Na pandemia governador da Paraíba só aplicou 9,62% em saúde, TCE-PB reprova por unanimidade contas do socialista.


Vladimir Chaves



O Pleno do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, reunido em sessão extraordinária híbrida, nesta quinta-feira (01), decidiu, à unanimidade, emitir parecer contrário à aprovação das contas do governador João Azevedo Lins Filho (PSB) no exercício de 2020. Pesou para a reprovação a aplicação de apenas 9,62% em saúde - abaixo do mínimo constitucional de 12%, e o expressivo número de servidores sem vínculo legal, os chamados codificados, apesar dos alertas emitidos pelo TCE. Cabe recurso.

O relator do processo TC nº 03377/21 foi o conselheiro Arnóbio Alves Viana, que em seu minucioso voto fez um retrospecto da gestão, apontando aspectos positivos em relação aos balanços gerais do Governo e pontuou as irregularidades que ensejaram a reprovação. A permanência do elevado número dos chamados “codificados (7.023)”, apesar da mudança de nomenclatura para serviços prestados, não afastou o vínculo irregular na administração pública, contrariando o disposto no art. 37 da Constituição Federal, notadamente, o que determina como regra geral a investidura em cargo ou emprego público, mediante prévia aprovação em concurso público.

No voto, Arnóbio Viana verificou impropriedades na abertura de créditos adicionais, remanejamento, transferência e transposição de recursos entre categorias, e na edição de decretos para concessão do “Bolsa de Desempenho” de caráter indenizatório. Na prática, explicou o relator, que o benefício funciona como aumento salarial de servidores remunerados com subsídio e também não pode ser fixado por decreto.

Educação - Observou ainda que os gastos com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino – MDE alcançaram 24,80% das receitas líquidas de impostos e transferências realizadas, inferior ao limite constitucional de 25%, mas que não incidirá na decisão por força de lei no período da pandemia.

No parecer, a Corte de Contas fixa multa de R$ 5 mil ao governador João Azevedo Lins e fixa prazo de 120 dias ao gestor para que apresente ao Tribunal plano de ação detalhado, com duração de no máximo três anos para a completa regularização das graves irregularidades apontadas na estrutura de pessoal do Estado.

Também que sejam cientificados gestores das secretarias da Administração e Controladoria Geral, gestoras da política de pessoal dos órgãos e entidades do Estado, para que criem mecanismos de controle que evitem pagamentos em notas de empenho individuais ou folhas, a beneficiados que não tenham tido ato, ou contrato, previamente formalizado e publicado na imprensa oficial, além do envio de cópias ao Ministério Público Estadual para que adote as medidas que entender cabíveis em face das irregularidades.

Procuradoria - A decisão do Pleno acompanhou o parecer do Ministério Público de Contas, emitido pelo procurador Bradson Tibério de Luna Camelo, que reiterou as conclusões anexas ao processo, quando opina pela reprovação das contas. O procurador também entendeu que os recursos transferidos pelo Governo para a Universidade Estadual da Paraíba – UEPB, glosados pela Auditoria, deveriam integrar o cálculo do percentual mínimo constitucional em educação, posição que foi seguida pelos membros do colegiado.

Defesa – O procurador geral do Estado, Fábio Andrade, fez a defesa oral do governador João Azevedo Lins Filho e, na oportunidade, reiterou a legalidade dos gastos referentes a pagamentos dos prestadores de serviços e codificados, glosados pela Auditoria - inclusive em relação aos efeitos no cumprimento do índice de saúde. Ele fundamentou seu entendimento com base na Lei Complementar nº 141/12, alegando que os gastos podem ser computados para fins de apuração dos índices constitucionais com saúde, e no caso deveriam ser somados para aferição do percentual exigido.

Assembleia - A partir da decisão do TCE-PB, os pareceres serão encaminhados à Assembleia Legislativa, a quem compete julgar as contas do Governo em definitivo, como prevê a Constituição Estadual. O Tribunal realizou o exame das contas anuais no tocante à gestão fiscal e à gestão geral do Governador do Estado, relativamente a 2020, que contempla, além dos fatos impugnados pela Auditoria, o exame das contas gerais de governo, sob os enfoques da legalidade, legitimidade e economicidade.

A análise envolve investimentos em educação e saúde; aplicação dos recursos captados do Fundeb; cumprimento de limites máximos de despesas com pessoal, dívida e operações de crédito; equilíbrio das contas; execução do orçamento por meio de seus créditos ordinários e adicionais; cumprimento de obrigações previdenciárias; licitações; além de outros fatos mencionados no Parecer Normativo PN - TC 52/2004.

No final da sessão extraordinária, o presidente do TCE-PB, conselheiro Fernando Catão, fez um apelo para que à Assembleia Legislativa coloque em pauta o julgamento de seis contas de Governo que estão à espera de apreciação pelos deputados estaduais. 

Composição - A sessão extraordinária foi conduzida pelo presidente, conselheiro Fernando Rodrigues Catão e contou com a participação dos conselheiros Arnóbio Alves Viana (relator), Antônio Nominando Diniz, Fábio Túlio Nogueira, André Carlos Torres Pontes e o substituto Oscar Mamede Santiago Melo (no exercício da titularidade do cargo). Pelo Ministério Público de Contas atuou o procurador geral Bradson Tibério de Luna Camelo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

 Nenhum comentário

Prefeito Bruno Cunha Lima prorroga prazo de adesão ao Refis até o dia 30 de dezembro.


Vladimir Chaves

 


O prefeito Bruno Cunha Lima, por meio do Decreto nº 4.722/2002, publicado no Semanário Oficial desta quarta-feira, 30, prorrogou em mais um mês o prazo de adesão ao Programa Especial de Parcelamento de Créditos da Fazenda Pública do Município de Campina Grande (Refis). A decisão foi tomada considerando o substancial incremento de receitas públicas municipais com a vigência da  Lei Complementar n.º 186, de 28 de setembro de 2022

De acordo com o decreto, a prorrogação está levando em conta também o expressivo número de adesões dos contribuintes ao Programa, explicando que a implementação do Refis promove a regularização cadastral e a resolução de situações pendentes nos sistemas de informatização do Município de Campina Grande.

O prefeito levou em conta também a elevada procura por adesão por parte dos interessados nos derradeiros dias de sua vigência, além dos benefícios que o Programa Refis tem trazido às pessoas físicas e jurídicas que passam por algum tipo de dificuldade financeira.

Outro fator fundamental para a tomada desta decisão é que, de acordo com a expectativa da Secretaria Municipal de Finanças, há a possibilidade clara de mais contribuintes aderirem ao Refis, até o dia 30 deste mês.

 Nenhum comentário

Bolsonaro edita decreto suspendendo pagamentos do orçamento secreto.


Vladimir Chaves


O presidente Jair Bolsonaro (PL) editou decreto suspendendo o pagamento dos recursos destinados às emendas de relator (orçamento secreto) previstos para este ano de 2022 e que ainda estão bloqueados.

O orçamento secreto repassa ao relator do orçamento a decisão sobre qual deputado ou senador poderia decidir o que fazer com bilhões do orçamento da União.

Bolsonaro assinou duas medidas no dia ontem (30) para efetivar a decisão. Primeiro, enviou uma proposta ao Congresso para secar a fonte do orçamento secreto ao remanejar as verbas para outras áreas. Além disso, editou um decreto autorizando a equipe do governo a fazer os cancelamentos em uma área e acrescentar em outra.

Do total previsto para o orçamento secreto este ano (R$ 16,5 bilhões), R$ 7,8 bilhões não foram liberados pelo governo federal.

Para não ficarem sem a “galinha dos ovos de ouro” parlamentares já articulam usar a PEC do Rombo como mecanismo para garantir a liberação do dinheiro do orçamento secreto.

Centrão e esquerda tentam costurar no texto permissão para antecipar para 2022 investimentos públicos e abrir uma folga no orçamento. Assim, despesas atualmente congeladas por conta do teto de gastos seriam desbloqueadas, entre elas os R$ 7,7 bilhões do orçamento secreto, poderiam ser utilizados ainda neste ano.

Além disso, o Centrão articula alterar a PEC para incluir uma regra que tornam as emendas secretas impositivas, o que obrigaria o Executivo a fazer os pagamentos e blindaria os repasses de cortes. Os recursos são fundamentais para as campanhas de reeleição de Lira e Pacheco atuais presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente. Sem honrar o pagamento do orçamento secreto, ambos correm risco de perder apoios.

 Nenhum comentário

Pela 1° vez desde 1954 centenas de oficiais da ativa se manifestam: “Estamos atentos a tudo que está acontecendo”


Vladimir Chaves



Em 1954, o Brasil estava em ebulição. Dia após dia, novas crises iam surgindo no governo do antigo ditador Getúlio Vargas, que havia retomado o poder, agora democraticamente, após vencer as eleições presidenciais de 1950. E uma das maiores crises desse período foi desencadeada por um manifesto redigido pelo coronel Golbery do Couto e Silva e assinado por 42 coronéis e 39 tenentes-coronéis, que entregue aos comandantes militares. Entre os signatários, aparecem oficiais como Sylvio Frota, Ednardo Dávila Melo, Antônio Carlos Muricy, Adalberto Pereira dos Santos, Syzeno Sarmento e Amaury Kruel.

Sendo esse um ato que abalou as estruturas da nação, o manifesto desses oficiais contra Vargas entrou para a histórica por sua imensa relevância. Contudo, a história muitas vezes tende a se repetir, e ontem, dia 29/11/2022, mais de uma centena de militares da ativa divulgaram uma carta direcionada ao alto comando das Forças Armadas.

Segue abaixo a transcrição da carta.

“Subscrevem esta carta, oficiais superiores da ativa do Exército Brasileiro, que o fazem de livre e espontânea vontade. Como membros do Exército Brasileiro, somos sabedores que o Exército de Caxias é uma instituição permanente e regular, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e reconhecida por seu sacerdócio, disponibilidade permanente e dedicação exclusiva ao Brasil, na qual repousa a confiança do povo brasileiro. Resolvemos tornar público, com base no Inciso IV, do Art. 5o. da Constituição Federal, a presente CARTA DOS OFICIAIS SUPERIORES DO EXÉRCITO BRASILEIRO, deixando claro que é o exercício do direito estabelecido no artigo acima mencionado e que será colocado em tópicos, para melhor entendimento.”

“A farda não abafa o cidadão no peito do soldado!” Marechal Manuel Luís Osório

 

 

1-Reafirmamos o nosso compromisso inquebrantável com a Pátria e com a Sociedade Brasileira, formada por patriotas comprometidos com o bem da Nação.

2-Ratificamos o alinhamento dos participantes com a legalidade, liberdade e transparência, atualmente tão requeridas pelo povo brasileiro. Não existe instituição ou poder constituído que possam se colocar acima da lei e da ordem democrática. Os três poderes precisam ser harmônicos e independentes, conforme prevê a Constituição, tendo em seu sistema de freios e contrapesos o necessário limite para que assim se mantenham.

3-Consideramos importante, portanto, que os Poderes e Instituições da União assumam os seus papéis constitucionais previstos em lei e em prol da pacificação política, econômica e social, especialmente para a manutenção da Garantia da Lei e da Ordem e da preservação dos poderes constitucionais, respeitando o pacto federativo previsto na regra basilar de fundação da República Federativa do Brasil.

4-Reforçamos a crença em nossa Instituição Exército Brasileiro, cuja origem remonta o sentimento de brasilidade construído a partir da Batalha de Guararapes (1648) e amalgamado à participação em todos os fatos históricos de relevância da nação.

5-Destacamos que os integrantes da Força Terrestre, coesos, motivados e conhecedores de sua história, sempre estarão prontos para cumprir suas missões constitucionais, com base no mais sublime dos juramentos de “(…) dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições, defenderei com o sacrifício da própria vida“.

5-Asseveramos que os Soldados de Caxias, que se preparam diuturnamente, com profissionalismo e abnegação, colocam os objetivos nacionais sempre em primeiro plano, desprezando quaisquer interesses pessoais.

Estamos atentos a tudo que está acontecendo e que vem provocando insegurança jurídica e instabilidade política e social no país. Ademais, preocupa-nos a falta de imparcialidade na narrativa dos fatos e na divulgação de dados, por parte de diversos veículos de comunicação.

Covardia, injustiça e fraqueza são os atributos mais abominados para um Soldado. Nossa nação, aquela que entrega os maiores índices de confiança às Forças Armadas, sabe que seus militares não a abandonarão.

A relação preliminar dos subscritores desta carta será elaborada por ordem alfabética, dentro de cada posto, apenas com as primeiras adesões que foram coletadas antes da sua expedição. À medida que forem sendo recebidas novas solicitações de adesão, elas serão encaminhadas oportunamente. Com nosso mais alto apreço e respeito.

Fonte: https://www.peticao.online/carta_dos_oficiais_superiores_da_ativa_ao_comandante_do_exercito_brasileiro#form/

Publicação original no site: Hoje Mundo Militar 

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

 Nenhum comentário

PEC do Rombo recebe 28 assinaturas e vai a Comissão de Constituição e Justiça do Senado


Vladimir Chaves



A PEC do Rombo, que cria brechas para que o presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva (PT), possa cumprir as promessas de campanha, alcançou 28 assinaturas e deve seguir para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O Regimento Interno do Senado exige o apoio de 27 parlamentares para a tramitação de PECs.

A proposta é o resultado de negociações entre a equipe de transição e o Congresso. O conteúdo ainda pode ser alterado até a data de votação em plenário, prevista para ocorrer até 10 de dezembro.

A proposta permite o gasto de R$ 198 bilhões fora do teto de 2023. Desse total, R$ 175 bilhões serão usados para pagar o benefício de R$ 600 para o Bolsa Família a partir de janeiro, além de R$ 150 por criança de até 6 anos de idade. Os R$ 23 bilhões restantes, obtidos por meio do excesso de arrecadação em tributos, devem ser usados exclusivamente em investimentos.

A matéria será inicialmente votada na comissão e, em seguida, irá ao Plenário do Senado, onde precisa ser submetida a dois turnos de votação. Para ser considerado aprovado, o texto depende do aval de três quintos da composição da Casa, um total de 49 votos favoráveis em cada etapa de apreciação.

Prazo apertado

Para que as regras possam valer a partir de janeiro, a PEC da Transição precisaria ser aprovada no Senado e na Câmara dos Deputados antes do projeto de lei orçamentária anual, que deve ser votado pelo Congresso Nacional até 16 de dezembro.

Senadores que assinaram a PEC

1. Senador Marcelo Castro (MDB/PI)

2. Senador Alexandre Silveira (PSD/MG)

3. Senador Jean Paul Prates (PT/RN)

4. Senador Dário Berger (PSB/SC)

5. Senador Rogério Carvalho (PT/SE)

6. Senadora Zenaide Maia (PROS/RN)

7. Senador Paulo Paim (PT/RS)

8. Senador Fabiano Contarato (PT/ES)

9. Senador Flávio Arns (PODEMOS/PR)

10. Senador Telmário Mota (PROS/RR)

11. Senador Randolfe Rodrigues (REDE/AP)

12. Senador Humberto Costa (PT/PE)

13. Senadora Eliziane Gama (CIDADANIA/MA)

14. Senador Carlos Fávaro (PSD/ MT)

15. Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB/PB)

16. Senador Paulo Rocha (PT/PA)

17. Senador Jader Barbalho (MDB/PA)

18. Senador Jaques Wagner (PT/BA)

19. Senador Acir Gurgacz (PDT/RO)

20. Senadora Mailza Gomes (PP/AC)

21. Senador Otto Alencar (PSD/BA)

22. Senadora Leila Barros (PDT/DF)

23. Senador Omar Aziz (PSD/AM)

24. Senadora Nilda Gondim (MDB/PB)

25. Senadora Simone Tebet (MDB/MS)

26. Senador Confúcio Moura (MDB/RO)

27. Senador Sérgio Petecão (PSD/AC)

28. Senadora Rose de Freitas (MDB/ES)

 Nenhum comentário

Presidente da Câmara, Arthur Lira é chamado de “traidor” durante jantar do PL


Vladimir Chaves


O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), foi alvo de protestos durante um jantar organizado pelo Partido Liberal (PL), partido do presidente Jair Bolsonaro, na noite desta terça-feira (29), em Brasília (DF). Ao chegar ao local do encontro, Lira foi chamado de “traidor” por um grupo de apoiadores de Bolsonaro.

“Omisso, se manifeste. O Brasil não vai se entregar, não. Ou viver a pátria livre, ou morrer pelo Brasil. Covarde, traidor da pátria. Como você dorme à noite? Você não tem família?” Gritavam os manifestantes.

O evento reuniu parlamentares eleitos no último pleito e políticos de outros partidos, além do próprio presidente Bolsonaro, aconteceu no restaurante Dom Francisco e foi convocado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

 Nenhum comentário

Alexandre de Moraes nega pedido do PL e ainda aplica multa de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé.


Vladimir Chaves


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, decidiu negar pedido feito ontem (22) pelo PL questionando votos do segundo turno das eleições, realizado em 30 de outubro.

Na decisão, Moraes rebateu as questões técnicas levantadas pelo partido do presidente Jair Bolsonaro. O ministro disse que o partido não fez o aditamento de supostas irregularidades no primeiro turno e não apresentou indícios que justifiquem a instauração de verificação extraordinária da apuração.

Segundo o ministro, todos os modelos de urnas são identificáveis por mecanismos físicos e eletrônicos. Moraes afirmou ainda que é "fraudulento" o argumento de que teria ocorrido a violação do sigilo do voto a partir do registro de nomes de eleitores em logs da urna.

No despacho, o presidente ainda afirmou que é "totalmente possível a rastreabilidade das urnas eletrônicas" e os argumentos são "absolutamente falsos".

"A total má-fé da requerente em seu esdrúxulo e ilícito pedido, ostensivamente atentatório ao Estado Democrático de Direito e realizado de maneira inconsequente com a finalidade de incentivar movimentos criminosos e antidemocráticos que, inclusive, com graves ameaças e violência vem obstruindo diversas rodovias e vias públicas em todo o Brasil, ficou comprovada, tanto pela negativa em aditar-se a petição inicial, quanto pela total ausência de quaisquer indícios de irregularidades e a existência de uma narrativa totalmente fraudulenta dos fatos", afirmou Moraes.

Na mesma decisão, Alexandre de Moraes condenou a Coligação Pelo Bem do Brasil, que apoiou a candidatura de Bolsonaro nas eleições deste ano, por litigância de má-fé e aplicou multa de R$ 22,9 milhões. Também foi determinada a suspensão de repasses do Fundo Partidário para a coligação até o pagamento da multa.

Por fim, o ministro determinou o envio da decisão para corregedoria da Justiça Eleitoral para que a conduta do presidente do PL, Valdemar de Costa Neto, seja avaliada. O objetivo é investigar a responsabilidade pela suposta "finalidade de tumultuar o regime democrático brasileiro".

Após o despacho de Moraes, o PL informou em nota que o partido já acionou a assessoria jurídica para analisar a decisão do TSE. "O PL reitera que apenas seguiu o que prevê o Artigo 51 da Lei Eleitoral que obriga as legendas a realizar uma fiscalização do processo eleitoral", diz a nota.

Entenda

Ontem, o PL protocolou no TSE uma representação eleitoral para questionar o resultado da eleição e apontou o suposto mau funcionamento de urnas no segundo turno como justificativa.

Em seguida, Moraes deu prazo de 24 horas para a legenda aditar a petição para apresentação da relação de urnas supostamente defeituosas nos dois turnos. A Justiça Eleitoral utiliza as mesmas urnas nas duas votações.

Na tarde de hoje, o partido pediu que o requerimento com escopo somente para o segundo turno fosse mantido pelo TSE.

Em entrevista coletiva, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a verificação de possíveis erros foi restrita ao segundo turno por “coincidência” ou “tecnologia”, já que a consultoria contratada verificou o erro apenas nessa etapa do pleito.

No primeiro turno, o PL elegeu a maior bancada do Congresso Nacional, com 99 deputados e 14 senadores.

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

 Nenhum comentário

Senadores protocolam pedido de impeachment do ministro Luís Barroso


Vladimir Chaves



Senadores anunciaram a apresentação de um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso.

O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (23) por meio de uma coletiva de imprensa e os parlamentares elencam diversos motivos, entre eles infrações graves à lei orgânica da magistratura por parte de Barroso.

Os senadores que participaram da ação são: Eduardo Girão (Pode-CE), Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Styvenson Valentim (Pode-RN), Lasier Martins (Pode-RS) e Plínio Valério (PSDB-AM).

De acordo com Girão, a regra da boa convivência é o respeito e as faltas a convites para comparecer a comissões no Senado, sem dar qualquer satisfação, não foram abordadas.

Tampouco foi incluída a falta de respeito para com o brasileiro que o abordou de forma respeitosa nos Estados Unidos, onde o ministro falaria sobre liberdade e democracia, e disparou o “perdeu mané, não amola”.

Ele explicou alguns pontos principais incluídos no pedido, como: a atuação político-partidária em reunião com lideranças partidárias, caracterizando interferência direta em outro poder na ocasião da votação da PEC do voto auditável.

O segundo ponto é que o ministro não se declarou suspeito nos julgamentos envolvendo a legalização das drogas e do aborto no Brasil, mesmo tendo feito palestras no exterior advogando a favor de ambas as causas.

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

 Nenhum comentário

Lewandowski: “Se confirmada à tese do PL, teria que anular toda a eleição”


Vladimir Chaves



Nesta quarta-feira (23), o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, afirmou que se há defeito nas urnas eletrônicas, como diz o PL, também teriam que ser anulados resultados da eleição para senador, deputado, governador.

O também ministro do STF comentou sobre a decisão do presidente do STF, Alexandre de Moraes, que deu prazo de 24h para o PL apresentar também dados sobre supostos defeitos nas urnas durante o 1º turno.

“O ministro Alexandre de Moraes deu 24 horas para eles emendarem a inicial. Concordo. Se o defeito está nas urnas, está tanto no primeiro quanto no segundo turno. Se alegar defeito e colocar em xeque toda a votação no segundo turno, evidentemente esse defeito estaria no primeiro turno e aí teria que anular toda a eleição para senador, deputado, governador”, disse Lewandowski.

 Nenhum comentário

Partido Liberal afirma que Bolsonaro teve 51,05% dos votos no segundo turno, e cobra providências do TSE


Vladimir Chaves



O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, entraram com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (22). Baseado em auditoria eles  pedem a anulação dos votos feitos em modelos de urnas UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015 nas eleições de 2022. Além disso, o documento afirma que Bolsonaro teria mais de 51% dos votos no segundo turno.

A alegação é de que houve “desconformidades irreparáveis de mau funcionamento” nos modelos. No documento, eles afirmam que os modelos tiveram falhas na individualização de cada arquivo de ‘LOG DE URNA’ e repercussão em etapas posteriores, como o Registro Digital do Voto e emissão do Boletim de Urna.

Os logs de urna são registros de evento, registrando o histórico de dados dos sistemas. É por meio do conjunto de dados que se localiza alterações e acessos em um programa. Para o PL, “há ausência de certeza quanto à autenticidade do resultado da votação”.

Assinada pelo advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa, a representação cita o laudo técnico da auditoria feita pelo Instituto Voto Legal, contratado pelo PL, que teria constatado as evidências de mau funcionamento.

terça-feira, 22 de novembro de 2022

 Nenhum comentário

“Vai acontecer um desenlace bastante forte na nação”, diz ministro do TCU


Vladimir Chaves


O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes disse em um áudio encaminhado a amigos do agronegócio pelo WhatsApp que “está acontecendo um movimento muito forte nas casernas” brasileiras, e que “é questão de horas, dias, no máximo, uma semana, duas, talvez menos do que isso”.

“Acho que é questão de horas, dias. No máximo, uma semana ou duas, ou talvez menos do que isso, que vai acontecer um desenlace bastante forte na nação.”, diz ele em aúdio.

O ministro afirma, ainda, sentir que a situação pode acabar em “um conflito social na nação brasileira”.

Leia a transcrição do áudio na íntegra a seguir

"Estimado Sartori, como eu sou magistrado e julgo muitas coisas do que está acontecendo no Brasil, praticamente muita coisa passa pelo Tribunal de Contas da União, somos nove lá, e a situação é bem complexa, muito complexa, é o pior momento que a nação vai viver, mas talvez seja importante pra poder recuperar, até pelo depoimento desse caminhoneiro que mostra a visão que todo mundo está tendo não há mais...

Os intelectuais da nação hoje você consegue escutar o que a gente vem pensando há muito tempo das pessoas mais humildes da nação e que têm uma visão do conjunto do país. Nós somos hoje sociedade conservadora que não aceita as mudanças que estão sendo impostas despertou, isso é muito importante. Lá nos anos 80, quando eu voltei da Europa eu tentei criar um movimento com um grupo de especialistas e um professor de direito constitucional César Saldanha Júnior que hoje já está um pouco fora de combate aí em Porto Alegre, para contrapor toda essa transformação que acabou acontecendo no Brasil

Criamos um instituto, enfim, fazíamos aulas pra defender a economia de mercado, capital. Mas fomos superados pela incompetência de todos nós, claro que lutamos muito, eu tive na época conversando com Ernesto Geisel, com os líderes da época, João Figueiredo, que não tiveram uma visão que tínhamos que fazer uma transição com um parlamentarismo, e escolher um primeiro ministro e fortalecer a economia de mercado com princípios que pudessem nortear a nação. Agora vem o Bolsonaro que despertou a sociedade conservadora e hoje todo mundo está nas ruas aí fazendo a sua defesa desses princípios. Demoramos mas felizmente acordamos.

Demoramos mas felizmente acordamos. O que vai acontecer agora? Está acontecendo um movimento muito forte nas cavernas. Eu acho que é questão de horas, dias no máximo semana ou duas ou talvez menos que isso que vai acontecer um desenlace forte na nação. Imprevisíveis. Portanto a fala desse cidadão é pra despertar o produtor rural também porque não adianta só caminhoneiro trabalhar.

Vamos perder? Sim vamos perder alguma coisa, mas a situação para o futuro da nação poderá se desencadear de forma positiva apesar desse principal conflito que deveremos ter nos próximos dias ou nas próximas horas.

Falei longamente com o time do Bolsonaro essa semana, ele não está bem, está com a ferimento na perna, uma doença de pele bastante significativa, mas tem esperança ainda, né? Tenha esperança de recuperar e melhorar a sua situação física, e certamente terá condições de enfrentar o que vai acontecer no país. Se vai haver alguma mudança em relação a isso? Só que haja uma capitulação por parte de alguns integrantes importantes e dirigentes que tudo se sente que vai pra um conflito social na nação brasileira (sic).

Eu não posso falar muito até porque tenho muitas informações mas queria passar pra ti, Sartori, e para o teu time aí do agro que eu conheço todos os líderes e e sei da importância do agro.

Até quando lá atrás negociamos a ciclo de sessão eu era o líder da bancada ruralista, articulei a união em 17 estados pra colocar 20 mil pessoas em Brasília em 99. Queimamos máquinas, tratores, fizemos uma escarcel. Fizemos até carreteira aqui pra mais de 2 mil pessoas junto com meu estimado amigo Sperotto e tantos líderes que aí acompanham junto com você, e esse time do agro Brasil. Então conheço todos os passos que temos que fazer.

Fiz a minha parte em 2014. Eu era presidente, alertei a presidente em 2012, 2013, o que ia acontecer no país, infelizmente não conseguimos diálogo na época. Eles nunca aceitaram o diálogo, eles foram pro confronto e agora é um confronto decisivo, eles vão vim para um confronto que nós todos sabemos quais são as consequências, mas nós tomamos uma decisão importantíssima em 2015, quando eu tive a coragem em 130 anos pela primeira vez de tomar uma atitude de reprovar as contas porque encontramos 340 bilhões em 2015 e 2016 e tudo se mostra que vai acontecer novamente.

Seja princípios de estabilidade fiscal não vai ser posto a não ser que a sociedade faça muita pressão e que haja mudança mas tudo está muito nebuloso em relação ao futuro do país. Não vou me alongar mais tenho muitas informações especialmente para o grupo do agro, mas eu acho que é o grande momento baseado no que falou esse caminhoneiro lá de Sinop de que é necessário ‘Acordar todo o Brasil’. Despertar, é fé e crença, como nós tivemos lá em 2015 pela primeira vez.

Fizemos um processo que desmontou de certa forma essas estruturas que eles conseguiram remontar agora baseado na estrutura que tinha já ficado, que foi muito longa. Imagina eles com mais quatro anos de governo o que vai acontecer na nação. Se depender da sociedade se reerguer, a sociedade sabe da sua força, mas não tinha despertado. Nós estamos despertos, esperamos poder avaliar melhor a nação.

E eu fico aqui como magistrado procurando olhar a árvore e a floresta. A floresta se não for tomado medidas bastante fortes está indo prum processo de ser incendiada aos poucos. (...)

Meu amigo Sartori e tantos outros que estão aí junto, Francisco Turra e meu colega, homem de fé, de criança, tantos que eu poderia falar aqui por vários políticos, várias pessoas que têm capacidade de auxiliar nesse momento tão dramático da nação.

Os próximos dias serão nebulosos e o que vai acontecer de desdobramento não se sabe, mas certamente teremos desdobramentos muito fortes nos próximos dias. Um abraço."


segunda-feira, 21 de novembro de 2022

 Nenhum comentário

Projeto do Psol com apoio do PT quer impedir prisão de quem furta por “necessidade”


Vladimir Chaves



Um projeto de lei, em tramitação na Câmara dos Deputados, pretende impedir a prisão de quem furta por “necessidade”, em situação de extrema pobreza, ou de bens com valores insignificantes. O impedimento valeria também para reincidentes.

O PL Nº 4.540/21 pretende alterar o parágrafo 2º do artigo 155 do Código Penal e deve apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A ideia é incluir que não haverá prisão quando a pessoa que cometer o furto estiver “em situação de pobreza ou extrema pobreza, para saciar sua fome ou necessidade básica imediata sua ou de sua família”. Ou nos casos que o que foi furtado tiver valor insignificante a lesão ao patrimônio do ofendido.

A proposta também determina que a ação penal em caso de furto só será levada adiante mediante queixa do ofendido. O texto determina que o juiz, caso não possa absolver o autor, deverá aplicar uma pena restritiva de direitos ou multa, sem prisão.

O projeto foi apresentado pela deputada Talíria Petrone (PSol-RJ) e outros sete deputados do PSOL e PT, com apoio de defensores públicos e instituições.

O Código Penal já permite livrar de punição os crimes cometidos em estado de necessidade, caso que abrange o chamado “crime famélico”, motivado pela necessidade de se alimentar.

Segundo os autores do projeto, no entanto, o Judiciário tem interpretação restrita do princípio e mantém encarceradas pessoas que furtaram alimentos ou valores pequenos. Por isso, cabe ao Legislativo aperfeiçoar a lei para garantir que não haja injustiças.

“A prática judiciária cotidiana se depara com inúmeras situações de furtos motivados por necessidades materiais urgentes, e muitas vezes se recusa, sob variados argumentos, a reconhecer a situação de necessidade do autor”, dizem os autores.

“A criminalização de atos de baixíssima repercussão social, que configuram expressão de uma profunda crise social e econômica, gera uma distorção, na medida que coloca o aparato estatal a serviço da proteção de bens de valores irrisórios, gerando uma sobrecarga do Judiciário”, avaliam.

Além disso, os autores destacam que o furto é um crime sem características violentas a que responde cerca de 11% da população carcerária e, em grande maioria, negros. “O delito de furto, que é um crime sem violência contra a pessoa e, em geral, de baixa lesividade, resulta em altas taxas de encarceramento seletivo”, avaliam.

 

 

sábado, 19 de novembro de 2022

 Nenhum comentário

Pouca vergonha: Câmara e Senado querem aumento de 9% para deputados e senadores


Vladimir Chaves



A Câmara dos Deputados e o Senado apresentaram pedido de reajustes de salários de parlamentares e de servidores das duas Casas para 2023. As emendas, protocoladas durante o feriado da Proclamação da República, preveem a reserva de R$ 570 milhões no orçamento do ano que vem para permitir os aumentos: R$ 370 milhões são para a Câmara e R$ 200 para o Senado.

Se aprovadas as emendas, os salários de deputados e senadores subiriam de R$ 33,7 mil para R$ 36,8 mil, um aumento de mais de 9%.

A movimentação dos parlamentares para reajustar os próprios salários e dos servidores começou ainda em agosto, quando os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram, por unanimidade, uma proposta de aumento de 18% para seus integrantes e todos os magistrados da Justiça Federal. Essa proposta, se aprovada, causaria impacto de R$ 4,6 bilhões e o salário dos ministros do STF passaria de R$ 39,3 mil para R$ 46,3 mil.

Com as fortes críticas da sociedade civil à medida do STF de aprovar um pedido de reajuste em plena crise econômica, deputados e senadores decidiram deixar o pedido de aumento dos próprios salários para depois das eleições, para não perder votos.

Tanto o reajuste dos salários do Judiciário quanto do Legislativo precisam ser autorizados pelo Congresso, com a aprovação do Orçamento para 2023.

As emendas para aumentar os salários de deputados e senadores foram apresentadas depois de reuniões feitas pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com as Mesas Diretoras das duas Casas.

 

Com informações da Revista Oeste.

 Nenhum comentário

Gabinete do Prefeito disponibiliza Whatsapp para população encaminhar demandas


Vladimir Chaves


A Prefeitura de Campina Grande, por meio do Gabinete do Prefeito Bruno Cunha Lima, está disponibilizando o número de whatsapp (83) 98640-8373 como mais uma ferramenta de atendimento ao cidadão campinense.

Com esse canal, de acordo com o secretário-chefe Gilbran Asfora, a população pode ligar ou se comunicar para formular a solicitação de serviços, sugestões e reclamações diretamente à Chefia de Gabinete do Prefeito, onde uma equipe está à disposição da comunidade. Todos os pleitos serão encaminhados para avaliação e tomada de providências por parte das secretarias e órgãos da prefeitura.

Gilbran explica que o serviço funciona 24 horas por dia na ferramenta Whatsapp ou por meio do atendimento das equipes de plantão do Gabinete do Prefeito, de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h. Quem ligar deverá deixar registrado seu contato para que seja dado o devido retorno da solicitação feita ao governo municipal.

Segundo o secretário, a iniciativa cumpre determinação do prefeito Bruno Cunha Lima, que pretende agilizar ainda mais as diversas ações administrativas do Município.

Gilbran Asfora lembrou que algumas secretarias, a exemplo da Sesuma, Saúde e Educação, já dispõem de ferramentas semelhantes, mas agora a comunidade tem à sua disposição, via Gabinete do Prefeito. O secretário listou os serviços: pavimentação de ruas, além de outras múltiplas demandas em áreas como saúde, iluminação, limpeza pública, urbanização, obras e demais setores costumeiramente demandados pela coletividade.

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

 Nenhum comentário

Comando Militar do Nordeste pede ao Twitter que bloqueie conta falsa


Vladimir Chaves


O Comando Militar do Nordeste solicitou ao Twitter que bloqueie uma conta que vem usando o nome da corporação irregularmente. O pedido foi feito ontem (17), depois que o conteúdo de uma mensagem falsamente atribuída ao comando viralizou nas redes sociais.

Segundo o Centro de Comunicação Social, o Comando Militar do Nordeste não tem conta no Twitter e não publicou nenhuma mensagem de estímulo a protestos nas redes sociais que utiliza de fato para divulgar conteúdo institucional (Instagram, YouTube e Facebook).

O tuíte publicado no falso perfil afirma que Nogueira teria deixado claro que o Exército encontrou indícios de fraude no processo eleitoral deste ano e que, portanto, manifestantes que rejeitam o resultado das urnas devem continuar protestando.

O texto é uma alusão à nota que o Ministério da Defesa divulgou no último dia 10, afirmando que, embora os técnicos das Forças Armadas que acompanharam o processo de fiscalização do sistema eletrônico de votação não tenham apontado indícios de fraude ou inconsistências nas urnas eletrônicas e na votação, “também não exclui a possibilidade” de falhas. Na véspera (9), o ministério havia entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório técnico com sugestões, como a realização de uma investigação na compilação do código-fonte das urnas eletrônicas.

Ainda de acordo com o Centro de Comunicação Social, especialistas em segurança cibernética e informática do próprio Exército estão acompanhando as tratativas com a empresa para tentar identificar o responsável pelo falso perfil.

Até a publicação desta matéria, tanto o tuíte que viralizou quanto a conta fake continuavam acessíveis. Por reproduzir outros conteúdos que o Comando Militar de fato divulgou em suas redes sociais oficiais, o falso perfil levou muitos internautas a acreditarem que se tratava de conta oficial e a compartilhar a falsa mensagem – curtida por mais de 34 mil pessoas e já republicada por 10,5 mil pessoas.

 Nenhum comentário