O meu salvador não é um político. É Jesus Cristo!


Vladimir Chaves

Digo isso porque a minha fé não pode depender de quem governa o Brasil, de quem vence uma eleição ou de qual partido está no poder. Tenho minhas convicções políticas, observo os acontecimentos e me preocupo com o futuro da nossa nação, mas sei que nenhum homem pode ocupar o lugar que pertence a Jesus Cristo na minha vida.

Confesso que olho para os próximos quatro anos com preocupação. Temo que sejam tempos de muitas dificuldades para o nosso povo, especialmente para as famílias que já enfrentam tantos desafios para viver com dignidade. Não escondo minhas inquietações, nem preciso fingir otimismo diante de um cenário que me causa incertezas. Ainda assim, não desejo o fracasso do Brasil, porque as consequências dos erros de quem governa não atingem apenas os seus eleitores, mas toda a população.

Independentemente das minhas preferências políticas, desejo que o nosso país tenha paz, justiça e prosperidade. Quero ver o trabalhador sendo respeitado, as famílias vivendo com dignidade, os recursos públicos sendo tratados com responsabilidade e a justiça sendo aplicada sem privilégios. Quero que os nossos governantes tenham sabedoria para tomar decisões que beneficiem a população, e não apenas seus próprios interesses.

A Bíblia me ensina a não colocar minha esperança nos homens: “Não confieis em príncipes, nem em filhos de homens, em quem não há salvação” (Salmos 146:3). Isso não significa ignorar a política ou deixar de cobrar dos governantes aquilo que é correto. Significa apenas reconhecer que a minha esperança espiritual não está nas mãos de nenhum político.

Também sei que ter fé não significa concordar com tudo, fechar os olhos para os problemas ou deixar de questionar as injustiças. Pelo contrário, creio que devemos ter coragem para reconhecer os erros, defender aquilo que consideramos justo e não permitir que nossas convicções políticas nos façam perder o respeito pelas pessoas.

Por isso, mesmo que os próximos anos sejam difíceis, a minha oração é que Deus tenha misericórdia do Brasil. Que conceda sabedoria aos nossos governantes, proteja as famílias brasileiras e não permita que o orgulho, a corrupção e os interesses particulares se sobreponham ao bem comum.

E, acima de tudo, quero ter um coração disposto a aceitar a vontade de Deus, mesmo quando ela não coincide com os meus desejos ou com aquilo que espero para o futuro.

Como está escrito em Mateus 6:10: “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.”

Não sei exatamente o que os próximos quatro anos nos reservam. Sei apenas que não quero permitir que o medo do futuro, a indignação com a política ou as divergências ideológicas roubem a minha paz e enfraqueçam a minha fé.

O meu Salvador não é um presidente, não é um partido e não é um líder político. O meu Salvador é Jesus Cristo. É nele que deposito minha confiança, e é diante dele que coloco minhas preocupações, minhas esperanças e o futuro da nossa nação.

Que Deus abençoe o Brasil, dê sabedoria aos nossos governantes e cuide de cada brasileiro, especialmente daqueles que mais precisam. Que haja paz, justiça e prosperidade em nossa terra. E que, acima de qualquer vontade humana, prevaleça a vontade do Senhor.

Essa é a minha fé, essa é a minha oração e esse é o meu desejo para o Brasil.

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