Manzuá Eletrônica: Deputado defende retorno da “Operação Manzuá”


Vladimir Chaves


O deputado estadual eleito pelo PSL, Moacir Rodrigues, está propondo o retorno da “Operação Manzuá”, com um novo formato. O parlamentar informou que irá procurar o governador eleito e as autoridades envolvidas com a segurança pública, para sugerir a implantação da Manzuá Eletrônica.

“Vamos levar as autoridades o projeto “Manzuá Eletrônica”, que consiste em barreiras nas principais rodovias e estradas do estado equipadas com câmaras de alta resolução, capazes de realizarem o reconhecimento facial dos motoristas e passageiros, além da identificação das placas dos automóveis, com as imagens sendo repassadas em tempo real as polícias Federal, Militar, Civil, Rodoviária e outros órgãos de segurança. É a tecnologia a favor da segurança!” disse Moacir.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

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CNI/Ibope: para 75% dos brasileiros, Bolsonaro está no caminho certo


Vladimir Chaves


Pesquisa CNI-Ibope divulgada hoje (13) mostra que 75% dos brasileiros – três em cada quatro – acreditam que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e sua equipe estão no caminho certo em relação às decisões tomadas até o momento. De acordo com o estudo, 14% acham que Bolsonaro está no caminho errado e 11% não sabem ou não responderam à pergunta.

Os números mostram que, quanto maior a renda familiar, maior o percentual dos que acreditam que o presidente eleito está no caminho certo. O índice é de 70% entre aqueles com renda familiar de até um salário mínimo e chega a 82% entre os que têm renda familiar superior a cinco salários mínimos.

Entre os brasileiros ouvidos, 64% têm expectativa de que o governo Bolsonaro será ótimo ou bom.

Prioridades

Para 41% e 40% dos entrevistados, respectivamente, melhorar os serviços de saúde e promover geração de empregos devem ser as prioridades do governo para 2019. Em seguida, aparecem combater a corrupção e combater a violência e a criminalidade, ambos com 36%, e melhorar a qualidade da educação, apontada por 33%.

Melhorias
O levantamento mostra que dois em cada três brasileiros acreditam que a situação econômica do país vai melhorar em 2019, enquanto parcela similar espera que a própria vida vai melhorar ou melhorar muito no próximo ano.

Cerca de quatro em cada dez brasileiros (43%) acreditam que a segurança pública está entre os principais problemas que vão melhorar no primeiro ano de governo do presidente eleito. Em seguida, aparecem a corrupção (37%) e o desemprego (36%).

Equipe de governo

A pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros ouvidos aprova as indicações para compor a equipe de Bolsonaro, bem como as medidas que vêm sendo anunciadas pela equipe.

Entre os entrevistados, 80% se dizem pelo menos um pouco informados sobre as indicações do presidente eleito para os cargos de primeiro escalão do governo – ministros e colaboradores da equipe de transição. Desses, 55% consideram as indicações adequadas ou muito adequadas.

Pouco mais de oito em cada dez se dizem informados, em alguma profundidade, sobre as propostas já anunciadas pelo presidente eleito. Entre eles, 75% afirmam aprovar de forma geral as propostas. O percentual de aprovação cresce de acordo com o grau de informação que o entrevistado diz ter sobre o novo governo.

A pesquisa foi feita entre 29 de novembro e 2 de dezembro e ouviu 2 mil eleitores de 127 municípios. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.

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Senado aprova aumento de pena para o crime de maus-tratos a animais


Vladimir Chaves


O Plenário do Senado aprovou a ampliação da pena para o crime de maus-tratos a animais (PLS 470/2018). Hoje, a pena prevista é de 3 meses a um ano de detenção, além de multa. Com o projeto, a pena agora será de 1 a 4 anos de detenção, com a possibilidade de multa mantida. O texto também estabelece punição financeira para estabelecimentos comerciais que concorrerem para o crime e segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.

A sugestão de pena mais rigorosa foi apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na semana passada e teve como motivação o caso de um cachorro espancado e morto em uma unidade da rede de supermercados Carrefour, em Osasco (SP). O projeto tramitou em caráter de urgência. Por isso, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) apresentou parecer favorável, em Plenário, pelas Comissões de Meio Ambiente (CMA) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Debate
A aprovação do projeto, no entanto, não foi sem polêmica. O senador Otto Alencar (PSD-BA) disse não se colocar “contra o projeto”, mas questionou a multa aos estabelecimentos. Para o senador, a multa deveria ser direcionada somente à pessoa física que cometer o crime. Ele também sugeriu a previsão, no projeto, da possibilidade de defesa contra possíveis ataques de animais.

O senador Guaracy Silveira (DC-TO) também criticou o texto, pedindo “mais sensatez” aos colegas. Já o senador Telmário Mota (PTB-RR) apresentou um voto em separado, contrário a algumas questões do projeto, argumentando que a medida vai “acabar com a vaquejada”. Ele criticou, por exemplo, o tempo da pena — que ele considerou exagerada. Telmário ainda reclamou da rápida tramitação e lamentou o que chamou de preconceito e hipocrisia dos movimentos que defendem os animais.

Randolfe Rodrigues negou que seu projeto atinja manifestações culturais como a vaquejada. Para ele, as posições contrárias à sua proposta, na verdade, são um “lobby a favor das rinhas de galo”. O senador Reguffe (sem partido-DF) parabenizou Randolfe pela iniciativa e destacou que o projeto “é meritório”. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) também manifestou apoio ao projeto, ao qual chamou de "marco civilizatório". Ele, porém, pediu uma reflexão sobre questões como trabalhadores que usam carroças de tração animal e a caça para alimentação. Também apoiaram a matéria os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
Alterações

O projeto altera a legislação (Lei 9.605/1998) para estabelecer a pena de 1 a 4 anos de detenção para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, ainda que por negligência. Hoje, a lei prevê pena de 3 meses a 1 ano de detenção. A possibilidade de aplicação de multa continua mantida.

O projeto também determina que estabelecimentos comerciais que concorrerem para a prática de maus tratos, ainda que por omissão ou negligência, serão multados no valor de um a mil salários-mínimos. Os critérios para o valor da multa serão a gravidade e a extensão da prática de maus-tratos, a adequação e a proporcionalidade entre a prática de maus-tratos e a sanção financeira e a capacidade econômica da corporação que for multada. Os recursos arrecadados com as multas serão aplicados em entidades de recuperação, reabilitação e assistência de animais.

Na justificativa do projeto, Randolfe lembra que o crime de dano, de “destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”, previsto no Código Penal (DL 2.848/1940), possui penalidade que pode ser seis vezes maior que a prevista hoje para o crime de mutilar um animal. Para o senador, não é razoável tratar o dano a um objeto inanimado e a um ser vivo que sente dor com tamanha desproporção.
Na visão do autor, seu projeto pode aprimorar “a proteção ao meio ambiente e aos animais contra práticas abusivas que infligem dor e sofrimento absolutamente desnecessário a vidas de seres indefesos, que, quando bem-cuidados, só nos rendem afeto, carinho e alegrias”.

Randolfe agradeceu o apoio dos colegas e de entidades ligadas à defesa dos direitos dos animais. Mais cedo, uma comitiva visitou o presidente do Senado, Eunício Oliveira, para defender o projeto. Randolfe ainda registrou a presença da ativista Luisa Mell, da empresária Paula Lavigne e da atriz Paolla Oliveira, entre outros, que acompanharam a votação da matéria em Plenário.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

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Ministro do Meio Ambiente é investigado por mandar tirar busto de terrorista de parque


Vladimir Chaves


O futuro ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é acusado pelo Ministério Público de São Paulo de ter mandado retirar do Parque Estadual do Rio Turvo, no município de Cajati, o busto, as fotos e as placas explicativas sobre a passagem do guerrilheiro Carlos Lamarca pelo Vale do Ribeira, no interior do estado. A ordem teria sido dada durante visita ao parque, no ano passado, quando Salles era secretário de Meio Ambiente de São Paulo.

Para o promotor Nilton de Oliveira Mello Neto, que apresentou ação civil pública contra Salles em agosto passado o então secretário agiu à revelia do processo administrativo legal e apenas imbuído de "patente móvel ideológico". A ação está em curso na Justiça.

O busto havia sido instalado em 2012, após decisão formal do conselho do parque, com a intenção de preservar a memória da região. Segundo o inquérito, Salles visitou o parque pouco antes de deixar o cargo, em agosto de 2017 e, quando avistou o busto, determinou ao gestor do parque, Tiago Leite Veck, que o retirasse.

O prefeito de Cajati, Lucival Cordeiro, confirmou, em depoimento, que Salles pediu ajuda da prefeitura para retirar, além do busto, todos os painéis sobre Lamarca. Os funcionários teriam feito a retirada e entregado o material para a Polícia Militar, que o levou para a sede do Comando de Policiamento Ambiental, na capital paulista. Segundo o cabo da Polícia Militar Adilson Domingues, que transportou o busto, seus superiores disseram apenas que a ordem partiu do então secretário.

Lamarca e outros 16 guerrilheiros da Vanguarda Popular Revolucionária (VRP) passaram pelo Vale do Ribeira em 1969, para fugir da perseguição durante a ditadura militar. A gruta da Capelinha e a Trilha do Lamarca faziam parte das atrações do parque, numa tentativa de aliar história e natureza.

Em entrevista ao GLOBO, Salles confirma que mandou retirar o busto de Lamarca e que a Justiça já negou duas liminares do Ministério Público.

— Não é uma destinação correta você usar recursos de compensação ambiental para fazer estátua em homenagem a quem quer que seja. Essa foi uma decisão minha como secretário e estava dentro das minhas atribuições.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

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Brasil tem 5,2 milhões de crianças na extrema pobreza e 18,2 milhões na pobreza


Vladimir Chaves


Os indicadores sociais revelam uma realidade perversa para crianças e jovens no Brasil. No ano passado, 12,5% da população brasileira de 0 a 14 anos vivia na extrema pobreza e 43,4% na pobreza, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta semana.

Em números absolutos, são 5,2 milhões de brasileiros de 0 a 14 anos na extrema pobreza – o equivalente a quase toda a população da Dinamarca – e 18,2 milhões na pobreza – pouco mais do que o número de habitantes do Chile.
No Brasil, 10% mais ricos ganham cerca de 17,6 vezes mais que os 40% mais pobres

A pesquisa mostrou um outro dado alarmante: entre todos os grupos etários, o porcentual de pobreza por contingente populacional tem maior concentração nas crianças e jovens.

Segundo o IBGE, é considerado em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.

Em relação a 2016, houve uma ligeira piora. Há dois anos, 11,4% dos brasileiros entre 0 e 14 anos estavam na extrema pobreza e 42,9% na pobreza.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

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É nesta segunda a diplomação de Bolsonaro e Mourão Cerimônia acontece no plenário do Tribunal Superior Eleitoral


Vladimir Chaves


A diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e de seu vice, general Hamilton Mourão, acontece nesta segunda-feira (10), às 16h. A solenidade acontece no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, Distrito Federal.

De acordo com a legislação eleitoral brasileira, antes de um presidente eleito tomar posse, o TSE deve comprovar que ele cumpriu todas as formalidades legais. A diplomação é um atestado de que as eleições ocorreram regularmente e que os candidatos foram efetivamente escolhidos pela maioria do povo.

Os dois cumpriram os pré-requisitos necessários para que a cerimônia aconteça, como a aprovação das contas de campanha pela Corte. A data previamente definida era a terça-feira dia 11, mas foi antecipada em um dia devido à próxima cirurgia do presidente eleito.

O procedimento, previamente marcado para o 12 de dezembro, foi adiado para depois da posse.

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Bruno Cunha Lima anuncia saída do Solidariedade


Vladimir Chaves


“Eu não sou guiado por circunstâncias. Eu faço escolhas”. A frase é do deputado estadual Bruno Cunha Lima e foi dita ao anunciar a sua saída do partido Solidariedade. Ele tomou a decisão após o indicativo da ida do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, para a legenda e a solicitação de que ambos fizessem uma composição para direção estadual do partido.

Bruno explicou que tem uma maneira de pensar e atuar na política que diverge do sistema, impossibilitando uma composição dentro do Solidariedade. De acordo com o parlamentar, para evitar problemas futuros, ele tomou a decisão de deixar a legenda. “Por eu entender que não tem condições de se fazer composição, decidi sair para evitar divergências futuros e poder seguir fazendo política como acredito, alinhado à renovação que as pessoas querem.”

O deputado informou ainda não tem definição sobre sua filiação a um novo partido, apesar de já ter sido procurado por dirigentes de outras duas legendas. Revelou também que vem se dedicando ao projeto da criação de uma fundação, que atuará na formação de jovens líderes e abrigará ações de combate ao câncer, inclusão da pessoa com deficiência.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

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Multidão prestigia abertura do “Natal Iluminado 2018” e festeja a passagem da “Caravana da Coca-Cola” com Papai Noel


Vladimir Chaves


Um grande público, formado por milhares de pessoas de todas as idades, especialmente crianças, prestigiou com entusiasmo e emoção ao lançamento oficial, na noite de ontem, 5, do projeto Natal Iluminado 2018, em evento que contou com um espetáculo de luzes, música e uma programação especial voltada para a família, como acontece todos os anos.

A iniciativa da Prefeitura Municipal de Campina Grande se consolida cada vez no calendário turístico da cidade. A programação de abertura do Natal Iluminado começou por volta das 18h30min com a apresentação do Coral da Escola Municipal Leonardo Vitorino, do bairro do Pedregal, integrado por 22 crianças, que cantaram músicas natalinas sob a regência do maestro Herbert Silva Bezerra. Em seguida, aconteceu o acendimento da árvore de Natal de 22 metros, instalada próximo ao Monumento dos Pioneiros.

Assim que a árvore natal gigante foi ligada, um show pirotécnico e uma série de apresentações artísticas ocorreram nas proximidades do Parque da Criança e da Praça José Américo, área que também foi especialmente decorada para integrar a estrutura natalina da cidade. Foram atrações o DJ Moisés Vitalic e saxofonista Jardel Max.

Uma das novidades deste ano foi a integração ao evento da Caravana da Coca-Cola, um projeto de marketing ousado que percorre várias cidades do Brasil. O comboio mágico chegou, por volta das 21h, ao Açude Velho, após percorrer por mais de duas horas um roteiro que incluiu o centro da cidade e vários bairros. Os cinco caminhões da caravana foram recepcionados por uma multidão considerável que ocupou boa parte da área próxima à Estátua dos Pioneiros e a Praça José Américo.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico do Município, Rosália Lucas, a programação foi coroada de sucesso, pois atraiu um público expressivo. “De fato, em nome do prefeito Romero Rodrigues, fizemos questão de agradecer aos milhares de campinenses que estivaram na noite desta quarta-feira em nossa programação natalina”, afirmou, informando que ao longo do mês de dezembro serão realizados outros eventos destinados a manter viva a chama dos tradicionais festejos natalinos da cidade", ressaltou.

Campina tem mais de 200 mil lâmpadas de LED no Natal Iluminado

Os números impressionam, mas é a beleza de todos os utensílios e o encantamento com o clima natalino que transformarão a cidade de Campina Grande durante este mês. São mais de 200 mil lâmpadas de LED, 500 adornos, mais de 25 mil metros de mangueira, três árvores gigantes de natal e milhares de outros equipamentos que irão embelezar a cidade no Natal Iluminado deste ano.

No total, a iluminação natalina da cidade está espalhada por 16 pontos, contemplando também os distritos de Galante e São José da Mata. Locais tradicionais como a sede da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), o Açude Velho, a Praça da Bandeira e a Avenida Brasília prometem encantar pessoas de todas as idades.

Este ano, a Prefeitura de Campina Grande está investindo aproximadamente R$1 milhão no projeto, que há anos tem tornado a cidade mais bonita e transformado o ambiente da Rainha da Borborema. A Praça José Américo, que fica próximo ao Parque da Criança e ao Açude Velho, também deverá ser um dos locais mais visitados por turistas e campinenses.

“Todo o esforço que temos feito para concretizar esse projeto tem o objetivo de transformar a cidade num espaço verdadeiramente com clima natalino. Há muito tempo a população de Campina clamava por isso e temos conseguido nos últimos anos atrair os olhares e a atenção de quem passa pelas ruas da cidade”, observou o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, que lamentou não estar na cidade por conta de compromissos oficiais em Brasília.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

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"O STF é uma vergonha". Projeção de protesto iluminado no prédio do Supremo vira notícia no mundo


Vladimir Chaves


A atitude arbitrária do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, ao tentar intimidar cidadãos de manifestarem indignação contra o STF, terminou por causar um efeito contrário ao desejo de Lewandowski, que mandou prender um cidadão pelo fato do mesmo ter dito que tinha vergonha do STF.

Numa atitude drástica o ministro mandou prender o advogado Cristiano Caiado de Acioli, pelo fato dele ter tido ao ministro que tinha vergonha do STF, durante um voo com destino a Brasília.

Em sinal de protesto, o Movimento Brasil Livre (MBL) projetou no prédio do Supremo a frase “Vergonha STF”. A imagem, ganhou as redes sociais causando uma repercussão negativa contra a suprema corte no mundo inteiro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

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Quase um terço das cidades brasileiras corre o risco de virar desertos de notícia, diz pesquisa


Vladimir Chaves


Pelo menos 30% dos municípios brasileiros correm o risco de virar “desertos noticiosos”, áreas sem cobertura de jornalismo local. Essas localidades, mapeadas pela pesquisa Atlas da Notícia, têm apenas um ou dois veículos jornalísticos e abrigam 34 milhões de pessoas.

Caso essas cidades deixem de ter jornais impressos, sites de notícias, revistas, rádios ou redes de televisão, elas podem se juntar aos outros 51% de municípios brasileiros encontrados pela pesquisa que não têm cobertura alguma. Nesses “desertos”, moram 30 milhões de pessoas.

Somados os percentuais das duas categorias, são 81% de cidades no Brasil em situação de vulnerabilidade. O quadro é preocupante, segundo analisa Angela Pimenta, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor), instituição que realizou o Atlas da Notícia.

“Nesses locais, a dependência dos veículos é maior em relação ao poder público para verba de publicidade, e há uma cultura menos difundida da liberdade de expressão”, disse ela ao Centro Knight. “O poder público não tem escrutínio jornalístico. E o direito à informação, previsto na Declaração dos Direitos Humanos, não é atendido”.

Os piores cenários estão nas regiões Norte (onde 70% das cidades são “desertos”) e Nordeste (64% de “desertos”), especialmente em municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Localidades sem veículos de jornalismo têm população média de 11 mil habitantes. As cidades com risco de perderem cobertura jornalística local, por sua vez, têm média populacional ligeiramente maior, de 65 mil pessoas.

Este é outro ponto de alerta, de acordo com Sérgio Spagnuolo, fundador e editor do Volt Data Lab, agência de jornalismo de dados que desenvolveu o levantamento. “Esses ‘quase desertos’ vão pegar cidades maiores e jogar nesse mundo dos desertos de notícias. São cidades mais desenvolvidas, com mais pessoas, se tornando desertos”, disse ao Centro Knight.

A pesquisa também verificou uma dependência maior de cobertura feita por rádios e jornais impressos, sobretudo fora dos grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Pela primeira vez, o Atlas da Notícia mapeou todos os tipos de veículos de imprensa e encontrou 32,1% de rádios, 27% de impressos, 22,2% de televisões, 18,4% de meios digitais e 0,4% de revistas.

A dependência do jornalismo impresso é ainda mais significativa quando se considera que, dentre os 81 veículos fechados no Brasil desde 2011, 46 eram jornais, de acordo com dados da pesquisa. “Há nesse panorama duas crises: a crise político-econômica, que pressiona esses meios sobretudo na questão do financiamento, e a disrupção digital”, analisa Pimenta.

Para Pimenta, a falta de verba pode também influenciar a qualidade do jornalismo produzido, já que o trabalho de reportagem exige recursos.

“Há uma tendência de sair da reportagem para produzir opinião e colunismo. Se não existe a matéria prima da reportagem para sustentar análises e opiniões sobre a vida local, o resultado é um jornalismo mais fragilizado para essas populações”, observou ela.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

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Deputado diz que reforma do Código Tributário pode alavancar economia do pais.


Vladimir Chaves


Para o deputado estadual Moacir Rodrigues (PSL), a economia brasileira só será alavancada quando todos os municípios forem tratados de forma isonômica no Código Tributário, especificamente o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

“A distribuição das verbas precisa ter um critério universal, a economia brasileira só será alavancada quando os municípios forem tratados de forma igualitária” disse o deputado.

Justificando sua tese o parlamentar citou como exemplo o caso de Campina Grande, que com uma população de 407 mil habitantes recebeu no ano de 2017, R$ 73 milhões do FPM, mesmo valor que recebeu a cidade de Alagoinha na Bahia, com 155 mil habitantes.

Em 2017, a cidade de João Pessoa com 801 mil habitantes recebeu R$ 226 milhões de FPM, já a cidade de Aracaju com 641 mil habitantes recebeu R$ 213 milhões.

O Código Tributário foi criado em 1966, dando privilégios as capitais, que tem direito a 10% do FPM.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

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ANP cobra esclarecimentos sobre preços de combustíveis a distribuidoras


Vladimir Chaves


A ANP solicitou hoje (27/11), em um prazo máximo de 15 dias, esclarecimentos às principais empresas distribuidoras sobre os preços dos combustíveis. O pedido atende à atribuição legal da Agência de zelar pela proteção do consumidor quanto a preços, qualidade e oferta de produtos, prevista na Lei Nº 9478/97 e na Resolução CNPE Nº 4/2002.

Agência tem adotado várias medidas para dar maior transparência à formação de preços e solicitado informações dos agentes periodicamente. Dessa forma, foi observada a redução significativa de preços da gasolina A pela Petrobras, sem que essa decisão tenha chegado ao consumidor final.

De acordo com a pesquisa de preços divulgada pela ANP na semana passada, o valor da gasolina C*, que estava, na média nacional, em R$ 2,1381, no dia 18 de setembro, tinha se reduzido para R$ 1,6761. No entanto, apenas R$ 0,04 tinham sido repassados ao consumidor final. O último acompanhamento da ANP, divulgado esta semana, indica que embora o preço da gasolina C* tenha caído cerca de R$ 0,51 nos dois últimos meses, só cerca de R$0,26 foram repassados pelas distribuidoras. O consumidor final, por sua vez, somente constatou uma redução da ordem de R$ 0,10 nos preços praticados na bomba.

* O preço da gasolina C é composto por 73% do preço da gasolina A praticado pela Petrobras (venda às distribuidoras) mais 27% do preço do etanol. O valor não considera tributos.

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Comissão de Direitos Humanos quer prisão de jovem que reagiu a um assalto agredindo o bandido.


Vladimir Chaves


A Comissão de Direitos Humanos de Minas Gerais, por meio de um pedido feito junto à promotoria de Belo Horizonte, conseguiu autorizar a prisão do estudante de 21 anos que reagiu a um assalto com arma de brinquedo e espancou o bandido. O caso aconteceu na última quinta-feira (22), no bairro Camargos, região Oeste de Belo Horizonte.

De acordo com a presidente da Comissão, Gizelle Rosário Leitte, o jovem agiu com “demasiada força e não deu chances de defesa ao bandido”.

"Não precisava ele ter sido violento daquele forma, a vítima já estava no chão e ele continuou as agressões. O único criminoso nessa história é o estudante, que despejou todo seu ódio e rancor em cima da vítima. Ele deve ser preso e pagar pelo que fez. Nenhum ser humano merece passar pelo que aquele assaltante passou." Disse Gizelle.

O jovem foi conduzido pela polícia e responderá pelos crimes de tentativa de homicídio e lesão corporal grave sem chances de defesa da vítima, e pode pegar até 8 anos de prisão.

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Após aumento do STF, líderes do Congresso se articulam para “engordar” seus contracheques.


Vladimir Chaves


Agora que o reajuste do salário dos ministros do STF foi sancionado por Michel Temer, o Congresso Nacional já se movimenta para engordar seu contracheque.

Deputados e senadores vão se agarrar ao argumento de que há pressão dos servidores.

O reajuste para ministros do STF, de R$ 33 mil para R$ 39 mil, foi aprovado no Senado no dia 7 de novembro, e sancionado por Temer nesta segunda-feira (26).

terça-feira, 27 de novembro de 2018

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Deputado Moacir Rodrigues envia carta ao ministro Paulo Guedes sugerindo ações voltas para o desenvolvimento do Nordeste.


Vladimir Chaves


Eleito tendo como principal proposta a luta pela segurança hídrica da população paraibana, o deputado estadual Moacir Rodrigues (PSL), tem buscado soluções para o estado, antes mesmo de assumir o mandato, para isso tem tido uma agende marcada por reuniões e encontros com técnicos e representantes dos mais variados seguimentos da sociedade paraibana.

Essa semana o deputado eleito enviou carta ao futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, sugerindo ações pontuais que podem alavancar o desenvolvimento das pequenas e médias cidades não só do Estado da Paraíba, mas de todo o Nordeste.

O deputado eleito ao lado do seu irmão e prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, estão entre as primeiras lideranças da Paraíba a declararem apoio ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, inclusive são responsáveis pela expressiva votação do presidente no Compartimento da Borborema (nos dois turnos).

Confira a integra da carta:

Campina Grande, 22 de novembro de 2018.
Sr. Futuro Ministro da Economia
Coordenador do Grupo Técnico de Economia e Comércio Exterior
PAULO ROBERTO NUNES GUEDES

Ministério Extraordinário de Transição

Centro Cultural Banco do Brasil
St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 - Edifício Tancredo Neves, Brasília - DF, 70200-002

Assunto: Ideias e proposições conceituais relacionadas às políticas públicas a serem desenvolvidas para pequenas e médias cidades do Nordeste do Brasil.
Sr. Coordenador Técnico e Futuro Ministro da Fazenda,

1.                     Ao cumprimentá-lo, e já na condição de deputado estadual eleito no Estado da Paraíba, venho apresentar a principal demanda da nossa Região Nordeste: retirar as cidades pequenas e médias do isolamento econômico.
2.                     O cenário desses cidades é de total dependência de programas sociais e receitas previdenciárias e isso retira dessa população o protagonismo econômico que pode mudar as vidas de milhões de pessoas para melhor.

 3.                    Precisamos de pôr um fim de uma vez por todas na “Indústria da Seca” e para este ponto temos uma proposição que é a contratação de requalificação dos Estudos e Análises sobre o Projeto de Transposição de Águas do Rio Tocantins em Interligação com a Bacia do Rio São Francisco. A matéria já foi objeto de complexo Estudo Técnico no âmbito do Ministério da Integração Nacional em 2003, nos termos do Processo de n° 59602.000417/2017-92, de autoria do Consórcio ENGERCORPS-HARZA.

4.                     A nossa proposição acima não retira a importância da conclusão das obras da Transposição do Rio São Francisco que tem se mostrado um projeto de vital importância para a garantia de recursos hídricos para ao abastecimento populacional e sobrevivência de criações. Entretanto, a saída para o desenvolvimento econômico dos Estados beneficiados seria a interligação das Bacias do Rio Tocantins e Rio São Francisco. O projeto uma vez executado  potencializaria a vazão de água em 100m³/s em direção as áreas beneficiadas, o que garante acúmulo de água para geração de energia hidrelétrica no Lago de Sobradinho e demais Usinas, reduz a estimativa de gastos com a revitalização do Rio São Francisco, promoverá a perenização de centenas de Rios e refletirá na possibilidade de instalação de 2 milhões de hectares de projetos de irrigação. Com isso, estabeleceremos segurança hídrica para 20 milhões de pessoas, que serão beneficiadas com o acesso inédito à água. É o projeto que levará ao fim a “indústria da seca”.

5.                     Outro ponto, todos os estudos na área de energias renováveis apontam o Nordeste Brasileiro como a “Mina de Ouro” do mapa solar brasileiro. Essa reserva energética precisa de um plano de incentivo para que nossa matriz energética se transforme na de menor custo do mundo e isso possibilitará uma redução importante no Custo Brasil e incluirá de vez o Nordeste no cenário de desenvolvimento. A energia renovável colocará o Brasil entre os países com a matriz energética limpa e do futuro e garantirá recursos para que os produtores rurais possam investir na produção.

6.                     Um último tópico que gostaria registrar é sobre o perverso critério de distribuição da Transferência Constitucional do Fundo de Participação dos Municípios. Notadamente o Decreto-Lei 1.881, de 27 de agosto de 1981, legislação que já beira os 40 anos, associado com a Lei Complementar de n° 62, de 28 de dezembro de 1989, com quase 30 anos de vigência, conceituam e definem os critérios do FPM de modo defasado e arcaico, prejudicando milhares de cidades que não se encaixam no perfil de tamanho populacional e privilegiando as capitais dos Estados Brasileiros. A regra estipulada no Decreto-Lei de n° 1.881/81 apenas aponta que as cidades acima de 156.216 habitantes terão o mesmo fator de distribuição de recursos do FPM, conforme Art. 1º, alínea “e”. Portanto, cidades do porte de Campina Grande (400 mil habitantes) recebem quase o mesmo volume de recursos que cidades com cerca de 160 mil habitantes. O reflexo dessa disparidade na distribuição de recursos é a incapacidade orçamentária para prover os munícipes de cidades do porte de Campina Grande-PB da oferta de melhores serviços básicos de saúde e educação, além de uma série de outros investimentos que poderiam ter o efeito de melhorar a qualidade de vida dos seus residentes.

7.                     Ciente dos grandes desafios que serão o pilar de transformação desse imenso Brasil, deixo aqui minha contribuição e minha disponibilidade em debater as pautas do Nordeste e da Paraíba.                

MOACIR RODRIGUES

Deputado Estadual Eleito - Paraíba

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

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