Justiça denuncia ex-secretário de Saúde do Recife por desviar R$322,5 mil na comprar respiradores.


Vladimir Chaves



O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco denunciou à Justiça Federal o ex-secretário de Saúde do Recife, Jailson de Barros Correia, mais cinco pessoas no âmbito da Operação Apneia, deflagrada há um ano para investigar direcionamento e desvio de R$ 322,5 mil em recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), para a compra de respiradores para o tratamento de pacientes com covid-19, pela Prefeitura do Recife.

Jailson de Barros Correia foi secretário de Saúde da gestão de Geraldo Júlio (PSB), também alvo de diversas operações do MPF e da Polícia Federal por suspeita de corrupção na compra de materiais contra covid.

Os crimes denunciados são atribuídos à contratação, durante a administração do ex-prefeito Geraldo Júlio (PSB), da microempresa Juvanete Barreto Freire (Brasmed Veterinária) para fornecer os ventiladores pulmonares para o enfrentamento da pandemia de covid-19. A denúncia é a primeira oferecida em decorrência da Operação Apneia.

Além de Jailson de Barros Correia, são alvos da ação o ex-diretor Executivo de Administração e Finanças da Secretaria de Saúde do município, Felipe Soares Bittencourt e a ex-gerente de Conservação de Rede da Secretaria de Saúde do Recife, Mariah Simões da Mota Loureiro Amorim Bravo, bem como os empresários Juarez Freire da Silva, Juvanete Barreto Freire e Adriano César de Lima Cabral.

Os denunciados na ação assinada pela procuradora da República Silvia Regina Pontes Lopes são acusados da prática dos crimes de dispensa indevida de licitação (atribuída a todos), peculato (Jailson de Barros Correia, Felipe Soares Bittencourt, Mariah Simões da Mota Loureiro Amorim Bravo, Juarez Freire da Silva e Juvanete Barreto Freire) e crime contra a ordem tributária (Juarez Freire da Silva e Juvanete Barreto Freire).

O MPF requer que a Justiça Federal decrete a perda de eventual cargo público exercido pelos denunciados, bem como o pagamento de indenização para reparação dos danos morais e/ou patrimoniais causados.

A Juvanete Barreto Freire (Brasmed Veterinária), especializada em produtos veterinários e aberta poucos meses antes dos processos licitatórios, foi contratada por meio de duas dispensas de licitação para o fornecimento de 500 respiradores, realizadas em caráter emergencial e fundamentadas na Lei Federal nº 13.979/2020, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia.

O valor total dos contratos foi de R$ 11,5 milhões, embora o faturamento anual da microempresa perante a Receita Federal fosse de R$ 50 mil. A empresa também não demonstrou capacidade técnica e operacional para o fornecimento dos ventiladores.

O desvio

Embora tenha sido viabilizado o pagamento de 50 unidades do ventilador pulmonar, inclusive com recebimento atestado por Mariah Simões, constatou-se que só foram adquiridos e posteriormente devolvidos à Juvanete a quantia referente a 35 equipamentos. De acordo com o MPF, a prática demonstrou o pagamento extra de 15 respiradores, caracterizando o desvio de recursos do SUS no valor de R$ 322,5 mil, em benefício de Juarez Freire da Silva, administrador do grupo empresarial Brasmed, e de Juvanete Barreto Freire, sócia titular da empresa contratada.

Segundo a denúncia, ambos emitiram nota fiscal falsa, contendo número de equipamentos superior ao efetivamente entregue.

Dispensas indevidas

As investigações apontaram que Jailson Correia, Felipe Soares Bittencourt e Mariah Simões dispensaram os processos licitatórios indevidamente, possibilitando o desvio de verbas do SUS mediante a aquisição de ventiladores pulmonares sem a devida certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), embora tivessem ciência da irregularidade dos equipamentos.

Em resposta a ofício enviado pelo MPF, a Anvisa reforçou, no ano passado, que a Juvanete Barreto Freire não possuía Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), ou pedido de AFE referente à realização de atividades com produtos para saúde. Além disso, informou que, quanto ao ventilador pulmonar “BR 2000”, fornecido pela Juvanete e fabricado pela Bioex Equipamentos Médicos e Odontológicos, não existia autorização para sua fabricação e comercialização no país, tampouco para utilização em humanos.

O MPF destaca que a escolha da Juvanete teria ocorrido de forma ilícita, antes mesmo da deflagração dos processos de dispensa, especialmente levando em conta a elaboração dos “Relatórios Descritivos das Razões de Escolha do Fornecedor”, documentos que foram datados 23 dias após a efetiva escolha da empresa, que inclusive já tinha recebido o pagamento referente a um dos contratos.

Com relação a Adriano César de Lima Cabral, representante local da Juvanete Barreto Freire, o MPF argumenta que o denunciado viabilizou os processos de dispensas indevidas de licitação não só representando a microempresa em todas as fases, mas também assinando os contratos administrativos decorrentes, mesmo tendo plena ciência de que os equipamentos fornecidos não possuíam certificação da Anvisa, bem como que a Juvanete Barreto Freire estava, na verdade, substituindo ilegalmente a verdadeira fornecedora dos produtos, a Bioex Equipamentos Médicos e Odontológicos.

Na denúncia, a procuradora da República argumenta que “embora a Lei nº 13.979/2020 tenha simplificado os critérios para contratações de bens e serviços para enfrentamento da pandemia de covid-19, em tal lei não se observa qualquer autorização para que o gestor público contrate empresa que não se adeque às especificações técnicas constantes do próprio introdutório do processo de dispensa”.

O MPF destaca também que, um dia após a deflagração ostensiva da Operação Apneia, a Prefeitura do Recife rescindiu, de forma repentina, os contratos administrativos com a Juvanete, sem aplicação de multa ou qualquer tipo de sanção à empresa contratada.

Crimes contra a ordem tributária

Conforme a denúncia do MPF, as apurações indicaram que Juarez Freire e Juvanete Barreto constituíram e colocaram em pleno funcionamento a empresa Juvanete Barreto Freire (Brasmed Veterinária) visando a evitar o pagamento de tributos mediante fraude, uma vez que as verdadeiras fornecedoras dos produtos vendidos pela Brasmed estavam impossibilitadas de contratar com o poder público, seja devido a débitos fiscais ou por razão de bloqueios judiciais. De acordo com análise da Controladoria-Geral da União (CGU), a soma dos débitos do grupo empresarial chega a quase R$ 10 milhões.

Ainda segundo a denúncia, além de possibilitar fraudes no que diz respeito à responsabilização das demais empresas, em especial a Bioex Equipamentos Médicos e Odontológicos, bem como permitir a sua contratação ilegal, por parte do poder público, a Juvanete Barreto Freire (Brasmed Veterinária) foi constituída visando, ainda, a obter maiores benefícios fiscais em relação às demais empresas do grupo. Conforme reforça o MPF, a Juvanete foi instituída inicialmente sob o regime de microempresa, com taxação simplificada e possibilidade de adesão ao Simples Nacional.

O MPF reforça que ainda investiga, no âmbito da Operação Apneia, a possível prática de outros delitos por parte dos investigados.

O processo tramita sob o nº 0810085-30.2021.4.05.8300, na 13ª Vara Federal em Pernambuco.

 

Diário do Poder.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

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Covid-19: 14.492.167 milhões de pessoas estão recuperadas no Brasil


Vladimir Chaves



O Brasil já registra 14.492.167 milhões de pessoas curadas da Covid-19. O número de recuperados no País é maior do que a quantidade de pacientes em acompanhamento médico (1.142.023). O registro de pessoas que se recuperaram da doença já representa maioria do total de casos acumulados (90,1%). As informações foram atualizadas pelo Ministério da Saúde às 17h30 de ontem, dia (23/5) – os dados são enviados à pasta pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde.

O Ministério da Saúde alerta para que, aos primeiros sintomas da Covid-19, a população busque imediatamente o atendimento médico na unidade de saúde mais próxima – a atitude pode reduzir o número de internações e óbitos pela doença. Além disso, o uso de máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento social são grandes aliados para conter a transmissão do coronavírus.

A pasta trabalha para ampliar cada vez mais a vacinação contra a Covid-19. O Governo Federal contratou mais de 530 milhões de doses para 2021, após acordos com diferentes laboratórios. Até o momento, mais de 90 milhões de doses foram distribuídas a todos os estados e o Distrito Federal de forma proporcional e igualitária – dessas, mais de 57 milhões já foram aplicadas. A imunização no Brasil pode ser acompanhada pela página do Ministério da Saúde.

O Governo do Brasil também mantém esforço contínuo para reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir atendimento à população durante a pandemia. O Ministério da Saúde tem repassado recursos extras para estados e municípios e disponibilizado profissionais de saúde, insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Além disso, já foram autorizados mais de 23,5 mil leitos de UTI Covid-19 somente em 2021 – um investimento de mais de R$ 2,3 bilhões. A pasta também enviou mais de 14,6 milhões de medicamentos hospitalares para todo o Brasil e está ajudando os gestores locais a manter os estoques de oxigênio medicinal, prestando apoio na distribuição de cilindros e concentradores de oxigênio, na instalação de usinas e no transporte de oxigênio líquido.

Neste momento, o Brasil registra 16.083.258 milhões de casos confirmados da Covid-19, sendo 35.819 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h. Em relação aos óbitos, o Brasil tem 449.068 mil mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registras 860 óbitos nos sistemas oficiais, sendo que 1.210 ocorreram nos últimos três dias – outros 3.699 permanecem em investigação.

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Brasil e Panamá foram os únicos países da América Latina que reduziram pobreza durante a pandemia.


Vladimir Chaves



Estudos divulgados pela BBC de Londres, publicada na última quinta-feira, (20), revelaram que o Brasil foi o país da América Latina que mais diminuiu a pobreza e a extrema pobreza durante a pandemia do coronavírus.

De acordo com o estudo, a extrema pobreza no Brasil caiu de 5,5% para 1,4%, no período. Além do Brasil, apenas o Panamá mostrou redução da pobreza e extrema pobreza, que caiu de 6,6% para 6,4%.

Segundo a reportagem, o governo do Brasil foi o que mais destinou recursos para enfrentar a pandemia, em percentual do PIB. “A ajuda fiscal na América Latina variou substancialmente de um país para outro. Os dois extremos foram Brasil e México: enquanto o Brasil alocou cerca de 8% de seu PIB, o México mal gastou 0,7%”, diz a BBC.

Contudo, na América Latina como um todo, a pobreza e extrema pobreza dispararam durante a pandemia, chegando ao nível mais alto dos últimos 12 anos, afetando 33,7% da população, um em cada três latino americanos.

A pobreza extrema na região atingiu seu nível mais alto nas últimas duas décadas, afetando 12,5% da população, segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). “Uma estatística que talvez não diga muito, mas na prática é sinônimo de fome”, diz a reportagem.

Segundo a Cepal, os países da América Latina onde mais aumentou a extrema pobreza em 2020 foram o México, Honduras e Equador. No México o índice passou de 10,6% para 18,3%. Em Honduras de 20% para 26,1%, e no Equador de 7,6% para 12,8%.

domingo, 23 de maio de 2021

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Prefeitura de Campina Grande distribui mais de quatro mil máscaras de proteção em mercados públicos da cidade


Vladimir Chaves

 


Mais de quatro mil máscaras de proteção foram distribuídas, na manhã deste sábado, 22, para os comerciantes e clientes da Feira Central de Campina Grande, Mercado Público das Malvinas e Feira da Liberdade. Várias equipes de secretarias e órgãos da Prefeitura participaram do trabalho concentrado para frear o avanço da covid-19 nos espaços de comércio ao ar livre na cidade.

Além da entrega de máscaras, os servidores também realizaram trabalhos de higienização nos ambientes, desenvolveram campanha de conscientização da população com relação ao avanço da pandemia no Município e os cuidados que devem ser redobrados para evitar o avanço da doença.

A mobilização preventiva contou com equipes das secretarias municipais da Saúde, Desenvolvimento Econômico (SEDE), Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), Assistência Social (Semas), Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), Procon e os agentes de Combate às Endemias

A ofensiva do Município contra a covid-19 terá prosseguimento neste domingo, 23, só que dessa vez os esforços serão concentrados na Feira da Prata, espaço que tem registrado fluxo intenso de pessoas nas últimas semanas. Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico de Campina Grande, Rosália Lucas, a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima tem feito todos os esforços para diminuir os impactos da pandemia na cidade, principalmente na rede pública de saúde.

“É uma mobilização que está sendo feita em todas as esferas do governo Bruno, no sentido de impedir que Campina Grande passe por um colapso no seu sistema de saúde. Sabemos que o momento é muito difícil, mas Campina Grande vai conseguir, seguindo todas essas medidas e evitando a disseminação do vírus, sair vitoriosa de mais essa batalha”, enfatizou a secretária.

sábado, 22 de maio de 2021

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COVID-19: Bruno assina novo decreto com medidas emergenciais de enfrentamento


Vladimir Chaves

 


O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, assinou, na tarde desta sexta-feira, 21, o decreto de  nº 4.584/2021, já publicado no Semanário Oficial do Munícipio, dispondo sobre medidas temporárias e emergenciais de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus.

A iniciativa foi tomada levando-se em conta o Decreto Estadual nº. 41.269, de 18 de maio de 2021, bem como dados que mostram um cenário de aumento nas internações no sistema de saúde de várias cidades exigindo, assim, cautela para o funcionamento de algumas atividades, além da manutenção dos protocolos sanitários vigentes, para conter a disseminação da covid.

Conforme o decreto, no período compreendido entre 21 de maio e 6 de junho de 2021, os restaurantes, bares, lanchonetes, lojas de conveniência, praças de alimentação e estabelecimentos similares, poderão funcionar, com atendimento presencial, das 6h às 16h, desde que respeite o limite de  30% de sua capacidade máxima.

A comercialização de produtos através dos sistemas de entrega domiciliar (“delivery”) e retirada no local (“takeaway”) não se enquadram nas limitações do decreto. Contudo, fica proibida, aos bares, restaurantes e congêneres, a realização de apresentação musical, assim como a inclusão de pista de dança nos referidos locais.

Também fica proibida a transmissão de jogos e competições desportivas, no interior de restaurantes, bares e similares. Além disso, os restaurantes, bares e congêneres do Município deverão ter, obrigatoriamente, duas vias de circulação, destinadas à entrada e saída do público, a fim de evitar contato físico entre as pessoas ou grupos familiares.

O horário de funcionamento, estabelecido no Decreto, não se aplica a restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres que funcionem no interior de hotéis, pousadas e similares, desde que os serviços sejam prestados exclusivamente aos hóspedes, com a devida comprovação desta condição.

 

O horário de funcionamento determinado não se aplica ainda a restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres que funcionem no interior de aeroportos, rodoviárias e postos de combustíveis localizados nas rodovias, suspendendo, nesses ambientes, a comercialização de bebidas alcoólicas após as 16h.

Conforme o Decreto, também fica proibido o funcionamento de cinemas, museus, teatros, circos, casas de festas, centros de convenções, salas de espetáculos, bem como o funcionamento de salões de festas, áreas gourmet e espaços similares de eventos, existentes em condomínios edilícios, e a realização de eventos sociais, congressos, seminários, conferências, shows e feiras comerciais, em todo o território municipal.

Durante a vigência do Decreto, estará proibida a realização de eventos esportivos com público, como também fica proibida a utilização de qualquer espaço esportivo, ainda que em condomínios, a exemplo de quadras, campos e estádios de futebol, espaços de beach tennis, escolinhas de esporte e espaços similares. Porém, será permitido o funcionamento das academias de ginástica, mantendo-se as medidas de distanciamento entre os usuários e demais regras sanitárias vigentes. Também estará permitida a realização, sem público, de jogos de campeonatos oficiais, desde que vinculados às Federações Estaduais ou às Confederações.

No período compreendido de 21 de maio de 2021 a 6 de junho de 2021, os parques públicos e privados ficam impedidos de receber usuários, mantendo apenas as atividades de manutenção.

A Gevisa, o Procon, a Guarda Civil Municipal e a Defesa Civil, ficarão responsáveis pela fiscalização do cumprimento das normas estabelecidas no Decreto, e o descumprimento sujeitará o estabelecimento à aplicação de multa, podendo implicar no fechamento, em caso de reincidência.

No período de que trata o Decreto, as igrejas e instituições religiosas, por se tratarem de atividade essencial, que atua nos âmbitos espiritual e psicossocial, e que estiverem seguindo as regras sanitárias em vigor, terão seu funcionamento garantido, limitado ao percentual de 30% de sua capacidade, respeitando um distanciamento mínimo de 1,5m (um metro e meio) entre as pessoas. Os membros de núcleo familiar, com convivência permanente, não precisam observar o distanciamento social, respeitando os cuidados e protocolos preventivos.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

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Bruno assume vice-presidência de Ciência e Tecnologia da Frente Nacional de Prefeitos


Vladimir Chaves



O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, foi escolhido para assumir a vice-presidência de “Ciência e Tecnologia” – área de Inovação e Tecnologia – da Frente Nacional de Prefeitos, durante o período 2021-2023. A escolha aconteceu nesta quinta-feira, 20, durante a realização da 80ª Reunião Geral da FNP.

Segundo informou o prefeito em suas redes sociais, trata-se de uma “notícia importante por tudo que Campina representa nacional e mundialmente”, lembrando a permanente posição de destaque da cidade no campo da inovação científica e tecnológica, por contar com importantes fundações e instituições de nível superior.

“Por tudo que Campina é e representa no desenvolvimento de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, uma oportunidade dessa é uma honra grande e um desafio ao mesmo tempo”, afirmou Bruno Cunha Lima.

De acordo com o prefeito de Campina Grande, a união de esforços, neste momento, é fundamental para vencer os desafios impostos pelos novos tempos. Nesse contexto, Bruno entende que a inovação é o caminho que pode levar todos os municípios e, especialmente, centros do porte de Campina Grande, a  vencer as barreiras que se levantaram nos últimos tempos em decorrência, sobretudo, da crise sanitária gerada pela pandemia do novo coronavírus.

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Alerta: Identificada variante indiana do coronavírus em navio ancorado no Maranhão


Vladimir Chaves



O Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, identificou a presença da variante indiana do coronavírus em tripulantes do navio MV Shandong Da Zhi. A embarcação está ancorada na costa da cidade de São Luís, capital do Maranhão.

O navio foi proibido de atracar na área portuária da cidade. Uma equipe da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está se deslocando para o local.

A Secretaria de Saúde do Maranhão realizou testes com a tripulação da embarcação e enviou para o instituto. Das pessoas a bordo, 15 tiveram diagnóstico positivo para a covid-19, sendo que seis apresentaram a ocorrência da variante indiana. Outros nove tripulantes tiveram o resultado negativo para a covid-19.

De acordo com a Secretaria de Saúde, 23 tripulantes estão em quarentena em cabines individuais e um foi levado para ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em São Luís.

A secretaria também iniciou a testagem de todas as pessoas do hospital que tiveram contato com o paciente internado.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

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Cássio Cunha Lima debate Constituição e Pacto Federativo com estudantes de Direito


Vladimir Chaves



Nesta quarta-feira (19), Dia do Acadêmico de Direito, a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas da Paraíba (Abracrim-PB) anunciou que fará um encontro virtual na próxima quarta (26) voltada para os estudantes de Direito que contará com a participação do ex-governador Cássio Cunha Lima. No encontro virtual, Cássio falará da sua experiência como deputado federal constituinte, prefeito, governador e senador da República e abordará a temática Pacto Federativo e a necessidade da sua rediscussão.

Presidente nacional em exercício da Abracrim, Sheyner Asfóra destaca a vasta experiência política e administrativa de Cássio, que também é advogado e tem grande conhecimento prático sobre o sistema político-constitucional brasileiro.

“Será uma honra receber o governador Cássio que já atuou em diferentes níveis de governo e, por isso, é conhecedor das competências e atribuições dos poderes. O tema Pacto Federativo é de grande relevo não só para a comunidade jurídica mas para toda a sociedade. Diz respeito sobre a forma de divisão do poder e da riqueza entre os entes federativos e que visa a construção de uma sociedade mais justa através do ideal de igualdade”, destacou.

Sheyner pontuou, ainda, a importância dos estudantes participarem de eventos e encontros e outras ferramentas que, além de tratar pautas relevantes para a futura profissão, auxiliem os acadêmicos a contextualizar os assuntos discutidos em sala de aula com a realidade do Direito. “Advocacia é missão, mas é, sobretudo, dedicação. Por isso, é tão importante que ainda na graduação, os futuros advogados se empenhem e procurem ir além dos conteúdos. A Abracrim defende e fomenta a capacitação, a produção científica e, principalmente, a busca incansável pelo conhecimento”, destacou.

Perfil - Cássio Cunha Lima é formado em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). É advogado. Foi prefeito de Campina Grande por três mandatos, deputado federal por dois mandatos, governador da Paraíba por duas vezes e senador da República pela Paraíba, tendo sido presidente interino do Senado de 2 a 8 de maio de 2017. Ele foi deputado federal constituinte aos 23 anos.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

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Gigantes do asfalto: Bolsonaro lança programa para ampliar renda de caminhoneiros


Vladimir Chaves


 

O governo federal lançou o programa Gigantes do Asfalto, voltado ao setor de transporte de cargas, especialmente aos caminhoneiros autônomos. Em evento no Palácio do Planalto, com a participação do presidente Jair Bolsonaro e de ministros, foram assinados dois decretos e duas medidas provisórias (MPs). Tanto os decretos quanto as MPs serão publicados amanhã (19) no Diário Oficial da União.

Entre as novidades, está a criação, por meio de MP, do Documento de Transporte Eletrônico (DTe), que digitaliza e unifica dezenas de documentos atualmente exigidos dos transportadores de carga. O governo também promoveu alterações legais para permitir a criação de um modelo de antecipação dos valores a receber pelo serviço de frete (antecipação de recebíveis), no qual o caminhoneiro autônomo poderá escolher a menor taxa de desconto a ser contratada por meio de agentes financeiros, como o sistema bancário.

"Estamos hoje lançando o futuro, o Documento de Transporte Eletrônico, que vai condensar até 90 documentos de transporte. Imagina que hoje, para fazer uma viagem, são inúmeros documentos. E muitas vezes esses documentos devem estar impressos em papel. Olha o nível do nosso atraso", disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, durante o lançamento do programa. Segundo ele, atualmente os caminhoneiros gastam uma média de seis horas durante as viagens apenas para lidar com a burocracia do setor.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, o Documento de Transporte Eletrônico começará a funcionar em caráter experimental a partir de julho, de forma não obrigatória, em determinadas rotas e com cargas de granel sólido vegetal. A expectativa é que no primeiro semestre de 2022 a operação comece a ser obrigatória para o transporte de cargas.

Recebíveis

A mesma MP também regulamenta a antecipação de recebíveis pelos caminhoneiros em instituições financeiras. Atualmente, no caso dos motoristas autônomos, eles dependem de atravessadores financeiros apenas para descontar o valor do frete e antecipar o pagamento, o que equivale a cerca de 40% dos custos. Isso ocorre porque o prazo de pagamento dos embarcadores (donos da carga) costuma variar entre 30 e 90 dias. Esse prazo é mais facilmente suportável pelas grandes empresas transportadoras, mas se torna inviável para os caminhoneiro autônomos.

"Nós atacamos o intermediário, aquela parte que leva 40% só para transacionar", afirmou o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, que ajudou a desenvolver a medida. Segundo ele, de tudo o que o caminhoneiro recebe, 40% vão para o intermediário, 47% são custos e somente 13% ficam com o motorista. Com a mudança, o caminhoneiro poderá contratar diretamente com o embarcador e descontar o valor do frete em uma instituição financeira, na forma de um deságio (título vendido por um valor menor do que o nominal). 

"Nós estamos falando em um ganho líquido de renda para o caminhoneiro acima de 10%, entre 15% e 20%", disse o secretário, sobre as previsões de aumento de renda para os trabalhadores do setor.

Para estimular a medida, a Caixa Econômica Federal anunciou a criação de uma nova modalidade de antecipação de recebíveis do frete, que será lançada no final de junho. Segundo o banco, a adesão ao limite de crédito pelo transportador e embarcador será simplificada e o pagamento antecipado será feito diretamente e sem custos ao caminhoneiro.

"A Caixa Econômica dando o pontapé inicial, acredito que o mercado financeiro vai aumentar a concorrência para atrair esse serviço. Estamos de um mercado de frete estimado em cerca R$ 120 bilhões", disse o diretor-executivo da Confederação Nacional de Transportadores Autônomos (CNTE), Marlon Maues. 

Além disso, a Caixa também anunciou um programa de renegociação de dívidas voltado exclusivamente aos caminhoneiros, com condições facilitadas de parcelamento e quitação de débitos. De acordo com o banco, o pagamento poderá ser feito em até 96 meses, com taxas de juros a partir de 1,14% ao mês e desconto de até 90% para liquidação à vista de dívidas comerciais.

Pesagem

Em outra medida provisória, o governo atualizou os limites de tolerância de peso por eixo no transporte de carga, por meio de uma alteração na Lei 7.408/85. A partir de agora, a tolerância do peso bruto total (PBT) passa de 10% para 12,5% na pesagem por eixo em cargas acima de 50 toneladas. A MP também extingue a tolerância de peso por eixo para os veículos com peso bruto total inferior a 50 toneladas, valendo apenas a tolerância, em relação à carga total, de até 5%.

O objetivo da mudança, segundo o ministro Tarcísio Freitas, é evitar que o motorista penalizado com multa por não conseguir aferir o peso por eixo no momento do carregamento, pois algumas cargas são difíceis de serem distribuídas uniformemente na carroceria.

"[Com a mudança], a gente pega a maioria dos casos onde o deslocamento de carga geram aumento do peso por eixo. Nós estudamos o impacto disso no ciclo de manutenção das rodovias e é mínimo", disse Freitas.   

Outra mudança que consta nesta mesma MP é uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), para possibilitar que, caso o veículo seja retido com alguma irregularidade e não seja possível sanar no próprio local da infração, ele poderá ser liberado, desde que ofereça condições de segurança para circulação.

O documento será recolhido e, mediante regularização do veículo, não superior a 15 dias, sendo devolvido após a regularização. Caso o veículo não tenha condições de circulação e precise ficar retido pelas autoridades rodoviárias, o caminhoneiro ficará dispensado de pagar a diária do local nos finais de semana, quando os pátios estão fechados.

Comissão

Por meio de dois decretos, o governo instituiu a Comissão Nacional de Autoridades de Transportes Terrestres (Conatt), que vai coordenar o programa Gigantes do Asfalto. O colegiado deverá se articular com entidades públicas e privadas, incentivar e propor edição de atos normativos.

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Assembleia Legislativa da Paraíba aprova projeto do Deputado Moacir que inclui mel de abelha na merenda escolar.


Vladimir Chaves



A Assembleia Legislativa aprovou Projeto de Lei nº 2091/2020, de autoria do deputado estadual Moacir Rodrigues, que dispõe sobre a inclusão do mel de abelha na merenda escolar da rede estadual de escolas públicas da Paraíba.

A apicultura é hoje considerada uma das grandes opções para a agricultura familiar por proporcionar o aumento de renda, através da oportunidade de aproveitamento da potencialidade natural de meio ambiente e de sua capacidade produtiva.

O Nordeste brasileiro destaca-se com características de clima e de diversidade de flora que lhes conferem elevada competitividade no mercado e a Paraíba tem apresentado um expressivo crescimento da apicultura.

terça-feira, 18 de maio de 2021

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Assembleia impõe derrota ao governador e derruba veto ao projeto que inclui leite de cabra na merenda escolar.


Vladimir Chaves



A Assembleia Legislativa da Paraíba derrubou na manhã de hoje (18), por 25 a 3 o veto do governador João Azevedo, ao Projeto de Lei nº 1.008.2019, de autoria do deputado Walber Virgulino, que obriga a inclusão do leite de cabra, carnes de caprino e ovino na dieta da merenda escolar da rede estadual de ensino.

O governo justificou o veto total ao projeto alegando ser o projeto inconstitucional e contrário ao interesse público. Entretanto a maioria dos deputados seguiu a tese defendida pelo autor do projeto, deputado Walber Virgulino, de que o veto tinha caráter meramente político e traria prejuízos não só aos estudantes, mas também a cadeia produtiva de leita e carne de caprino e ovino.

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Bruno anuncia abertura de 24 novos leitos de covid-19 em Campina Grande


Vladimir Chaves

 


O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima anunciou na manhã desta terça-feira, 18, a abertura de 24 novos leitos de enfermaria de covid-19. No total, a Secretaria Municipal de Saúde está viabilizando mais cinco leitos no Complexo Hospitalar Municipal Pedro I e 19, no Hospital João XXIII. No geral, a cidade chega a 490 leitos exclusivos para o tratamento de pessoas com o novo coronavírus.

Com a abertura dos leitos do Hospital Pedro I, Bruno Cunha Lima informa que a unidade hospitalar chega a 95 de enfermaria. Somado aos 60 de UTI, são 155 leitos exclusivos para pessoas com o novo coronavírus no hospital, que é a maior referência no tratamento destes pacientes no Estado da Paraíba.

Dos 19 leitos do Hospital João XXIII, nove são conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS) e 10 particulares, que também integram a rede geral de atendimento de pacientes com covid-19 na cidade. A unidade já dispõe de 5 leitos de UTI, conveniados com o Município.

Na semana passada, também por determinação do prefeito Bruno a Secretaria Municipal de Saúde também redirecionou o perfil da Unidade de Pronto Atendimento Dr. Maia, no Alto Branco, para atendimento de covid-19, com mais 19 leitos de enfermaria e 11 de UTI.

Apesar da expansão na estrutura de atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde chama a atenção da população para a necessidade de redobrar os cuidados. “É um grande ganho de leitos, resultado de um esforço enorme. Mas a gente reforça que o poder público também tem um limite, que cada cidadão deve contribuir seguindo as medidas de higienização pessoal, fazer o distanciamento social, aqueles que puderem se vacinar tomar a vacina para contribuir nesse momento difícil que a cidade e o estado estão passando”, disse o secretário executivo de Saúde, Gilney Porto.

UPA exclusiva

Na semana passada, o prefeito Bruno Cunha Lima publicou decreto com medidas mais restritivas com relação ao enfrentamento à pandemia. A cidade tem 29.617 casos confirmados da doença e 765 óbitos registrados. A taxa de ocupação geral dos leitos é de 66%.

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Governo Bolsonaro distribui nesta terça-feira (18) 6,4 milhões de doses de vacinas contra covid-19.


Vladimir Chaves

 



O Governo Bolsonaro vai distribuir terça-feira (18), um novo lote de vacinas contra a covid-19. Os 26 estados e o Distrito Federal devem receber pouco mais de 6,4 milhões de doses de imunizantes, sendo 4,7 milhões da AstraZeneca/Oxford, produzidas pela Fiocruz; 1,08 milhão da CoronaVac, do Instituto Butantan, e 647 mil doses do imunizante da Pfizer/BioNTech.

Segundo o ministério, o lote de CoronaVac será enviado a 12 estados que pediram o produto do Instituto Butantan a fim de aplicar a segunda dose da vacina em pessoas que já receberam a primeira dose e precisam concluir o ciclo vacinal.

A BioNTech, da Pfizer, será destinada para aplicação da primeira dose em quem tem uma deficiência permanente e pessoas com comorbidades - incluindo gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias) comórbidas, que também podem receber a CoronaVac.

Segundo recomendações dos fabricantes, a segunda dose da CoronaVac deve ser aplicada em um espaço de quatro semanas após a pessoa ter recebido a primeira dose. A AstraZeneca/Oxford e a BioNTech, em 12 semanas. O Ministério da Saúde orienta a população a tomar a segunda dose da vacina mesmo após estes prazos.

Segundo a pasta, mais de 89,4 milhões de doses de imunizantes já foram distribuídas para todo o país, e mais de 52,7 milhões delas já tinham sido aplicadas até ontem (16).

segunda-feira, 17 de maio de 2021

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Adolescentes enfrentam “síndrome da gaiola” e têm medo da volta às aulas presenciais


Vladimir Chaves



Eles têm entre 15 e 17 anos de idade. Estão na fase das descobertas, das amizades intensas, festas, paqueras e dos estudos. Apesar da euforia da idade, muitos têm enfrentado uma barreira quando o assunto é o retorno às aulas presenciais. Isso porque uma parcela dessa população de adolescentes não quer voltar às aulas nessa modalidade de ensino, durante e após a pandemia da Covid-19. Essa realidade tem preocupado pais e profissionais da saúde, que evidenciam em alguns casos a presença da síndrome da gaiola.

A psicóloga da MedPrev do Sistema Hapvida em João Pessoa, Michelle Costa, afirma que com a pandemia crianças, pré-adolescentes e adolescentes precisaram se adaptar à rotina escolar e a vida social dentro de casa. Com isso, o distanciamento social fez com que a casa, ou até mesmo o quarto, se transformassem no ‘mundo seguro e confortável’ para esses jovens. “O isolamento transformou a possibilidade de uma vida fora de casa e de se relacionar com outras pessoas em algo potencialmente assustador. Essa resistência e ansiedade em sair de casa pode ser chamada de síndrome da gaiola. Na prática, as crianças e adolescentes com a síndrome apresentam ansiedade extrema com a volta das aulas presenciais, por medo de contrair o vírus e até mesmo de levá-lo para casa”, explica.

Michelle esclarece que a síndrome da gaiola carece de atenção para evitar que esta venha a evoluir para uma depressão. “A síndrome da gaiola não se trata de um transtorno que demanda medicamentos para tratar, mas os pais e responsáveis devem estar atentos e conversar com os jovens, a fim de detectar possível nível extremo de ansiedade. Caso esse fator seja identificado, procurar com urgência um psicólogo” orienta.

A psicóloga lembra que apesar de não necessitar de tratamento medicamentoso, a síndrome da gaiola pode trazer consequências para vida dos jovens. “Entre as principais consequências, é possível citar o isolamento social, apatia, crises de ansiedade constantes e, em estados mais graves, a depressão”, elenca.

Estudo – Estudo realizado por um grupo de pesquisadores de 20 universidades americanas, analisando adolescentes, mostrou que os sintomas de depressão aumentaram 28% com seis meses de pandemia. Segundo os autores, o apoio social é um dos fatores que mais protegem contra a depressão dos adolescentes. A conclusão do estudo é a de que políticas públicas durante a pandemia precisam considerar a saúde mental dos adolescentes, como o incentivo à volta das aulas presenciais.

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Crime contra honra no universo on-line pode gerar multa e até seis anos de prisão


Vladimir Chaves



Crimes contra a honra na internet terão pena triplicada e podem render até seis anos de prisão. Isso ficou definido após o Congresso Nacional derrubar 16 dos 24 vetos do Executivo à lei anticrime. O advogado criminalista Joaquim Lorenzoni considera o acréscimo proporcional ao alcance do crime, quando praticado virtualmente.

“Quando feito no mundo virtual, um crime contra a honra é propagado com maior facilidade e velocidade, o que aumenta exponencialmente os efeitos dos danos provocados pela conduta ilícita. É justo que exista uma punição maior nesses casos, já que o grau da ofensa à vítima é muito maior”, aponta.

Ainda de acordo com o criminalista, até mesmo fake news podem ser consideradas crime contra a honra, uma notícia falsa caluniando alguém circulando nas redes, uma postagem difamando outra pessoa se enquadram na infração, pois ferem a dignidade da vítima.

Os crimes contra honra, conforme lista o especialista, são os de calúnia, difamação e injúria. “Calúnia é quando é imputado a alguém, falsamente, um fato que é definido como crime. A difamação é apontar ao outro algo que ofenda sua reputação e a injúria é ofender a dignidade ou o decoro de outra pessoa”, detalha.

Atualmente, a calúnia tem na pena detenção, de seis meses a dois anos, e multa; a difamação detenção, de três meses a um ano, e multa e a injúria prisão de um a seis meses, ou multa. Com a alteração, a penalidade poderá ser três vezes maior em todos os casos. Ele explica que são tipificadas dessa forma as condutas que atentem à honra objetiva ou subjetiva da vítima.

Em um período de tantas informações sem verificação compartilhadas nas redes sociais e ataques orquestrados por situações irrelevantes, o especialista alerta quando um comportamento pode ser considerado crime na esfera virtual. “A partir do momento em que perde o objetivo de informar e entreter, passando a ter a clara intenção de atentar contra a honra do ‘alvo’ do conteúdo.  Inclusive, além de ser responsabilizado criminalmente, o autor também pode responder civilmente por danos morais”, destaca.

Pacote anticrime – É um conjunto de mudanças na legislação que prevê medidas mais duras em alguns delitos. O presidente Jair Bolsonaro chegou a vetar o trecho que abordava a triplicação do crime contra a honra cometido nas redes sociais, mas o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional.  Na última semana, o Diário Oficial da União divulgou os vetos, promulgando as mudanças na lei.

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