Quando Pedro declarou que
Deus enviou “o evangelho da paz por meio de Jesus Cristo, que é Senhor de
todos”, ele estava atravessando uma fronteira que, por séculos, parecia
intransponível. Não era apenas a porta da casa de um gentio que se abria, mas a
compreensão de que o agir de Deus não se limita a povos, rótulos ou tradições
humanas.
Até aquele momento, muitos
criam que a salvação era um privilégio restrito a Israel. No entanto, diante de
Cornélio e de sua família, Pedro entende que o coração do evangelho é maior do
que qualquer divisão religiosa ou cultural. Deus toma a iniciativa, envia sua
Palavra e oferece paz; não uma paz superficial, mas a reconciliação do ser
humano com o próprio Criador.
Essa paz só é possível por
meio de Jesus Cristo. Não vem das obras, da posição social ou da origem, mas da
obra perfeita da cruz. Em Cristo, o inimigo é vencido, o pecado é perdoado e a
separação entre Deus e o homem é desfeita. É por isso que Pedro afirma com
clareza: Jesus é o Senhor de todos.
Essa declaração muda tudo.
Se Ele é Senhor de todos, então ninguém está excluído do chamado, e ninguém
está acima da necessidade de arrependimento. Judeus e gentios, religiosos e
improváveis, todos estão no mesmo nível diante da graça. A fé cristã deixa de
ser um território fechado e se revela como uma mensagem viva, acessível e
transformadora.
Atos 10:36 nos
convida a revisar nossos próprios limites. Quantas vezes ainda tentamos definir
quem pode ou não receber a graça de Deus? O evangelho da paz nos chama a
enxergar como Deus enxerga e a anunciar como Ele anunciou: com verdade, amor e
sem acepção de pessoas.
Reconhecer Jesus como Senhor
de todos não é apenas uma afirmação teológica, mas um compromisso de vida. É
viver submetido à sua autoridade e disposto a levar essa paz a todos que
cruzarem o nosso caminho.





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