89 atingidos por um raio, nenhuma perda de vidas: um milagre em Brasília que revela que Deus está agindo.


Vladimir Chaves

Naquele domingo, em meio à chuva intensa que caía sobre Brasília, algo extraordinário aconteceu. Um raio atingiu um grande grupo de pessoas reunidas próximo ao Memorial JK, durante um ato de clamor por Deus e pela nação. Ao todo, 89 pessoas foram atingidas, o maior número já registrado na história do Brasil. Humanamente falando, o desfecho poderia ter sido trágico. Mas não foi.

Apesar da gravidade do ocorrido, mais de 80 pessoas precisaram de atendimento e nenhuma ficou em estado grave. Não há notícia, no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo, de um episódio com proporções semelhantes sem um único óbito. Diante disso, a razão se curva e o coração reconhece: foi o agir de Deus.

A Palavra nos ensina que o Senhor não é indiferente ao clamor do Seu povo. Ele vê, ouve e responde. A Bíblia declara:

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7:14).

Aquele ato não era apenas uma reunião pública; era um clamor coletivo, um pedido sincero para que Deus sare o Brasil, livrando a nação da corrupção, da injustiça e da opressão. E, mesmo em meio ao perigo, Deus respondeu com misericórdia. O raio caiu, mas a morte não teve autorização para agir.

A Escritura afirma:

“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Salmos 34:7).

O livramento vivido naquele dia aponta para essa verdade. Não foi sorte, não foi acaso, não foi coincidência. Foi proteção divina em meio ao caos.

Deus continua soberano sobre a natureza e sobre a história. Como diz o salmista: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Salmos 46:1).

O episódio em Brasília se torna, assim, um sinal, um chamado à reflexão. Deus mostra que está atento ao clamor sincero, que preserva vidas e que continua falando com a nação. O raio atingiu muitos, mas a mão do Senhor foi mais forte que o perigo.

Que esse acontecimento desperte no Brasil não apenas espanto, mas arrependimento, fé e esperança. Porque quando o povo ora, Deus age. E quando Deus age, até o que poderia ser tragédia se transforma em testemunho vivo da Sua graça.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

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Quando Deus escolhe não lembrar


Vladimir Chaves

Quando Deus declara: “Dos seus pecados e das suas iniquidades não me lembrarei jamais” (Hb 10:17), Ele está afirmando algo que transforma completamente a vida de quem crê. Não se trata de um perdão parcial ou provisório, mas de uma decisão eterna baseada na obra perfeita de Cristo na cruz.

Muitas vezes, o ser humano continua preso ao passado, revivendo erros que Deus já apagou. Mas a Palavra nos ensina que, quando há arrependimento sincero e fé em Jesus, o pecado deixa de ser um registro ativo diante de Deus. Aquilo que antes nos acusava perde a força, porque foi colocado sobre Cristo.

Essa verdade nos chama a descansar na graça. Se Deus não se lembra mais do que foi perdoado, não faz sentido viver sob o peso da culpa. A cruz não apenas perdoa, ela encerra o capítulo do passado e abre espaço para uma nova caminhada.

Ao mesmo tempo, esse perdão não nos leva à negligência espiritual, mas à gratidão e à obediência. Quem compreende a profundidade da graça passa a viver com mais responsabilidade, desejando agradar a Deus não por medo, mas por amor.

Assim, Hebreus 10:17 nos convida a olhar para frente. Em Cristo, o passado não nos condena, a culpa não nos define e o futuro está firmado na misericórdia de Deus. Viver essa verdade é caminhar em liberdade, fé e esperança.

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Crer em Cristo é descansar no amor do pai


Vladimir Chaves



Às vezes imaginamos Deus como alguém distante, difícil de alcançar, sempre exigindo mais do que conseguimos oferecer. Mas João 16:27 quebra essa imagem e nos convida a enxergar o coração do Pai de forma simples e real: “o próprio Pai vos ama”.

Jesus fala isso aos discípulos num momento delicado, quando eles estavam confusos e inseguros. Mesmo assim, Ele deixa claro que o amor de Deus não estava em risco. Não dependia da força deles, nem da perfeição da fé, mas do fato de que eles haviam crido em Cristo. Isso traz descanso ao coração.

Essa palavra continua atual. Em meio às lutas diárias, erros e preocupações, é comum pensar que precisamos “fazer mais” para que Deus nos aceite. Porém, Jesus nos lembra que o Pai já nos ama. A fé em Cristo não serve para convencer Deus a nos amar, mas para nos fazer perceber um amor que já existe.

Quando cremos que Jesus veio de Deus, passamos a viver uma relação verdadeira, baseada na confiança e não no medo. Oramos com mais sinceridade, caminhamos com mais esperança e enfrentamos as dificuldades com a certeza de que não estamos sozinhos.

João 16:27 nos ensina que o amor do Pai é direto, próximo e constante. Mesmo quando tudo parece instável, essa verdade permanece firme: Deus nos ama, e esse amor é o fundamento da nossa fé e da nossa caminhada diária.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

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Alistados para a guerra espiritual


Vladimir Chaves


Não é para brincar de crente que fomos chamados para o exército de Cristo. O chamado do Senhor não é um convite para uma vida superficial ou distraída, mas para um compromisso sério com o Reino de Deus.

A Palavra nos orienta claramente:

“Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com os negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.” (2 Timóteo 2:3-4)

Ao seguirmos a Cristo, entramos em uma batalha espiritual diária. Lutamos contra o mundo, que tenta nos moldar longe de Deus; contra a carne, que insiste em nos afastar da obediência; e contra o diabo, que trabalha para enfraquecer nossa fé.

O bom soldado de Cristo aprende a suportar as dificuldades sem perder o foco. Ele entende que sua missão é maior do que os prazeres momentâneos e que agradar a Deus deve estar acima de qualquer interesse pessoal.

Ser parte do exército de Cristo é viver com vigilância, perseverança e fidelidade. É permanecer firme nas lutas, confiando que o Senhor capacita e fortalece aqueles que foram chamados para servi-lo com verdade e dedicação.





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Os males das divisões e dos fuxicos na casa do Senhor


Vladimir Chaves

A Igreja de Cristo foi edificada para ser um corpo unido, vivo e saudável, onde cada membro coopera para o crescimento espiritual de todos. Contudo, um dos maiores males que podem atingir a casa do Senhor não vem de fora, mas de dentro: as divisões e os fuxicos que encontram espaço onde deveria haver maturidade, discernimento e amor.

A Palavra de Deus é clara ao alertar sobre os perigos da divisão. O apóstolo Paulo exortou a igreja de Corinto dizendo:

“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10).

Quando a divisão se instala, o foco deixa de ser Cristo e passa a ser pessoas, opiniões, grupos e preferências. O corpo perde força, a comunhão é enfraquecida e o testemunho da Igreja diante do mundo é manchado. Jesus mesmo declarou:

“Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mateus 12:25).

Entre os instrumentos mais silenciosos e destrutivos da divisão estão os fuxicos, as murmurações e as palavras lançadas sem temor. A Bíblia adverte:

“O mexeriqueiro revela o segredo, mas o fiel de espírito encobre o negócio” (Provérbios 11:13).

O fuxico não apenas fere relacionamentos, mas contamina ambientes espirituais, gera desconfiança e apaga o amor fraternal. E quando tais palavras são absorvidas por quem deveria liderar, o dano se torna ainda maior. A liderança chamada por Deus deve ser guardiã da unidade, não receptora de contendas.

A Escritura orienta que o líder seja alguém que governa bem a própria casa e age com equilíbrio espiritual:

“Não aceites acusação contra um presbítero, senão com duas ou três testemunhas” (1 Timóteo 5:19).

Quando líderes dão ouvidos a fuxicos, sem discernimento ou critério bíblico, correm o risco de tomar decisões baseadas em emoções, parcialidades ou informações distorcidas. Isso compromete a edificação da Igreja e entristece o Espírito Santo, pois:

“Nenhuma palavra torpe saia da vossa boca, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Efésios 4:29).

Deus abomina a semeadura de contendas entre irmãos, como afirma a Palavra:

“Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: … o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios 6:16,19).

A Igreja cresce quando há amor, verdade e unidade. O Salmo declara:

“Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmos 133:1).

Portanto, que cada cristão vigie suas palavras e atitudes, e que cada líder exerça seu chamado com temor, sabedoria e discernimento espiritual. A casa do Senhor não é lugar de divisões, mas de cura; não de fuxicos, mas de edificação; não de disputas, mas de comunhão em Cristo, que é o cabeça da Igreja (Colossenses 1:18).

Que a oração de Jesus continue ecoando em nossos dias: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti” (João 17:21).

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O gesto de Nikolas Ferreira e um chamado que começa nos joelhos


Vladimir Chaves

Os acontecimentos recentes no Brasil nos convidam a uma reflexão que ultrapassa o campo político e alcança o espiritual. À luz de Jeremias 29:12, somos lembrados de que a verdadeira transformação de uma nação não tem início em discursos eloquentes ou estruturas de poder, mas na invocação sincera e humilde ao Senhor.

Uma caminhada iniciada de maneira simples e solitária pelo deputado Nikolas Ferreira tornou-se o retrato de um princípio bíblico: quando alguém decide obedecer ao chamado de Deus, mesmo sem garantias humanas ou apoio visível, o Senhor é capaz de tocar e despertar muitos outros corações. O que se seguiu não foi a exaltação de pessoas ou ideologias, mas um clamor coletivo marcado por joelhos dobrados, quebrantamento e dependência de Deus.

Vivemos tempos que se assemelham a um verdadeiro exílio moral e espiritual. Há confusão de valores, injustiças que persistem e um progressivo distanciamento da oração e da fé vivida com compromisso. Assim como Israel durante o exílio babilônico, a sociedade corre o risco de se adaptar à crise em vez de clamar por restauração.

O gesto de milhares se ajoelharem carrega um profundo significado bíblico. Ajoelhar-se é reconhecer limites, admitir que as soluções humanas são insuficientes e declarar que a restauração de uma nação começa pela rendição a Deus. Não se trata de um símbolo vazio ou performático, mas de uma expressão pública de fé, humildade e dependência do Senhor.

Jeremias 29:12 estabelece um princípio inegociável: Deus responde à invocação sincera do seu povo. Não é o número de pessoas nem a visibilidade do ato que move o céu, mas corações alinhados com a vontade do Senhor. Quando o povo ora, Deus ouve; e quando Deus ouve, Ele age, ainda que seus caminhos não sejam imediatos ou plenamente compreendidos por nós.

Esse episódio deixa um alerta e, ao mesmo tempo, um chamado claro à Igreja: retornar à oração, reassumir sua responsabilidade espiritual e confiar que Deus continua soberano sobre a história. Grandes movimentos espirituais quase sempre começam de forma simples, silenciosa e improvável. E quando o povo de Deus volta a invocá-lo com sinceridade, Ele permanece fiel à sua promessa de ouvir, restaurar e sarar a terra.

Confiemos em Deus: Ele vai restaurar o Brasil

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Quando olho para trás, vejo a mão do Senhor


Vladimir Chaves

“Até aqui nos ajudou o Senhor.” 1 Samuel 7:12

Dizer “Até aqui nos ajudou o Senhor” é, para mim, muito mais do que repetir uma frase bíblica. É uma confissão sincera sobre a minha própria história. Quando olho para trás, percebo que não cheguei até aqui apenas por esforço, capacidade ou planejamento. Cheguei porque, em muitos momentos, quando me faltaram forças, foi Deus quem me sustentou.

Houve fases em que eu não tinha respostas, em que o medo falava mais alto e a esperança parecia frágil demais. Ainda assim, continuei caminhando. Não porque eu fosse forte, mas porque fui ajudado. Cada livramento, cada recomeço e cada porta que se abriu carregam a marca da graça de Deus sobre a minha vida.

Essa frase também me confronta. Ela me lembra que eu não sou autossuficiente e que não controlo tudo como imagino. Aprendo, dia após dia, que a verdadeira segurança está em depender do Senhor. Reconhecer que Ele me ajudou até aqui me ensina a ser grato pelo presente e humilde diante do futuro.

Para mim, essa declaração não fala apenas do passado, mas fortalece a minha fé no que ainda virá. Se Deus cuidou de mim nos dias difíceis, se me sustentou quando eu quase desisti, então posso confiar que Ele continuará comigo. O mesmo Deus que me ajudou até aqui não mudou.

Por isso, quando digo “Até aqui nos ajudou o Senhor”, estou dizendo que a minha vida não é fruto do acaso. É testemunho da fidelidade de Deus. E enquanto houver caminho pela frente, sigo confiante, não na minha força, mas na mão do Senhor que nunca deixou de me ajudar.

domingo, 25 de janeiro de 2026

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A família: O primeiro e maior projeto de Deus


Vladimir Chaves

A família é o maior patrimônio da humanidade. Antes de qualquer instituição existir, antes de leis, culturas ou nações, Deus idealizou a família como o primeiro e mais duradouro projeto de vida na terra. Ela atravessou séculos, resistiu a crises, guerras e transformações sociais, porque nasceu no coração do próprio Criador.

A Bíblia nos mostra que, após criar Adão, Deus percebeu algo profundo: “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Então Ele criou Eva, estabelecendo a mais sólida e importante relação humana. Ali surgia não apenas um casal, mas o fundamento da família. Em seguida, Deus declarou: “Por isso deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e serão uma só carne” (Gênesis 2:24). Esse princípio continua sendo a base da estrutura familiar até hoje.

Deus também estabeleceu responsabilidades claras para cada membro da família. Aos pais, Ele confiou a missão de ensinar e conduzir os filhos nos caminhos do Senhor: “Estas palavras… as ensinarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa” (Deuteronômio 6:6-7). Aos filhos, a orientação é o respeito e a obediência: “Honra teu pai e tua mãe” (Êxodo 20:12). O apóstolo Paulo reforça esse cuidado mútuo ao dizer: “Pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).

Entretanto, nunca em toda a história a família foi tão atacada quanto nos dias atuais. Novos padrões são constantemente apresentados, muitos deles fundamentados em ideologias humanas que desprezam os valores bíblicos e buscam desconstruir aquilo que Deus estabeleceu. O resultado é visível: lares fragmentados, relacionamentos frágeis e uma realidade social marcada pelo crescimento de mães solteiras e famílias onde avós assumem o papel que deveria ser dos pais.

A Palavra de Deus nos alerta que a família só permanece firme quando o Senhor está no centro: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmos 127:1). Filhos são chamados de herança do Senhor (Salmos 127:3), não um peso, mas uma bênção confiada aos pais.

Mesmo diante dos desafios atuais, Deus continua chamando a família ao arrependimento, à restauração e ao retorno aos seus princípios. Ele deseja “converter o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais” (Malaquias 4:6). Quando a família volta-se para Deus, ela encontra direção, cura e esperança.

Cuidar da família é preservar um projeto divino. Fortalecê-la é investir no futuro da humanidade. E honrá-la é, acima de tudo, obedecer ao propósito eterno de Deus.

sábado, 24 de janeiro de 2026

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No tempo certo, Deus faz crescer


Vladimir Chaves

“O menor virá a ser mil, e o mínimo, uma nação forte; eu o Senhor, a seu tempo farei isso prontamente” Isaías 60.22

Há momentos em que o ambiente nos faz sentir pequenos, com pouca força, pouco reconhecimento. Olhamos ao redor e tudo parece injusto, lento, silencioso, quase parado. É nesse cenário que a palavra do Senhor em Isaías 60.22 ganha vida e sentido.

Deus fala a um povo que conhecia bem a dor da perda, do exílio e da humilhação. Jerusalém havia sido enfraquecida, quase apagada da história. Aos olhos humanos, não havia futuro promissor. Mas Deus não enxerga como o homem enxerga. Onde o povo via o fim, o Senhor via recomeço.

Quando Ele diz: “O menor virá a ser mil”, está nos ensinando que tamanho nunca foi limite para Deus. O que começa pequeno não está condenado a permanecer pequeno. Nas mãos do Senhor, o pouco cresce, se multiplica e se fortalece.

Deus também declara: “O mínimo, uma nação forte”. Ele transforma fragilidade em força. Aquilo que parecia sem valor passa a ter propósito. A obra de Deus não depende da quantidade, mas da sua presença.

O ponto central da promessa está nesta afirmação: “Eu, o Senhor”. Não é esforço humano, não é pressa, nem habilidade. É Deus quem age. É Ele quem levanta, restaura e faz prosperar.

Mas há um detalhe precioso: “a seu tempo”. Deus trabalha com tempo perfeito. Às vezes esperamos rapidez, mas Deus trabalha com maturidade. O silêncio não é ausência; muitas vezes é preparação.

E quando o tempo chega, Ele afirma: “farei isso prontamente”. O que parecia demorado acontece de forma surpreendente. Deus não se atrasa. Ele apenas espera o momento certo para manifestar Sua glória.

Essa promessa nos convida a confiar. A não desistir quando tudo parece pequeno demais. A crer que Deus ainda está trabalhando, mesmo quando não vemos resultados imediatos.

Porque no tempo certo, o Senhor transforma o pouco em muito, a fraqueza em força e a espera em testemunho.

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Uma igreja dividida revela uma Palavra negligenciada


Vladimir Chaves


A frase atribuída a Charles Spurgeon nos conduz a uma reflexão séria e necessária: “Satanás enganou um terço dos anjos; imagine o que ele é capaz de fazer com esse povo que não lê a Bíblia.” Se seres espirituais foram enganados, quanto mais o ser humano, limitado e vulnerável, quando escolhe se guiar por opiniões humanas, tradições e estatutos dos homens, em vez de se submeter à orientação da Palavra de Deus.

A Bíblia, portanto, não é apenas um livro religioso. Ela é direção segura, proteção espiritual e fonte de discernimento para a vida. Por isso o salmista declara com convicção: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz para o meu caminho” (Salmos 119:105). Quem anda sem essa luz caminha no escuro e tropeça facilmente; mas quem se deixa guiar pela Palavra consegue enxergar os perigos, discernir o caminho correto e resistir ao engano.

Essa falta de luz espiritual já provocava sérios problemas na igreja primitiva. Em 1 Coríntios 1:10–17, o apóstolo Paulo repreende as divisões entre os irmãos, pois cada grupo passou a se identificar com um líder específico: “Eu sou de Paulo”, “Eu sou de Apolo”, “Eu sou de Cefas”, e até “Eu sou de Cristo.” Essas facções revelavam um coração dividido, mais apegado a homens, nomes e preferências pessoais do que à centralidade da cruz de Cristo.

Quando a Palavra deixa de ocupar o lugar principal, surgem disputas, orgulho espiritual e confusão. O foco sai de Cristo e se desloca para líderes, rótulos religiosos e interpretações pessoais. É nesse ambiente que o engano se fortalece, a fé se enfraquece e a unidade do Corpo de Cristo é comprometida.

Ao negligenciarmos a leitura e o ensino fiel da Bíblia, ficamos expostos a mentiras, fofocas, falsas doutrinas e decisões equivocadas. A ausência da luz da Palavra gera confusão espiritual e nos afasta da verdade. Ler, meditar e viver as Escrituras não é apenas um hábito cristão, mas um ato de vigilância espiritual e o caminho seguro para preservar a unidade da igreja.

Que essa reflexão nos desperte a valorizar a Bíblia no nosso dia a dia. Quem anda guiado pela Palavra não anda perdido. Onde a luz de Deus brilha, o engano não prevalece, e Cristo permanece no centro, como o único e verdadeiro fundamento da fé.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

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