A intolerância contra
cristãos, fenômeno conhecido como cristofobia, tem se tornado cada vez mais
visível no Brasil. O avanço desse comportamento levanta questionamentos sérios
sobre os limites da liberdade religiosa e o uso distorcido desse próprio conceito
para justificar perseguições contra pessoas que professam publicamente a fé
cristã.
De forma paradoxal, grupos
que se apresentam como defensores da tolerância religiosa têm utilizado esse
discurso para silenciar pregadores, líderes e fiéis que anunciam o evangelho de
Cristo com convicção. A pregação bíblica, quando não se submete a determinadas
narrativas ideológicas, passa a ser tratada como discurso ofensivo, abrindo
espaço para censura e hostilidade.
Esse ambiente de pressão
também se reflete dentro das igrejas. O receio de retaliações sociais,
institucionais ou midiáticas tem levado parte das lideranças a suavizar ou
evitar temas centrais da fé cristã. A autocensura enfraquece o testemunho
cristão e compromete o papel histórico da Igreja como proclamadora da verdade
bíblica, que jamais foi chamada a se moldar ao espírito do tempo.
No ambiente escolar, a
situação assume contornos ainda mais preocupantes. Professores que professam
sua fé cristã têm sido alvo de ameaças, processos administrativos e punições
disciplinares. O avanço ocorre de forma gradual e contínua: primeiro, a retirada
da Bíblia do espaço escolar; depois, a proibição da oração; em seguida, a
ridicularização da fé cristã; e, agora, a institucionalização de punições
contra educadores que se recusam a ocultar suas convicções.
Tais práticas colocam em
risco princípios constitucionais básicos. A Constituição Federal garante o
livre exercício da religião e a liberdade de crença, direitos que não podem ser
relativizados por interpretações ideológicas da laicidade do Estado. Um Estado
laico não é um Estado antirreligioso, mas aquele que assegura espaço para todas
as manifestações de fé.
Diante desse cenário, cresce
a responsabilidade da Igreja e de suas lideranças. O silêncio diante da
perseguição contribui para a normalização da intolerância. Oferecer apoio
espiritual, moral e institucional aos professores cristãos perseguidos é mais do
que um gesto solidário; é um dever diante da justiça e da liberdade.
Do ponto de vista bíblico, a
oposição à fé cristã não é novidade. O apóstolo Paulo advertiu:
“E também todos os que
piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.” (2
Timóteo 3:12)
O avanço da cristofobia no
Brasil exige reflexão profunda. Silenciar a fé cristã sob o pretexto de
tolerância não fortalece a democracia; ao contrário, fragiliza direitos
fundamentais e empobrece o debate público. Defender a liberdade religiosa é
defender a convivência plural e o respeito mútuo.
Este texto é dedicado às
professoras e professores vítimas da cristofobia, especialmente à educadora que
compartilhou seu testemunho de perseguição em minha congregação, tornando
visível uma realidade que muitos ainda insistem em ignorar.
Vladimir Chaves






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