Forças Armadas divulga nota defendendo a manifestação do pensamento e à liberdade de reunião.


Vladimir Chaves



Os comandantes das Forças Armadas divulgaram nesta sexta-feira (11) uma nota na qual condenaram "eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos" a nota também critica "eventuais excessos cometidos em manifestações".

A nota é assinada pelo almirante Almir Garnier Santos (Marinha), pelo general Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e pelo tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica).

"São condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade", diz trecho da nota das Forças Armadas.

Confira a integra da nota:


NOTA À IMPRENSA

Às Instituições e ao Povo Brasileiro

Acerca das manifestações populares que vêm ocorrendo em inúmeros locais do País, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história.

A Constituição Federal estabelece os deveres e os direitos a serem observados por todos os brasileiros e que devem ser assegurados pelas Instituições, especialmente no que tange à livre manifestação do pensamento; à liberdade de reunião, pacificamente; e à liberdade de locomoção no território nacional.

Nesse aspecto, ao regulamentar disposições do texto constitucional, por meio da Lei nº 14.197, de 1º de setembro de 2021, o Parlamento Brasileiro foi bastante claro ao estabelecer que: “Não constitui crime [...] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”.

Assim, são condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade.

A solução a possíveis controvérsias no seio da sociedade deve valer-se dos instrumentos legais do estado democrático de direito. Como forma essencial para o restabelecimento e a manutenção da paz social, cabe às autoridades da República, instituídas pelo Povo, o exercício do poder que “Dele” emana, a imediata atenção a todas as demandas legais e legítimas da população, bem como a estrita observância das atribuições e dos limites de suas competências, nos termos da Constituição Federal e da legislação.

Da mesma forma, reiteramos a crença na importância da independência dos Poderes, em particular do Legislativo, Casa do Povo, destinatário natural dos anseios e pleitos da população, em nome da qual legisla e atua, sempre na busca de corrigir possíveis arbitrariedades ou descaminhos autocráticos que possam colocar em risco o bem maior de nossa sociedade, qual seja, a sua Liberdade.

A construção da verdadeira Democracia pressupõe o culto à tolerância, à ordem e à paz social. As Forças Armadas permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso Povo.

Assim, temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo. O foco continuará a ser mantido no incansável cumprimento das nobres missões de Soldados Brasileiros, tendo como pilares de nossas convicções a Fé no Brasil e em seu pacífico e admirável Povo.

 

Brasília/DF, 11 de novembro de 2022.

 

Almirante de Esquadra ALMIR GARNIER SANTOS

Comandante da Marinha

 

General de Exército MARCO ANTÔNIO FREIRE GOMES

Comandante do Exército

 

Tenente-Brigadeiro do Ar CARLOS DE ALMEIDA BAPTISTA JUNIOR

Comandante da Aeronáutica

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

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Bolsonaro convoca reunião de urgência com generais


Vladimir Chaves



O presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou, na tarde desta quinta-feira, 10, uma reunião de emergência com todos os comandantes das Forças Armadas, generais do Alto Comando e o ministro da Defesa. A conversa acontece desde as 16 horas. O relatório do Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas e os protestos populares em frente a quartéis estão em pauta.

A tarde o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, desdenhou do relatório do Ministério da Defesa e disse que o assunto em torno do sistema eleitoral “já acabou faz tempo”. A declaração foi proferida depois de o Ministério da Defesa emitir um novo comunicado informando que não descarta a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas.

As Forças Armadas informaram que o relatório dos técnicos do Exército não descarta a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas. Ao mesmo tempo, a auditoria mostra que não é possível afirmar que houve irregularidades nas máquinas. Os militares alegam que a Corte Eleitoral restringiu o acesso dos técnicos do Exército ao código-fonte dos aparelhos (que abrange mais de 17 milhões de linhas de programação) e às bibliotecas do software das urnas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

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Cagepa anuncia mais um reajuste de tarifa


Vladimir Chaves



A Companhia de Águas e Esgoto da Paraíba (Cagepa) publicou no Diário Oficial da União (edição 9/11) edital de chamamento para audiência pública que propõe dar conhecimento e fundamentar a proposta de reajuste na tarifa dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário no estado.

De acordo com a publicação, a audiência acontecerá no dia 12 de dezembro, às 14h, de forma virtual, através do canal da Companhia no Youtube. Os interessados em participar da reunião deverão encaminhar a solicitação à Cagepa.

O último reajuste aprovado no órgão foi em 2021. À época o órgão sugeriu um reajuste de R$ 3,41 por mês na conta de água de 68% dos usuários do serviço no estado.

Apesar de prestar um péssimo serviço, nos últimos 10 anos, a Cagepa tem reajustado as tarifas de serviços sempre acima da inflação.

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Ministério da Defesa diz que relatório não descarta possibilidade de fraude


Vladimir Chaves


Em uma nova nota divulgada nesta 5ª feira (10), as Forças Armadas alegaram que "o acurado trabalho da equipe de técnicos militares na fiscalização do sistema eletrônico de votação, embora não tenha apontado, também não excluiu a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022".

Na sequência, o ministério da Defesa lista "aspectos que demandam esclarecimentos". Entre eles, estão:

Possível risco à segurança na geração dos programas das urnas eletrônicas devido à ocorrência de acesso dos computadores à rede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a compilação do código-fonte;

Os testes de funcionalidade das urnas (Teste de Integridade e Projeto-Piloto com Biometria), da forma como foram realizados, não foram suficientes para afastar a possibilidade da influência de um eventual código malicioso capaz de alterar o funcionamento do sistema de votação;

Houve restrições ao acesso adequado dos técnicos ao código-fonte e às bibliotecas de software desenvolvidas por terceiros, inviabilizando o completo entendimento da execução do código, que abrange mais de 17 milhões de linhas de programação.

Para os militares, esses itens reforçam que "não é possível assegurar que os programas que foram executados nas urnas eletrônicas estão livres de inserções maliciosas que alterem o seu funcionamento".

O ministério da Defesa conclui a nota solicitando do Tribunal Superior Eleitoral, com urgência, "a realização de uma investigação técnica sobre o ocorrido na compilação do código-fonte e de uma análise minuciosa dos códigos que efetivamente foram executados nas urnas eletrônicas, criando-se, para esses fins, uma comissão específica de técnicos renomados da sociedade e de técnicos representantes das entidades fiscalizadoras", afirma.

Leia a íntegra da nota:

 

Brasília (DF), 10/11/2022 - 

Com a finalidade de evitar distorções do conteúdo do relatório enviado, ontem (9.11), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Ministério da Defesa esclarece que o acurado trabalho da equipe de técnicos militares na fiscalização do sistema eletrônico de votação, embora não tenha apontado, também não excluiu a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022.

Ademais, o relatório indicou importantes aspectos que demandam esclarecimentos. Entre eles:

- houve possível risco à segurança na geração dos programas das urnas eletrônicas devido à ocorrência de acesso dos computadores à rede do TSE durante a compilação do código-fonte;

- os testes de funcionalidade das urnas (Teste de Integridade e Projeto-Piloto com Biometria), da forma como foram realizados, não foram suficientes para afastar a possibilidade da influência de um eventual código malicioso capaz de alterar o funcionamento do sistema de votação; e - houve restrições ao acesso adequado dos técnicos ao código-fonte e às bibliotecas de software desenvolvidas por terceiros, inviabilizando o completo entendimento da execução do código, que abrange mais de 17 milhões de linhas de programação. Em consequência dessas constatações e de outros óbices elencados no relatório, não é possível assegurar que os programas que foram executados nas urnas eletrônicas estão livres de inserções maliciosas que alterem o seu funcionamento. Por isso, o Ministério da Defesa solicitou ao TSE, com urgência, a realização de uma investigação técnica sobre o ocorrido na compilação do código-fonte e de uma análise minuciosa dos códigos que efetivamente foram executados nas urnas eletrônicas, criando-se, para esses fins, uma comissão específica de técnicos renomados da sociedade e de técnicos representantes das entidades fiscalizadoras.

Por fim, o Ministério da Defesa reafirma o compromisso permanente da Pasta e das Forças Armadas com o Povo brasileiro, a democracia, a liberdade, a defesa da Pátria e a garantia dos Poderes Constitucionais, da lei e da ordem.


                          Ministério da Defesa Publicado em 10/11/2022

 

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Presidente do PL não reconhece resultado das urnas


Vladimir Chaves



O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro disputou a reeleição, disse nesta terça-feira (8/11) que a legenda não reconhece o resultado da eleição.

Valdemar afirmou que o relatório de auditoria do Ministério da Defesa, “com certeza”, apresentará algo. Enfatizando também que somente após o resultado do documento da pasta o partido pode ou não reconhecer o resultado das urnas.

Questionado se o PL reconhece o resulta da urna, respondeu Valdemar:

“Difícil, nós vamos ter que esperar o relatório do Exército amanhã. Nós temos diversos questionamentos que fizemos pro TSE e vamos esperar essas respostas. Amanhã eles [Ministério da Defesa] vão trazer alguma coisa, eu não tenho dúvida disso, senão eles já tinham liquidado o assunto”, disse.

Indagado se o PL questionaria os resultados do primeiro turno, Valdemar disse que o relatório se referia apenas ao segundo turno da eleição. O presidente do PL anunciou ainda que a legenda não se posicionará contra as manifestações populares que ocorrem em todo o país.

O Ministério da Defesa produziu dois relatórios, um para cada turno. A pasta divulgará os relatórios nesta quarta-feira (9/11).

terça-feira, 8 de novembro de 2022

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Militares poderão apresentar relatório de auditoria das urnas nesta segunda-feira


Vladimir Chaves


Forças Armadas poderão divulgar à imprensa e a órgãos competentes os relatórios parciais ou completos sobre as urnas nesta segunda-feira.

De acordo com informações divulgadas pelo site Hora Brasília, as Forças Armadas irão apresentar relatório de auditoria nesta segunda-feira, 7 de novembro, e, segundo o que se espera do documento, as principais questões sobre o funcionamento e a apuração das urnas eletrônicas serão apresentadas na íntegra.

Acredita-se que o presidente Jair Bolsonaro esteja aguardando o parecer exclusivo do documento auditado pelo ministério da Defesa por meio da Comissão de Transparência das Eleições (CTE) instituída pelo ministro Barroso pela Portaria TSE nº 578/2021 com o objetivo de aumentar a participação de especialistas, representantes da sociedade civil e instituições públicas na fiscalização e auditoria do processo eleitoral, contribuindo, assim, para resguardar a integridade das eleições.

A participação das Forças Armadas surgiu a partir do convite feito pelo Ministro Barroso em agosto de 2021, quando ainda presidia o TSE.

O Tribunal de Contas da União (TCU) havia solicitado anteriormente os relatórios da Defesa, mas foi informado que o acesso ao conteúdo seria somente em janeiro de 2023 para evitar a divulgação de fatos parciais que poderiam desfavorecer a análise final.

Contudo, segundo bastidores de Brasília, as informações poderão ser repassadas à imprensa e às autoridades competentes na data de hoje, 7 de novembro.

Não se sabe se o conteúdo dos relatórios serão completos ou parciais.

O trabalho de fiscalização do processo eleitoral feito pelas Forças Armadas prevê uma última etapa de análise de dados após as Eleições, com término previsto para 5 de janeiro de 2023.

Essa última fase está detalhada no plano de trabalho produzido pelas Forças Armadas, sendo dividido em oito etapas, a última delas será realizada após o pleito eleitoral e envolve a coleta e análise qualitativa e quantitativa dos dispositivos e dados das urnas, um momento perfeito para identificar anomalias no processo de votação.

O plano de análise do pleito eleitoral está sendo coordenado pelo coronel Marcelo Nogueira, chefe da equipe de fiscalização do sistema eleitoral das Forças Armadas, e contará com especialistas em processamento e análise de dados da Marinha, Exército e, principalmente, da Aeronáutica.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

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Prefeito Bruno se sensibiliza e vai arcar provisoriamente com custo excedente de marcapassos do Hospital João XXIII


Vladimir Chaves



A Prefeitura de Campina Grande vai arcar com o custo excedente de procedimentos de implantação de marcapassos em pacientes em situação grave internados no Hospital João XXIII. O compromisso do prefeito Bruno Cunha Lima foi assumido em reunião(foto) com o Ministério Público do Estado da Paraíba e representantes da Câmara Municipal de Vereadores, na Promotoria da Saúde.

Na ocasião, o secretário de Saúde do Município, o médico cirurgião Gilney Porto, em nome do prefeito se dispôs a pagar com recursos próprios da Prefeitura a diferença entre o valor financiado pelo Ministério da Saúde pelos equipamentos e o valor real pago pelo hospital aos fornecedores para pacientes internados em estado grave. A diferença é superior a 100%. Dessa forma, o Município vai arcar com a maior parte do valor dos marcapassos.

’O prefeito Bruno Cunha Lima, sensível a toda essa situação, estabeleceu que nós cobríssemos a diferença para garantir a cirurgia desses pacientes. Enquanto isso, vamos buscar diálogo com o Ministério da Saúde para viabilizar uma solução definitiva para este problema de subfinanciamento do SUS. Já entrei em contato com fornecedores e localizei representantes que repassam os equipamentos no valor da tabela SUS anterior’, disse o secretário.

A promotora de Justiça da Saúde, Dra. Adriana Amorim, estabeleceu um Termo de Ajustamento de Conduta para formalizar o acordo, que prevê a cobertura dos casos graves nos próximos 15 dias. No dia 18 de novembro, uma nova reunião será realizada para discutir a situação. Na ocasião, também será discutida a estadualização da discussão, envolvendo a Secretaria de Estado da Saúde, com o Hospital Metropolitano de Santa Rita, que também é referência para esses procedimentos, já que a demanda envolve pacientes de todo o estado da Paraíba.

Entenda a situação - Uma portaria do Ministério da Saúde reduziu o valor de financiamento de órteses e próteses cardiológicas em até 65%. Como o Hospital João XXIII é credenciado para realizar o procedimento pelo SUS como rede complementar, é a unidade que negocia a compra dos marcapassos com os fornecedores. A Secretaria de Saúde apenas realiza o repasse do recurso mediante a comprovação da execução do procedimento. Com o corte no valor pago pelo SUS, o hospital alegou dificuldades em fazer as compras dos equipamentos. Dessa forma, a Prefeitura se comprometeu em realizar a suplementação financeira em caráter excepcional para os casos graves pelos próximos 15 dias.

sábado, 5 de novembro de 2022

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General revela objetivo do PT por trás da criação de uma Guarda Nacional


Vladimir Chaves

O general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva criticou o PT, que propôs a criação de uma Guarda Nacional. Sugerida pelo ex-ministro da Defesa Celso Amorim, a iniciativa é similar à adotada pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, que tirou do Exército o dever de atuar em crises de segurança pública.

“A instituição de uma Guarda Nacional pelo governo do PT, com a desculpa de despolitização das Forças Armadas, significa, na verdade, a criação de uma força armada do PT politizada e a serviço do partido”, disse Rocha Paiva, em entrevista à Revista Oeste. “A história já ensinou no que forças armadas politizadas podem se transformar, vide as SS na Alemanha nazista.”

SS foi o nome da Força de Segurança do Estado nazista, que tinha um braço policial e outro de força armada. “Essa Guarda Nacional vai absorver recursos materiais e humanos que seriam normalmente destinados às Forças Armadas”, observou Rocha Paiva. “As SS combatentes na Alemanha nazista tinham um poder bélico equiparado ao do Exército Alemão e eram uma força política subordinada ao Partido Nazista. O Brasil não deve admitir essa proposta.”

Rocha Paiva lembrou que, em 2016, em um documento de “autocrítica do PT”, uma das queixas da sigla era a de não ter infiltrado-se no meio militar, para controlá-lo. “As Forças Armadas não estão politizadas”, afirmou o general.

 

Revista Oeste.

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

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Bolsonaro entregará governo com contas pagas e no azul


Vladimir Chaves



O Ministério da Economia revisou a projeção para as contas públicas deste ano: saiu de um rombo de R$ 59,3 bilhões para um saldo positivo de R$ 13,5 bilhões. Representa uma melhora de R$ 72,9 bilhões em relação à projeção anterior. O motivo: aumento da arrecadação de impostos e contenção de despesas.

Se confirmado, a projeção para o resultado primário (que exclui despesas financeiras) será a melhor em 8 anos. Desde 2014, o Brasil apresenta saldo negativo (deficit) nas contas públicas.

O secretário de Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, disse que a arrecadação de impostos está “muito forte” e o próximo relatório, que deve ser divulgado daqui 2 meses, deve surpreender a todos.

Colnago citou que a União transferiu R$ 464,0 bilhões (4,8% do PIB) aos Estados e municípios. O percentual é o maior da série histórica. 

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No Congresso, transição de governo começa pelo Orçamento


Vladimir Chaves



As mudanças no projeto do Orçamento de 2023 com vistas a atender as necessidades do novo governo vão ser discutidas em reunião marcada para esta quinta-feira (3), às 10h30. O relator-geral da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Marcelo Castro (foto), tem encontro agendado com o senador eleito Wellington Dias (PT-PI), escalado pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do tema, sete parlamentares da bancada do PT e o ex-senador Aloizio Mercadante.

O novo governo terá que obter algumas alterações na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023 se quiser cumprir promessas de campanha como a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600, o aumento para os servidores públicos e o reajuste na tabela do imposto de renda. Em razão dessa urgência, a assessoria de Marcelo Castro já teve os primeiros contatos com a equipe do novo governo, segundo confirmou o relator em nota.

Vão participar da reunião de quinta os senadores Paulo Rocha (PT-PA), Jean Paul Prates (PT-RN) e Fabiano Contarato (PT-ES), e os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG), Enio Verri (PT-PR), Rui Falcão (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS). Em seguida, Castro e Dias vão dar uma entrevista coletiva no Senado para falar sobre a transição orçamentária.  De acordo com a comissão, presidida pelo deputado Celso Sabino (União-PA), o projeto da LOA (PLN 32/2022) deve ser votado pelo Congresso em 16 de dezembro, a poucos dias do Natal e da posse de Lula, em 1º de janeiro.

Gastos públicos

Na avaliação do diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Daniel Couri, não será fácil aprovar a LOA ainda este ano. Ele ressalta que o próximo governo está amarrado às promessas eleitorais, mas também precisa ter compromisso com a responsabilidade fiscal:

 

‘O governo eleito tem a difícil missão de influenciar na aprovação de um orçamento elaborado pelo governo atual. Isso se traduz em um risco de que a peça orçamentária seja aprovada apenas em 2023. Independente disso, o maior desafio é fazer caber no orçamento do próximo ano as promessas feitas em campanha. Para isso, será necessário discutir o teto de gastos e mostrar compromisso com a responsabilidade fiscal. Esse é o maior desafio no momento.”

Calendário

De acordo com o mais recente calendário de votação, a CMO fará audiências públicas até 9 de novembro, e os parlamentares terão até 14 de novembro para apresentar emendas ao projeto. O relatório preliminar está previsto para ser votado até 24 de novembro; o relatório final deve ser votado na CMO até 12 de dezembro.

Cada senador e cada deputado pode sugerir até 25 emendas, e o valor total reservado para emendas individuais é de R$ 11,7 bilhões. Assim, cada congressista pode indicar despesas limitadas a R$ 19,7 milhões. Do valor apresentado por cada parlamentar, pelo menos metade deve ser destinada a ações e serviços públicos de saúde (ASPS).

A proposta orçamentária para o ano que vem foi enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso com projeção de crescimento de 2,5% para o produto interno bruto (PIB) em 2023. A previsão para o salário mínimo é de R$ 1.302. O atual governo espera ainda que a inflação fique em 4,5%. Para a taxa básica de juros (Selic), a expectativa é  fechar o ano em 12,49%.

A LOA é o orçamento propriamente dito, uma lei que estima as receitas e fixa as despesas públicas para o período de um exercício financeiro. A LOA contém todos os gastos do Governo Federal e seu projeto deve ser enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto de cada ano.

As emendas individuais e coletivas propostas por senadores, deputados, comissões permanentes e bancadas estaduais podem alterar despesas e receitas indicadas no texto original, enviado em agosto pelo Poder Executivo.

As comissões permanentes do Senado e da Câmara dos Deputados e as comissões mistas permanentes do Congresso Nacional podem apresentar até oito emendas: quatro de apropriação (acréscimo de dotação por meio de anulação de dotações da reserva de contingência) e quatro de remanejamento (acréscimo de dotação por meio da anulação de dotações constantes do projeto de lei, exceto a reserva de contingência).

 

As bancadas estaduais podem apresentar emendas a matérias de interesse de cada estado ou do Distrito Federal. O valor global previsto para emendas de bancada estadual de execução obrigatória é de R$ 7,7 bilhões. Caso seja adotado o critério de divisão igualitária entre as bancadas, cada uma poderá indicar o valor máximo de R$ 284,9 milhões. O número de emendas de bancada estadual está disponível no site da CMO.

Já os gastos com as emendas de relator (RP9) estão previstos em R$ 19,4 bilhões em 2023.

Emendas de comissões

Na semana passada, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou suas emendas ao projeto do Orçamento 2023. As sugestões somam mais de R$ 2 bilhões para as áreas de seguro rural, defesa agropecuária, assentamentos rurais e desenvolvimento de tecnologias.

A Comissão de Infraestrutura (CI) vai receber sugestões de emendas dos senadores até 3 de novembro e agendou reunião para votá-las para as 10h de 9 de novembro. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a Comissão de Direitos Humanos (CDH), a Comissão Senado do Futuro (CSF) e a Comissão de Meio Ambiente (CMA) recebem emendas até 4 de novembro.

Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), na Comissão de Transparência (CTFC) e na Comissão de Segurança Pública (CSP) senadores podem sugerir emendas ao Orçamento até 7 de novembro. A Comissão de Educação (CE), a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) e a Comissão de Relações Exteriores (CRE) recebem sugestões de emendas até o dia 8 de novembro.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) agendou para as 9h de 8 de novembro a reunião para votação de suas emendas ao projeto da lei orçamentária. Já a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) terá reunião no dia 9 de novembro, às 15h, para votar suas emendas.

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

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Secretário de Saúde de Campina Grande recebe vereadores para debater realização de procedimentos do Hospital João XXIII


Vladimir Chaves



O secretário de Saúde da Prefeitura de Campina Grande, médico Gilney Porto, recebeu os vereadores do Município para debater sobre determinados procedimentos realizados no Hospital João XXIII. O diretor administrativo da unidade hospitalar, Felipe Gadelha, também participou da reunião, que aconteceu no gabinete do secretário, na sede da Secretaria de Saúde.

Estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal, Marinaldo Cardoso, acompanhado dos vereadores Alexandre do Sindicato, Jô Oliveira, Fabiana Gomes, Carol Gomes, Dinho Papa-léguas, Dona Fátima, Anderson Almeida Pila, Renan Maracajá, Waldeny Santana, Saulo Noronha, Saulo Germano, Eva Gouveia e Rui da Ceasa.

O objetivo da reunião foi discutir sobre procedimentos, como a implantação de marcapasso cardiológico, para o qual o João XXIII é a unidade pactuada em Campina Grande, com o Ministério da Saúde, para realizar a cirurgia de implante pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O diretor da unidade hospitalar esclareceu que o hospital, enquanto rede complementar do SUS, está enfrentando dificuldade para realizar os procedimentos em função de uma redução no valor do financiamento da tabela SUS, por parte do Ministério da Saúde, de mais de 50%, recebendo cerca de R$ 2.500,00 pelo equipamento, enquanto a cotação atual é de cerca de R$ 8.000,00.

Como a Secretaria Municipal de Saúde apenas realiza o repasse ao hospital, a gestão do recurso e da realização dos procedimentos é da própria unidade hospitalar. Contudo, com a redução, a direção do Hospital João XXIII alega ter dificuldade em encontrar empresas que forneçam as órteses e próteses cardiológicas para o hospital.

Em virtude disso, o secretário de Saúde, Gilney Porto, se comprometeu em realizar a suplementação financeira em caráter excepcional para os casos graves e vai levar a situação ao Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB) para avaliar uma solução. A Câmara Municipal de Vereadores também assumiu o compromisso de levar a discussão às instâncias federais, a fim de repensar a política de financiamento dos procedimentos cardiovasculares ou de aumentar o teto de repasses ao João XXIII.

’Não podemos solucionar essa situação administrativamente, pois não temos contrato com as empresas que fornecem os marcapassos, ou seja, formalmente a Secretaria não pode pagar a estas empresas, ficando a cargo do hospital negociar com o fornecedor o valor a ser pago e realizar o pagamento. Por isso, vamos levar a situação ao MP, tendo a certeza que a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima tem total interesse em solucionar a situação visando sempre ao bem-estar do paciente, mas que precisa se cercar de instrumentos legais para não incorrer em problemas de responsabilidade fiscal’, disse o secretário.

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Presidente Bolsonaro pede que manifestantes desobstruam as rodovias


Vladimir Chaves



Em uma live o presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quarta-feira (2) que manifestantes desobstruam as rodovias federais. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente afirma que “É preciso respeitar o direito de ir e vir das pessoas” e que os protestos em rodovias prejudicam a economia do país.

“Nós temos que ter a cabeça no lugar. Os protestos, as manifestações são bem-vindos, fazem parte do jogo democrático. Ao longo dos anos muito disso foi feito pelo Brasil, na Esplanada, em Copacabana, na Paulista. Mas tem algo que não é legal: o fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas, está lá na Constituição”, disse Bolsonaro.  “Desobstruam as rodovias, isso não faz parte das manifestações legítimas”, acrescentou.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

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Terrorista avança contra multidão e deixa dezenas de feridos em Mirasol-SP.


Vladimir Chaves


Um terrorista avançou sobre uma multidão de manifestantes, nesta quarta-feira (2), próximo a rodovia Washington Luís, na cidade de Mirasol-SP. A exemplo do que ocorre em todo o país, os manifestantes protestavam contra o resultado das eleições presidenciais.

O nome do terrorista ainda não foi divulgado, o criminoso acelerou o automóvel contra a multidão deixando dezenas de feridos, duas em estado grave, mulheres, crianças e adolescentes estão entre as vítimas. O atentado foi testemunhado por vários policiais que por pouco não foram atingidos.



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Bolsonaro agradece eleitores e diz que vai continuar cumprindo a Constituição. Confira a integra do discurso.


Vladimir Chaves

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez, na tarde desta terça-feira (1º), seu primeiro pronunciamento após a derrota na disputa pela reeleição da Presidência da República. O discurso aconteceu no Palácio da Alvorada, em Brasília.

O presidente começou o discurso agradecendo os 58 milhões de eleitores que depositaram os votos de confiança. Em seguida, falou sobre as manifestações em rodovias pelo Brasil. Bolsonaro afirmou que os bloqueios são fruto de indignação e injustiça com o resultado das urnas. Também não reconheceu a derrota e muito menos citou o nome do seus opositor.

Confira o pronunciamento da íntegra:

“Quero começar agradecendo os 58 milhoes de brasileiros que votaram em mim no dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população: como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento direito de ir e vir.

A direita surgiu de verdade em nosso país. Nossa robusta representação no Congresso, nossa força dos nossos valores (Deus, pátria, família, liberdade). Formamos diversas lideranças pelo Brasil. Nossos sonhos seguem mais vivos do que nunca. Somos pela ordem e pelo progresso, mesmo enfrentando todo o sistema superamos uma pandemia e as consequências de uma guerra. Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídias e as redes sociais.

Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição. É uma honra ser o líder de milhões de brasileiros, que como eu defendem a liberdade econômica, a liberdade religiosa, a liberdade de opinião, a honestidade e as cores e verde amarela da nossa bandeira.”

terça-feira, 1 de novembro de 2022

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Segundo turno teve 570 mil votos a mais do que o primeiro


Vladimir Chaves



O segundo turno das eleições presidenciais teve 570,4 mil votantes a mais que no primeiro turno. Apesar da redução da abstenção, que caiu de 20,95% para 20,59%, a distribuição dos eleitores faltosos não foi equilibrada entre os estados brasileiros. Dezesseis unidades da federação tiveram redução da taxa de abstenção, enquanto em 11 delas, houve aumento.

As abstenções recuaram mais nos estados em que o presidente Jair Bolsonaro venceu do que nos estados liderados por Luiz Inácio Lula da Silva na comparação do segundo turno com o primeiro turno das eleições. Das 13 unidades da federação em que o presidente da República e candidato à reeleição pelo PL venceu no primeiro turno, dez tiveram redução das abstenções.

Na soma dessas 13 unidades da federação (12 estados mais o Distrito Federal) que deram vitória a Bolsonaro, o número de eleitores que foram às urnas no segundo turno aumentou em 455,8 mil pessoas.

Os destaques foram os estados de São Paulo, com 190,8 mil eleitores a mais votando no segundo turno, Paraná (mais 71,7 mil), Rio de Janeiro (mais 63,7 mil) e Santa Catarina (mais 55,5 mil). Por outro lado, a abstenção subiu no Acre (menos 35,2 mil eleitores), Roraima (menos 19,1 mil) e Mato Grosso do Sul (menos 5,4 mil).

Já nos 14 estados onde presidente eleito, Lula, venceu no primeiro turno, a abstenção diminuiu em apenas seis. No balanço desses 14 locais, o número de votantes cresceu 109,7 mil, ou seja, 346,1 mil a menos que nas unidades da federação onde Bolsonaro liderou.

O principal destaque foi Minas Gerais, com crescimento de 210,3 mil votantes no segundo turno. Também se destacam a Bahia (mais 97,3 mil) e Pernambuco (mais 62,7 mil).

Dos outros oito estados que tiveram aumento da abstenção, quatro ficam na região Norte, que teve menos 195,5 mil eleitores no segundo turno em relação ao primeiro turno. O Pará registrou 87,1 mil votantes a menos.

No Amapá, estado que teve o maior aumento percentual da abstenção (7,66 ponto percentual, ao passar de 19,51% para 27,17%), 42,1 mil eleitores deixaram de votar. Foi também o único estado onde ocorreu uma mudança no resultado final. No primeiro turno, o vitorioso havia sido Lula. No segundo, foi Bolsonaro.

No Nordeste, onde Lula venceu em todos os estados, cinco tiveram queda nas abstenções e em quatro, aumento. O maior crescimento em número de faltosos na região foi observado no Maranhão, com 65,6 mil eleitores a menos no segundo turno.

Nas zonas eleitorais do exterior, onde Lula também venceu no primeiro turno, 5,9 mil pessoas a mais foram às urnas no segundo turno.

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