É possível crer em Deus e,
ainda assim, viver distante da sua vontade. A própria Escritura afirma que até
os demônios creem; e isso, por si só, não os transforma (Tiago 2.19). A
fé verdadeira não se limita ao que a boca confessa; ela se revela no modo como
se vive. Crer não basta. É a obediência que expõe quem, de fato, pertence a
Deus.
De pouco adianta uma fé
eloquente nas palavras quando as ações a contradizem. Jesus denunciou esse tipo
de religiosidade: lábios que honram, mas corações distantes (Mateus 15.8).
O cristianismo não é um discurso bem ensaiado; é uma vida alinhada. Ser cristão
não é apenas acreditar que Deus existe, é viver sob o seu governo (Lucas
6.46). Chamar Deus de “Senhor” sem obedecer é sustentar uma fé vazia, sem
raízes e sem fruto.
Obedecer confronta. Dói.
Exige renúncias. Seguir a Cristo implica negar a si mesmo, tomar a cruz
diariamente e caminhar após Ele (Lucas 9.23). Por isso, a Palavra nos
chama a não sermos apenas ouvintes, mas praticantes; porque ouvir sem obedecer
é enganar a si mesmo (Tiago 1.22).
Podemos até esconder dos
homens, mas nunca de Deus. Quantos levantam as mãos no culto, enquanto carregam
correntes no coração? Quantos pregam santidade em público, mas alimentam
pecados secretos na mente? O pecado tolerado em silêncio se torna o carrasco
que destrói, pouco a pouco, a comunhão com Deus.
Este é um chamado à luta
mais difícil: matar o pecado antes que ele mate você. Não se trata de
perfeição, mas de arrependimento sincero, vigilância constante e obediência
diária. A fé que salva é a fé que se submete. A vida que glorifica a Deus é a
vida que, mesmo custando, escolhe obedecer.






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