“Tempo de rasgar e tempo de coser;
tempo de estar calado e tempo de falar.” (Eclesiastes 3:7)
A lucidez e o discernimento
espiritual nos levam a perceber padrões que muitos preferem ignorar. Esse tipo
de visão não é um privilégio confortável; é uma responsabilidade. Quem enxerga
além do óbvio aprende, com o tempo, que nem todo ambiente suporta a verdade e
que nem toda pessoa deseja, de fato, acordar.
Há momentos em que os
lúcidos são forçados a fingir cegueira. Não por covardia, mas por
sobrevivência. Falar tudo o que se vê pode gerar conflitos desnecessários,
desgastes emocionais e até feridas que não precisam existir. O exercício da
paciência, nesses casos, consome por dentro. É como se fosse preciso se
diminuir por fora para não se perder por dentro, evitando ser contaminado pela
ignorância daqueles que escolhem permanecer duros como pedras.
Com o amadurecimento,
aprende-se uma lição essencial: nem toda verdade precisa ser dita, nem todo
confronto precisa acontecer. O silêncio, muitas vezes, é mais sábio do que a
explicação. No fim, não vence quem fala mais alto ou quem tenta convencer a todos.
Vence quem entende o jogo da vida, discerne o tempo certo e aprende a caminhar
com firmeza, mesmo em silêncio.
Vladimir Chaves





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