consequentemente, combater as paralisações nas montadoras e a ameaça aos empregos, o incentivo concedido à indústria de veículos não trouxe um alívio significativo.

Após as fábricas acelerarem a produção no mês de maio, quando aumentaram seus estoques em antecipação aos descontos subsidiados pelo governo, as companhias beneficiadas pela medida voltaram a interromper suas linhas de montagem.

A avaliação é que o melhor a ser feito é manter o estoque atual, estimado entre 100 mil e 110 mil carros. Esses veículos compõem o grupo de contemplados pelos bônus de R$ 2 mil a R$ 8 mil. No início deste mês, no entanto, o setor automotivo contava com 251,7 mil veículos estocados em pátios de fábricas e concessionárias, dos quais 115 mil unidades eram elegíveis para receber os créditos tributários autorizados pelo Ministério da Fazenda.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima que os descontos governamentais não deverão durar mais do que um mês. É dito que o incentivo será encerrado quando os créditos tributários, responsáveis pela redução de preços, atingirem o montante de R$ 500 milhões.

Na terça-feira, 6, a Hyundai interrompeu a produção do HB20 em sua fábrica em Piracicaba, interior de São Paulo. Todos os turnos de trabalho, assim como os departamentos administrativos, tiveram suas atividades suspensas por três dias, a fim de adequar a produção à demanda futura. A produção na Hyundai só será retomada na semana seguinte.

No estado do Paraná, a Renault também suspenderá a produção de carros de passeio em São José dos Pinhais durante toda a semana seguinte, apesar do preço da versão de entrada do modelo Kwid, um dos veículos fabricados na planta, ter sido reduzido para R$ 58.990 após um desconto de R$ 10 mil anunciado pela montadora francesa.

Durante essa semana de paralisação, aproximadamente 3.800 carros deixarão de ser produzidos, enquanto os trabalhadores aproveitarão suas férias coletivas.

A baixa também atinge a  a fábrica da General Motors (GM) em Gravataí (RS). A partir de segunda-feira, 12, a empresa também vai parar por dez dias. A fábrica responsável pela produção do Onix, o carro mais popular do País será atingida pela paralisação.

Já em São José dos Campos (SP), a GM desativará as linhas nas próximas duas semanas.

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Agentes Comunitários de Saúde vão rastrear pacientes para tratamento odontológico em Campina Grande


Vladimir Chaves



A Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Saúde, está capacitando os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para rastrear pacientes, em todo o Município, que precisam realizar o atendimento odontológico. A ação faz parte do projeto “A Ação Bucal e os Agentes Comunitários de Saúde: Caminhos possíveis do Brasil Sorridente”.

Mais de 90 ACS já participaram da capacitação, que é realizada por Distritos Sanitários. Ao final, os mais de 400 agentes da cidade terão passado pelo treinamento. O objetivo é identificar os cidadãos que precisam de atendimento e encaminhá-los para a rede de Saúde Bucal do Município.

“Os agentes nunca trabalharam juntos ao serviço odontológico. Agora estamos de mãos dadas, não só para facilitar o acesso das pessoas que mais precisam, mas também contribuindo para a detecção de doenças bucais, das mais comuns até os cânceres que acometem a boca”, disse o coordenador do Sorri Campina, o bucomaxilofacial Tony Peixoto.

Um dos resultados pretendidos é também ajudar a atingir os índices de saúde do Previne Brasil, que é uma das fontes de recursos do SUS para os Municípios, já que o atendimento odontológico é um dos indicadores.

Em Campina Grande, desde 2021, a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima tem investido na ampliação da Rede Municipal de Saúde Bucal, programa intitulado como Sorri Campina, numa versão local do programa Brasil Sorridente.

Nestes quase 30 meses de gestão foram convocados 28 profissionais concursados, entre cirurgiões-dentistas e auxiliares de saúde bucal. Além disso, foram reabertos consultórios odontológicos da Atenção Primária à Saúde, que estavam desativados em função da pandemia da covid-19 e do desgaste dos equipamentos.

Paralelamente, outras unidades de Saúde Bucal foram implantadas, como nas UBS’s Adalberto César (Pedregal), Crisóstomo Lucena e Antônio Virgílio Brasileiro (Aluízio Campos) e Raiff Ramalho (Santa Cruz).

 

A gestão também construiu uma Central de Dispensação de Insumos Odontológicos e investiu mais de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais) em equipamentos e materiais de trabalho. Outro avanço foi a estruturação e efetiva implantação do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) da Policlínica do Catolé. Já no bairro da Catingueira também está sendo estruturado o CEO da Zona Sul, que será inaugurado ainda neste ano.

Na rede hospitalar, a Prefeitura de Campina Grande criou o Plantão Odontológico da Unidade de Pronto Atendimento Dr. Raimundo Maia (UPA Alto Branco), que funciona todos os dias, das 7h às 23h, para casos de urgência, cobrindo um vazio assistencial da cidade.

No Hospital Municipal Dr. Edgley, após a reforma do centro cirúrgico, a gestão implementou a Assistência Odontológica sob anestesia geral, incluindo procedimentos clínicos e cirúrgicos em pessoas com Necessidades Especiais, serviço essencial para o cuidado com a saúde oral e geral deste público, uma vez que esse tipo de tratamento depende exclusivamente dessas condições para resolutividades de seus problemas.

Plano Municipal de Saúde Bucal

As mudanças e evoluções do atendimento odontológico estão pautadas no Plano Municipal de Saúde Bucal, que será lançado em breve. O plano vai nortear todas as políticas públicas para a saúde bucal no município e o objetivo é implantar uma equipe de odontologia em cada Unidade Básica de Saúde da cidade, a longo prazo.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

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Venezuela é o 2° país mais pobre do mundo, ditadura de Cuba e a Argentina socialista também estão no ranking da pobreza


Vladimir Chaves

A Venezuela é o segundo país mais pobre do mundo, de acordo com um estudo divulgado há duas semanas pelo professor Steve Hanke, da universidade norte-americana Johns Hopkins. A ditadura de Nicolás Maduro fica atrás apenas do Zimbábue, país africano que, ao lado de outros países daquele continente, lidera rankings de pobreza há anos.

Outros três países do continente americano estão na desonrosa lista: Argentina, no 6º lugar; Cuba, em 9º; e o Haiti, em 12º. O professor publicou no Twitter a lista dos 15 países mais pobres em 2022.

No caso da Venezuela, o estudo de Hanke considerou a inflação — que  beirou os 300% em 2022 — a principal causa da pobreza. Com a inflação disparada, a moeda já não vale nada e praticamente toda a economia está dolarizada. Para ter uma ideia, R$ 1 vale cerca de 530 mil bolívares.

Uma pesquisa feita em 2021 pela Universidade Católica Andrés Bello mostra que 94,5% da população venezuelana vive na pobreza, com menos de US$ 7 por dia — cerca de R$ 35. Desses, 77% só têm US$ 3,20 (R$ 16) para passar o dia. Ou seja, três quartos da população — 21 milhões de pessoas, ou duas vezes a população de Portugal — vivem na miséria. A Pesquisa de Condições de Vida (Encovi) pode ser acessada aqui.

Em 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu US$ 371 bilhões, seu auge, segundo a Trading Economics. Em 2019, despencou para US$ 150 bilhões. No primeiro ano da pandemia, o PIB foi de apenas US$ 106 bilhões — uma queda de 70%, em comparação com 2013. Em 2021, houve recuperação do PIB, para US$ 112 bilhões, mas ainda muito longe da marca atingida oito anos antes. Em 2022, a inflação anual fechou em mais de 300%.

O terceiro lugar da lista é ocupado pela Síria, em guerra civil há mais de uma década. Já a Argentina viu a pobreza crescer nos últimos anos e se acentuar sob o governo peronista de Alberto Fernández. A inflação anual passou de 100%, a moeda está desvalorizada, faltam emprego e alimentos.

Em Cuba, assim como a Venezuela, governada sob o comunismo desde a revolução, também viu sua situação econômica esfarelar nos últimos anos. A ditadura comandada pelo ditador Miguel Díaz-Canel não parece conseguir sobreviver a esta que é a maior crise desde a queda da antiga União Soviética. A pobreza se agravou a partir de 2020, com a pandemia de covid-19: faltam medicamentos, combustíveis, energia elétrica, alimentos. A inflação é alta, e os serviços públicos insuficientes e ineficientes.

O Haiti, que tinha índices de pobreza elevados, piorou os indicadores a partir do terremoto de 2010, com uma das piores rendas per capita do planeta, falta de emprego e inflação alta.

 

Revista Oeste

terça-feira, 6 de junho de 2023

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MP institui programa Desenrola Brasil e deve beneficiar 70 milhões de pessoas com nome negativado.


Vladimir Chaves


A Medida Provisória (MP) 1.176/2023 institui o Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes, batizado pelo Poder Executivo como “Desenrola Brasil”. O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (6).

Segundo o Ministério da Fazenda, a ideia é incentivar a renegociação de dívidas de natureza privada das pessoas físicas inscritas em cadastros de inadimplentes a fim de reduzir o endividamento e facilitar a retomada do acesso ao mercado de crédito. A estimativa é beneficiar até 70 milhões de pessoas.

Faixa 1

Conforme a medida provisória, na Faixa 1 do programa serão contempladas as famílias com renda mensal de até dois salários mínimos (R$ 2.640, hoje), inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e com dívidas de até R$ 5 mil contraídas até 31 de dezembro de 2022.

Esse grupo, segundo o governo, reúne cerca de 43 milhões de pessoas e uma dívida total estimada em cerca de R$ 50 bilhões.

Os beneficiados poderão quitar os débitos à vista ou por meio de financiamento bancário em até 60 meses, sem entrada, com taxa de juros de 1,99% ao mês e primeira parcela após 30 dias.

As famílias e os credores terão de se inscrever em plataforma da internet. Para o público, será necessário participar de um programa de educação financeira. Já os credores participarão de leilão para oferecer descontos às famílias, e o governo garantirá a quitação da dívida para o vencedor – aquele que deu maior desconto.

O que não pode refinanciar

Na Faixa 1, não poderão ser refinanciadas as dívidas com crédito rural ou com garantia real, financiamento imobiliário, operações com funding ou risco de terceiros e outras que serão definidas em ato do Ministério da Fazenda.

Faixa 2

Já a Faixa 2 será destinada às pessoas com dívidas nos bancos, que poderão oferecer a esses clientes a possibilidade de renegociação de forma direta. Nesse caso, o governo oferecerá às instituições financeiras, em troca de descontos nas dívidas, incentivos regulatórios para que aumentem a oferta de crédito.

Segundo nota do Ministério da Fazenda, o “Desenrola Brasil” deverá ser aberto ao público em julho e ajudará a organizar os agentes do mercado – como bancos, varejistas, companhias de saneamento e de eletricidade, empresas de cartão de crédito e outros – para a renegociação de dívidas com as pessoas físicas.

“Com isso, é possível eliminar os intermediários, reduzir os custos e viabilizar os descontos”, informa a Fazenda. “Além disso, o sistema consolida as dívidas de modo que as pessoas possam ter conhecimento de sua situação de devedor.”

Tramitação

A MP 1176/23 já está em vigor, mas terá de ser analisada pelos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

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Mourão critica 'Honras de Estado' ao ditador da Venezuela e cobra posição do Parlamento


Vladimir Chaves



O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) defendeu, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), que o Senado não se abstenha de debater a recepção, com honras de Estado, do governo brasileiro ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O senador convidou os demais senadores a "fiscalizar os rumos da política externa" do Brasil, para evitar que o país seja colocado do "lado errado da humanidade", e reiterou que as ações e as omissões do parlamento serão observadas e julgadas, em função do peso das responsabilidades constitucionais.

“O parlamento tem responsabilidades, meridianamente expressas na Constituição, quanto à política externa que o governo conduz [...]. O Brasil está do lado certo da história, onde sempre esteve. Livre e soberano, solidário aos seus vizinhos e resoluto no enfrentamento dos totalitarismos que ensanguentaram o século passado” disse.

Mourão alertou os parlamentares sobre a importância de agir com responsabilidade, enfatizando que a "hora não é de nos escondermos nas conveniências, no partidarismo e nos conchavos", e enfatizou que no Brasil “não há mais espaço para autoritarismos e totalitarismos de qualquer natureza”.

“As ditaduras foram relegadas à história, e aqueles que vislumbram um futuro nelas devem compreender que a escolha é entre civilização e barbárie, um passado que já foi superado há muito tempo” concluiu.

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CPI do MST ouve governador de Goiás nesta quarta-feira


Vladimir Chaves


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) realiza nova audiência pública nesta quarta-feira (31). Desta vez, para ouvir o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. A audiência será realizada às 14 horas, no plenário 2.

Caiado será ouvido a pedido do deputado Gustavo Gayer (PL-GO). "A presença do governador como convidado na CPI enriquecerá o debate já que o estado de Goiás não conta com nenhuma ocupação do MST".

Gayer afirma que Ronaldo Caiado participou de encontro da Frente Parlamentar da Agropecuária na semana passada em Brasília e comentou que em “território com força na agropecuária, não existem ocupações de terra por parte do MST."

Ainda segundo Gayer, Caiado disse que cabe ao governo do estado e às forças de segurança manterem a paz no campo.

Ontem, um ex-integrante do movimento afirmou que as famílias que viviam no local eram usadas como massa de manobra, trabalhavam sem remuneração e eram punidos caso não obedecessem as normas do acampamento.

MST

A CPI, instalada no último dia 17, vai investigar as invasões do MST. O colegiado é presidido pelo deputado Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS) e tem como relator o deputado Ricardo Salles (PL-SP), ex-ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro.

quarta-feira, 31 de maio de 2023

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Maior São João do Mundo ganha destaque nas redes sociais da Embratur


Vladimir Chaves


Campina Grande com O Maior São João do Mundo segue recebendo reconhecimento nacional e internacional. A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) divulgou em suas redes sociais a grandiosidade e a riqueza cultural da festa para milhares de pessoas de vários lugares do país e do mundo. Essa ação é resultado da parceria entre a Prefeitura de Campina Grande através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Embratur.

Com o objetivo de promover o turismo e valorizar as tradições brasileiras, a Embratur reconhece a importância do Maior São João do Mundo como um dos principais eventos culturais do país. A festa junina campinense atrai milhares de visitantes todos os anos, encantando-os com suas manifestações culturais, como as quadrilhas, comidas típicas e o famoso Parque do Povo. E essa não é a primeira vez que a Embratur divulga as ações do município, em 2022 o Natal Iluminado também foi destaque nas redes sociais do Instituto. A divulgação nas redes sociais da Embratur amplia o alcance do evento, atraindo turistas nacionais e internacionais interessados em conhecer a autenticidade e a animação do São João campinense.

A parceria entre a Embratur e a Prefeitura de Campina Grande fortalece não apenas o evento, mas também a economia local, impulsionando o setor hoteleiro, gastronômico e de serviços no geral. Com a divulgação nas redes sociais da Embratur, o Maior São João do Mundo ganha ainda mais visibilidade e irá atrair turistas de todos os cantos do Brasil e do mundo.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico de Campina Grande, Laryssa Almeida, essa parceria com a Embratur é um reconhecimento do valor cultural, econômico e turístico do Maior São João do Mundo. ’Estamos muito felizes em ver a grandiosidade da festa sendo divulgada pela Embratur. Isso reforça nosso compromisso em preservar e promover a cultura junina, além de atrair cada vez mais visitantes para Campina Grande e viver essa edição especial de 40 anos’, ressaltou a secretária.

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Deputados repudiam recepção de Lula ao ditador Nicólas Maduro


Vladimir Chaves



Em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), o deputado estadual Luciano Pimentel (PP) repudiou a recepção protagonizada pelo Presidente de República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Presidente da Venezuela Nicólas Maduro. O encontro entre os chefes de Estado foi realizado na segunda-feira (29), em Brasília.

Em janeiro deste ano, após ser empossado pela terceira vez como Presidente do Brasil, Lula decidiu retomar as relações diplomáticas com a ditadura venezuelana. A movimentação neste sentido ocorreu após ter enviado ao país vizinho, representação oficial brasileira para atuar na embaixada em Caracas – capital Venezuelana. Em contraponto a esta ação, oposicionistas criticaram o governo Lula por não concordar com esta aproximação. Na avaliação do deputado Luciano Pimentel, por exemplo, Nicólas Maduro enfraquece as instituições democráticas do país.

“Nós assistimos estarrecidos a manifestação de apreço do governo brasileiro a um ditador. Ele é acusado de narcotráfico, perseguição e censura e que tem na sua história uma mácula muito grande de está no poder devido a forma coercitiva com que age venezuelano”, declarou o deputado Luciano Pimentel.

Para o parlamentar, o Brasil e a Venezuela devem manter apenas relações comerciais. “A Venezuela é uma das maiores produtoras de petróleo do mundo. Ela também faz fronteira com o Brasil com mais de 2km de extensão. Mas, não concordamos com a recepção realizada pelo presidente Lula ao ditador Nicólas Maduro, e ainda falar sobre narrativas”, ressaltou.

O deputado Luciano Pimentel também repercutiu dados do jornal britânico BBC sobre o presidente venezuelano: “a emissora faz um demonstração sobre tudo que tem contra o Nicólas Maduro. Seja com todas ações internas que constitui a crise  na Venezuela, com mais de 300 presos políticos. Como a crise externa que envolve o pedido de prisão do ditador pelos Estados Unidos.”

O deputado Marcos Oliveira (PL) também repercutiu a recepção do presidente Lula ao presidente Venezuelano Nicolás Maduro. No pronunciamento, ele fez uma analogia aos atos antidemocráticos ocorridos no dia 08 de janeiro deste ano, em Brasília, onde prédios do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF), e do Palácio do Planalto, foram depredados.

“A gente que é um democrata por princípio não pode concordar com este tipo de visita de ditadores da América do Sul e que desde 1999, detém o poder e massacra o povo daquela região. Se qualquer pessoa é contra aos atentados do dia 8 de janeiro, também não deve ser a favor da visita de Nicólas Maduro no Brasil”, destacou.

Marcos Oliveira reafirmou que o princípio da democracia é a alternância de poder. “As ditaduras são Governos não respeitam os Direitos Humanos e nem a integridade dos cidadãos. Por isso, essa guerra de narrativas atinge a soberania do Brasil quando recebe um ditador”, finalizou o deputado Marcos Oliveira.

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Comissão da Câmara dos Deputados aprova pedido de prisão do ditador Nicolás Maduro


Vladimir Chaves



Nesta terça-feira (30/5), a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou o requerimento que pede a prisão do ditador venezuelano, Nicolás Maduro. O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) divulgou a decisão do colegiado.

“Esse requerimento que acaba de ser aprovado na Câmara irá consultar, junto à Interpol [Organização Internacional de Polícia Criminal], se existe um mandado de prisão internacional contra Nicolás Maduro”, afirmou Sampaio, por meio de sua conta no Twitter. O tucano integra a equipe de suplentes da comissão.

De acordo com Sampaio, a decisão por parte do colegiado pode fazer com que Maduro realmente seja detido no Brasil. Nesse sentido, o parlamentar lembrou que o político da Venezuela está na lista de procurados dos Estados Unidos. O Departamento de Estado norte-americano o acusa de corrupção e tráfico de drogas, por exemplo, e oferece recompensa de US$ 15 milhões a quem ajudar com informações que levem a captura do ditador.

“Se de fato existir esse mandado [da Interpol para prender Maduro], o próprio requerimento exige que sejam comunicadas as autoridades competentes para que seja efetuada a imediata prisão do ditador venezuelano, que é acusado pelos Estados Unidos de envolvimento com o narcotráfico, terrorismo e lavagem de dinheiro”, explicou Sampaio.

terça-feira, 30 de maio de 2023

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Ditadura Venezuelana: relatório da ONU detalha crimes contra a humanidade para reprimir oposição


Vladimir Chaves



O último relatório divulgado pela ONU revela que as agências de inteligência militares e civis da Venezuela funcionam como estruturas bem coordenadas e eficazes na execução de um plano, organizado nos mais altos níveis do governo, para reprimir a dissidência por meio de crimes contra a humanidade.

Nesse documento, a Missão Internacional Independente de Determinação de Fatos das Nações Unidas sobre a República Bolivariana da Venezuela (FFMV) descreve as funções e contribuições de vários indivíduos em diferentes níveis das cadeias de comando dentro dessas agências, instando as autoridades a investigar suas responsabilidades e processá-los de acordo.

“Nossas investigações e análises mostram que o Estado venezuelano depende dos serviços de inteligência e de seus agentes para reprimir a dissidência no país. Ao fazer isso, estão sendo cometidos graves crimes e violações dos direitos humanos, incluindo atos de tortura e violência sexual. Essas práticas devem cessar imediatamente, e os indivíduos responsáveis devem ser investigados e processados de acordo com a lei”, afirmou Marta Valiñas, presidente da FFMV da ONU.

Em um relatório separado, a FFMV destaca a situação no sul do estado de Bolívar, na Venezuela, onde atores estatais e não estatais cometeram uma série de violações e crimes contra as populações locais em áreas de mineração de ouro.

As descobertas da Missão em ambos os relatórios se basearam em 245 entrevistas confidenciais, presenciais e remotas, por meio de conexões seguras por telefone ou vídeo, incluindo vítimas, seus familiares e ex-funcionários dos serviços de segurança e inteligência. Além disso, a Missão analisou arquivos de casos e outros documentos legais. Devido à falta contínua de acesso ao território venezuelano desde sua criação em 2019, a Missão realizou visitas a áreas ao longo das fronteiras do país.

“Venezuela ainda enfrenta uma profunda crise de direitos humanos, e nossos relatórios hoje destacam apenas dois aspectos dessa situação. Instamos a comunidade internacional a continuar acompanhando de perto os desenvolvimentos na Venezuela e a monitorar se estão sendo feitos progressos credíveis na promoção da justiça, responsabilização e respeito pelos direitos humanos”, disse Valiñas.

A repressão direcionada pelas agências de inteligência do Estado

Em relatórios anteriores, a Missão destacou os papéis dos dois serviços de inteligência militares e civis do Estado — respectivamente, a Diretoria Geral de Contra-inteligência Militar (DGCIM) e o Serviço Nacional de Inteligência Bolivariano (SEBIN) — em cometer violações dos direitos humanos desde 2014, no contexto de direcionamento a oponentes do Governo, reais ou percebidos. A Missão determinou que algumas dessas violações configuram crimes contra a humanidade.

O relatório atual oferece um entendimento mais detalhado do papel de indivíduos em diferentes níveis nas cadeias de comando de ambas as agências na implementação de um plano orquestrado pelo presidente Nicolas Maduro e outros indivíduos de alto nível para suprimir a oposição ao governo, incluindo a comissão de atos de tortura extremamente graves que configuram crimes contra a humanidade.

A Missão documentou 122 casos de vítimas que foram detidas pela DGCIM, 77 das quais foram submetidas a tortura, violência sexual e/ou outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. A tortura foi realizada em sua sede em Boleíta, em Caracas, e em uma rede de centros de detenção clandestinos por todo o país.

O SEBIN torturou ou maltratou detidos – incluindo políticos de oposição, jornalistas, manifestantes e defensores dos direitos humanos – principalmente no centro de detenção El Helicoide em Caracas. A Missão investigou pelo menos 51 casos desde 2014. O relatório detalha como as ordens eram dadas por indivíduos nos mais altos níveis políticos a funcionários de menor escalão.

Tanto o SEBIN quanto o DGCIM fizeram uso extensivo de violência sexual e de gênero para torturar e humilhar seus detidos.

As autoridades venezuelanas falharam em responsabilizar os perpetradores e fornecer reparação às vítimas em um contexto em que as reformas judiciais anunciadas a partir de 2021 falharam em abordar a falta de independência e imparcialidade do sistema de justiça. As violações e crimes por SEBIN e DGCIM continuam até hoje. As mesmas estruturas, dinâmicas e práticas permanecem em vigor, enquanto os funcionários relevantes continuam a trabalhar para as agências e, em alguns casos, até foram promovidos. A análise da Missão detalha ainda como esses esforços foram postos em ação pelo presidente Maduro e outras autoridades de alto nível como parte de um plano deliberado do governo para suprimir críticas e oposição.

“As violações dos direitos humanos pelas agências de inteligência do Estado, orquestradas nos mais altos níveis políticos, ocorreram em um clima de quase total impunidade. A comunidade internacional deve fazer tudo para garantir que os direitos das vítimas à justiça e reparação sejam garantidos”, disse Francisco Cox, membro da Missão FFMV.

Abusos e violações dos direitos humanos na região de mineração de ouro do Arco Minero

Diante de uma crise na indústria petrolífera doméstica, em 2016 o governo venezuelano estabeleceu o Arco Minero del Orinoco como uma “Zona de Desenvolvimento Estratégico Nacional” para formalizar e estender seu controle sobre a mineração de ouro e outros recursos estratégicos, principalmente no sul do estado de Bolívar. Desde então, a área se tornou fortemente militarizada, enquanto grupos criminosos armados continuam a operar abertamente, controlando minas e populações.

O relatório da FFMV documenta como tanto atores estatais quanto não estatais cometeram violações dos direitos humanos e crimes contra a população local na luta pelo controle das áreas de mineração. Estes incluem privação ilegal de vida, desaparecimentos, extorsão, punição corporal e violência sexual e de gênero. As autoridades não apenas falharam em prevenir e investigar tais abusos, mas a Missão recebeu informações indicando conluio entre atores do Estado e da NSA em partes do estado de Bolívar.

No município de Gran Sabana, no sul do estado, a Missão documentou em profundidade vários casos em que as forças do Estado atacaram populações indígenas, cometendo uma série de violações. Isso inclui conflitos após a tentativa de oposição de mover ajuda humanitária para Gran Sabana do Brasil em 2019, quando as forças do estado cometeram privações arbitrárias de vida e submeteram pessoas indígenas a tortura.

“A situação no estado de Bolívar e em outras áreas de mineração é profundamente preocupante. As populações locais, incluindo os povos indígenas, estão presas na violenta batalha entre o Estado e grupos criminosos armados pelo controle do ouro. Nosso relatório destaca a necessidade de mais investigações nesta região que é, paradoxalmente, uma área quase esquecida do país que ao mesmo tempo gera grandes quantidades de riqueza lícita e ilícita a partir de minerais”, afirmou Patricia Tappatá Valdez, membro da FFMV.

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