Digo isso porque a minha fé
não pode depender de quem governa o Brasil, de quem vence uma eleição ou de
qual partido está no poder. Tenho minhas convicções políticas, observo os
acontecimentos e me preocupo com o futuro da nossa nação, mas sei que nenhum
homem pode ocupar o lugar que pertence a Jesus Cristo na minha vida.
Confesso que olho para os
próximos quatro anos com preocupação. Temo que sejam tempos de muitas
dificuldades para o nosso povo, especialmente para as famílias que já enfrentam
tantos desafios para viver com dignidade. Não escondo minhas inquietações, nem
preciso fingir otimismo diante de um cenário que me causa incertezas. Ainda
assim, não desejo o fracasso do Brasil, porque as consequências dos erros de
quem governa não atingem apenas os seus eleitores, mas toda a população.
Independentemente das minhas
preferências políticas, desejo que o nosso país tenha paz, justiça e
prosperidade. Quero ver o trabalhador sendo respeitado, as famílias vivendo com
dignidade, os recursos públicos sendo tratados com responsabilidade e a justiça
sendo aplicada sem privilégios. Quero que os nossos governantes tenham
sabedoria para tomar decisões que beneficiem a população, e não apenas seus
próprios interesses.
A Bíblia me ensina a não
colocar minha esperança nos homens: “Não confieis em príncipes, nem em filhos
de homens, em quem não há salvação” (Salmos 146:3). Isso não significa
ignorar a política ou deixar de cobrar dos governantes aquilo que é correto.
Significa apenas reconhecer que a minha esperança espiritual não está nas mãos
de nenhum político.
Também sei que ter fé não
significa concordar com tudo, fechar os olhos para os problemas ou deixar de
questionar as injustiças. Pelo contrário, creio que devemos ter coragem para
reconhecer os erros, defender aquilo que consideramos justo e não permitir que
nossas convicções políticas nos façam perder o respeito pelas pessoas.
Por isso, mesmo que os
próximos anos sejam difíceis, a minha oração é que Deus tenha misericórdia do
Brasil. Que conceda sabedoria aos nossos governantes, proteja as famílias
brasileiras e não permita que o orgulho, a corrupção e os interesses particulares
se sobreponham ao bem comum.
E, acima de tudo, quero ter
um coração disposto a aceitar a vontade de Deus, mesmo quando ela não coincide
com os meus desejos ou com aquilo que espero para o futuro.
Como está escrito em Mateus
6:10: “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.”
Não sei exatamente o que os
próximos quatro anos nos reservam. Sei apenas que não quero permitir que o medo
do futuro, a indignação com a política ou as divergências ideológicas roubem a
minha paz e enfraqueçam a minha fé.
O meu Salvador não é um
presidente, não é um partido e não é um líder político. O meu Salvador é Jesus
Cristo. É nele que deposito minha confiança, e é diante dele que coloco minhas
preocupações, minhas esperanças e o futuro da nossa nação.
Que Deus abençoe o Brasil,
dê sabedoria aos nossos governantes e cuide de cada brasileiro, especialmente
daqueles que mais precisam. Que haja paz, justiça e prosperidade em nossa
terra. E que, acima de qualquer vontade humana, prevaleça a vontade do Senhor.
Essa é a minha fé, essa é a
minha oração e esse é o meu desejo para o Brasil.





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