“Eu não sei o que Ele viu em
mim, não entendo por que me amou.”
Essa frase da canção Eu só
quero adorar expressa com precisão o que sinto quando olho para a minha própria
história. Sempre que ouço essa música, algo em mim se quebranta. Quanto mais me
conheço, mais percebo que não havia nada em mim que explicasse um amor tão
insistente, tão profundo e tão real.
Quando olho para trás, não
encontro méritos que justifiquem esse amor. Vejo falhas, quedas, decisões
erradas e muitos momentos em que Deus me chamou, mas eu escolhi ignorar. Se o
amor dEle dependesse do meu desempenho, eu já teria sido deixado para trás. Mas
Ele não foi embora.
Eu não fui chamado e
transformado porque fiz tudo certo. Fui amado, chamado e transformado apesar de
tudo que fiz errado. E isso muda tudo. Porque então entendo que não foi a minha
força que me sustentou, mas a graça dEle que me alcançou quando eu já não tinha
argumentos, defesas ou justificativas.
Essa verdade desmontou o meu
orgulho e começou a curar a minha alma. Hoje, só me resta me render, me
entregar e obedecer. Adorar a Deus deixou de ser um meio e se tornou o fim. Eu
não adoro para ser aceito; eu adoro porque já fui aceito.
Quando canto essa frase, não canto em dúvida, mas em admiração. Não entender por que Ele me amou não me afasta; me aproxima. Isso me leva a agradecer, a reverenciar e a desejar viver de um modo que honre esse amor que me encontrou no meio das minhas fraquezas.
Talvez eu nunca entenda
completamente o que Ele viu em mim. Mas sei o suficiente para afirmar: eu fui
amado, eu fui alcançado e eu fui transformado. E isso me basta. Por isso, eu só
quero adorar.
Vladimir Chaves





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