MPF/PB e PF deflagram operação para combater tráfico da turmalina paraíba


Vladimir Chaves

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da República em Patos, na Paraíba e a Polícia Federal deflagraram, na madrugada desta quinta-feira, 27 de maio de 2015, a Operação Sete Chaves* com o objetivo de combater e desarticular organização criminosa que agia na extração ilegal e comercialização da turmalina paraíba, uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo.

O MPF obteve oito mandados de prisão, oito medidas de sequestro de bens móveis e imóveis, no valor de R$ 50 milhões, além de 18 mandados de busca e apreensão que estão sendo executados, simultaneamente, por 130 policiais federais de todo o Nordeste nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo.

A organização criminosa é formada por diversos empresários e um deputado estadual que se utilizavam de uma intrincada rede de empresas off shore para suporte das operações milionárias nas negociações com pedras preciosas e lavagem de dinheiro.

Considerada uma das pedras mais caras do mundo, a turmalina paraíba era retirada ilegalmente do distrito de São José da Batalha, no município de Salgadinho, região do Cariri, na Paraíba,  e enviada à cidade de Parelhas, no Rio Grande do Norte, onde era “esquentada” com certificados de licença de exploração. De lá, as pedras seguiam para Governador Valadares, em Minas Gerais, onde eram lapidadas e enviadas para comercialização em mercados do exterior, como Bangkok, na Tailândia, Hong Kong, na China, Houston e Las Vegas nos Estados Unidos.

Em razão de suas características particulares, de seu azul incandescente, a gema paraibana exerce fascínio em todo o mundo, sendo utilizada nas joias confeccionadas por grifes nacionais (Amsterdan Sauer e H Stern) e internacionais (Dior e Tiffany & Co UK). Estima-se que um quilate (0,2 grama) da pedra custa em média U$ 30 mil e pode chegar a custar até U$ 100 mil, dependendo das características da gema. O mercado clandestino da pedra tem gerado uma movimentação milionária de capital ilícito, no Brasil e no exterior.

A operação contou com a colaboração de fiscais do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM e da Secretaria da Receita Federal.


Todos os investigados responderão pelos crimes de usurpação de patrimônio da 
União, crime ambiental, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de outros que venham a ser descobertos durante a execução das medidas.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

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Senado aprova medidas contra os trabalhadores, veja o que muda no Seguro Desemprego e Abono Salarial.


Vladimir Chaves

Por 39 votos a favor e 32 contra o Senado Federal aprovou na noite de ontem (26), parte do “pacote de maldades” do governo Dilma, que suprime e restringe direitos trabalhistas. Veja o que muda:

Seguro Desemprego:

Criado pela Lei 7.998/1990, com intuito de oferecer assistência financeira temporária ao trabalhador que perdeu o emprego sem justa causa, o benefício é pago por um período máximo variável de três a cinco meses, de forma contínua ou alternada, por intervalo de tempo trabalhado. Seu valor é calculado a partir do salário médio recebido pelo trabalhador nos últimos três meses anteriores à dispensa, em três faixas salariais distintas.

As alterações aprovadas no Congresso obrigam o desempregado a comprovar mais tempo de trabalho para ter direito ao benefício. A lei anterior exigia apenas seis meses consecutivos empregados para  poder pedir o seguro-desemprego pela primeira vez. Agora, o seguro só poderá ser solicitado inicialmente após 12 meses de trabalho. Pela segunda vez, a partir de nove meses, e pela terceira vez, com seis meses de trabalho.

O projeto também mudou a forma como o benefício é pago. Antes, o trabalhador recebia três parcelas, se comprovasse vínculo empregatício de, no mínimo, seis meses e, no máximo, 11 meses. Já para receber quatro parcelas, era necessária comprovação de trabalho por no mínimo 12 meses e no máximo 23 meses. Agora o seguro de três parcelas não existirá mais no primeiro pedido. E para conseguir quatro parcelas na primeira vez, o desempregado terá de comprovar ter trabalhado um mínimo de 12 meses e um máximo de 23 meses nos 36 meses anteriores à demissão.

Na segunda solicitação, para conseguir três parcelas do seguro, o trabalhador terá de comprovar vínculo empregatício de nove a 11 meses nos 36 meses anteriores. Já as quatro parcelas serão concedidas a quem comprovar ter trabalhado de 12 a 23 meses. Somente a partir da terceira solicitação é que serão aplicadas as regras antigas: de seis a 11 meses para três parcelas e 12 a 23 meses para quatro parcelas. Em todos os casos, para receber cinco parcelas, o trabalhador terá de comprovar ter trabalhado 24 meses nos últimos 36 anteriores à demissão.

Qualificação

O projeto ainda impõe ao trabalhador desempregado novo requisito para o recebimento do seguro: frequentar curso de qualificação profissional ofertado por meio do programa Bolsa-Formação Trabalhador, no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), ou com vagas gratuitas na rede de educação profissional e tecnológica. Um regulamento definirá a frequência no curso.
Trabalhador rural

As mudanças da MP afetam também o trabalhador rural, que passa a ter regras específicas para sua atividade. Atualmente, a lei que regula o seguro-desemprego não diferencia trabalhadores rurais de urbanos e estabelece seis meses de trabalho para o empregado poder solicitar o benefício.

Pela nova regra, a primeira solicitação do seguro, para receber um máximo de quatro parcelas, o trabalhador rural terá de ter trabalhado pelo menos 15 meses nos últimos 24 meses. Para esse e para os demais pedidos, também é preciso ter recebido salários nos seis meses anteriores à dispensa.

Além disso, o trabalhador rural não poderá receber, ao mesmo tempo, benefício previdenciário ou assistencial de natureza continuada, exceto pensão por morte e auxílio-acidente, e não poderá ter renda suficiente para sua manutenção. Também não pode ter exercido atividade remunerada fora do âmbito rural no período aquisitivo de 16 meses.

Para contar o tempo em que o trabalhador rural receber o seguro-desemprego como carência para benefícios previdenciários, o texto aprovado determina o desconto da alíquota da contribuição previdenciária, de 8%. Isso permitirá, por exemplo, a contagem para aposentadoria.

Abono Salarial:
Previsto na mesma lei que criou o seguro-desemprego (Lei 7.998/1990), o abono salarial também teve as regras alteradas pelo Projeto de Lei de Conversão 3/2015 (MP 665/2014). O abono, anual e no valor máximo de um salário mínimo, é destinado aos trabalhadores que tiveram no ano anterior ao pedido do benefício ganho médio de dois salários mínimos.

Com as mudanças propostas no PLV, a partir de 2016, o valor do abono não será mais de um salário mínimo e, sim, proporcional ao período trabalhado no ano anterior, na base de 1/12 por mês trabalhado, como as férias. Assim, se o trabalhador ficou empregado por seis meses, receberá metade de um salário mínimo. Fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será contada como mês integral.

O tempo mínimo de trabalho exigido no ano anterior ao de recebimento do benefício também sofreu alterações. Os 30 dias exigidos na regra atual passam para 90 dias, que não precisarão ser ininterruptos.

Seguro-defeso

A proposta aprovada no Congresso manteve as atuais regras do seguro-defeso, mas passou a responsabilidade de cadastro do benefício do Ministério do Trabalho para o Ministério da Previdência Social. O seguro-defeso é o seguro-desemprego pago aos pescadores durante o defeso - período determinado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a proteção da espécie pescada, possibilitando sua procriação e a manutenção das populações. Em 2015, esse período vai de 1º de abril a 31 de agosto de 2015. O valor é de um salário mínimo, pago durante toda temporada de suspensão da pesca. O seguro-defeso é pago ao pescador profissional artesanal, atividade definida pela Lei 10.779/2003, como aquele que exerce a atividade individualmente ou em regime de economia familiar.


O texto do PLV manteve a proibição, já prevista em lei, de pagamento de mais de um benefício no mesmo ano decorrente de defesos relativos a espécies diferentes. E criou a opção do pescador que recebe o Bolsa-Família escolher entre receber recurso do programa ou o seguro-defeso - o que for maior - durante o período sem pesca.

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MP 665/2014: Senador Raimundo Lira vota contra os trabalhadores.


Vladimir Chaves

O Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira (26), o Projeto de Lei de Conversão 3/2015, decorrente da Medida Provisória 665/2014. O projeto endurece as regras para a concessão do seguro-desemprego, do seguro-defeso e o abono salarial.

Por 39 votos favoráveis contra 32 os senadores aliados da presidente Dilma Rousseff (PT), aprovaram o projeto que ataca violentamente direitos históricos dos trabalhadores.

Dos três senadores da Paraíba, o senador José Maranhão (PMDB), não participou da votação, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) votou favorável aos trabalhadores e o senador Raimundo Lira (PMDB) votou contra os trabalhadores. 

terça-feira, 26 de maio de 2015

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STF: BNDES terá que enviar informações ao TCU sobre operação de crédito com JBS/Friboi.


Vladimir Chaves

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o Mandado de Segurança impetrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contra acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou o envio, pela instituição financeira, de informações sobre operações de crédito realizadas com o grupo JBS/Friboi. Por maioria, o colegiado seguiu o voto do ministro Luiz Fux, no entendimento de que o envio de informações ao TCU relativas a operações de crédito, originárias de recursos públicos, não é coberto pelo sigilo bancário e que o acesso a tais dados é imprescindível à atuação do TCU na fiscalização das atividades do BNDES.

De acordo com os autos, a Comissão de Controle Externo da Câmara dos Deputados solicitou ao TCU a realização de auditoria nas operações de crédito do BNDES com o Grupo JBS/Friboi, nos critérios utilizados para a escolha da empresa beneficiada, as vantagens sociais advindas dessas operações, o cumprimento das cláusulas contratuais firmadas entre as partes, em especial dos termos referentes à aplicação de multas, a aquisição de debêntures e eventual prejuízo sofrido pelo banco com a troca desses debêntures por posição acionária.

O BNDES forneceu parte das informações requeridas pelo TCU, deixando de revelar o rating de crédito, o saldo das operações de crédito, a situação cadastral e a estratégia de hedge do Grupo JBS/Friboi, por entender que esses dados estariam sob a proteção do sigilo bancário e que as operações realizadas têm natureza de contrato de financiamento, estando, por isso, resguardadas pelo sigilo bancário.

O relator do MS, ministro Luiz Fux, salientou que, embora o sigilo bancário e empresarial sejam fundamentais para o livre exercício da atividade econômica e que a divulgação irresponsável de dados sigilosos pode expor um grupo econômico e até inviabilizar sua atuação, a preservação dos dados não pode ser vista como uma garantia absoluta. Segundo ele, o repasse de informações para que o TCU atue como órgão de controle externo não representa quebra de sigilo e sua negativa inviabilizaria o pleno desempenho de sua missão constitucional.

“Aquele que contrata com o BNDES deve aceitar que a exigência de transparência tão estimada em nossa República contemporânea para o controle da legitimidade dos que exercem o poder justifica o conhecimento por toda a sociedade de informações que possam influenciar seu desempenho empresarial”, argumentou o ministro.


No entendimento do relator, as empresas que contratam com o BNDES devem saber que estão se relacionando com uma instituição pública, sujeita ao controle dos órgãos estatais. Destacou que o BNDES é um banco público de fomento econômico e social e não uma instituição financeira privada comum. Observou que, no caso da operação de crédito com o Grupo JBS/Friboi, os documentos exigidos pelo TCU são apropriados para viabilizar o controle financeiro do BNDES.

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Prefeitura de Campina busca parceria com Cabedelo para fortalecer Complexo Aluízio Campos


Vladimir Chaves

A Prefeitura de Campina Grande está buscando uma parceria com o município de Cabedelo com o objetivo de agregar valores e uma melhor condução do Complexo Aluízio Campos, empreendimento em fase de instalação numa área de mais de 800 hectares, no Ligeiro.

Segundo o secretário de Obras de Campina Grande, André Agra (foto), a ideia é construir uma parceria estratégica de atuação em conjunto para tentar viabilizar o Porto de Cabedelo, através do Complexo Aluízio Campos e buscar o restabelecimento do modal Ferroviário.

O primeiro importante passo para a parceria, por recomendação do prefeito Romero Rodrigues, deu-se em reunião nesta segunda-feira, em Cabedelo, com as presenças do chefe do executivo daquele município, Wellington Viana, ‘Leto Viana’, os secretários André Agra e Luiz Alberto, de Obras e de Desenvolvimento Econômico, respectivamente, e empresários do setor logístico e do ferroviário, interessados em investir no Porto.

“Romero provocou a reunião, o prefeito de Cabedelo e os empresários concordaram e nós iniciamos as discussões para buscarmos esta parceria, considerando três aspectos: o Porto de Cabedelo, o Complexo Aluízio Campos e o Modal Ferroviário” ressaltou André Agra, acrescentando que a expectativa é de se criar uma demanda grande para o Porto, importante para todos os entes envolvidos.

O próximo passo para que possa acontecer a parceria, o mais breve possível,  segundo o secretário será a visita do prefeito ‘Leto’ Viana, ao Complexo Aluízio Campos, nos próximos dias.

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Falta de planejamento tornou caótico o serviço prestado pela prefeitura de João Pessoa, denuncia vereador.


Vladimir Chaves

Da tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa, o vereador Renato Martins (PSB), traçou um quadro caótico da gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PT). Segundo o parlamentar a cidade vem sendo administrada de forma improvisada e sem planejamento.

De acordo com Renato Martins, a falta de planejamento precarizou todos os serviços públicos prestados pela prefeitura, com agravante na saúde. Segundo ele o caos atingiu a qualidade dos serviços da saúde ao ponto de um paciente com um quadro diagnosticado de AVC, ter seus exames agendados para 16 de julho.

Ele denunciou ainda que a prefeitura não tem honrado os compromissos com fornecedores e empresas contratadas para realização de obras, ao ponto de recolherem as motos da guarda municipal por falta de pagamento.

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Senado paga R$ 15 mil por palestra do ex-nadador Xuxa


Vladimir Chaves

Em tempos de crise e ajuste fiscal, o Congresso Nacional não tem poupado na contratação de “celebridades” para palestras. Na última semana, o Senado Federal pagou R$ 15 mil ao ex-nadador Fernando Scherer, o “Xuxa”, por uma palestra ministrada pelo campeão mundial no lançamento do Programa de Formação Gerencial da Casa.


Durante a apresentação, que ocorreu na segunda-feira (18), o campeão mundial (1993 e 1995) e medalhista olímpico (bronze em 1996 e 2000) compartilhou experiências pessoais e falou sobre temas como o trabalho em equipe e a importância de encarar desafios.

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PSC/PB realiza encontro estadual com presença do ex-presidenciável Pastor Everaldo.


Vladimir Chaves

O presidente estadual do PSC da Paraíba, ex-senador Marcondes Gadelha, informou que na próxima sexta-feira, 29, o partido estará realizando seu Encontro Estadual. O evento contará com a presença de lideranças nacionais, regionais e filiados.

Marcondes adiantou que a reunião terá quatro assuntos principais. “Dois temas são mais gerais e outros dois dizem respeito diretamente ao partido”. Haverá palestras e discussões com a participação de convidados. “O ex-deputado federal Leonardo Gadelha fará uma explanação sobre reforma política e a presidente nacional do PSC Mulher, Denise Assunção Fernandes, falará a respeito do papel da mulher na política”, detalhou Marcondes.

Haverá, ainda, uma palestra sobre organização partidária, que será ministrada pelo presidente nacional da legenda, e candidato a presidente em 2014, pastor Everaldo Dias Pereira. “Receberemos, mais uma vez em João Pessoa, nosso presidente nacional. O pastor Everaldo vai apresentar um pouco do processo de estruturação burocrática das direções municipais, inclusive no tocante ao registro de candidaturas com vistas às eleições do próximo ano”, detalhou Gadelha.

A política também terá espaço nas discussões. “Teremos um momento dedicado ao processo eleitoral que se aproxima, vamos direcionar os rumos do partido, com atenção especial para João Pessoa e Campina Grande, no pleito municipal de 2016”. Marcondes revelou “que o PSC, a exemplo do que fez em 2012, buscará lança o maior número possível de candidatos em todas as regiões do estado”. Em 2012 o partido elegeu 10 prefeitos. “A ideia é ampliar esse número e temos totais condições para isso”.


O encontro tem inicio às 8h30, no Hotel Netuanah, localizado na avenida Cabo Branco, nº 2698, João Pessoa.

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Crise econômica leva Alpargatas\CG a conceder férias coletivas.


Vladimir Chaves

As especulações de que a fábrica Alpargatas S.A (Campina Grande), estaria dando férias coletivas aos funcionários devido à crise hídrica em Campina Grande, não procede, na verdade os motivos foram provocados pela grave crise econômica que passa o país.

Queda nas vendas, grandes estoques e descarte de mercadorias fora de linha, são os principais motivos para que a maior exportadora da Paraíba conceda férias coletivas à maioria dos seus funcionários.

De 1º a 15 de junho o primeiro turno funcionará em horário comercial (8 h às 17h) de segunda a sexta, e os funcionários dos 2º e 3º turnos terão férias coletivas. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

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Conselho Municipal de Segurança quer que Governo amplie o efetivo policial de Campina Grande.


Vladimir Chaves

O Conselho Municipal de Segurança Comunitária de Campina Grande (Conseg) deliberou pelo encaminhamento de solicitação ao governador Ricardo Coutinho, para que seja ampliado o contingente policial em Campina Grande. Atualmente, Campina conta com apenas oitocentos policiais militares para cuidar da segurança ostensiva na cidade e municípios vizinhos, como Lagoa Seca, Massaranduba e Boa Vista.

“Precisamos agir para combater a violência em Campina Grande, sendo uma das medidas emergenciais o aumento do nosso contingente policial, afinal desses oitocentos homens nem todos realmente estão nas ruas oferecendo proteção à sociedade, pois muitos se encontram afastados por licença médica ou se dedicam apenas a questões administrativas” disse presidente do Conseg, Ronaldo Cunha Lima Filho.

Na opinião do presidente do Conseg, o Governo do Estado precisa construir outros presídios, ele lembrou que até a presente data o governador não construiu um único presídio na Paraíba. “Isto, certamente, vai constar no documento a ser expedido pelo Conseg ao governador paraibano”, acrescentou.

De acordo com Ronaldo Filho, a reunião foi muito proveitosa por conta da presença de representantes dos mais diversos órgãos da segurança pública, autoridades municipais e jurídicas, Ministério Público, além de lideranças empresariais, comunitárias e de outros segmentos da sociedade civil organizada. 

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“Nosso apoio a reeleição do prefeito Romero Rodrigues é incondicional” deputado Rômulo Gouveia.


Vladimir Chaves

O deputado federal e presidente estadual do PSD, Rômulo Gouveia, adiantou que seu partido irá apoiar a reeleição do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB).

Segundo o deputado, mesmo com as dificuldades que a prefeitura enfrenta devido à crise nacional que passa o país e a falta de apoio do Governo Federal, o prefeito tem feito uma excelente gestão contando na maioria das vezes apenas com recursos próprios.

“Romero governa a prefeitura no pior momento do cenário nacional, tem recebido poucos recursos federais, mas com recursos próprios ele tem feito milagre, mantendo em dia o pagamento dos servidores e fazendo investimentos na cidade” disse o deputado.

De acordo com Rômulo Gouveia, a cidade ao longo desses dois anos de gestão de Romero, avançou em investimentos importantes, como o complexo industrial, construção de praças, construção e reforma de escolas, aquisição da patrulha mecânica, aquisição e melhoramento de hospitais, construção de casas e abertura de avenidas.

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Marcos Valério recebeu R$ 200 milhões para não citar Lula no mensalão, diz Revista Veja.


Vladimir Chaves

O empresário Marcos Valério, principal operador do esquema do mensalão, pediu a líderes petistas uma “compensação financeira” para que não citasse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus depoimentos sobre o sistema de compra de apoio político no Congresso descoberto em 2005. O pagamento foi negociado com o senador Delcídio Amaral (PT-MS) e fez com que Lula se mantivesse à parte das investigações sobre o esquema, que motivou duas CPIs no Congresso Nacional e um julgamento que, realizado em 2012, levou a antiga cúpula do PT, como os ex-ministros e ex-presidentes do partido, José Dirceu e José Genoino, à cadeia.

As informações são de reportagem da última edição da revista Veja, publicada no sábado (23).

Segundo a reportagem, Valério procurou Delcídio – presidente da CPI dos Correios, a que produziu as maiores investigações sobre o mensalão – para fazer sua proposta de chantagem. Falou sobre dificuldades financeiras e expôs suas condições. O encontro foi em fevereiro de 2006, dois meses antes da votação do relatório final da CPI. Segundo a Veja, após o encontro, Delcídio acionou lideranças como o então ministro Antonio Palocci e Paulo Okamotto, amigo pessoal de Lula. Valério não citou Lula à época – só falou sobre a possível ligação do ex-presidente com o esquema em 2012, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) já promovia seu julgamento. Em entrevista à Veja, Delcídio reconheceu o encontro, mas negou que Valério tenha pedido dinheiro.

A revista cita que José Dirceu, atualmente, “emite sinais” de que poderia falar mais sobre o mensalão e ainda sobre o petrolão, do qual também é protagonista. “Não era eu quem visitava a Granja do Torto nos fins de semana. O Lula devia falar das visitas que o Valério fez à Granja do Torto”, disse Dirceu para um parlamentar governista, de acordo com a reportagem.

O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), que foi o relator da CPI dos Correios, falou à Veja e comentou sobre as pressões que vivia à época. “Eles [os petistas] colocariam o ‘exército’ na rua, como já ameaçaram, e o país viveria uma guerra civil”.

Veja expõe também a “metamorfose” desempenhada por Lula em relação ao mensalão. O ex-presidente, assim que o escândalo veio a público, tentou resumir o mensalão a um esquema de financiamento irregular de campanhas eleitoral. Porém, menos de dois meses depois, mudou o discurso: em agosto de 2005 falou que havia sido “traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento”.

Por fim, depois de deixar o mandato, passou a definir como uma de suas metas na vida política o desmonte da “farsa do mensalão”. A revista relembra o julgamento histórico de 2012 e o papel dos ministros do STF Celso de Mello e Joaquim Barbosa para a condução do caso. ”São eles, corruptores e corruptos, os profanadores da República, os subversivos da ordem institucional, são delinquentes e marginais da ética do poder, são infratores da ordem do Erário e trazem consigo a marca e o estigma da desonestidade”, declarou Mello. No entanto, cita Veja, o mensalão foi concluído pelo Judiciário sem que se houvesse uma indicação precisa de quem tenha sido o beneficiário do esquema.

A reportagem é concluída com um paralelo entre o mensalão e o petrolão. Veja destaca reportagem feita pela revista em 2005 que mencionava nomes como os de Renato Duque e Augusto Mendonça, que hoje ocupam lugares de destaque no sistema de desvio de recursos da Petrobras.

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Estudantes de 10 anos são obrigados a ler pornográfica em escola


Vladimir Chaves

Escândalo em uma escola municipal de Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, alunos de 10 e 11 anos receberam uma “poesia” pornográfica sórdida para ler, discutir e declamar em público. A vice-diretora imprimiu, a professora passou o texto para os estudantes que cumpriram a tarefa constrangidos. Mas, depois que contaram o ocorrido em casa, às famílias indignadas denunciaram.

Em nota, a Prefeitura de Santa Luzia informou que será instaurado um processo administrativo disciplinar, imediatamente, para apuração de responsabilidades e eventual demissão da servidora. A instauração do procedimento poderá ensejar, a partir da avaliação da comissão disciplinar, o afastamento provisório da servidora.

A denuncia foi feita no dia 5 de maio deste ano.

Confira o vídeo da denuncia feita por uma TV local. 

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Deputado Efraim Filho crítica corte de R$ 5,6 bilhões do Programa Minha Casa, Minha Vida.


Vladimir Chaves

O deputado federal Efraim Filho (Democratas), criticou o Governo Federal pelo corte de R$ 5,6 bilhões de investimentos previstos no Programa Minha Casa, Minha Vida para o ano de 2015.

De acordo com Efraim o programa gera emprego, renda e movimenta a economia e o Governo Federal e mais uma vez o Governo não reduz os gastos da maquina pública e sim corta os investimentos.

“Temos uma maquina inchada com mais de 100 mil cargos comissionados e 39 ministérios, que deveriam ser reduzidos e o Governo Federal prefere punir a população, que tem realizado o sonho da casa própria” justificou Efraim.

Segundo o deputado os recursos assegurados para o programa habitacional ao longo deste ano caíram de R$ 18,6 bilhões previstos inicialmente para R$ 13 bilhões.


"A proposta orçamentária que o governo enviou ao Congresso anteriormente previa um valor de R$ 18,6 bilhões para o MCMV, é um corte drástico que vai inviabilizar o sonho da casa própria de muita gente” concluiu.

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Comilança: Deputados já “comeram” mais de meio milhão através do Cotão para despesas alimentares.


Vladimir Chaves

Em aproximadamente 100 dias da atual legislatura, os 513 deputados federais gastaram mais de meio milhão de reais com alimentação. Tudo isso ressarcido por meio da Cota de Auxílio de Atividade Parlamentar (Ceap).

De fevereiro até a metade do mês de maio os congressistas “consumiram” dos contribuintes brasileiros, R$ 576 mil com alimentação. Para efeito de comparação, esse valor seria suficiente para se comprar 1,5 mil cestas básicas, levando-se em consideração o valor da cesta básica paulista, que é de R$ 354,19.

Os parlamentares que mais gastaram com alimentação esse ano foram Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC) que, sozinho, pediu ressarcimento de R$ 11,1 mil por despesas alimentares e Francisco Floriano (PR-RJ), que gastou R$ 8,6 mil. Ainda na lista dos cinco parlamentares que mais gastaram com despesas alimentares está Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT-AL); o líder do PPS, Rubens Bueno (PR) e o presidente do PPS, Roberto Freire (SP). Estes três gastaram, respectivamente, R$ 8,2 mil; R$ 7,4 mil e R$ 7,3 mil com verba da Câmara.

Em relação à Paraíba, até que a “gula” com o dinheiro público para esse tipo de despesa tem se mantido dentro de uma “dieta” saudável. Dos 12 deputados paraibanos os que mais consumiram foram; Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) e Rômulo Gouveia (PSD), já os deputados Hugo Mota (PMDB), Manoel Junior (PMDB), Luiz Couto (PT), e Pedro Cunha Lima (PSDB), mantiveram uma “dieta” exemplar de “consumo” zero.

A Câmara permite a utilização do Cotão para despesas alimentares. No entanto, elas precisam “custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”, conforme determina o ato da Mesa Diretora que disciplina o uso de dinheiro público para estas despesas. Além disso, o art. 14 do Ato da Mesa Diretora, que disciplina a utilização do Ceap, afirma que “a Cota não poderá ser antecipada ou transferida de um beneficiário para outro”.

Confira os gastos com alimentação custeado pelos contribuintes:

DEPUTADO
GASTOS
VENEZIANO VITAL DO RÊGO
R$ 2.964,39
RÔMULO GOUVEIA
R$ 1.434,05
WELLINGTON ROBERTO
R$    697,00
WILSON FILHO
R$  658.94
RUY CARNEIRO
R$  653,72
BENJAMIM MARANHÃO
R$  618,52
EFRAIM FILHO
R$  272,89
AGUINALDO RIBEIRO
R$   95,26
PEDRO CUNHA LIMA
R$   0,0
MANOEL JUNIOR
R$   0,0
LUIZ COUTO
R$   0,0
HUGO MOTA
R$   0,0



Do blog com o Congresso em Foco.

domingo, 24 de maio de 2015

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