No tempo certo, Deus faz crescer


Vladimir Chaves

“O menor virá a ser mil, e o mínimo, uma nação forte; eu o Senhor, a seu tempo farei isso prontamente” Isaías 60.22

Há momentos em que o ambiente nos faz sentir pequenos, com pouca força, pouco reconhecimento. Olhamos ao redor e tudo parece injusto, lento, silencioso, quase parado. É nesse cenário que a palavra do Senhor em Isaías 60.22 ganha vida e sentido.

Deus fala a um povo que conhecia bem a dor da perda, do exílio e da humilhação. Jerusalém havia sido enfraquecida, quase apagada da história. Aos olhos humanos, não havia futuro promissor. Mas Deus não enxerga como o homem enxerga. Onde o povo via o fim, o Senhor via recomeço.

Quando Ele diz: “O menor virá a ser mil”, está nos ensinando que tamanho nunca foi limite para Deus. O que começa pequeno não está condenado a permanecer pequeno. Nas mãos do Senhor, o pouco cresce, se multiplica e se fortalece.

Deus também declara: “O mínimo, uma nação forte”. Ele transforma fragilidade em força. Aquilo que parecia sem valor passa a ter propósito. A obra de Deus não depende da quantidade, mas da sua presença.

O ponto central da promessa está nesta afirmação: “Eu, o Senhor”. Não é esforço humano, não é pressa, nem habilidade. É Deus quem age. É Ele quem levanta, restaura e faz prosperar.

Mas há um detalhe precioso: “a seu tempo”. Deus trabalha com tempo perfeito. Às vezes esperamos rapidez, mas Deus trabalha com maturidade. O silêncio não é ausência; muitas vezes é preparação.

E quando o tempo chega, Ele afirma: “farei isso prontamente”. O que parecia demorado acontece de forma surpreendente. Deus não se atrasa. Ele apenas espera o momento certo para manifestar Sua glória.

Essa promessa nos convida a confiar. A não desistir quando tudo parece pequeno demais. A crer que Deus ainda está trabalhando, mesmo quando não vemos resultados imediatos.

Porque no tempo certo, o Senhor transforma o pouco em muito, a fraqueza em força e a espera em testemunho.

sábado, 24 de janeiro de 2026

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Uma igreja dividida revela uma Palavra negligenciada


Vladimir Chaves


A frase atribuída a Charles Spurgeon nos conduz a uma reflexão séria e necessária: “Satanás enganou um terço dos anjos; imagine o que ele é capaz de fazer com esse povo que não lê a Bíblia.” Se seres espirituais foram enganados, quanto mais o ser humano, limitado e vulnerável, quando escolhe se guiar por opiniões humanas, tradições e estatutos dos homens, em vez de se submeter à orientação da Palavra de Deus.

A Bíblia, portanto, não é apenas um livro religioso. Ela é direção segura, proteção espiritual e fonte de discernimento para a vida. Por isso o salmista declara com convicção: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz para o meu caminho” (Salmos 119:105). Quem anda sem essa luz caminha no escuro e tropeça facilmente; mas quem se deixa guiar pela Palavra consegue enxergar os perigos, discernir o caminho correto e resistir ao engano.

Essa falta de luz espiritual já provocava sérios problemas na igreja primitiva. Em 1 Coríntios 1:10–17, o apóstolo Paulo repreende as divisões entre os irmãos, pois cada grupo passou a se identificar com um líder específico: “Eu sou de Paulo”, “Eu sou de Apolo”, “Eu sou de Cefas”, e até “Eu sou de Cristo.” Essas facções revelavam um coração dividido, mais apegado a homens, nomes e preferências pessoais do que à centralidade da cruz de Cristo.

Quando a Palavra deixa de ocupar o lugar principal, surgem disputas, orgulho espiritual e confusão. O foco sai de Cristo e se desloca para líderes, rótulos religiosos e interpretações pessoais. É nesse ambiente que o engano se fortalece, a fé se enfraquece e a unidade do Corpo de Cristo é comprometida.

Ao negligenciarmos a leitura e o ensino fiel da Bíblia, ficamos expostos a mentiras, fofocas, falsas doutrinas e decisões equivocadas. A ausência da luz da Palavra gera confusão espiritual e nos afasta da verdade. Ler, meditar e viver as Escrituras não é apenas um hábito cristão, mas um ato de vigilância espiritual e o caminho seguro para preservar a unidade da igreja.

Que essa reflexão nos desperte a valorizar a Bíblia no nosso dia a dia. Quem anda guiado pela Palavra não anda perdido. Onde a luz de Deus brilha, o engano não prevalece, e Cristo permanece no centro, como o único e verdadeiro fundamento da fé.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

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A importância do testemunho na evangelização


Vladimir Chaves

O testemunho é uma das formas mais poderosas de evangelização apresentadas na Bíblia. Antes mesmo das palavras, Deus usa a vida transformada do crente como prova viva do poder do Evangelho. O testemunho não se limita a um relato verbal, mas envolve atitudes, caráter, escolhas e fidelidade a Cristo no cotidiano.

Jesus deixou claro que Seus discípulos seriam reconhecidos não apenas pelo que pregavam, mas pela forma como viviam. Ao dizer “assim resplandeça a vossa luz diante dos homens” (Mateus 5:16), Ele ensinou que a vida do cristão deve apontar para Deus. Um testemunho coerente abre portas que muitos sermões não conseguem alcançar.

No livro de Atos, vemos que a expansão da Igreja primitiva ocorreu, em grande parte, por meio do testemunho. Os apóstolos anunciavam aquilo que tinham visto e ouvido, e essa experiência pessoal com Cristo dava autoridade à mensagem. Em Atos 1:8, Jesus não ordena apenas que preguem, mas que sejam suas testemunhas; primeiro na vida, depois nas palavras.

O testemunho também confere credibilidade à mensagem do Evangelho. Quando a conduta do cristão contradiz sua confissão de fé, o Evangelho é desacreditado diante dos ouvintes. Por isso, o apóstolo Pedro exorta os crentes a manterem um bom procedimento entre os não crentes, para que, ao observarem as boas obras, glorifiquem a Deus (1 Pedro 2:12).

Além disso, o testemunho alcança pessoas que dificilmente ouviriam uma pregação formal. Muitos são atraídos a Cristo ao verem mudanças reais: libertação, perdão, amor, mansidão e esperança em meio às dificuldades. Uma vida transformada é uma mensagem viva de que o Evangelho é verdadeiro e eficaz.

Por fim, o testemunho não é uma opção para alguns, mas um chamado para todos os que seguem a Cristo. Evangelizar não é apenas falar de Jesus, mas viver de tal forma que outros sintam desejo de conhecê-lo. Quando palavra e vida caminham juntas, o testemunho se torna um instrumento poderoso nas mãos de Deus para a salvação de muitos.

o Evangelho vivido com testemunho alcança o coração.

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A sabedoria do silêncio


Vladimir Chaves

“Tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar.” (Eclesiastes 3:7)

A lucidez e o discernimento espiritual nos levam a perceber padrões que muitos preferem ignorar. Esse tipo de visão não é um privilégio confortável; é uma responsabilidade. Quem enxerga além do óbvio aprende, com o tempo, que nem todo ambiente suporta a verdade e que nem toda pessoa deseja, de fato, acordar.

Há momentos em que os lúcidos são forçados a fingir cegueira. Não por covardia, mas por sobrevivência. Falar tudo o que se vê pode gerar conflitos desnecessários, desgastes emocionais e até feridas que não precisam existir. O exercício da paciência, nesses casos, consome por dentro. É como se fosse preciso se diminuir por fora para não se perder por dentro, evitando ser contaminado pela ignorância daqueles que escolhem permanecer duros como pedras.

Com o amadurecimento, aprende-se uma lição essencial: nem toda verdade precisa ser dita, nem todo confronto precisa acontecer. O silêncio, muitas vezes, é mais sábio do que a explicação. No fim, não vence quem fala mais alto ou quem tenta convencer a todos. Vence quem entende o jogo da vida, discerne o tempo certo e aprende a caminhar com firmeza, mesmo em silêncio.

Vladimir Chaves

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Confiar em Jesus mesmo quando é difícil


Vladimir Chaves

“Bem-aventurado é aquele que não se escandalizar de mim.” Lucas 7:23

João Batista estava preso.

Ele havia falado sobre Jesus, mas agora sofria, esperava e não entendia o que estava acontecendo. A dor trouxe perguntas ao seu coração. Por isso, ele mandou perguntar a Jesus: “Jesus, és tu mesmo aquele que esperávamos?”

Jesus não respondeu com críticas.

Ele mostrou o que estava fazendo: pessoas sendo curadas, vidas sendo transformadas e a boa notícia chegando aos pobres. Depois disso, disse: “Bem-aventurado é aquele que não se escandalizar de mim.”

Jesus sabia que muitas pessoas esperavam um Messias diferente. Esperavam alguém forte, que resolvesse tudo rápido, mas Jesus veio de forma simples, humilde e com um propósito maior.

Às vezes, nós também ficamos assim.

Oramos, esperamos, e quando a resposta não vem do jeito que queremos, ficamos tristes ou confusos. Podemos até pensar que Deus se esqueceu de nós.

Jesus nos ensina que a verdadeira fé é continuar confiando, mesmo sem entender tudo, permanecer firme na fé mesmo quando as coisas ficam difíceis.

Lucas 7:23 nos lembra que Deus continua trabalhando, mesmo quando não conseguimos ver. Confiar em Jesus nem sempre é fácil, mas sempre vale a pena.

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“Porque eu, o Senhor, não mudo.” (Malaquias 3:6)


Vladimir Chaves

Tem sido Deus. Ainda é Deus e para sempre será Deus. Essa verdade atravessa gerações e sustenta a fé daqueles que aprendem a confiar, mesmo quando não compreendem tudo o que acontece ao seu redor. O tempo passa, as circunstâncias mudam, mas Deus permanece o mesmo em essência, poder e amor.

Ao olhar para o passado, é impossível não reconhecer a mão de Deus na transformação e em cada livramento, em cada porta que se abriu e até mesmo nas que se fecharam. Houve dias difíceis, marcados por lágrimas e silêncio, mas foi Deus quem me sustentou quando as forças pareciam acabar. Ele esteve presente nos detalhes, cuidando mesmo quando não era visto.

No presente, Deus continua sendo Deus. Ele reina soberano, atento às nossas orações e conhecedor das nossas necessidades. Mesmo em meio às lutas diárias, Ele se revela como refúgio seguro, trazendo direção quando há confusão e paz quando o coração está inquieto. Nada foge do seu controle.

Quanto ao futuro, a certeza permanece: Deus continuará sendo Deus. Suas promessas não envelhecem, sua fidelidade não falha e seu cuidado não se esgota. Podemos enfrentar o amanhã com esperança, sabendo que Aquele que nos guardou até aqui seguirá conosco em cada novo desafio.

Essa convicção fortalece a fé e renova a confiança. Quando tudo parece incerto, lembrar que Deus não muda traz descanso à alma. Tem sido Deus, ainda é Deus e para sempre será Deus; ontem, hoje e eternamente digno de toda confiança.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

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Quando Deus habita em nós


Vladimir Chaves

“Todo aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.” (1 João 4:15)

Confessar que Jesus é o Filho de Deus vai muito além de repetir uma frase aprendida na igreja. Em 1 João 4:15, o apóstolo João escreve a cristãos que viviam cercados por dúvidas, falsos ensinos e constantes pressões para distorcer a verdade sobre Cristo. Diante desse cenário, ele deixa algo bem claro: a fé verdadeira começa com o reconhecimento sincero de quem Jesus realmente é.

Essa confissão não nasce apenas da mente, mas do coração, e se revela na maneira de viver. Não se trata apenas de acreditar, mas de entregar a Ele a confiança, a esperança e a direção da própria vida. João afirma que, nesse momento, algo profundo e transformador acontece: Deus passa a permanecer nessa pessoa, e essa pessoa passa a viver em Deus.

Permanecer em Deus significa viver em comunhão constante. É ter a certeza de que não estamos sozinhos, de que Deus caminha conosco no dia a dia, tanto nas alegrias quanto nas lutas. Sua presença não nos isenta dos problemas, mas nos fortalece para enfrentá-los com fé, confiança e amor.

No contexto da carta, João também deixa claro que essa comunhão se manifesta de forma prática. Quem confessa Jesus e permanece em Deus aprende a amar. O amor se torna a marca visível de uma fé genuína; não um amor apenas de palavras, mas aquele que se expressa em atitudes, perdão, cuidado e compromisso com o próximo.

Assim, 1 João 4:15 nos convida a refletir: nossa fé em Jesus é apenas declarada ou verdadeiramente vivida? Quando reconhecemos Jesus como o Filho de Deus e permitimos que Ele governe nossa vida, experimentamos algo precioso: a certeza de que Deus habita em nós, e nós habitamos n’Ele. E onde Deus habita, o amor se torna o caminho, a resposta e o testemunho.

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“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6) — Uma reflexão


Vladimir Chaves

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Essas palavras foram ditas por Jesus em uma noite marcada por incerteza, medo e tristeza. Sentado à mesa com os discípulos, Ele havia anunciado que partiria. Para homens que caminharam ao Seu lado por tanto tempo, aquilo soou como perda, abandono e profunda confusão.

Tomé dá voz ao sentimento do grupo ao dizer: “Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?” A pergunta é sincera, humana, carregada de angústia. E a resposta de Jesus não vem em forma de mapa, instruções detalhadas ou explicações complexas. Ele não aponta um destino distante. Ele aponta para Si mesmo:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”

Jesus sabia que o coração dos discípulos estava inquieto. Por isso, não oferece um método, mas uma presença. Não diz “sigam estas regras”, mas “sigam a Mim”. O caminho até Deus não é construído por passos humanos, méritos pessoais ou esforços religiosos. Ele é trilhado pela fé em Cristo.

Quando Jesus se apresenta como o caminho, Ele afirma que não estamos perdidos quando andamos com Ele. Mesmo sem compreender tudo, mesmo em meio à dor e às dúvidas, quem caminha com Cristo não anda sem direção. O caminho pode ser estreito e desafiador, mas é seguro, porque é o próprio Jesus quem conduz.

Ao declarar que é a verdade, Jesus nos lembra que, em um mundo repleto de vozes, confusões e enganos, existe uma verdade que não muda. Ele não engana, não falha e não decepciona. Conhecer a verdade não é apenas acumular informações; é viver um relacionamento com Aquele que revela plenamente quem Deus é.

E quando Ele diz que é a vida, aponta para algo que vai além do simples existir. Jesus fala da vida que restaura, que dá sentido, que vence a morte. Uma vida que começa agora, no presente, e se estende pela eternidade. Fora de Cristo pode haver existência, mas somente n’Ele há vida plena.

Por fim, Jesus declara com amor e firmeza: “Ninguém vem ao Pai senão por mim.” Essa não é uma palavra de exclusão, mas de esperança. Deus abriu um caminho, e esse caminho tem nome. A cruz não foi um obstáculo; foi a ponte. O Filho não afastou o Pai; Ele nos conduziu até Ele.

João 14:6 nos lembra que, quando tudo parece incerto, o caminho continua o mesmo. Quando a verdade parece confusa, ela permanece viva em Cristo. Quando a vida perde o sentido, Ele continua sendo a fonte.

Seguir Jesus não é ter todas as respostas. É confiar n’Aquele que é a resposta.


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O homem vê o exterior, Deus vê o interior


Vladimir Chaves

“O Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” (1 Samuel 16:7)

Muitas vezes, somos avaliados pela aparência, pelo que mostramos por fora ou pelo que conseguimos fazer diante das pessoas. O mundo costuma medir valor por força, posição, títulos e reconhecimento. Mas Deus não segue esses critérios.

Quando Deus falou essas palavras a Samuel, Ele estava ensinando uma lição profunda: aquilo que impressiona os olhos humanos nem sempre agrada ao Senhor. Enquanto o homem se prende ao exterior, Deus examina o interior. Ele vê intenções, pensamentos, sentimentos e a sinceridade do coração.

Isso traz descanso para quem se sente pequeno ou invisível. Mesmo que outros não percebam seu valor, Deus conhece sua verdade. Ele vê sua fé silenciosa, suas lutas escondidas e o desejo sincero de fazer o que é certo.

Por outro lado, esse versículo também nos chama à reflexão. Não adianta cuidar apenas da imagem, se o coração estiver distante de Deus. O Senhor deseja um coração humilde, ensinável e disposto a obedecer, mesmo em meio às falhas.

Deus não procura pessoas perfeitas aos olhos do mundo, mas corações entregues a Ele. Quando o coração agrada ao Senhor, Ele mesmo se encarrega de abrir portas, cumprir promessas e realizar seus propósitos no tempo

Que nossa maior preocupação não seja parecer, mas ser; um coração aprovado diante de Deus.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

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Quando Deus levanta os improváveis, até o inferno treme


Vladimir Chaves


A Bíblia nos ensina, de forma clara e consistente, que Deus não age segundo os critérios humanos. Ele não escolhe apenas os mais fortes, os mais influentes ou os socialmente bem-posicionados. Ao contrário, ao longo da história bíblica, o Senhor tem levantado os improváveis para cumprir seus propósitos. E quando isso acontece, algo se move; no mundo espiritual e também no cenário social.

A conhecida expressão de que “o inferno treme quando Deus levanta homens” não se refere à exaltação de pessoas, mas ao impacto da obediência. O que confronta estruturas injustas não é o homem em si, mas o Deus que age por meio dele. Moisés, um fugitivo no deserto; Davi, um pastor esquecido; Gideão, o menor da sua casa; todos improváveis, todos instrumentos nas mãos do Senhor.

O apóstolo Paulo resume esse princípio ao afirmar:

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.” (1 Co 1:27)

Esse padrão não ficou restrito às páginas da Escritura. Ele continua se manifestando nos nossos dias. Em tempos de crise moral, institucional e espiritual, quando a injustiça parece sufocar a esperança e a verdade é relativizada, Deus continua levantando vozes que despertam consciências e provocam reflexão.

É nesse contexto que nós cristãos observamos a mobilização liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Jovem, de origem simples e fora do perfil tradicional das elites políticas, ele se tornou uma voz nacional ao abordar temas sensíveis à fé cristã, à liberdade e à justiça.

No dia 19 de janeiro de 2026, Nikolas iniciou a “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, um percurso de cerca de 240 quilômetros a pé, entre Paracatu (MG) e Brasília (DF), com chegada prevista para 25 de janeiro. Segundo o próprio parlamentar, expressando-se em carta aberta ao povo brasileiro, a iniciativa não tem como objetivo promover desordem ou atacar instituições, mas chamar atenção para o avanço da injustiça, defendendo o respeito ao devido processo legal, à dignidade humana e às garantias constitucionais.

Independentemente de posições políticas, o gesto carrega um simbolismo que merece reflexão à luz da fé cristã. Trata-se de sair do conforto do discurso e assumir o peso do caminho. A Bíblia nos ensina que fé sem obras é morta, e que obediência verdadeira envolve atitude, sacrifício e perseverança.

O profeta Zacarias registra uma verdade eterna:

“Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zc 4:6)

A história bíblica e a história da Igreja mostram que a luta por liberdade, justiça e verdade nunca foi simples. Sempre exigiu coragem, oração, discernimento e ação responsável. A libertação, nas Escrituras, não ocorre sem enfrentamento, mas também não se sustenta sem dependência de Deus.

Mais do que a defesa de nomes ou projetos humanos, este é um chamado à reflexão espiritual. Deus continua levantando homens e mulheres comprometidos com a verdade. E quando isso acontece, a opressão se inquieta, estruturas injustas são confrontadas e consciências são despertadas. O inferno treme; não por causa de homens, mas por causa do Deus soberano que age por meio deles.

Que a Igreja permaneça vigilante, firme na Palavra, equilibrada em discernimento e fiel Àquele que continua governando soberanamente sobre todas as coisas.

Vladimir Chaves

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

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