O crescimento espiritual não
acontece apenas no interior do coração; ele se revela, sobretudo, nas escolhas
do dia a dia. À medida que a consciência espiritual amadurece, surge um novo
senso de discernimento. Passamos a perceber que nem tudo o que nos cerca
contribui para nossa paz, nossa fé ou nosso propósito.
Algumas relações, embora
comuns, podem nos afastar daquilo que estamos construindo espiritualmente.
Certos ambientes, antes atraentes, deixam de fazer sentido quando percebemos
que eles nos distraem, nos desgastam ou nos conduzem para longe dos valores que
agora desejamos viver. Da mesma forma, hábitos repetidos sem reflexão podem se
tornar obstáculos silenciosos no caminho da maturidade espiritual.
Esse processo não está
ligado à arrogância nem ao isolamento, mas à responsabilidade espiritual.
Escolher melhor é um ato de cuidado com a própria alma. É entender que crescer
envolve renúncia, e que dizer “não” a algumas coisas é, na verdade, dizer “sim”
àquilo que edifica, fortalece e aproxima de Deus.
A Bíblia nos lembra desse
princípio com clareza:
“Todas as coisas me são
lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas
edificam.” (1 Coríntios 10:23)
Viver com discernimento é
caminhar com sabedoria, permitindo que a fé molde não apenas o que cremos, mas
também como vivemos.





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