Vereador pede bloqueio do cachê de Nando Reis, após esquerdista sugerir prisão de Bolsonaro


Vladimir Chaves


O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o “JHC” (PL), foi provocado a suspender o cachê da apresentação do cantor de rock Nando Reis, no último do domingo (21), no festival Verão Massayó, porque o ex-Titãs afirmou, durante seu show, que “o Brasil só vai ter jeito na hora da prisão de Bolsonaro”. Em ofício, o vereador Leonardo Dias (PL) pede o veto de JHC ao repasse de dinheiro público pelo show, até que seja apurado se houve conduta ilícita do músico, ou quebra de contrato, com o xingamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para Leonardo Dias, Nando Reis “manifestou sua opinião política de forma desproporcional e desonrosa”, contra o ex-presidente. Ele também direciona seu ofício à Procuradoria-Geral do Município de Maceió, para que o órgão apure se a conduta do artista violou “normas referentes à proteção da honra e da imagem, bem como inobservância de alguma cláusula prevista no contrato de prestação de serviço”.



terça-feira, 23 de janeiro de 2024

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Deputado quer que deputados, juízes, promotores e prefeitos sejam obrigados a usarem câmaras de filmagem nos ternos.


Vladimir Chaves



O deputado estadual Walber Virgulino (PL/PB), “catucou o cão com vara curta” ao anunciar que solicitou de sua equipe jurídica estudos para saber da viabilidade de um projeto de lei que obrigue políticos a usarem câmaras nos paletós, semelhantes às câmaras que os policiais estão sendo obrigados a usarem.

Segundo o deputado, “câmara em policial todo político quer, sobretudo, o político bandido ou o que defende bandido (tudo a mesma coisa), mas será que o político quer que instale uma câmera nele”.

De acordo com Virgulino, vereadores, deputados, juízes, promotores e prefeitos deveriam usar câmaras de filmagens quando estivessem desempenhando funções nas repartições públicas.

A ideia recebeu o apoio do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL), que sugeriu que o projeto de lei fosse a nível federal para obrigar a instalação de câmaras em deputados federais, senadores, ministros e até no presidente da República.

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Paraíba: empresas investiram R$ 266,9 milhões no estado em 2023, diz Sudene


Vladimir Chaves



Os incentivos fiscais nas áreas de atuação das superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene) agora vão até 31 de dezembro de 2028. A lei 14.753/23, que prevê a prorrogação dos benefícios, já foi sancionada e publicada no Diário Oficial da União. Em 2023, as empresas investiram R$ 266,9 milhões na Paraíba, de acordo com a Sudene. Em 2022, o investimento total foi de R$ 788,3 milhões.

A superintendência explica que não há como afirmar que os valores são resultado direto dos benefícios, mas destaca que as empresas só têm acesso ao incentivo após o investimento.

As empresas beneficiadas com os incentivos fiscais conseguem a redução de 75% no Imposto de Renda (IR) calculado com base no lucro. A legislação permite ainda a retenção de 30% do IR devido como depósito para reinvestimento, medida que serve de estímulo aos projetos de modernização ou compra de equipamentos.

Impacto

A Sudene atua em todos os estados da região Nordeste e em parte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Os dados mais recentes da entidade mostram que as empresas presentes na região investiram R$ 23,2 bilhões de janeiro a dezembro de 2023. Além disso, quase 262 mil empregos diretos e indiretos foram gerados no período. Na comparação com 2022, o total investido superou a marca de R$ 22,6 bilhões e quase 214 mil empregos gerados. Ainda segundo a superintendência, entre 2013 e 2022 as empresas incentivadas geraram mais de 1,3 milhão de empregos e relataram investimentos na ordem de R$ 294 bilhões em projetos.

O PL 4416/2021, do deputado Júlio Cesar (PSD-PI), deu origem à lei 14.753/23 e foi aprovado na Câmara em novembro passado. O relator, deputado federal Eduardo Bismarck (PDT-CE), apresentou parecer pela rejeição à emenda do Senado que estendia os benefícios também à Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), por não haver previsão de impacto orçamentário.

Assim, a lei sancionada prevê a prorrogação dos incentivos apenas à Sudam e à Sudene por mais cinco anos. O senador Efraim Filho (União-PB) defende que os benefícios atraem emprego e renda e contribuem com o desenvolvimento das regiões.

"Um dos princípios da nossa Constituição Federal é a diminuição das desigualdades regionais. E uma forma de você estimular investimentos, estimular de forma atrativa a vinda de indústrias, empresas, que geram emprego, renda, oportunidade nessa região é através desses incentivos tributários. Então, é muito bem-vinda essa prorrogação", defende o parlamentar.

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Reforma tributária de Lula vai elevar em 18% a tarifa de água e esgoto dos consumidores.


Vladimir Chaves



A reforma tributária de Lula, aprovada recetemente pelo Congresso Nacional retirou todas as desonerações previstas para o setor de saneamento básico, e a principal consequência será o aumento considerável na conta de água e esgoto para os consumidores.

A Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon/Sindcon) estima em cerca de 18% o aumento médio nas tarifas de saneamento com a mudança na legislação tributária, além de projetar risco nos investimentos.

Até então, os impostos representavam 9,25% da tarifa de saneamento. Com a reforma, passarão para 27%. Em relação ao consumo, o saneamento paga apenas PIS e Cofins, que são tributos federais, e está isento do ICMS (estadual) e do ISS (municipal). Com a reforma de Lula o setor pagará o novo imposto que é o CBS para União e o IBS para os Estados e municípios.

Apenas depois das leis complementares para regulamentar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), do qual provêm o CBS e o IBS será possível calcular o impacto exato da reforma tributária nas contas de água.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

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Reoneração da folha: Decreto de Lula deve causar a demissão de 400 mil trabalhadores de call center.


Vladimir Chaves



O fim da desoneração da folha de pagamento deve gerar 400 mil demissões no setor de call center nos próximos dois anos. A projeção é de Vivien Suruagy, presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática.

Segundo ela, as empresas do setor já estão organizando listas de corte de funcionários diante do aumento da carga tributária. "Isso é bem sério. Em breve estaremos comunicando as entidades laborais. Não tem empresa séria que consiga trabalhar na insegurança, porque a conta é clara. Se eu recebo um valor para gasto com remuneração e esse gasto com remuneração é composto de imposto mais salário, quando você aumenta a rubrica imposto, você tem que diminuir o gasto com o salário", aponta.

No fim do ano passado, Lula editou uma medida provisória que exclui o call center e outros sete setores do rol de beneficiados pela desoneração da folha de pagamento. O mecanismo permite que as empresas optem por pagar de 1% a 4,5% de seu faturamento ao governo em vez de terem que contribuir com 20% sobre a folha de salários para o INSS.

Empresas com elevado número de funcionários costumam optar pela tributação via faturamento, pois isso diminui o peso dos impostos sobre elas. Com a MP do governo, no entanto, os oito setores não terão mais essa alternativa.

Pelo regime da desoneração, as empresas de call center pagam uma alíquota de 4,5% sobre o faturamento, mas a partir de abril voltariam a ser tributadas sobre a folha.

O setor de call center, infraestrutura de telecomunicações e informática emprega, de acordo com a Feninfra, cerca de 2,5 milhões de pessoas. Com a reoneração, as 400 mil demissões devem recair mais sobre mulheres e jovens em primeiro emprego.

"Com a quebra de empresas, há uma previsão de demissão de aproximadamente 400 mil profissionais nos próximos dois anos. Em torno de 60% desse pessoal vão ser de mulheres e jovens em primeiro emprego. Infelizmente, vamos ter que liberar esse pessoal", lamenta.

A estimativa da entidade é que cerca de 240 mil mulheres e jovens devem perder a vaga no mercado formal de trabalho.

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Após muito “rami rami” Câmara Municipal de Campina Grande aprova LOA de 2024


Vladimir Chaves



Chegou ao seu desfecho o acalorado embate entre as bancadas de oposição e situação em relação à aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA-2024) para Campina Grande. Em uma sessão extraordinária que perdurou por mais de cinco horas nesta sexta-feira (19), a Câmara Municipal aprovou por maioria, o Projeto de Lei 317/23, com votos da bancada de oposição.

Vencida a promulgação da LDO, o ponto central da controvérsia se concentrava, agora, na definição do percentual das emendas impositivas, uma questão que envolvia os poderes legislativo e executivo da Rainha da Borborema. A bancada de oposição conseguiu impor sua visão, mantendo o percentual de 1,2% do orçamento destinado a essas emendas e derrotando a proposta de 0,7% do Executivo.

O impasse em torno do percentual das emendas impositivas havia travado a tramitação da LOA-2024 na Câmara desde o final de 2023, evidenciando a falta de consenso entre os vereadores e o governo. A tensão atingiu seu ápice durante a sessão, destacando-se o confronto entre a vereadora Ivonete Ludgério e o presidente Marinaldo Cardoso.

Desde o dia 30 de dezembro, representantes do legislativo e do executivo municipal buscavam um entendimento sobre o orçamento. A última proposta enviada pelo Poder Executivo reservava 0,7% do orçamento para as emendas impositivas, mas a bancada de oposição manteve sua posição firme, exigindo o percentual de 1,2%.

Com a aprovação final da LOA-2024, Campina Grande agora avança para o próximo capítulo de seu desenvolvimento, tendo superado os desafios políticos que marcaram essa importante etapa orçamentária para o ano de 2024.

VOTAÇÃO PL ORDINÁRIA Nº 317 – Lei Orçamentária Anual - LOA - Projeto de Lei Ordinária Nº 317/23, de autoria do Poder Executivo, estima a receita e fixa a despesa do município de Campina Grande para o exercício financeiro de 2024 e dá outras providências.

 

LEITURA DO RELATÓRIO - LOA 2024

A Vereadora Dra. Carla, relatora da Comissão de Finanças, fez a leitura do relatório do Projeto de Lei Ordinária Nº 317/23 (LOA), de autoria do Poder Executivo. De acordo com a leitura, o PL Nº 317/23 foi reencaminhado para a Câmara Municipal de Campina Grande pelo poder executivo e tem como objetivo estabelecer as metas e prioridades da administração municipal, com relação ao exercício financeiro de 2024.

A Constituição Federal outorga ao Poder Legislativo, a prerrogativa de examinar e emitir parecer sobre os projetos referentes à matéria orçamentária e apresentar emendas que estejam em concordância com a Lei Orçamentária Anual – LOA, Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO e ao Plano Plurianual.

Dessa forma, a vereadora relatora fez a leitura da relação de emendas elaboradas pelos vereadores. Todos os 23 vereadores protocolaram emendas à peça orçamentária e emendas impositivas.

Relação da quantidade de emendas de cada vereador: Pimentel Filho – 8 emendas; Aldo Cabral – 10 emendas; Alexandre Pereira – 8 emendas; Anderson Almeida – 12 emendas; Bruno Faustino – 10 emendas; Dra. Carla – 12 emendas; Dona Fátima – 8 emendas; Eva Gouveia – 12 emendas; Fabiana Gomes – 10 emendas; Hilmar Falcão – 06 emendas; Ivonete Ludgério – 9 emendas; Janduy Ferreira – 7 emendas; Jô Oliveira – 17 emendas; Luciano Breno – 7 emendas; Marcio Melo – 6 emendas; Marinaldo Cardoso – 11 emendas; Napoleão Maracajá – 24 emendas; Olimpio Oliveira – 23 emendas; Renan Maracajá – 6 emendas; Rostand PB – 15 emendas; Saulo Germano – 7 emendas; Saulo Noronha – 7 emendas; Valéria Aragão – 4 emendas;

O vereador Pimentel Filho (PSD) encaminhou à bancada de oposição para votar favoravelmente o parecer lido pela relatora. Da mesma forma, o Pr. Luciano Breno (PP), líder da situação, encaminhou para aprovação favorável do relatório da LOA 2024 para que os serviços não sejam interrompidos. Saulo Noronha (SD) encaminhou a bancada de G6 para aprovação do relatório. O relatório foi aprovado por unanimidade.

APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DE EMENDAS - DESTAQUES

Em destaque, as emendas de nº 002/24 e 005/24. O vereador Pimentel Filho (PSD) justificou que a emenda da bancada de oposição de nº 002/24 prevê um período de 20 dias corridos para que os vereadores que elaboraram emendas no percentual de 0.7% possam se adequar ao percentual de 1.2%. Além disso, a emenda permite o tempo necessário para que não prejudique o tempo que a gestão municipal necessita para aprovação do QDD – quadro demonstrativo de despesa. Enquanto que a emenda da situação de nº 005/24, prevê o período de 20 úteis, interferindo nesse tempo necessário. Dessa forma, por decisão do líder da situação, a bancada de situação retirou a emenda nº 005.

pesar disso, por entender que o percentual de 1.2% traz prejuízos para a cidade e diante de tudo o que já foi discutido e tendo o percentual de 0.70% como viável, o vereador Pr. Luciano Breno (PP) encaminhou a bancada para votar contrariamente à emenda. Saulo Noronha (SD), também encaminhou o G6 para rejeitar a emenda. O líder da bancada de oposição, Pimentel Filho (PSD), encaminhou para votação favorável e a emenda foi aprovada por maioria.

O segundo destaque foi da emenda nº 001, de autoria da bancada de oposição, que prevê o remanejamento de 6.085.185.89 milhões da secretaria de obras, para implementação das emendas impositivas dos 23 vereadores.

A emenda foi aprovada por maioria, com rejeição da bancada de situação do grupo G6.

O terceiro destaque foi para a emenda nº 003, de autoria da bancada de oposição, que prevê que para execução do orçamento que trata esta lei nº 317/23, fica o Poder Executivo autorizado a abrir créditos suplementares mediante a utilização de recursos indicados até o limite correspondente de 30% do total da despesa fixada em lei, com a finalidade de reforçar e atender a insuficiência nas dotações orçamentárias, utilizando como fonte de recursos as disponibilidades caracterizadas no Parágrafo I do Art. 43 da Lei Federal nº 4.320/64 de disposições da Lei de Diretrizes Orçamentárias. No parágrafo único, estabelece que o limite fixado no inciso I deste artigo poderá ser aumentado, por proposta do executivo, mediante aprovação do legislativo.

Luciano Breno (PP) explicou que existe uma ilegalidade em suprimir a suplementação e encaminhou para rejeição da emenda. O vereador Saulo Noronha (Grupo G6) também encaminhou o grupo para rejeição. Pimentel Filho (PSD) encaminhou para aprovação, considerando que é uma emenda constitucional e que obedece a Lei Orgânica do Município. Além disso, registrou que não proíbe o prefeito de fazer qualquer transferência, mas que determina que a aprovação seja realizada na Câmara Municipal de Campina Grande. A emenda foi aprovada por maioria.

A emenda nº 004 que prevê o percentual de 0.70% para destinação para as emendas impositivas, com o aumento do percentual gradativamente, foi rejeitada por maioria e cerca de mais 10 emendas indicativas foram aprovadas por unanimidade, de autoria de diversos vereadores, com pedidos de dotação orçamentária para requalificação e construção de parques e praças e pavimentação de calçamento de ruas.

A sessão foi presidida por Marinaldo Cardoso (Republicanos) e secretariada pelo Primeiro Secretário, Renan Maracajá (Republicanos) e contou com a participação dos 23 vereadores.

sábado, 20 de janeiro de 2024

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Crise humanitária no território Yanomami agrava-se no governo do PT


Vladimir Chaves


A grave crise humanitária está longe de acabar no território Yanomami, nada mudou desde o início da operação lançada pelo governo Lula há cerca de um ano.

A Terra Indígena Yanomami (TIY) é a maior Terra Indígena do país, localizada na Amazônia, com porções em Roraima e no Amazonas, e é morada de cerca de 30.000 Yanomami, Ye’kwana e indígenas isolados.

Garimpeiros estão retornando aos montes, e o cenário de destruição e violência é uma realidade diária na TIY. A situação da saúde tornou-se extremamente grave, crianças e adultos indígenas estão morrendo de malária, desnutrição e doenças respiratórias.

Os casos de síndrome gripal aumentaram exponencialmente no primeiro ano do governo Lula, saindo de 3.203 em 2022 para 20.524 em 2023 - um aumento de 640% no primeiro ano do governo petista.

Foram 308 mortes de indígenas (contabilizadas de janeiro a novembro de 2023), a maioria de crianças de até 5 anos.

Um recente relatório da Corte Interamericana de Direitos Humanos também denunciou a situação, mencionando que, dentro do territóriomuitos garimpos ilegais continuam ativos, além disso, nove Unidades Básicas de Saúde Indígena estão completamente abandonadas pelo governo federal e o acesso à água potável é quase inexistente.

Dario Kopenawa Yanomami, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami, denuncia que: “Mesmo com o decreto de emergência, o governo não conseguiu resolver a situação. Os garimpeiros continuam na terra Yanomami. E hoje o garimpo é mais pesado do que na década de 80 e 90: existe um garimpo que são de facções, do crime organizado, do PCC e do Comando Vermelho na terra Yanomami. Essa é uma situação muito, muito grave, uma situação muito vulnerável para os Yanomami. Nós vamos continuar a lutar e continuar criticando o governo federal e estadual.”

Fiona Watson, Diretora de Pesquisa e Campanhas da Survival International, comentou: “Se isso continuar, mais centenas de Yanomami morrerão e suas terras se tornarão inabitáveis. É absolutamente vital que as novas medidas sejam colocadas em prática imediatamente, como parte de uma operação contínua e abrangente para remover permanentemente os garimpeiros e fornecer os cuidados de saúde intensivos que são tão necessários."

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

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Esquerda é rejeita nas 15 maiores capitais do país, aponta pesquisa do Instituto Futura Inteligência.


Vladimir Chaves



Pesquisa do instituto Futura Inteligência aumentou a preocupação da esquerda no país com relação às eleições municipais de 2024. A pesquisa foi feita nas 15 maiores capitais do país e conforme o levantamento a esquerda não foi citada em nenhuma delas como posicionamento político preferencial da maioria dos eleitores. Em oito das capitais pesquisadas, a maioria apontou não ter preferência ideológica e, em sete delas, a direita é a mais popular.

Para apurar os dados, o instituto de pesquisas perguntou se “o posicionamento político do candidato é importante na decisão do seu voto?” e “se sim, tem preferência por algum posicionamento político?”.

As capitais em que a maioria se identifica com a direita são Goiânia (48,2%), Cuiabá (40,7%), Belo Horizonte (40,7%), Vitória (33,9%), Curitiba (42,4%), Florianópolis (43,5%) e Porto Alegre (40,0%).

Já os que disseram não ter preferências ideológicas, são maioria no Rio de Janeiro (43,1%), São Paulo (39,4%), Fortaleza (39,8%), Recife (35,0%), Salvador (49,6%), São Luís (47,8%), Belém (43,4%) e Manaus (46,8%).

Além de não ser a ideologia com a qual a maioria mais se identifica em nenhuma destas capitais, a esquerda, diga-se, só aparece no levantamento como o segundo posicionamento mais comum em uma delas: Florianópolis (23,3%). Nas demais, os direitistas e os que não têm preferência se revezam em primeiro ou segundo lugar.

Em todas as cidades pesquisadas pela Futura Inteligência, ao menos 74% dos entrevistados responderam que a ideologia do candidato é importante para decidir o voto. As que tiveram os números mais expressivos neste sentido foram Vitória (83,7%), Salvador (83%), Manaus (82,9%), Rio de Janeiro (82,8%), Fortaleza (82,8%), Belo Horizonte (82,4%) e Curitiba (82,1%).

O instituto de pesquisas fez um total de 14.450 entrevistas nas 15 capitais, entre novembro e dezembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais em Recife; 3,03 pontos percentuais em São Luís; 3,1 pontos percentuais em Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo; 3,4 pontos percentuais em Cuiabá; 3,5 pontos percentuais em Florianópolis; e 3,95 pontos percentuais em Vitória.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

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FPM em queda: 2º decêndio paga R$ 1,9 bilhão nesta sexta-feira (19)


Vladimir Chaves



Nesta sexta-feira (19) será creditado aos municípios brasileiros o segundo repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2024, referente ao 2º decêndio. O valor total a ser distribuído será de R$ 1.965.835.809,52. A parcela é quase 67% menor que o pagamento do primeiro decêndio, realizado no último dia 10.

Em relação ao segundo decêndio de 2023 — quando foram pagos R$ 2,5 bi — também houve redução.

Do total, R$ 1.698.482.139,43 vão para as cidades do interior e R$ 196.583.580,95 para as capitais do país.

Os valores do FPM são compostos de 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), transferidos pela União aos Estados e o Distrito Federal.

Eles são repassados todos os meses, a cada 10 dias, e calculados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de acordo com o número de habitantes de cada cidade e a renda per capita. Os estados que mais recebem são, respectivamente, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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Senador quer que auxílio-reclusão seja divido entre a família da vítima e a do preso.


Vladimir Chaves



Proposta em análise no Senado determina que parte do valor do auxílio-reclusão seja direcionada à vítima de crime cometido. O projeto (PL 6.024/2023) altera a Lei de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991) para destinar 30% do valor do benefício para quem foi vítima de ato ilícito praticado pelo segurado que for preso.

 

A legislação atual estabelece que o auxílio-reclusão é pago aos dependentes do trabalhador de baixa renda enquanto esse segurado estiver preso em regime fechado e não receber remuneração da empresa para a qual trabalha.

 

O benefício também não é pago quando o segurado preso já esteja recebendo auxílio doença, pensão por morte, salário-maternidade, aposentadoria ou abono de permanência em serviço.

 

De acordo com o projeto, quando houver mais de uma vítima do crime cometido o percentual do auxílio será dividido em partes iguais entre elas. Em caso de falecimento da vítima após o crime, o valor será direcionado aos seus herdeiros.

 

Na prática, o texto prevê a divisão do auxílio-reclusão entre a família do preso de baixa renda e a vítima do crime cometido ou de seus herdeiros em caso de morte por causa do delito sofrido.

 

Autor da proposta, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou na justificativa do projeto que a mudança é uma “medida de justiça”. Segundo ele, o crime cometido “gera consequências sobre a esfera jurídica da vítima e de seus familiares, que não podem ficar à margem da proteção social”.

 

O projeto está em análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Também será votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

 

O texto tem tramitação terminativa, ou seja, se for aprovado na CAE, seguirá para a análise da Câmara dos Deputados, sem precisar ir ao plenário do Senado – exceto se houver recurso dos senadores para isso.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

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José Dirceu ataca e aponta igrejas como responsáveis pelo declínio da esquerda no Brasil


Vladimir Chaves



Em uma entrevista recente ao podcast Pod13, do Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia, José Dirceu, um dos fundadores do PT e ex-ministro-chefe da Casa Civil entre 2003 e 2005, fez críticas contundentes às igrejas, especialmente às neopentecostais.

Dirceu destacou que houve uma transformação social e cultural significativa devido à ascensão das igrejas, o que ele chama na reportagem de “neopentecostalismo e do fundamentalismo religioso”, assim como ao fortalecimento dos partidos de direita. Ele argumentou que a esquerda, incluindo o PT, recuou diante dessas mudanças, resultando em um cenário atualmente polarizado.

“Nesses anos, houve uma mudança social e cultural enorme pelo neopentecostal, do fundamentalismo religioso, devido à força dos partidos de direita. E nós recuamos, a esquerda como um todo”, afirmou Dirceu.

O ex-ministro defendeu a necessidade de reorganização do PT como uma força política capaz de fazer frente à direita nesse cenário polarizado.

Contudo, José Dirceu não explicou que a própria polarização é provocada pelo PT e seus aliados de esquerda, que veem na divisão da sociedade um meio para se manterem relevantes.

Dirceu de fato está certo, pois as igrejas e os fieis têm sido mais vigilantes quanto ao assunto política, pois já não são massa de manobra da esquerda.

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Bolsonaro menciona risco de “implosão do partido” após elogios de Costa Neto a Lula


Vladimir Chaves



O ex-presidente Jair Bolsonaro, avaliou como iminente o risco do Partido Liberal implodir antes mesmo das eleições deste ano, devido às seguidas declarações desastrosas do presidente da legenda Valdemar da Costa Neto. A “gota d’água” que faltava para o ex-presidente tornar pública sua insatisfação com as fanfarrices do presidente do PL foi a uma entrevista ao jornal O Diário, de Mogi das Cruzes, em dezembro de 2023, e que viralizou  no últimos dias nas redes sociais.

Durante a entrevista Valdemar fez rasgados elogios a Lula, afirmando que o petista é melhor no relacionamento do que Bolsonaro, além de elogiar os governos anteriores do petista.

Cansado das fanfarrices do presidente do PL, o ex-presidente desabafou:

“Tudo na vida puxa um pouquinho para vida familiar de cada um de nós. Problemas têm. Essa semana tive um problema sério, não vou falar com quem. Se continuar assim, vai implodir o partido. Pessoa do partido dando declaração absurda, como 'o Lula é extremamente popular'. Manda ele tomar uma [cachaça] 51 ali na esquina ali. [Lula] Não vem”, disse Bolsonaro.

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Pagamento do PIS/Pasep começa em fevereiro; confira calendário


Vladimir Chaves



Começa em fevereiro o pagamento do abono salarial ano-base 2022. A data de pagamento varia de acordo com o mês de nascimento do trabalhador e o calendário vai até agosto. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, neste ano, 24,5 milhões de trabalhadores do setor público e privado vão receber o valor máximo de um salário mínimo, já com o reajuste — R$ 1.412. 

O calendário foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Para receber é preciso ter trabalhado pelo menos 30 dias em 2022, com remuneração mensal de até dois salários mínimos e ter carteira de trabalho há cinco anos. A partir do dia 5 de fevereiro, os trabalhadores poderão verificar se estão aptos a receber pelo portal gov.br ou no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

No caso do PIS, quem tem conta corrente ou poupança na Caixa recebe o valor direto na conta. Os demais beneficiários receberão os valores por meio da Poupança Social Digital, aberta automaticamente pela Caixa, que pode ser acessada pelo app Caixa Tem.

Já o Pasep pode ser sacado nas agências do Banco do Brasil ou via transferência para outra instituição sem custo para não-correntistas.  Quem é cliente recebe o dinheiro diretamente na conta.

Confira o calendário de pagamento abaixo:

A partir de 15 de fevereiro: nascidos em janeiro

A partir de 15 de março: nascidos em fevereiro

A partir de 15 de abril: nascidos em março e abril

A partir de 15 de maio: nascidos em maio e junho

A partir de 17 de junho: nascidos em julho e agosto

A partir de 15 de julho: nascidos em setembro e outubro

A partir de 15 de agosto: nascidos em novembro e dezembro

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Resultado do Enem 2023 será divulgado nesta terça-feira (16)


Vladimir Chaves



As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 — realizado nos dias 5 e 12 de novembro do ano passado — serão divulgadas nesta terça-feira (16). Os candidatos podem visualizar os resultados na "Página do Participante” com o login único da plataforma gov.br. Segundo o Ministério da Educação (MEC), os chamados “treineiros” — pessoas que fizeram o exame em busca de autoavaliação, mas sem concorrer às vagas — só terão as notas divulgadas em março. Mais de 3,9 milhões de pessoas participaram do processo seletivo.

Os inscritos devem ficar atentos ao espelho das redações que só estará disponível para consulta em 90 dias, após a divulgação dos resultados. De acordo com o MEC, todos os textos estão sendo avaliados conforme as competências apresentadas na matriz de referência. 

A nota pode chegar a 1.000 pontos, mas para isso, os candidatos não poderiam ter fugido do tema, passado de sete linhas, ter feito trecho deliberadamente desconectado do tema proposto, não ter obedecido à estrutura dissertativo-argumentativa ou ainda ter desrespeitado a seriedade do exame.

O Enem

O Enem 2023 avalia o desempenho escolar dos estudantes após terminarem a educação básica. É considerado uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil. As instituições de ensino públicas e privadas utilizam as notas das provas para selecionar estudantes. Os resultados são utilizados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetro para acesso aos auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

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Mudanças no Código Penal tornam hediondos crimes que ocorrem no ambiente digital; Amidi vai promover debate sobre o tema


Vladimir Chaves

 


Sancionada a Lei 14.811/24, que traz mudanças no Código Penal, tornando hediondos crimes que ocorrem no ambiente digital.  A Associação de Mídia Digital (Amidi) destaca a importância mudança e vai promover uma discussão sobre o assunto entre os associados. A nova legislação trata sobre delitos cometidos contra pessoas menores de idade, a exemplo do cyberbulling e a exploração sexual de crianças e adolescentes, e a indução ou auxílio ao suicídio ou a automutilação em qualquer faixa etária.

 

“A convivência em meio digital é uma realidade crescente. É preciso que as leis se adéquem a essa realidade para punir práticas que são criminosas. Somos totalmente contrários a ideia que ‘internet é terra ninguém’. A internet é espaço de informação, relacionamento, negócios, estudos e uma infinidade de atividades. Os crimes praticados precisam ser combatidos e punidos”, defendeu o presidente da Amidi, Heron Cid.

 

Para fortalecer o debate sobre o assunto, a Associação vai promover discussão com os membros, com o intuito de atualizar sobre a nova legislação. “Já conversamos com o presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas – Abracrim – o advogado paraibano Sheyner Asfóra, para promovermos um workshop nesse sentido. Será o primeiro de uma série que iremos realizar ao longo desse ano de 2024 sobre os mais diversos temas que se conectam com a nossa atividade”, revelou.

 

Mudanças – As mudanças no Código Penal tornam crime hediondo – inafiançável e insuscetível de graça, indulto ou anistia, fiança e liberdade provisória – a indução ou auxílio ao suicídio ou a automutilação com a divulgação de notícias falsas (art. 122,capute § 4º). “Esse é um assunto muito sério. Recentemente tivemos um caso trágico com uma jovem que teria tirado sua própria vida por ter tido seu nome envolvido em fake news por uma suposta relação com um influencer. É preciso redobrar nossa responsabilidade”, afirmou.

 

Os crimes de bullying e cyberbullying também foram inseridos no Código Penal, prevendo multa para quem cometer bullying, e reclusão e multa para quem cometer o mesmo crime por meios virtuais. No caso do cyberbullying, a pena pode chegar a 2 a 4 anos de reclusão, além de multa.

 

A nova legislação também considera como hediondos os crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo eles indução ou auxílio a suicídio ou automutilação, usando a internet; sequestro e cárcere privado contra menores de 18 anos; e tráfico de pessoas contra crianças ou adolescentes.

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