A estultícia não é apenas
uma palavra antiga ou difícil; ela é um alerta sobre como conduzimos a nossa
vida. Na Bíblia, ser "estulto" não significa ter pouca instrução
escolar, mas sim sofrer de uma miopia espiritual. É o agir sem pensar, o falar
sem ouvir e, principalmente, o viver como se as nossas escolhas não tivessem
consequências.
Imagine a estultícia como
uma neblina que cega o bom senso. Ela nos faz acreditar que a pressa é melhor
que a paciência. O texto sagrado é claro ao dizer que "responder antes
de ouvir é estultícia e vergonha" (Provérbios 18:13), mostrando que o
tolo atropela o tempo do entendimento. Quando agimos assim, transformamos o que
deveria ser sabedoria em algo desagradável, pois "assim como a mosca
morta faz exalar mau cheiro ao unguento, assim é, para a sabedoria, um pouco de
estultícia" (Eclesiastes 10:1).
Vencer essa inclinação exige
esforço, pois a Bíblia nos lembra que essa característica é profunda: "a
estultícia está ligada ao coração da criança" (Provérbios 22:15). Isso
indica que a tolice é um impulso natural, uma tendência de querer ter sempre a
razão ou de buscar o prazer imediato, já que "a estultícia é alegria
para o que carece de entendimento" (Provérbios 15:21).
Portanto, o caminho para a
clareza envolve o exercício diário de:
Dominar as palavras, pois "o
estulto multiplica as palavras" (Eclesiastes 10:14) sem critério.
Aprender com a correção,
aceitando que nem sempre sabemos o que é melhor para nós.
Vigiar a reputação, cuidando
para que atitudes impensadas não manchem uma vida de integridade.
No fim das contas, a
sabedoria é o antídoto. Enquanto a estultícia nos isola em nossas próprias
vontades, a sabedoria nos conecta ao que é eterno, transformando nossa confusão
em passos firmes.














