A transfiguração de Jesus Cristo


Vladimir Chaves


A transfiguração de Jesus é um evento central nos Evangelhos (Mateus 17, Marcos 9 e Lucas 9) que revela a natureza divina de Cristo e antecipa sua glória futura. Ocorrida no topo de um monte (tradicionalmente o Monte Tabor), ela serve como um ponto de virada no ministério de Jesus.

Significados teológicos fundamentais desse ato:

1.  Revelação da Divindade

A transfiguração foi uma manifestação concreta de que Jesus não era apenas um grande mestre ou profeta, mas o próprio Filho de Deus. Suas vestes tornaram-se brancas e resplandecentes, revelando um brilho que não era deste mundo e confirmando sua realeza.

A União entre a Lei e os Profetas

A presença de Moisés (representando a Lei) e Elias (representando os Profetas) ao lado de Jesus simboliza que Ele é o cumprimento de todas as promessas do Antigo Testamento. Isso demonstra que Jesus não veio para anular a Lei, mas para levá-la à perfeição.

Preparação para a Paixão

O evento ocorreu pouco antes da jornada de Jesus para Jerusalém, onde seria crucificado. A transfiguração serviu para fortalecer a fé dos discípulos (Pedro, Tiago e João), dando-lhes um vislumbre da vitória final sobre a morte para que não desanimassem durante o sofrimento da Cruz.

Confirmação do Pai

A voz que saiu da nuvem — "Este é o meu Filho amado; a ele ouvi" — é uma autenticação divina direta. Ela instrui os discípulos (e os leitores da Bíblia) a depositarem sua autoridade máxima nos ensinamentos de Jesus.

Antecipação da Ressurreição

O episódio funciona como um "antegozo" ou prévia da glória que Jesus teria após a sua ressurreição e da glória que aguarda todos os fiéis na vida eterna. Conforme o relato detalhado no Evangelho de Lucas 9:30-31, Moisés e Elias não estavam ali apenas para uma aparição visual; eles mantiveram uma conversa específica sobre o "êxodo" (ou partida) de Jesus.

Aqui estão os pontos principais desse diálogo:

O texto bíblico afirma que eles falavam sobre a morte de Jesus que estava prestes a acontecer em Jerusalém. A palavra grega usada é exodos, que significa "saída" ou "partida".

A Analogia do Êxodo: Assim como Moisés liderou o êxodo do povo de Israel da escravidão no Egito para a Terra Prometida, Jesus estava discutindo Sua própria "partida" (morte e ressurreição), que libertaria a humanidade da escravidão do pecado.

O Cumprimento do Plano: A conversa serviu para mostrar que o sacrifício na cruz não era um acidente ou uma derrota, mas algo planejado e confirmado pelas duas maiores figuras da história judaica (a Lei e os Profetas).

O Propósito do Sofrimento: Eles discutiam como a missão de Jesus alcançaria sua conclusão gloriosa através do sofrimento. Isso reforçava para os discípulos presentes que a cruz era o caminho necessário para a glória.

Enquanto Jesus conversava sobre Sua entrega, os discípulos estavam "pesados de sono", mas acordaram a tempo de ver a glória do Messias.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

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Ouvir a Deus é uma escolha


Vladimir Chaves

“E será que, se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra.” (Dt 28:1)

Na minha compreensão, um dos maiores desafios da fé nos dias atuais não é a falta de informação bíblica, mas a dificuldade de submeter as escolhas diárias à voz de Deus. Muitos conhecem versículos, compartilham mensagens e defendem valores cristãos, mas poucos estão dispostos a parar, ouvir e obedecer quando isso contraria seus próprios desejos. Ouvir a Deus hoje exige mais do que discurso; exige decisão.

A obediência se tornou impopular porque vivemos em uma cultura que valoriza o imediato, o confortável e o conveniente. Esperar quando Deus manda esperar parece atraso. Confiar quando Ele manda avançar parece risco. Ainda assim, acredito que Deuteronômio 28:1 continua atual ao nos lembrar que a bênção não nasce de atalhos, mas do caminho certo. Nem todo caminho rápido é aprovado por Deus, e nem toda demora significa abandono.

Também é preciso dizer que a bênção bíblica não é isenção de lutas. Deus nunca prometeu facilidade, mas prometeu presença. Na prática, obedecer muitas vezes custa caro, exige renúncia e gera incompreensão. Contudo, é justamente nesse lugar de fidelidade que encontramos direção, segurança e paz. Obedecer a Deus não nos aprisiona; nos livra de escolhas que mais tarde trariam dor.

Quando a Bíblia fala em exaltação, não está falando de status ou reconhecimento público. Na minha opinião, ser exaltado por Deus hoje é permanecer em pé quando muitos desistem, manter o coração em paz em meio ao caos e ter discernimento quando o mundo vive confuso. Essa exaltação não aparece em manchetes, mas é profundamente real na vida de quem anda com Deus.

Por isso, creio que ouvir a voz do Senhor e obedecer à sua Palavra continua sendo o maior sinal de vitória espiritual. Em um mundo que corre atrás de resultados rápidos, Deus ainda honra a fidelidade constante. O caminho pode ser mais estreito, mas é nele que encontramos a aprovação de Deus e isso, definitivamente, faz toda a diferença.

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Aprendendo com os erros à luz da Palavra


Vladimir Chaves

 


“Porque o Senhor corrige a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem.” (Provérbios 3:12)

A Palavra de Deus também nos ensina a aprendermos com os erros. Errar faz parte da caminhada humana, mas permanecer no erro é uma escolha. Na Bíblia, vemos que Deus não ignora nossas falhas, porém também não nos abandona por causa delas. Pelo contrário, Ele usa até os erros como instrumentos de ensino, correção e amadurecimento espiritual.

Quando reconhecemos nossas falhas diante de Deus, abrimos espaço para o arrependimento e para a transformação. Aprender com o erro é sinal de humildade e sabedoria, pois demonstra um coração disposto a ouvir a voz do Senhor e a mudar de direção. Deus nos chama a refletir, corrigir o caminho e seguir adiante com mais temor, fé e dependência d’Ele.

A disciplina do Senhor não é para nos destruir, mas para nos formar. Cada correção carrega uma lição, e cada lição nos aproxima de uma vida mais alinhada com a vontade de Deus. Assim, o erro não precisa ser o fim da jornada, mas pode se tornar um ponto de crescimento e renovação espiritual.

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Cristofobia avança no Brasil e desafia a liberdade religiosa


Vladimir Chaves

A intolerância contra cristãos, fenômeno conhecido como cristofobia, tem se tornado cada vez mais visível no Brasil. O avanço desse comportamento levanta questionamentos sérios sobre os limites da liberdade religiosa e o uso distorcido desse próprio conceito para justificar perseguições contra pessoas que professam publicamente a fé cristã.

De forma paradoxal, grupos que se apresentam como defensores da tolerância religiosa têm utilizado esse discurso para silenciar pregadores, líderes e fiéis que anunciam o evangelho de Cristo com convicção. A pregação bíblica, quando não se submete a determinadas narrativas ideológicas, passa a ser tratada como discurso ofensivo, abrindo espaço para censura e hostilidade.

Esse ambiente de pressão também se reflete dentro das igrejas. O receio de retaliações sociais, institucionais ou midiáticas tem levado parte das lideranças a suavizar ou evitar temas centrais da fé cristã. A autocensura enfraquece o testemunho cristão e compromete o papel histórico da Igreja como proclamadora da verdade bíblica, que jamais foi chamada a se moldar ao espírito do tempo.

No ambiente escolar, a situação assume contornos ainda mais preocupantes. Professores que professam sua fé cristã têm sido alvo de ameaças, processos administrativos e punições disciplinares. O avanço ocorre de forma gradual e contínua: primeiro, a retirada da Bíblia do espaço escolar; depois, a proibição da oração; em seguida, a ridicularização da fé cristã; e, agora, a institucionalização de punições contra educadores que se recusam a ocultar suas convicções.

Tais práticas colocam em risco princípios constitucionais básicos. A Constituição Federal garante o livre exercício da religião e a liberdade de crença, direitos que não podem ser relativizados por interpretações ideológicas da laicidade do Estado. Um Estado laico não é um Estado antirreligioso, mas aquele que assegura espaço para todas as manifestações de fé.

Diante desse cenário, cresce a responsabilidade da Igreja e de suas lideranças. O silêncio diante da perseguição contribui para a normalização da intolerância. Oferecer apoio espiritual, moral e institucional aos professores cristãos perseguidos é mais do que um gesto solidário; é um dever diante da justiça e da liberdade.

Do ponto de vista bíblico, a oposição à fé cristã não é novidade. O apóstolo Paulo advertiu:

“E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.” (2 Timóteo 3:12)

O avanço da cristofobia no Brasil exige reflexão profunda. Silenciar a fé cristã sob o pretexto de tolerância não fortalece a democracia; ao contrário, fragiliza direitos fundamentais e empobrece o debate público. Defender a liberdade religiosa é defender a convivência plural e o respeito mútuo.

Este texto é dedicado às professoras e professores vítimas da cristofobia, especialmente à educadora que compartilhou seu testemunho de perseguição em minha congregação, tornando visível uma realidade que muitos ainda insistem em ignorar.

Vladimir Chaves

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

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A Palavra que confronta, cura e direciona


Vladimir Chaves

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4:12)

A Palavra de Cristo não é apenas um conjunto de ensinamentos bonitos ou frases inspiradoras. Ela é viva, atual e profundamente transformadora. Quando permitimos que essa Palavra nos alcance, ela vai além da superfície: entra no íntimo da alma, ilumina intenções escondidas e revela aquilo que, muitas vezes, nem nós mesmos conseguimos perceber.

Essa Palavra age como um espelho espiritual. Ela confronta, consola, corrige e direciona. Não faz isso para nos condenar, mas para nos alinhar ao propósito de Deus. Ao discernir pensamentos e propósitos do coração, Cristo nos chama a uma fé sincera, não baseada apenas em aparência religiosa, mas em uma vida transformada de dentro para fora.

Quando ouvimos ou estudamos a Palavra com humildade, ela nos ensina a discernir o que vem de Deus e o que nasce do nosso próprio coração. Ela nos conduz ao arrependimento, fortalece nossa esperança e nos capacita a viver segundo a vontade do Pai. Por isso, quanto mais espaço damos à Palavra de Cristo, mais nossa vida é moldada pela verdade.

“As palavras que eu vos disse são espírito e vida.” (João 6:63)

Que a Palavra de Cristo habite ricamente em nós e produza frutos visíveis em nossa maneira de pensar, falar e viver.

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O cenário não muda a promessa. Ele só prova a fé.


Vladimir Chaves

Ao longo da caminhada cristã, muitas vezes somos tentados a interpretar a fidelidade de Deus pelo que estamos vendo. Quando o cenário escurece, quando as portas parecem fechadas e as perdas se acumulam, o coração pergunta: “Onde está a promessa?” Mas a Bíblia nos ensina que as circunstâncias não anulam aquilo que Deus falou.

Deus não muda conforme o cenário. “Porque eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6). O que muda é a forma como somos provados. O deserto não cancela a promessa; ele revela quem confia nela. Foi assim com Abraão, que “creu contra a esperança” (Romanos 4:18), mesmo quando tudo parecia dizer o contrário.

O cenário prova a fé, mas a promessa sustenta o coração.

A fé verdadeira não se apoia no que os olhos veem, mas no que Deus já disse. “Porque andamos por fé, e não por vista” (2 Coríntios 5:7). Quando olhamos apenas para o cenário, o medo cresce; quando olhamos para a promessa, a esperança permanece viva.

Há momentos em que o que chamamos de perda é apenas um tempo de espera. Jesus ensinou que “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (João 12:24). O que parece fim pode ser semente. O que parece atraso pode ser preparo.

Ainda haverá colheitas onde pareceu ser perda.

Deus é especialista em transformar lágrimas em frutos. “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria” (Salmos 126:5). Aquilo que foi entregue a Deus com dor não será esquecido por Ele. A colheita vem no tempo certo, porque “a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gálatas 6:9).

Por isso, olhe para a promessa. O cenário pode até gritar, mas a Palavra de Deus permanece firme. “Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra do nosso Deus subsiste eternamente” (Isaías 40:8). Quem confia na promessa aprende a esperar, porque sabe que Deus é fiel para cumprir tudo o que falou.

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Um chamado à humildade que transforma


Vladimir Chaves

Vivemos em um tempo em que as pessoas são incentivadas a competir, aparecer e se promover. Ser notado, reconhecido e elogiado parece ser a medida do sucesso. Porém, quando o apóstolo Paulo escreve à igreja de Filipos, ele apresenta um caminho completamente diferente daquele proposto pelo mundo.

Em Filipenses 2:3, Paulo orienta os cristãos a não fazerem nada por egoísmo ou vanglória. Ele não está falando apenas de atitudes erradas, mas também das intenções do coração. Muitas vezes, até boas ações podem nascer do desejo de reconhecimento. O apóstolo nos chama a examinar não só o que fazemos, mas por que fazemos.

A alternativa apresentada por Paulo é a humildade. Humildade não é pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si mesmo. É reconhecer que todos dependemos da graça de Deus e que ninguém é maior do que o outro diante d’Ele. Quando entendemos isso, deixamos de agir movidos pelo orgulho e passamos a agir movidos pelo amor.

Considerar os outros superiores a si mesmo significa escolher o caminho do serviço. É dar valor ao próximo, ouvir com atenção, respeitar diferenças e abrir mão da própria vontade quando necessário para preservar a unidade e a paz. Esse ensino não diminui o cristão; pelo contrário, o aproxima do caráter de Cristo.

Jesus é o maior exemplo dessa verdade. Sendo Senhor, Ele se fez servo. Tendo toda autoridade, escolheu a humildade. Paulo nos convida a seguir esse mesmo sentimento, permitindo que nossas atitudes reflitam o coração de Cristo.

Quando a humildade governa nossas ações, a comunhão é fortalecida, os conflitos são reduzidos e Deus é glorificado. Filipenses 2:3 nos lembra que o verdadeiro crescimento espiritual acontece quando aprendemos a sair do centro e colocamos Deus e o próximo em primeiro lugar.

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Guarda o teu coração


Vladimir Chaves

Em Provérbios capítulo 4, Salomão fala como um pai que ensina o filho a escolher o caminho da sabedoria. Ele não está apenas dando conselhos morais, mas mostrando que a vida é construída a partir das decisões interiores. É nesse contexto que surge a advertência: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração.”

O coração, na Bíblia, representa o centro da vida: onde nascem os pensamentos, as intenções, os desejos e as escolhas. Antes de qualquer atitude visível, algo já aconteceu dentro do coração. Por isso, Salomão ensina que o maior cuidado do ser humano não deve ser com o exterior, mas com o interior.

Guardar o coração não significa endurecê-lo, mas protegê-lo. É vigiar o que permitimos entrar: palavras que ouvimos, conselhos que seguimos, sentimentos que alimentamos. Quando não cuidamos do coração, ele se torna vulnerável à amargura, ao orgulho, à inveja e à distração espiritual. E, pouco a pouco, essas coisas moldam nossa maneira de viver.

O texto afirma que do coração “procedem as fontes da vida”. Isso quer dizer que a direção da vida nasce de dentro. Um coração alinhado com a sabedoria de Deus produz atitudes corretas, palavras que edificam e decisões que geram paz. Já um coração desgovernado conduz a caminhos confusos e dolorosos.

Salomão nos lembra que quem deseja uma vida estável, sábia e abençoada precisa começar pelo lugar certo. Deus trabalha de dentro para fora. Quando o coração é guardado, a vida encontra direção.

Cuidar do coração é um exercício diário de fé, vigilância e obediência. É permitir que a Palavra de Deus seja o filtro das emoções e das decisões. Porque, no fim, quem guarda o coração, preserva a própria vida.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

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A responsabilidade bíblica de pregar sem distorcer


Vladimir Chaves

Jesus nos confiou uma missão clara e inegociável: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Não se trata de uma sugestão, mas de uma ordem. O evangelho não é propriedade da igreja, do pregador ou da época; ele é a boa notícia de Deus para toda a humanidade e deve ser anunciado com fidelidade.

Pregar o evangelho é mais do que falar de Deus. É transmitir exatamente aquilo que Ele revelou em sua Palavra. Por isso, o alerta solene do Apocalipse ecoa com força: “Se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida” (Apocalipse 22:19). Essa advertência nos lembra que não temos autoridade para adaptar, omitir ou suavizar a verdade para torná-la mais conveniente ou aceitável.

Vivemos tempos em que muitos querem um evangelho ajustado aos próprios desejos, sem confronto, sem arrependimento e sem compromisso. No entanto, o verdadeiro evangelho transforma, corrige, consola e salva; tudo isso ao mesmo tempo. Retirar partes da Palavra ou acrescentar ideias humanas é comprometer a mensagem e desonrar Aquele que a confiou a nós.

A fidelidade na pregação também nasce da expectativa da volta de Cristo: “Certamente cedo venho” (Apocalipse 22:20). Saber que Jesus voltará nos chama à responsabilidade, à vigilância e à seriedade no anúncio da verdade. Cada palavra pregada deve refletir reverência, amor pelas almas e obediência às Escrituras.

Pregar o evangelho com fidelidade é um ato de amor a Deus e ao próximo. É anunciar a verdade completa, sem medo e sem adulterações, confiando que a Palavra do Senhor é suficiente e eficaz para cumprir o propósito para o qual foi enviada. Que nossa resposta seja a mesma da igreja: Amém. Vem, Senhor Jesus.

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Paz seja nesta casa.


Vladimir Chaves


“Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa.”  Lucas 10:5

Essa não é apenas uma frase bonita ou um cumprimento educado. É uma declaração que carrega fé, esperança e propósito espiritual.

Quando Jesus ensinou seus discípulos a dizerem essas palavras ao entrarem em um lar, Ele estava mostrando que a verdadeira paz não vem das circunstâncias, mas da presença de Deus. É uma paz que acalma corações, organiza pensamentos e traz descanso à alma.

Dizer “paz seja nesta casa” é desejar que aquele ambiente seja um lugar de acolhimento, e não de conflito; de diálogo, e não de gritos; de fé, e não de medo. É pedir que Deus governe cada relacionamento ali dentro, trazendo equilíbrio, perdão e amor.

Essa paz não é forçada. Ela permanece onde há corações abertos. Onde há humildade, ela repousa. Onde há resistência, ela retorna. Isso nos ensina que a paz de Deus é um presente, não uma imposição.

Que essa palavra seja mais do que uma frase dita ao entrar em um lar. Que ela seja uma oração sincera, um compromisso diário e um desejo constante: que a presença de Deus transforme a casa em um lugar de descanso, e os moradores em instrumentos dessa mesma paz.

Paz seja nesta casa.

E que essa paz comece dentro de cada coração.

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