Lula suspende financiamentos rurais do Plano Safra 2024/2025, em nota FPA responsabiliza o desequilíbrio fiscal do governo


Vladimir Chaves


O governo Lula, através do Ministério da Fazenda determinou a suspensão das novas contratações de financiamentos rurais com equalização de taxas de juros no âmbito do Plano Safra 2024/2025. A decisão foi oficializada por meio do Ofício Circular SEI nº 282/2025/MF, assinado pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron de Oliveira, e encaminhado às instituições financeiras responsáveis pela concessão do crédito rural.

De acordo com o documento, a medida entra em vigor a partir de hoje, 21 de fevereiro, e permanecerá válida até nova deliberação. A única exceção são as linhas de financiamento do Pronaf Custeio, conforme previsto na Portaria MF nº 1.138, de 10 de julho de 2024.

Justificativas do governo petista:

É de que a suspensão ocorre em função da revisão dos gastos com a equalização de taxas de juros, realizada pela Secretaria de Política Econômica (SPE/MF). Segundo o Ministério da Fazenda, novos parâmetros econômicos indicaram uma elevação significativa das despesas com a equalização, impactadas pelo aumento dos índices econômicos que compõem os custos das linhas de financiamento.

O ofício explica que a atualização das estimativas de gastos para 2025 resultou em um “aumento relevante dos gastos devido à forte elevação dos índices econômicos”, o que pressionou a confecção do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025, ainda em tramitação no Congresso Nacional.

Impacto no setor

A decisão pode afetar produtores rurais que dependem do crédito subsidiado para custear operações, investimentos e expansão da produção agrícola. O Plano Safra 2024/2025 foi lançado com a promessa de garantir recursos acessíveis ao setor agropecuário, mas a reavaliação dos gastos levanta incertezas sobre a continuidade dos financiamentos.

A suspensão ocorre em um momento de expectativas elevadas do agronegócio em relação ao financiamento de suas atividades. Com a necessidade de revisão dos custos orçamentários, o setor aguarda definições do governo sobre a alocação de recursos para o próximo ciclo agrícola.

Frente Parlamentar emite nota criticando a falta de responsabilidade fiscal do governo Lula.

Diante da suspensão de novas contratações de financiamentos subvencionados pelo Plano Safra 2024/25 anunciadas ontem (20) pelo Tesouro Nacional, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou uma nota repudiando o cancelamento. No documento, a entidade critica a medida, dando ênfase a ausência de controle do governo na gestão dos gastos públicos e no aumento de juros.

Confira a nota da Frente Parlamentar

A suspensão das linhas de crédito rural do Plano Safra 24/25, anunciada hoje (20), resulta do aumento da taxa Selic de 10,50% em julho de 2024 para 13,25% em janeiro de 2025, impulsionado pela falta de responsabilidade fiscal do governo e pela desvalorização da moeda.

Desta forma, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) esclarece que o plano atual foi aprovado no orçamento de 2023 e anunciado como “o maior Plano Safra da história”. Mas, no momento em que os produtores ainda colhem a primeira safra e inicia o plantio da próxima, os recursos já se esgotaram.

No mesmo dia em que o crédito rural é suspenso, a Presidência da República afirma não haver necessidade de cortar gastos.

Culpar o Congresso Nacional pela própria incapacidade de gestão dos gastos públicos não resolverá o problema. A má gestão impacta no aumento dos juros e impede a implementação total dos recursos necessários.

O setor privado já aporta R$ 1 trilhão na produção agropecuária. O governo federal atua apenas como complemento, subsidiando parte dos financiamentos. Apesar disso, a falta de controle orçamentário impede um planejamento eficiente.

Itens da cesta básica, como proteínas e ovos, têm seus custos de produção diretamente afetados, já que as rações utilizadas são produzidas a partir de grãos, culturas impactadas pela falta de recurso.

A FPA seguirá firme na cobrança por políticas públicas adequadas para o restabelecimento do crédito rural, no compromisso com os produtores rurais do Brasil e com a comida barata e acessível na mesa de todos os brasileiros.

Frente Parlamentar da Agropecuária

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

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Avião da Latam Airlines colide com pássaro, frente da aeronave ficou destruída.


Vladimir Chaves



A companhia aérea Latam informou que a aeronave que realizava o voo LA3367 (Rio de Janeiro/Galeão-São Paulo/Guarulhos), que decolou às 10h35 de ontem (20), retornou ao aeroporto da capital fluminense após um bird strike (colisão com pássaro). O pouso ocorreu às 11h04, e o voo que iria para São Paulo foi cancelado. A parte da frente do avião ficou destruída.

“A Latam lamenta os transtornos causados e informa que está oferecendo a assistência necessária para todos os clientes impactados, que serão reacomodados em voos da companhia previstos para hoje e amanhã (20 e 21). Por fim, a Latam reitera que adota todas as medidas de segurança técnicas e operacionais para garantir uma viagem segura para todos”, diz nota divulgada pela empresa.

Em seu Linkedin, o diretor executivo da Latam, Jerome Cadier, comentou o incidente e disse podia apostar que a primeira ação na justiça contra a companhia aérea, pedindo indenização por dano moral por cancelamento do voo chegaria "amanhã mesmo”.

“Hoje um desabafo! Agora há pouco, mais uma colisão com pássaro (bird strike, na aviação). A aeronave voltou em segurança, mas obviamente o voo foi cancelado, atrapalhando a vida de todos os passageiros, e obviamente da cia [companhia] aérea também. Posso apostar com vocês que a primeira ação na justiça contra a cia aérea, pedindo indenização por dano moral por cancelamento deste voo vai chegar amanhã mesmo…e assim segue a aviação brasileira…a pergunta é: quem paga a conta?”, escreveu o executivo.

RIOgaleão

Segundo a concessionária RIOgaleão, o incidente foi registrado a uma altitude classificada como colisão fora do sítio aeroportuário de acordo com o Plano de Gerenciamento do Risco da Fauna da concessionária, aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os dados serão encaminhados à Anac e ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

“O RIOgaleão reitera seu compromisso com a segurança operacional do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. A concessionária realiza diariamente ações de manejo de fauna para reduzir os riscos de colisões entre aeronaves e aves dentro do sítio aeroportuário, como monitoramento e dispersão de aves, incluindo atividades de falcoaria”, diz nota da concessionária.

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Ministro de Lula zomba dos brasileiros ao dizer que alimentos estão mais baratos.


Vladimir Chaves


A entrevista do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, a emissoras de rádio no programa “Bom Dia, Ministros” soou como um verdadeiro deboche a população brasileira, que enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história, com alimentos que compõe a cesta básica alcançando preços estratosféricos como a carne, ovo, café, frutas, verduras...O ministro zombou dos brasileiros afirmando que já é possível encontrar alimentos com preços mais em conta nos supermercados do país.

“Se você for ao supermercado hoje, vai ver que os preços estão bem melhores que há um mês ou dois. É o momento de o povo vivenciar [a queda dos preços]. Mas tem muito o que fazer ainda. Os produtos vão baixar mais. Temos que tomar todas as medidas pra baixar os preços dos produtos.”

Ainda durante a entrevista o ministro tentou responsabilizar as eleições americanas pela alta dos preços, que segundo ele foi responsável pela alta do dólar.

“O dólar estava R$ 5,70 e passou para R$ 6,30. Todos os alimentos que estão ancorados no dólar, porque são exportáveis, subiram junto”, tentou justificar.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

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1º Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal tem as presenças de Bolsonaro e Nikolas


Vladimir Chaves


O Partido Liberal (PL) realiza nesta quinta e sexta-feira, 20 e 21 de fevereiro, o 1º Seminário Nacional de Comunicação, em Brasília. A conferência será fechada para integrantes da sigla e convidados, com o objetivo discutir estratégias para as redes sociais.

Políticos como o vereador João Pedro Pugina (PL-SP), que foi o mais votado na cidade de Araçatuba, no interior paulista, são nomes confirmados. Figuras nacionais também marcam presença, como André Fernandes e Nikolas Ferreira.

“Que a direita domina as redes sociais, a gente já sabe. Mas ninguém imaginava que a gente daria tanto trabalho para os marqueteiros do Lula”, diz um dos trechos publicados nas redes sociais do PL sobre o evento.

Em um dos conteúdos, é dito que o seminário será realizado para deixar as redes dos filiados “ainda mais fortes” para espalhar as suas “mensagens e bandeiras”.

Entre as lideranças centrais, Jair Bolsonaro é um dos nomes selados no encontro. Ele também esteve divulgando o seminário nas plataformas.

Segundo o ex-presidente da República, o ato vai “discutir as técnicas de uma boa comunicação para enfrentar aqueles que não querem liberdade de expressão e lutam, dessa forma, para permanecer no poder”.

Apesar de o evento ser restrito ao núcleo do PL, o evento também terá a presença de convidados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, além de representantes de big techs como X, TikTok, Google, Meta e Kwai.

 

Com informações do Conexão Politica.

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Lula III: Desaprovação ao governo petista dispara para 55%


Vladimir Chaves


A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disparou e já atinge 55% da população, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (19). A aprovação é de 42%, enquanto 2,9% não souberam ou não quiseram opinar.

O levantamento aponta que a rejeição ao governo é majoritária em quatro das cinco regiões do país. No Sul, 64,8% desaprovam a gestão, seguido por Norte/Centro-Oeste (59,4%) e Sudeste (58,5%). Somadas, as médias dessas regiões ultrapassam 60%. Apenas no Nordeste a desaprovação não é majoritária, ficando em 42,1%.

A rejeição também é expressiva entre grupos específicos, como homens (57,8%), evangélicos (66,9%) e pessoas com ensino superior (62,7%).

A pesquisa também avaliou o cenário para a eleição presidencial de 2026. Em um eventual segundo turno, Jair Bolsonaro venceria Lula por 45,1% a 40,2%. No primeiro turno, Bolsonaro tem 36%, contra 33,8% de Lula, seguido por Ciro Gomes (7,7%), Gusttavo Lima (5,1%), Ronaldo Caiado e Eduardo Leite (2,7% cada) e Helder Barbalho (1,1%).

A sondagem foi realizada entre os dias 13 e 16 de fevereiro, com 2.010 entrevistados e margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

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Bolsonaro denunciado: o que acontece agora?


Vladimir Chaves


A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (18/2), a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Somando as penas máximas dos crimes, a punição pode ultrapassar os 40 anos de prisão. Essa é a primeira vez que um ex-presidente é denunciado por tentativa de golpe de estado no Brasil.

Mas, o que essa denúncia significa? Quando Bolsonaro pode ser julgado? Ele pode ser preso a qualquer momento? A professora e mestre em Direito Penal e membro da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), Jacqueline Valles, explica que, após a formalização da denúncia, inicia-se um período de defesa prévia, durante o qual Bolsonaro pode tentar persuadir os ministros do STF a não dar prosseguimento ao processo penal, mostrando todas as provas de que não teria envolvimento com os crimes a ele imputados. É o STF que vai decidir se torna Bolsonaro réu pelos cinco crimes que constam na denúncia.

A Polícia Federal apontou, em seu relatório, que Bolsonaro "planejou, atuou e teve domínio de forma direta e efetiva" em um plano de golpe de Estado para mantê-lo no poder após a derrota nas urnas, em 2022. Além do ex-presidente, outras 39 pessoas foram indiciadas pelos investigadores.

 Bolsonaro é o primeiro ex-presidente denunciado por tentativa de golpe de estado

 Alta cúpula implicada

O procurador Paulo Gonet, num primeiro momento, denunciou 33 pessoas, além do ex-presidente. Entre os denunciados estão os ex-ministros Walter Braga Netto (Casa Civil), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça) e Augusto Heleno (GSI). Também foram denunciados o ex-diretor-geral da Abin Alexandre Ramagem e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Veja a lista dos indiciados aqui

De acordo com a jurista, uma vez oferecida a denúncia, há um prazo de 10 a 15 dias para o STF decidir se torna Bolsonaro réu. Nesse período, Bolsonaro será formalmente citado, permitindo que ele ingresse com pedidos como o habeas corpus. Além disso, ele pode argumentar que a denúncia não preenche os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal, alegando a inépcia da denúncia, caso não entenda claramente a sua participação nas acusações, e pode solicitar a suspensão da denúncia até que o habeas corpus seja julgado.

Caberá aos ministros da Primeira Turma do STF, composta pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, decidir se a denúncia será aceita, tornando Bolsonaro réu, ou rejeitada, resultando no arquivamento do caso e na absolvição das acusações. Caso a denúncia seja aceita, o processo avançará para a fase de produção de provas, que pode se tornar um dos maiores processos criminais na história do STF, envolvendo a oitiva de testemunhas, produção de laudos e perícias, além do interrogatório dos réus envolvidos. “A aceitação da denúncia quer dizer que Bolsonaro é culpado? Não! Ela indica que o procurador entendeu que há indícios de que ele tenha cometido os crimes apontados pelo relatório da PF. É na fase processual que deverão ser apresentadas as provas contra ele”, analisa Jacqueline.

Prazos

A mestre em Direito Penal acredita que o julgamento deva ocorrer ainda em 2025, mas reforça que não é possível afirmar prazo para uma possível prisão após o trânsito em julgado. “Considerando os prazos legais e os trâmites processuais, é possível que o julgamento, na eventualidade da denúncia ser aceita, ocorra ainda em 2025”, comenta.

Prisão só se for fundamentada na lei

Na eventualidade de uma condenação, diz Jacqueline, é importante ressaltar que Bolsonaro não deve ser preso imediatamente. “Ele tem o direito de recorrer da decisão judicial em liberdade, como está fazendo agora. O cumprimento da sentença só ocorrerá após a apreciação de todos os recursos possíveis no âmbito jurídico”, comenta a advogada.

Uma eventual prisão só poderá ser legalmente decretada antes do trânsito em julgado caso Bolsonaro apresente alguns comportamentos ilegais durante o decorrer do processo penal. “Ele pode ser preso se obstruir a Justiça, coagir testemunhas ou se houver indicativo de que planeja fugir. Essas são as previsões legais para a prisão antes do trânsito em julgado”, completa a jurista.

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Por unanimidade vereadores de Campina Grande aprovam projeto que retira R$ 300 mil dos cofres públicos para Treze e Campinense


Vladimir Chaves


O Projeto de Lei nº 100, de autoria do Poder Executivo transferindo dos cofres púbicos de Campina Grande, a vultosa e graciosa quantia de R$ 300.000,00 para empresas privadas de futebol, sequer mereceu um aprofundamento na discursão do tema por parte dos vereadores campinenses, numa simbiose entre oposição e situação o projeto foi aprovado por unanimidade e de forma “relâmpago”.

O projeto autoriza a Secretaria de Esporte, Juventude e Lazer, que tem como secretário o primo do prefeito Bruno Cunha Lima (União), patrocinar com os parcos recursos da prefeitura as empresas do Treze Futebol Clube e Campinense Clube.

Para justificar a aprovação foi apresentada a esdruxula justificativa de que a graciosa ajuda às empresas PRIVADAS de futebol tem por objetivo incentivar a economia, o esporte, a cultura e a área social da cidade, assim como gerar benefícios com a publicidade turística da cidade (sic).

Com a aprovação unanime de 17 vereadores a Prefeitura de Campina Grande, através da SEJEL, poderá firmar contrato de patrocínio nos valores de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) para cada um dos clubes que participam do Campeonato Paraibano de 2025 – Primeira Divisão e Série D.

Vereadores que votaram a favor:

Jô Oliveira, Carol Gomes, Ivonete Ludgério,Alexandre do Sindicato, Fabiana Gomes, Marcio da Eletoropolo, Valéria Aragão, Pâmela Vital, Sargento Wellington, Saulo Noronha, Waleria Assunção, Tertuliano Maracajá, Anderson Pila, Pimentel Filho, Frank, Rostand Paraíba, Aninha Cardoso

Pastor Lucinao Breno, presidiu a sessão.

Encontram-se em Brasília:

Dinho, Saulo Germano, Rafafá, Severino da Prestação, Olimpio.

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Ministro do STF manda CGU auditar R$ 469 milhões em emendas Pix.


Vladimir Chaves

 


O ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (18) que a Controladoria-Geral da União (CGU) conclua, em 60 dias, uma nova auditoria sobre R$ 469,4 milhões em “emendas Pix” que transferidas a estados e municípios, em 2024, sem que houvesse a apresentação de planos de trabalho para a aplicação do dinheiro.

Ele determinou também que a CGU audite 126 transferências especiais que tiveram planos de trabalho aprovado em 2024 e anos anteriores, com o objetivo de averiguar se tiveram execução adequada.

Em outro ponto, o ministro sublinha outra constatação do Tribunal de Contas da União (TCU), segundo a qual apenas 19% das transferências liberadas nos últimos seis anos são rastreáveis até o destinatário final. O tribunal de contas pediu que o CPF ou CNPJ de quem recebe o dinheiro passe a constar nos extratos bancários. O ministro deu 60 dias para que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal adequem seus sistemas a atendam ao pedido.

Ao mencionar as emendas Pix, ele se refere às emendas de transferência especial, que não possuem finalidade definida previamente e são transferidas diretamente aos entes federados por opção de algum parlamentar, que escolhe o destino de parte do Orçamento da União. Desde 2019, tais destinações são impositivas, ou seja, de liberação obrigatória pelo governo federal.

Plano obrigatório

O Supremo já decidiu que todas as transferências especiais dependem do cadastro de um plano de trabalho para que o dinheiro seja liberado. Sem o documento, tais repasses não atendem a critérios constitucionais mínimos de transparência e rastreabilidade, decidiu o plenário.

A determinação valeu já para o ano de 2024, quando o cadastro dos planos de trabalho na plataforma Transferegov.br passou a ser acompanhado de perto pelo TCU. Segundo relatório mais recente, com dados atualizados até a última quinta-feira (13), no ano passado houve 644 repasses feitos sem a apresentação de planos de trabalho, o equivalente a R$ 469,4 milhões.

 

Na decisão desta terça, o ministro apontou o risco de que possa bloquear os recursos. Ele frisou que o plenário do Supremo já decidiu “acerca da obrigatoriedade de apresentação e aprovação prévias dos Planos de Trabalho, sob pena de caracterização de impedimento de ordem técnica à execução das emendas”.

O ministro destacou que somente em janeiro deste ano uma portaria conjunta dos ministérios da Gestão e Inovação e da Fazenda criou novas categorias para classificar as transferências especiais de acordo com a apresentação ou não dos respectivos planos.

Entenda

Nos últimos meses, o ministro tem protagonizado um embate com o Congresso em torno da liberação de emendas parlamentares impositivas. Dino tem bloqueado a liberação de recursos que não permitam identificar qual o padrinho político da transferência, quem é o destinatário final do dinheiro e como os valores foram gastos.

A atuação do Supremo ocorre depois de o Congresso ter ampliado seu poder sobre o Orçamento da União nos últimos anos. Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, por exemplo, foram inseridos mais de R$ 49,2 bilhões em emendas parlamentares. Há dez anos, em 2014, esse valor era de R$ 6,1 bilhões.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

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Projeto proíbe monetização de redes sociais e sites de políticos


Vladimir Chaves



O senador Carlos Viana (Podemos-MG) apresentou este mês um projeto de lei que proíbe a monetização de perfis em redes sociais, sites e blogs vinculados a quem exerça mandato político (PL 295/2025).

O texto inclui um dispositivo no Marco Civil da Internet para estabelecer a proibição. Além disso, inclui um dispositivo na Lei de Improbidade Administrativa para caracterizar esse tipo de monetização como improbidade administrativa.

Justificativa

Na justificação do projeto, Carlos Viana afirma que "a monetização de perfis pessoais, sites, blogs e outras aplicações de internet vinculadas ao exercício de mandato político ou de função pública constitui situação que merece repúdio social, por razões éticas".

Ele acrescenta que esse tipo de monetização deve ser repudiada "também porque se traduz, costumeiramente, em violação aos princípios regentes da administração pública, como a legalidade, a moralidade, a impessoalidade e a eficiência, em flagrante prejuízo para a sociedade".

O projeto aguarda encaminhamento para as comissões temáticas do Senado.

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Câmara dos Deputados vai “torrar” R$ 2 milhões na compra de café


Vladimir Chaves


A Câmara dos Deputados planeja gastar quase R$ 2 milhões na compra de café em pó para suprir a demanda da Casa nos próximos seis meses. O pedido especifica que o produto deve conter “mínimo de 85% de café arábica, podendo ser adicionado até o máximo de 15% de café conilon”.

Segundo a justificativa da Câmara, a aquisição destina-se ao consumo de “autoridades, servidores, colaboradores e visitantes” e será distribuída pela Coordenação de Logística de Materiais às diversas copas do Legislativo.

Ainda de acordo com o pedido, a Casa reforçou que a compra “não se enquadra como sendo bem de luxo”.

Custo do Congresso Nacional e gastos elevados

O elevado custo do Congresso Nacional sempre gera debates. Atualmente, a estrutura do Legislativo brasileiro custa quase R$ 14 bilhões por ano, ou seja, aproximadamente R$ 40 milhões por dia, tornando-se o segundo Parlamento mais caro do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

A maior fatia do orçamento é destinada ao pagamento de salários e benefícios de congressistas e servidores, totalizando R$ 6,5 bilhões. Somente com assistência médica e odontológica, o Congresso tem uma verba de cerca de R$ 500 milhões. Já as aposentadorias e pensões somam R$ 5,5 bilhões anuais.

Ao todo, o Congresso emprega 20 mil servidores, sendo a Câmara dos Deputados responsável por 15 mil funcionários, incluindo comissionados, concursados e estagiários. Destes, mais de 10 mil são assessores de gabinetes parlamentares, conhecidos como secretários parlamentares. O Senado conta com 6,1 mil servidores, dos quais 4,1 mil ocupam cargos comissionados.

O gasto médio com cada parlamentar equivale a 530 vezes a renda média dos brasileiros, um fator que alimenta críticas sobre a eficiência e a transparência do uso de recursos públicos no Legislativo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

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51% da população é a favor da anistia aos presos do 8 de janeiro, revela pesquisa AtlasIntel


Vladimir Chaves


As vésperas do ato público nacional (16/03) em defesa da anistia dos presos envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023, pesquisa realizada pelo instituto AtalsIntel, revelou que 51% dos entrevistados são favoráveis ao projeto para anistiar presos por participação nos atos do 8 de Janeiro.

Os participantes foram submetidos às perguntas: “Você é a favor ou contra as seguintes propostas que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado?” A maioria dos entrevistados (54%) marcou a opção “a favor do corte de gastos”. Em segundo lugar, com 51% de aprovação, veio à aprovação da anistia.

O texto do projeto da anistia é relatado pelo deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE). O congressista prevê anistia a todos que participaram dos atos de 8 de janeiro, incluindo eventos subsequentes ou anteriores.

No relatório, Valadares especifica que ficariam anistiados todos os que participaram de manifestações com motivação política e/ou eleitoral, ou as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas de 8 de janeiro de 2023 até a lei entrar em vigor.

O AtlasIntel entrevistou 817 pessoas para realizar a pesquisa, todas recrutadas de forma aleatória pela internet. A amostragem foi entre os dias 11 e 13 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança dentro da margem de erro é de 95%.

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Credibilidade das Forças Armadas derrete, 72% não confiam nas instituições militares


Vladimir Chaves


Despencou a confiança dos brasileiros nas Forças Armadas de tal forma que sete em cada dez brasileiros dizem não confiar no Exército, na Marinha e na Força Aérea.

Segundo a pesquisa Atlas, Apenas 24% dizem confiar nas três forças e 4% disseram não saber se confiam ou não.

De acordo com a série histórica da pesquisa Atlas, o auge da confiança dos brasileiros nas Forças Armadas em tempos recentes aconteceu em abril de 2023, quando 46% diziam confiar na instituição, e só 37% desconfiavam. Desde aquele momento, a confiança na instituição só fez cair: 36% disseram confiar em julho de 2023, e agora, 24%.

Os dados são de pesquisa Atlas divulgada hoje. O instituto entrevistou 817 pessoas entre os dias 11 e 13 de fevereiro. De acordo com a série histórica da enquete, 46% diziam confiar na instituição em abril de 2023, e só 37% desconfiavam.

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Calendário PIS/PASEP 2025: Pagamento começa nesta segunda (17)


Vladimir Chaves


O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou o calendário de pagamentos do abono salarial, por meio do PIS/Pasep, para o exercício de 2025, proposto pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A estimativa da Pasta é de que 25,8 milhões de trabalhadores sejam beneficiados, com um total de R$ 30,7 bilhões disponibilizados para o programa. O primeiro pagamento do abono será realizado em 17 de fevereiro para os nascidos em janeiro.

Para receber o benefício, o trabalhador deve ter sido informado pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) até o dia 15 de maio de 2024 e no eSocial até o dia 19 de agosto deste ano. Os trabalhadores cujos empregadores tenham prestado as informações após essas datas receberão o benefício no próximo exercício.

Confira o calendário do abono salarial em 2025:


Os trabalhadores poderão consultar se têm direito ao Abono Salarial a partir do dia 5 de fevereiro de 2025. As informações estarão disponíveis na Carteira de Trabalho Digital, no portal GOV.BR, na Central de Atendimento Alô Trabalho (telefone 158), com ligação gratuita das 7h às 22h, de segunda a sábado, exceto em feriados nacionais, e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho.

Abono salarial

O benefício abrange profissionais da iniciativa privada e servidores públicos que trabalharam formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base de 2023, com uma remuneração de até dois salários mínimos (R$ 2.640,00). É necessário, ainda, estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos e que o empregador tenha fornecido os dados corretos na RAIS ou no eSocial. O valor do abono varia conforme o número de meses trabalhados no ano-base e pode chegar a até um salário mínimo.

2024

Em 2024, foram liberados R$ 27 bilhões para o pagamento do benefício. Até o fechamento desta edição, ainda estavam disponíveis R$ 218,9 milhões para 239.142 trabalhadores que não haviam sacado o abono e tinham até o fim do expediente bancário desta sexta-feira, 27 de dezembro, para realizar o saque.

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Pesquisa AtlasIntel: 82% não confiam no Congresso, 50% não confiam no governo federal e 47% não confiam no STF


Vladimir Chaves


Pesquisa AtlasIntel feita com exclusividade para o programa GPS CNN apontou que o Legislativo brasileiro é o poder no qual o brasileiro menos confia em comparação com o Executivo e o Judiciário.

O levantamento mostrou que 82% dos entrevistados disseram não confiar no Congresso Nacional, enquanto 50% disseram não confiar no governo federal e 47% responderam não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF).

Foram ouvidas 817 pessoas entre os dias 11 e 13 de fevereiro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%.

Quando questionados se se sentem representados pelos Poderes, 50% disseram não se sentir nada representados pelo Judiciário, 44% nada representados pelo Legislativo e 30% nada representados pelo Executivo.

De acordo com Yuri Sanches, diretor da AtlasIntel, os dados em geral mostram como os Poderes sofrem uma crise de representação no país.

“As instituições democráticas sofrem uma profunda crise de representatividade popular no Brasil. Entre os Três Poderes, o Legislativo é o que enfrenta a maior insatisfação dos eleitores. O Executivo reúne percepções mais divididas, mas revela uma satisfação relativamente maior da população com seus governantes a nível municipal, estadual ou federal. Já o Judiciário, com representantes não-eleitos, possui uma maioria da população que diz se sentir pouco ou nada representada por sua atuação”, disse.

Ele avalia que “a alta judicialização da política na última década como resultado de grandes investigações, como a Lava Jato, e os consequentes atritos com o legislativo e o executivo colocaram cada decisão das cortes sob os holofotes da polarização política e ideológica que se instaurou no Brasil”.

Agenda

A pesquisa apontou ainda haver baixa adesão da população à agenda do Congresso: 97% contrários ao aumento no número de deputados; 50% dos entrevistados são contrários ao Poder manter o controle sobre emendas parlamentares; 83% contra mudanças na Lei da Ficha Limpa e 71% contra a PEC do Semipresidencialismo.

“É revelador que 71% dos brasileiros tenham se posicionado contrários à adoção de um sistema político semipresidencialista em que, essencialmente, o Congresso teria mais força que o Presidente da República. E há mais exemplos da baixa adesão popular à agenda do Congresso — ou da baixa sintonia do Congresso com as prioridades da sociedade, como mudanças na Lei da Ficha Limpa e aumento no número de deputados”.

Sanchez conclui: “O que a pesquisa revela é que há contrariedade da população com as pautas que têm sido ensaiadas em Brasília e que visam primordialmente a manutenção e o fortalecimento da influência política necessária para o exercício das novas presidências da Câmara e Senado. As alianças costuradas com os líderes partidários e de bancadas precisam ser sustentadas”.

“Isso significa que seus interesses imediatos podem estar passando à frente dos interesses imediatos da população. E, apesar de as demandas partidárias chegarem mais rápido às presidências das Casas, não quer dizer que as demandas e insatisfações populares não estejam postas. Esse é o desafio que deve ser enfrentado pelo Congresso se pretendem reverter à crise de representatividade que a população sente.”

 

CNN Brasil

domingo, 16 de fevereiro de 2025

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Até 2050, Brasil pode ter 5,6 milhões de pessoas com Alzheimer; especialistas revelam fatores de risco


Vladimir Chaves


No ano de 1901, o neuropsiquiatra alemão Alois Alzheimer se deparou pela primeira vez com um caso que batizou de “doença do esquecimento”, condição que posteriormente viria a receber o seu nome. Trata-se de um transtorno neurodegenerativo progressivo de causa desconhecida que afeta, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50 milhões de pessoas no mundo.

Segundo o Relatório Nacional sobre a Demência, divulgado pelo Ministério da Saúde, o país abriga 2,71 milhões de pacientes. Até 2050, conforme o documento, a projeção é de que 5,6 milhões de brasileiros convivam com esse diagnóstico.

Os sinais incluem deterioração da cognição e da memória, alterações comportamentais, dificuldade em exercer atividades do cotidiano e outros indícios neuropsiquiátricos. As manifestações da doença, de acordo com o Ministério da Saúde, são distribuídas em quatro fases. A primeira costuma ser o momento em que o paciente apresenta alterações na memória. Já na última, o transtorno pode ocasionar a restrição ao leito, por exemplo.

Há três fatores de risco para o Alzheimer, de acordo com o neurologista da Hapvida NotreDame Intermédica, Drusus Pérez Marques. O envelhecimento, o histórico familiar e a incidência de outras doenças, como hipertensão e diabetes, são características que aumentam os riscos.

Prevenção e tratamento - Embora não haja medicação específica para a prevenção do Alzheimer, os médicos indicam hábitos saudáveis e uma vida ativa como cuidados essenciais, além do tratamento de pacientes diagnosticados. Segundo Flávio Renato, geriatra da Hapvida, manter a rotina e as atividades cotidianas é essencial para o tratamento do transtorno.

“O paciente deve sempre tentar fazer alguma coisa para poder estimular o raciocínio e o cérebro, como se fosse exercício, e esse estímulo pode fazer com que o cérebro se atrofie mais lentamente”, orienta.

A atividade física também é imprescindível no tratamento, na qualidade de vida  e na prevenção da doença. Segundo Renato, uma caminhada leve e exercícios que usem o peso do próprio corpo já podem apresentar um efeito positivo. “Assim, o paciente mantém a sua funcionalidade, diminui os riscos de queda e ainda exercita a atenção e concentração, fatores que contribuem para a qualidade de vida dele”, completa o geriatra.

Uma dieta adequada e pensada especialmente para o paciente também pode auxiliar na prevenção da doença. Para Drusus, a alimentação ideal para essas pessoas deve ser rica em castanhas, vegetais, peixes, ovos, vegetais folhosos e vegetais amarelos, que são fontes de vitamina A.

Qualidade de vida e saúde mental - Cuidar de sintomas desencadeados pelo Alzheimer, como a agressividade, a má gestão do sono e a paranoia também são parte importante do tratamento. Além de auxiliar a retardar o avanço da doença, medicamentos também são importantes nos cuidados com esses sintomas. “Embora a medicação não trate o cerne da doença, ela contribui para a melhora da função cognitiva e da memória, o que, em longo prazo, pode ajudar a prolongar a vida do paciente”, diz Drusus.

O paciente com Alzheimer pode apresentar avanços de um déficit neurológico ou quadros comportamentais que carecem de um acompanhamento psiquiátrico. “Dependendo do grau de comprometimento que o paciente tem, ele pode acabar criando uma narrativa delirante a respeito da realidade, sendo necessário entrar com medicações mais incisivas”, detalha Nikolas Vale, psiquiatra da Hapvida.

Acolhimento  - O Alzheimer é uma condição que afeta não somente o paciente, mas também toda a família. Nesse sentido, o psiquiatra chama atenção para a importância do acolhimento familiar. “A abordagem deve ser multidisciplinar, porque é muito difícil lidar com a perda de personalidade do paciente”, pontua Vale.

O psiquiatra reforça a necessidade de compreender e criar um ambiente o mais acolhedor possível para o paciente. “Há momentos em que o paciente muitas vezes não se identifica com o ambiente que está  incluído no momento. Muitas vezes a família que não sabe lidar com esse ponto”, comenta.

A independência do paciente também pode ser um tópico sensível para os familiares, mas continuar com hábitos do cotidiano é parte do tratamento. "Manter um calendário visível em casa, reforçar a data diariamente e delegar tarefas adequadas às capacidades do paciente são estratégias que ajudam a estimular o cérebro", explica o neurologista Drusus.

Esses momentos são importantes também para a recuperação da autoestima e senso de pertencimento das pessoas acometidas pela condição, para que elas se sintam inseridas e atuantes dentro de um ambiente. “Aquele paciente que ainda está bem preservado pode apresentar um quadro de retraimento social, pensamentos de menos valia, hipotimia e insatisfação por ter os outros o regulando coisas que gostaria de estar fazendo sozinho”, alerta o psiquiatra Nikolas Vale.

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