Muitos têm confundido
autoridade espiritual com superioridade espiritual. No entanto, ocupar um cargo
na igreja não dá a ninguém o direito de humilhar, acusar ou condenar irmãos
publicamente. O púlpito foi dado para anunciar o Evangelho, edificar vidas e
conduzir pessoas a Cristo; não para alimentar ego, vaidade ou perseguições
pessoais.
Jesus jamais usou Sua
autoridade para expor pessoas com arrogância. Pelo contrário, confrontava
justamente aqueles que aparentavam santidade diante dos homens, mas tinham o
coração distante de Deus. A religiosidade vazia sempre foi um problema grave,
porque cria aparência de piedade, mas não produz amor, misericórdia nem
verdadeira transformação.
A Bíblia declara: “Não
julgueis, para que não sejais julgados.” Mateus 7:1
E também:
“Tu, pois, que julgas a
outrem, por que não julgas a ti mesmo?” Romanos 2:1
Há pessoas que passam o ano
inteiro sem evangelizar, sem ganhar uma alma para Cristo, sem visitar um
enfermo ou ajudar um necessitado, mas encontram tempo para vigiar a vida alheia
e apontar os defeitos dos outros irmãos. Tornam-se especialistas em julgar,
enquanto negligenciam aquilo que realmente importa no Reino de Deus.
Quando alguém sobe ao
púlpito para orar ou testemunhar, somente Deus tem poder e autoridade para
conhecer o interior daquele coração. Tentar humilhar publicamente alguém,
insinuando que essa pessoa “precisa viver o que orou”, é ultrapassar um limite
espiritual perigoso. É esquecer que apenas Cristo conhece a sinceridade, as
lutas e os processos de cada vida.
A Palavra afirma:
“O homem vê o exterior,
porém o Senhor, o coração.” 1 Samuel 16:7
Existe uma enorme diferença
entre aconselhar e atacar para humilhar. O verdadeiro servo de Deus corrige com
mansidão, não com soberba.
O próprio Jesus alertou
sobre aqueles que sustentam uma aparência religiosa, mas não vivem aquilo que
pregam:
“Atam fardos pesados e
difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o
dedo querem movê-los.” Mateus 23:4
Infelizmente, cresce cada
vez mais o número de religiosos que ferem pessoas em nome da “santidade”,
enquanto ignoram os próprios pecados. Cobram perfeição dos outros, mas escondem
suas próprias falhas. Impõem usos e costumes como se fossem maiores do que o
amor, a graça e a transformação do coração.
Essa religiosidade excessiva
tem afastado pessoas da igreja. Em vez de ganharem almas para Cristo, acabam
produzindo o efeito contrário. Quantos deixaram de congregar porque foram
machucados por palavras duras, julgamentos precipitados e atitudes arrogantes?
Enquanto Jesus atraía pecadores pelo amor e pela verdade, muitos hoje afastam
vidas por causa da dureza e do orgulho espiritual. Tolos!
Mas uma verdade permanece:
homens falham, Cristo não.
Nenhum religioso tem poder
para apagar o chamado de Deus na vida de alguém. Nenhuma crítica humana é maior
do que a graça do Senhor. A igreja continua sendo a casa de Deus, mesmo
existindo pessoas falhas dentro dela.
A Bíblia diz:
“Ai do mundo, por causa dos
escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por
quem o escândalo vem!” Mateus 18:7
E também:
“Bem-aventurados os
misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” Mateus 5:7
Desistir de Jesus por causa
de homens hipócritas seria trocar aquilo que é eterno pelas falhas de pessoas
imperfeitas. O foco do cristão deve permanecer em Cristo, porque somente Ele
salva, transforma e julga com justiça.
No fim, cada um prestará
contas diante de Deus, não pelo cargo que ocupou, mas pelo amor, pela humildade
e pelo testemunho que viveu.
Quem tem ouvidos, ouça!


















