A Bíblia nos ensina, de
forma clara e consistente, que Deus não age segundo os critérios humanos. Ele
não escolhe apenas os mais fortes, os mais influentes ou os socialmente
bem-posicionados. Ao contrário, ao longo da história bíblica, o Senhor tem
levantado os improváveis para cumprir seus propósitos. E quando isso acontece,
algo se move; no mundo espiritual e também no cenário social.
A conhecida expressão de que
“o inferno treme quando Deus levanta homens” não se refere à exaltação de
pessoas, mas ao impacto da obediência. O que confronta estruturas injustas não
é o homem em si, mas o Deus que age por meio dele. Moisés, um fugitivo no
deserto; Davi, um pastor esquecido; Gideão, o menor da sua casa; todos
improváveis, todos instrumentos nas mãos do Senhor.
O apóstolo Paulo resume esse
princípio ao afirmar:
“Mas Deus escolheu as coisas
loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas
deste mundo para confundir as fortes.” (1 Co 1:27)
Esse padrão não ficou
restrito às páginas da Escritura. Ele continua se manifestando nos nossos dias.
Em tempos de crise moral, institucional e espiritual, quando a injustiça parece
sufocar a esperança e a verdade é relativizada, Deus continua levantando vozes
que despertam consciências e provocam reflexão.
É nesse contexto que nós
cristãos observamos a mobilização liderada pelo deputado federal Nikolas
Ferreira (PL-MG). Jovem, de origem simples e fora do perfil tradicional das
elites políticas, ele se tornou uma voz nacional ao abordar temas sensíveis à
fé cristã, à liberdade e à justiça.
No dia 19 de janeiro de
2026, Nikolas iniciou a “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, um percurso de
cerca de 240 quilômetros a pé, entre Paracatu (MG) e Brasília (DF), com chegada
prevista para 25 de janeiro. Segundo o próprio parlamentar, expressando-se em
carta aberta ao povo brasileiro, a iniciativa não tem como objetivo promover
desordem ou atacar instituições, mas chamar atenção para o avanço da injustiça,
defendendo o respeito ao devido processo legal, à dignidade humana e às
garantias constitucionais.
Independentemente de
posições políticas, o gesto carrega um simbolismo que merece reflexão à luz da
fé cristã. Trata-se de sair do conforto do discurso e assumir o peso do
caminho. A Bíblia nos ensina que fé sem obras é morta, e que obediência
verdadeira envolve atitude, sacrifício e perseverança.
O profeta Zacarias registra
uma verdade eterna:
“Não por força nem por
violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zc 4:6)
A história bíblica e a
história da Igreja mostram que a luta por liberdade, justiça e verdade nunca
foi simples. Sempre exigiu coragem, oração, discernimento e ação responsável. A
libertação, nas Escrituras, não ocorre sem enfrentamento, mas também não se
sustenta sem dependência de Deus.
Mais do que a defesa de
nomes ou projetos humanos, este é um chamado à reflexão espiritual. Deus
continua levantando homens e mulheres comprometidos com a verdade. E quando
isso acontece, a opressão se inquieta, estruturas injustas são confrontadas e
consciências são despertadas. O inferno treme; não por causa de homens, mas por
causa do Deus soberano que age por meio deles.
Que a Igreja permaneça vigilante, firme na Palavra, equilibrada em discernimento e fiel Àquele que continua governando soberanamente sobre todas as coisas.
Vladimir Chaves






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