Brasil avança, mas cresce com o freio de mão puxado


Vladimir Chaves

 


"Vocês dão três passos para frente e dois para trás." A frase dita pelo indiano Aswath Damodaran, um dos maiores especialistas em valuation do mundo, durante sua recente passagem pelo Brasil, foi recebida com desconforto — e razão. Para o empreendedor Guy R. Peixoto Neto, o comentário sintetiza com precisão a contradição que marca o desenvolvimento do país: o potencial é evidente, os avanços são reais, mas o progresso continua sendo freado por entraves que parecem não sair do lugar.

Nas últimas duas décadas, o Brasil construiu uma sólida reputação como celeiro de inovação na América Latina. É um dos maiores ecossistemas de fintechs do mundo, com mais de 1.500 startups no setor, e abriga nomes consagrados entre os unicórnios da região, como Nubank, Gympass, QuintoAndar e VTEX. Além disso, tem se destacado internacionalmente em áreas como tecnologia bancária, energia limpa e soluções agrotech.

Mas o cenário promissor convive com velhos obstáculos. O Brasil segue entre os países mais burocráticos para empreender, exigindo, em média, 1.501 horas por ano de uma empresa apenas para manter-se em conformidade com o sistema tributário — número quatro vezes superior à média da OCDE. O país ocupa a 87ª posição no ranking Doing Business 2020 do Banco Mundial, atrás de nações como Kosovo e Guatemala. Em outras palavras, embora a criatividade e a inovação floresçam, o ambiente institucional ainda sufoca o crescimento.

A observação, longe de ser apenas retórica, reflete o sentimento de muitos líderes empresariais no país. Entre eles, o empreendedor serial Guy Peixoto Neto, que vê nessa oscilação entre avanço e retrocesso um dos grandes desafios para a construção de um Brasil mais competitivo.

Fundador de mais de 11 empresas e mentor de negócios de alto crescimento, Peixoto é conhecido por seu trabalho junto a scale-ups e sua atuação como membro das organizações EO (Entrepreneurs’ Organization) e YPO (Young Presidents’ Organization). Ele alerta para o “custo oculto” de manter estruturas do século passado. “Essa crítica é não apenas ideológica, mas econômica. Quando o Estado mantém empresas ineficientes, o capital e o talento não vão para onde há valor real. Isso impede o crescimento de novas empresas, faz com que startups não escalem e impede a criação de legados”, escreve. A crítica de Damodaran nesse ponto é direta: a proteção do passado impede a chegada das novas joias.

O reflexo dessa mentalidade é visível no índice de sobrevivência das startups brasileiras. Segundo a McKinsey, apenas 10% das que recebem uma rodada Série A conseguem chegar à Série C. Não é por falta de bons empreendedores, mas por ausência de um ambiente que favoreça risco e crescimento. Ainda assim, Peixoto destaca que a força do país reside justamente nesses empreendedores que, mesmo diante das dificuldades, continuam avançando.

Ele cita exemplos inspiradores, como o de Roberta Sudbrack, que começou vendendo cachorro-quente e se tornou uma das chefs mais respeitadas do mundo; Viviane Senna, que transformou o legado do irmão em um dos maiores projetos educacionais do Brasil; Eduardo Lyra, fundador da ONG Gerando Falcões, que atua em favelas com uma mentalidade de startup; e Mariana Vasconcelos, criadora da Agrosmart, agtech que aplica inteligência artificial para promover agricultura mais sustentável.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

 Nenhum comentário

Corrupção no INSS: Sindicato de irmão de Lula é alvo da PF


Vladimir Chaves


O Sindnapi/FS (Sindicato Nacional dos Aposentados) se tornou alvo, nesta quarta-feira (23), da operação da Polícia Federal batizada de Sem Desconto. José Ferreira da Silva, mais conhecido como Frei Chico é vice-presidente da associação e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O sindicato do qual o irmão de Lula é dirigente está entre os suspensos pela CGU (Controladoria Geral da União) de forma administrativa e vai responder criminalmente pelas fraudes. Em 2024, o sindicato dele recebeu, aproximadamente, R$ 77,1 milhões em contribuições.

A operação da PF investiga o desvio de contribuição sindical não autorizada de aposentados e pensionistas, com a utilização de falsificação de assinaturas de beneficiários entre outros crimes.

No total, R$ 6,3 bilhões podem ter sido desviados ilegalmente por pelo menos 11 sindicatos.

Esta foi a primeira fase da investigação que se tornou pública com a operação. Com as apreensões de celulares e computadores na sede do sindicato, outras fases devem detalhar a participação de cada responsável pelas fraudes.

Nota do sindicato

O Sindinapi divulgou nota afirmando que “apoia a investigação das denúncias de irregularidades nos descontos em benefícios dos aposentados”.

“Faz parte do DNA do sindicato a defesa dos beneficiários do INSS e a luta contra golpes dos mais diversos que afetam os ganhos dessa população”, continua o comunicado.

Veja a íntegra da nota:

Sindnapi apoia investigações contra descontos indevidos de aposentados

Para o Sindnapi, a proteção dos direitos dos aposentados é uma prioridade fundamental para garantir uma sociedade mais justa e solidária. Quando surgem denúncias de descontos irregulares nos benefícios é essencial que essas alegações sejam levadas a sério e investigadas de forma rigorosa. Essas denúncias podem afetar diretamente a vida de muitas pessoas que dependem desses recursos para garantir seu sustento e bem-estar.

Uma investigação séria e transparente ajuda a identificar possíveis irregularidades, corrigir falhas e evitar que injustiças continuem acontecendo. Além disso, demonstra o compromisso das autoridades em proteger os direitos dos aposentados, promovendo confiança no sistema previdenciário.

Desta forma, o Sindnapi apoia a investigação das denúncias de irregularidades nos descontos em benefícios dos aposentados. Faz parte do DNA do sindicato a defesa dos beneficiários do INSS e a luta contra golpes dos mais diversos que afetam os ganhos dessa população.

Investir em uma investigação detalhada também serve para fortalecer a credibilidade das instituições que, como o Sindnapi, buscam dar apoio e garantir os direitos dos aposentados, pensionistas e idosos. Afinal, garantir que os aposentados recebam o que lhes é de direito é uma questão de justiça e respeito à dignidade de cada pessoa que contribuiu ao longo da vida para construir o país.

R7

quarta-feira, 23 de abril de 2025

 Nenhum comentário

A máquina de fazer pobres: como o Brasil se tornou refém da assistência


Vladimir Chaves


De longe, o Brasil está em seu período de maior transferência de renda. Temos uma trajetória de aumento desses recursos nos últimos anos, de forma avassaladora.

E a cada ampliação desse tipo de política pública, pipocam cada vez mais fraudes em todos os programas. A última denúncia é que hoje temos cidades com mais bolsistas do Pé-de-Meia do que estudantes.

Mas ontem foi publicado que cerca de 35% das famílias beneficiárias do Bolsa Família recebem o auxílio há pelo menos 10 anos. Isso mesmo: por um período de 10 anos, mostrando que os brasileiros estão em uma rota perigosa de dependência do Estado.

Alagoas aparece em primeiro lugar, com 42,7% dos cadastrados em situação de longa permanência no programa. Também acima dos 40% estão Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Maranhão.

A análise por municípios mostra que 576 cidades brasileiras têm metade ou mais de seus beneficiários no programa há pelo menos 10 anos, o que representa 10,3% do total de municípios do país.

Já em 2.687 municípios, esse índice ultrapassa 40%.

Tudo isso mostra o absurdo do programa. Hoje, criamos uma máquina de fazer pobres, estimulando as pessoas a continuarem pobres.

Isso porque muitos políticos têm um realismo ingênuo: a crença de que os problemas sociais têm soluções simples — a ajuda estatal. As pessoas que defendem tal crença parecem preocupar-se profundamente com um problema social.

Em vez disso, se reconheço a complexidade do problema, então parece que não me importo tanto com ele. Mas é preciso dizer que essa não é a porta de saída da pobreza.

Repare que China, Coreia, Vietnã, Índia e outros tiraram milhões da pobreza sem Bolsa Família. Mas foram bem-sucedidos na geração de empregos.

Nesse ponto, há vários estudos apontando indícios de que o aumento no Bolsa Família, nos últimos anos, pode ter tido efeito no mercado de trabalho.

Há sinais de que uma parcela da população desocupada tenha deixado de buscar emprego, já passou da hora de se colocar um tempo de permanência para cada participante!

Pior: dar uma bolsa aos desempregados não aumenta o “poder de compra”.

As bolsas apenas dividem o que já estava com a produção. “Poder de compra”, em si, é comércio. O aumento de produção é que aumenta o “poder de compra” e, portanto, cria empregos.

Quando um país se torna dependente de programas sociais cada vez mais hostis à geração de empregos, estamos perdendo o nosso leme moral e não conseguiremos mitigar as causas subjacentes à pobreza econômica.

Temos que antecipar o uso desses programas sociais, evitando a pobreza e O único remédio para isso é emprego.

Políticas que estimulam o emprego significam cultivar a independência econômica de uma pessoa pobre.

E isso representa o nível mais elevado de caridade.

 

Publicado originalmente no blog trabalho e fé

 Nenhum comentário

Corrupção: Polícia Federal faz operação para combater irregularidades no INSS


Vladimir Chaves

 


A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram hoje (23) a Operação Sem Desconto, com o objetivo de combater um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumprem hoje 211 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Seis servidores públicos foram afastados de suas funções.

As investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas aplicados sobre os benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Até o momento, as entidades cobraram de aposentados e pensionistas o valor estimado de R$ 6,3 bilhões, no período entre 2019 e 2024.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais.

 Nenhum comentário

Fundo do poço: Governo Lula deve fechar o ano com um déficit de R$ 64,2 bilhões


Vladimir Chaves


 

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal responsável por monitorar as contas públicas, estima que o governo federal encerrará 2025 com um déficit primário de R$ 64,2 bilhões. Já o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, enviado esta semana ao Congresso, prevê superávit primário de 0,25% do PIB — o equivalente a R$ 34,3 bilhões. Considerando a tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos, a meta seria considerada atingida mesmo com saldo nulo.

O cálculo do resultado primário, no entanto, exclui algumas despesas, como o pagamento de precatórios, que só voltará a ser considerado a partir de 2027. Segundo a IFI, o quadro pode se agravar em 2026, com déficit estimado em R$ 128 bilhões. Para alcançar a meta proposta, o governo precisaria economizar pelo menos R$ 72 bilhões.

A projeção da IFI aponta para um crescimento do PIB de 2% em 2025 e de 1,6% em 2026, impactado pela queda da renda real disponível e pela política monetária ainda restritiva.

A guerra comercial desencadeada pelos Estados Unidos também é vista com preocupação. Seus efeitos sobre a economia brasileira ainda não foram totalmente dimensionados, mas a IFI alerta que impactos negativos devem repercutir nas receitas públicas, comprometendo o alcance das metas fiscais e a credibilidade do novo arcabouço fiscal.

A inflação permanece resistente e pode atingir 5,5% em 2025, com tendência de recuo para 4,4% em 2026. Já a dívida pública federal pode alcançar 79,8% do PIB em 2025 e 84% em 2026, com perspectiva de alta no curto e médio prazos. Essa trajetória é influenciada, entre outros fatores, pelo enfraquecimento da atividade econômica esperado para o segundo semestre de 2025.

sábado, 19 de abril de 2025

 Nenhum comentário

Vereadores autorizam Bruno Cunha Lima gastar 10 milhões com propaganda, sindicalista questiona.


Vladimir Chaves

O ex-vereador e líder sindical Napoleão Maracajá, expos toda a sua indignação com a subserviência da maioria dos vereadores aos caprichos do prefeito Bruno Cunha Lima (União).

Em mais uma ação que depõe contra o poder legislativo os edis de situação e três de oposição aprovaram, sem nenhum questionamento, mensagem do prefeito Bruno Cunha Lima, para uma suplementação orçamentária de DEZ MILHÕES DE REAIS, tendo como principal objetivo investir em propaganda institucional, dentre essas a propaganda do “Maior São João Mundo”.

“CONSIDERANDO que a ausência da suplementação comprometeria a continuidade e o alcance das AÇÕES DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL, fragilizando o acesso da população as informações de utilidade pública e prestação de contas da gestão municipal”, diz um dos parágrafos que tenta justificar a suplementação milionária solicitada pelo prefeito.

Segundo Napoleão, é inadmissível que uma cidade com tantos problemas, onde faltam recursos para saúde, infraestrutura e até para reajuste de servidores dê-se ao luxo de gastar recursos públicos com propaganda de uma festa de 40 dias.

“É por isso que a população vai tomando nojo da política, essa atitude dos vereadores depõe contra a cidade” criticou.

Napoleão questionou ainda os discursos reiterados do prefeito Bruno Cunha Lima, de que com a privatização do Maior São João a cidade deixou de gastar dinheiro público no evento.

“Essa história de que não gasta mais nada com o são João, que a empresa responsável pela festa é quem responde por tudo, está mal contada, afinal de contas quanto é arrecadado com o são joão e como é distribuído”

O projeto de lei que autoriza o Executivo a abrir crédito suplementar de até 30% no orçamento municipal de 2025, foi aprovado por 14 votos a 8.

Rostand Paraíba (PP), Valeria Aragão (Republicanos) e Márcio da Eletropolo (PSB), foram os vereadores da bancada de oposição que votaram a favor do projeto do Executivo. 

Confira a integra do projeto CLIQUE AQUI

quarta-feira, 16 de abril de 2025

 Nenhum comentário

Prefeita acusa deputado Janones de chantagem com fotos íntimas


Vladimir Chaves


A prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes (Avante), enquadrou o ex-namorado, o deputado federal, André Janones, do mesmo partido, na Lei Maria da Penha e conseguiu uma medida protetiva contra ele.

A mulher que é ex-namorada de Janones afirma que foi ameaçada de ter fotos íntimas vazadas. O político deverá manter uma distância mínima de 300 metros da prefeita e não poderá frequentar lugares comuns a ela, ou familiares dela.

As imagens usadas por André Janones na chantagem seriam do período em que os dois tiveram um relacionamento amoroso, entre 2014 e 2018. O caso é tratado como violência doméstica.

As informações foram reveladas ontem (10) pela revista Veja.

Na ação, que tramita em segredo de Justiça no Tribunal de Minas Gerais, a prefeita e ex-namorada afirma que André Janones chegou a enviar imagens para um secretário municipal.

A atitude tinha como intuito, segundo ela, atacar sua honra perante os subordinados. Leandra foi chefe de gabinete de André Janones durante o primeiro mandato dele.

sexta-feira, 11 de abril de 2025

 Nenhum comentário

PL da anistia humanitária atinge assinaturas necessárias para rito de urgência, apenas 3 deputados da Paraíba assinaram.


Vladimir Chaves



Os deputados que lideram a luta pela anistia humanitária dos presos políticos, conseguiram as assinaturas necessárias para apresentação do requerimento de urgência do Projeto de Lei que anistia presos das manifestações do 8 de janeiro e caminhoneiros.

Segundo o líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, o projeto já tem o aval de 257 deputados, uma a mais que o necessário.

“É uma vitória das pessoas que estão injustiçadas”, disse o líder do PL.

O regime de urgência dispensa formalidades como à necessidade de passar pelas comissões temáticas da Casa, podendo ir direto ao plenário.

Da bancada da Paraíba apenas três deputados tiveram a sensibilidade de assinar o requerimento de anistia humanitária, são eles: deputados Cabo Gilberto (PL), Wellington Roberto (PL) e Mersinho Lucena (PP).

Mapa da Anistia:

No entanto o mapa da anistia, que faz o acompanhamento em tempo real do posicionamento dos deputados sobre a anistia humanitária, aponta que 287 deputados estão propensos  a votarem a favor da anistia, nesse caso o número de deputados paraibanos favoráveis a anistia sobe para 5. São eles: Cabo Gilberto Silva, Wilson Santiago, Murilo Galdino, Mersinho Lucena e Wellington Roberto.

 Nenhum comentário

Direita da Paraíba terá Pastor Sérgio Queiroz disputando o Senado e Marcelo Queiroga o governo do estado.


Vladimir Chaves


Mais um candidato entra na disputa pelo governo do estado da Paraíba, bem como para o Senado Federal. O anuncio foi feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo ele, o Partido Liberal deverá lançar o ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao governo do estado.

A direita da Paraíba deverá ter ainda o Pastor Sérgio Queiroz com um dos candidatos ao Senado Federal. Segundo o ex-presidente essa deverá ser a candidatura prioritária da legenda.

“O Pastor Sérgio é o nosso candidato” disse Bolsonaro ao ser questionado sobre a candidatura ao Senado.

quinta-feira, 10 de abril de 2025

 Nenhum comentário

Vai à sanção projeto com direitos para mães e pais em luto por perda de bebê


Vladimir Chaves


O Plenário do Senado aprovou o projeto que assegura direitos para mulheres e familiares que enfrentam perda de bebê recém-nascido ou interrupção de gravidez (PL 1.640/2022). A matéria cria a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental. Lei de autoria da deputada Geovânia de Sá (PSDB-SC) e que agora segue para a sanção presidencial.

O objetivo da política é oferecer suporte psicossocial e fortalecer a assistência nos serviços de saúde. Ela assegura atendimento mais humanizado às famílias, com alas reservadas em hospitais para mães em luto, apoio psicológico especializado, exames para investigar as causas das perdas e acompanhamento na próxima gestação. O projeto também prevê capacitação específica dos profissionais que trabalham em maternidades.

Para senadora Damares Alves (Republicanos-DF) o projeto é uma forma de enfrentar a violência contra a mulher. Pois é uma violência colocar uma mulher em luto no mesmo ambiente em que uma mãe está feliz por ter seu bebê — registrou Damares.

“A política que aprovamos visa proporcionar suporte psicossocial e aprimorar a assistência em serviços de saúde para mulheres e famílias que vivenciam a perda de um recém-nascido ou a interrupção da gravidez. A proposta assegura um atendimento mais humanizado, com a previsão de alas reservadas em hospitais para mães em luto, apoio psicológico especializado, exames para investigar as causas das perdas e acompanhamento durante a gestação subsequente. Também prevê a capacitação específica para os profissionais que atuam em maternidades” disse.

Outras medidas

O projeto assegura o direito a sepultamento ou cremação do feto ou do bebê nascido morto, sempre que possível com participação dos familiares na elaboração do ritual. Os pais também poderão solicitar declaração com nome do natimorto, data e local do parto e, se possível, registro da impressão digital e do pé.

Além disso, os hospitais deverão garantir o direito a um acompanhante no parto de natimorto e assegurar assistência social para trâmites legais. A medida também estabelece que a perda gestacional, o óbito fetal e o óbito neonatal não são justificativa para que seja recusada a doação de leite da mãe, desde que avaliada pelo responsável pelo banco de leite humano ou posto de coleta. 

União, estados e municípios terão responsabilidades específicas na execução da política, incluindo a criação de protocolos nacionais, a destinação de recursos e o desenvolvimento de estratégias de suporte às famílias enlutadas. Ainda conforme o projeto, o mês de outubro deverá ser instituído como o Mês do Luto Gestacional, Neonatal e Infantil no Brasil.

 Nenhum comentário

Ranking nacional: Campina Grande recebe o terceiro maior valor complementar para pagamento do piso da enfermagem


Vladimir Chaves


Estados e municípios brasileiros que têm acesso aos valores complementares para o pagamento do piso da enfermagem referentes ao mês de março. De acordo com dados da Portaria GM/MS Nº 6.807, de 27 de março de 2025, o montante a ser transferido chega a R$ 763.909.366,10, entre valores destinados à execução municipal e estadual.

O município que recebe o maior valor é Belo Horizonte (MG). O ente conta com R$ 9,1 milhões. Na sequência aparece Fortaleza (CE), com R$ 6,8 milhões. A terceira cidade do ranking é Campina Grande (PB), que recebe R$ 4,7 milhões.

Confira a lista das 10 cidades com maiores valores do Piso da Enfermagem

Belo Horizonte (MG): R$ 9.132.759,75

Fortaleza (CE): R$ 6.801.043,36

Campina Grande (PB): R$ 4.792.838,92

João Pessoa (PB): R$ 4.790.278,71

Campo Grande (MS): R$ 4.760.317,25

São Luís (MA): R$ 4.724.498,63

Salvador (BA): R$ 4.268.187,82

Belém (PA): R$ 3.896.615,04

Juiz de Fora (MG): R$ 3.709.325,86

Natal (RN): R$ 3.596.122,12

No geral, o maior valor foi para Minas Gerais, com R$ 4.909.784,72 para execução estadual e R$ 106.751.606,49 para execução municipal, com um valor total de R$ 111.661.391,21. Na sequência aparece Bahia, com R$ 74.942.693,57, entre valores de execução estadual e municipal.

Piso da enfermagem: critérios para recebimento dos recursos

O valor que cada ente recebe não leva em conta a quantidade de habitantes, mas sim o número de profissionais que atuam naquele respectivo território. 

 Nenhum comentário

“Atolado” em denuncias de corrupção ministro de Lula renuncia cargo.


Vladimir Chaves



O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, entregou o cargo, após ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostos desvios em emendas parlamentares quando ele era deputado federal.

Ele estava no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do mandato, em janeiro de 2023. De acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, o presidente ligou para Juscelino Filho e solicitou que o ministro pedisse sua demissão, para poder realizar sua ampla defesa fora do governo.

Em carta aberta o agora ex-ministro disse que pediu exoneração para preservar o projeto do governo federal e se concentrar em sua própria defesa. 

"A decisão de sair agora também é um gesto de respeito ao governo e ao povo brasileiro. Preciso me dedicar à minha defesa, com serenidade e firmeza, porque sei que a verdade há de prevalecer. As acusações que me atingem são infundadas, e confio plenamente nas instituições do nosso país, especialmente no Supremo Tribunal Federal, para que isso fique claro. A justiça virá!", escreveu.

A acusação formal foi apresentada na semana passada ao ministro Flávio Dino, relator das investigações sobre o caso no Supremo. O processo corre sob sigilo.

Após a PGR enviar a denúncia, o ministro Flávio Dino deve enviar o caso para a Primeira Turma, para que seja decidido se a acusação merece se tornar uma ação penal, o que tornaria Juscelino Filho réu no Supremo.

Se uma ação penal for aberta, tem início uma nova fase de instrução processual, com a oitiva de testemunhas e a possível produção de novas provas. Não há prazo definido para o julgamento final do caso, em que Juscelino Filho poderá ser condenado ou absolvido.

Ainda em sua carta aberta, Juscelino Filho, que é filiado ao União Brasil e tem mandato de deputado federal pelo Maranhão, afirmou que voltará à Câmara dos Deputados. Ele aproveitou para fazer um breve balanço de sua gestão à frente da pasta. 

"Saio do Ministério com a cabeça erguida e o sentimento de dever cumprido. O Brasil está em outro patamar. Estamos levando banda larga a 138 mil escolas, destravamos o Fust [Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações] - que estava parado há mais de duas décadas - para investimento de mais de R$ 3 bilhões em projetos de inclusão digital, entregamos mais de 56 mil computadores em comunidades carentes, estamos conectando a Amazônia com 12 mil km de fibra óptica submersa e deixamos pronta a TV 3.0, que vai revolucionar a televisão aberta no país", destacou.

quarta-feira, 9 de abril de 2025

 Nenhum comentário

Pesquisa Datafolha: 55% dos brasileiros afirmam que Lula III piorou a economia.


Vladimir Chaves


Mais da metade dos brasileiros considera que a situação econômica do país piorou nos últimos meses, segundo pesquisa Datafolha.

O levantamento aponta que 55% dos entrevistados percebem uma piora na economia, enquanto 21% avaliam que o cenário está melhor do que antes. Outros 23% dizem que a situação permaneceu igual, e 1% não soube responder.

O grupo que enxerga uma piora cresceu 10 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Já a parcela dos que veem melhora oscilou negativamente dentro da margem de erro. Entre os que acham que nada mudou, houve queda de 8 pontos.

A pesquisa ouviu 3.054 pessoas entre os dias 1º e 3 de abril, em 172 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Veja em números

Piorou: 55% (eram 45% em dez/24)

Ficou como estava: 23% (eram 31% em dez/24)

Melhorou: 21% (eram 22% em dez/24)

Não sabe: 1% (eram 2% em dez/24)

O Datafolha também perguntou aos entrevistados se achavam que a situação irá melhorar, piorar ou ficar como está nos próximos meses.

Para 36%, a situação vai piorar. Os que veem um cenário melhor são 29%, ante 32% que avaliam que não haverá mudança.

Veja os números

Vai piorar: 36% (eram 28% em dez/24)

Vai ficar como está: 23 (eram 37% em dez/24)

Vai melhorar: 29% (eram 33% em dez/24)

Não sabe: 3% (eram 2% em dez/24)

Diferente da situação econômica geral, o grupo que lidera neste quesito é o dos que disseram que a situação pessoal ficou como estava, com 39%.

Os que apontaram uma piora nas economias são 34%, ante os 27% que viram melhora.

Veja os números

Ficou como estava: 39% (eram 43% em dez/24)

Piorou: 34% (eram 27% em dez/24)

Melhorou: 27% (eram 29% em dez/24)

Não sabe: 0% (eram 1% em dez/24)

Inflação

Para 62% dos entrevistados, a inflação vai aumentar, enquanto 14% acha que vai diminuir. Os que acreditam que a inflação ficará como está são 21%. Os que não sabem são 3%.

Vai aumentar: 62% (eram 67% em dez/24)

Vai ficar como está: 21% (eram 21% em dez/24)

Vai diminuir: 14% (eram 9% em dez/24)

Não sabe: 3% (eram 3% em dez/24)

Poder de compra

Quando o assunto é o poder de compra, 37% avaliam que vai diminuir, ante 30% que dizem que vai melhorar. Os que acham que não haverá mudança são 31%.

Vai diminuir: 37% (eram 39% em dez/24)

Vai ficar como está: 31% (eram 31% em dez/24)

Vai aumentar: 30% (eram 27% em dez/24)

Não sabe: 3% (eram 3% em dez/24)

terça-feira, 8 de abril de 2025

 Nenhum comentário

Tribunal de Conta suspende pregão da Prefeitura de Serra Branca (PB) que pretendia comprar mais de 8 milhões em combustível


Vladimir Chaves


O presidente da 1ª Câmara do Tribunal de Contas da Paraíba, conselheiro Antônio Gomes Vieira Filho, suspendeu, cautelarmente, o Pregão Eletrônico nº 01/2025 programado para esta terça-feira (8) pela Prefeitura de Serra Branca, para aquisição de combustível.

A suspensão decorreu do acolhimento à representação promovida, neste sentido, pelos procuradores Manoel Antônio dos Santos Neto e Luciano Andrade Farias, membros do Ministério Público de Contas. O Pregão permanecerá suspenso até que o prefeito Michel Alexandre Pereira Marques justifique o propósito de aquisições no valor de R$ 8.754.120,00, muito acima, portanto, dos R$ 2.858.746,92 gastos pela Prefeitura com combustível para a frota municipal, no exercício anterior.

 Nenhum comentário

300 mil mulheres morrem anualmente em razão de gravidez ou parto


Vladimir Chaves


No Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta segunda-feira (7), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que quase 300 mil mulheres perdem a vida todos os anos em razão da gravidez ou do parto, enquanto mais de 2 milhões de bebês morrem ao longo do primeiro mês de vida e outros 2 milhões são natimortos (bebês que morrem após 20 semanas de gestação no útero ou durante o parto).

“Isso representa aproximadamente uma morte evitável a cada sete segundos”, destaca a OMS.

Ainda segundo a organização, com base em tendências atuais, quatro em cada cinco países estão longe de atingir metas de melhoria da sobrevivência materna até 2030, enquanto um em cada três países não conseguirá atingir as metas de redução de mortes de recém-nascidos.

Campanha

Em razão da data, a OMS lançou uma campanha, com duração prevista de um ano, em favor do bem-estar materno e neonatal. O tema escolhido é Começos saudáveis, futuros esperançosos.

“A saúde de mãe e bebês afeta cada um de nós. Ainda assim, milhões de mulheres e recém-nascidos perdem suas vidas todos os anos por causas que poderiam ser prevenidas por meio de atendimento pontual e de qualidade”, disse a entidade.

“A campanha reforça que a forma como começamos a vida desempenha um papel importante para determinar tudo o que vem depois. Quando mulheres e recém-nascidos não apenas sobrevivem ao parto, mas mantêm boa saúde, isso beneficia famílias e comunidades e contribui para o desenvolvimento econômico e a estabilidade”, avaliou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Avanços

Apesar dos números, a OMS destaca que, desde o ano 2000, as mortes maternas caíram 40% em todo o planeta, enquanto os óbitos entre recém-nascidos registraram redução de pouco mais de 30%.

No ano 2000, 443 mil mulheres perderam a vida durante ou após o parto. Em 2015, o número caiu para 328 mil mulheres e, em 2023, para 260 mil mulheres. Segundo a OMS, em 2023, pela primeira vez na história, não houve um único país no mundo que se classificou como detentor de taxas extremamente altas de mortalidade materna.

Dados da OMS revelam ainda que, entre o ano 2000 e 2023, as taxas de acesso a cuidados pré-natais em todo o mundo subiram 21%. No mesmo período, as taxas de acesso a assistência qualificada durante o parto aumentaram 25% e as taxas de acesso a cuidados no pós-parto, 15%.

segunda-feira, 7 de abril de 2025

 Nenhum comentário