Descaso: Justiça cobra da Prefeitura de João Pessoa políticas de habitação para pessoas em situação de rua.


Vladimir Chaves


Desde 2009, Adriana Bezerril está inscrita no Programa “Minha casa, minha vida”, do Governo Federal, e aguarda por uma moradia. A demora fez com que ela e sua família passassem por situações difíceis, como o despejo da ocupação onde vivia de forma precária com os três filhos menores de idade. Desempregada e sem ter para onde ir, perdeu absolutamente tudo e o mais importante: o direito de cuidar dos próprios filhos. A família foi separada. Adriana passou a viver na rua e a dormir no Centro POP da prefeitura; os dois filhos mais novos foram encaminhados a um abrigo e o maior está morando com a avó. A condição para reaver a guarda dos filhos?: Ter um teto.

Assim como Adriana, várias são as pessoas e famílias que, por diversas razões, estão vivendo em situação de rua em João Pessoa e que têm recorrido ao Ministério Público estadual para ter o direito de reconstruir a vida. Somente na semana passada, a Promotoria de Justiça de Defesa do Cidadão da Capital realizou dez atendimentos de cidadãos que precisam desesperadamente de assistência do poder público.

Segundo a promotoria, de janeiro a julho deste ano, foram expedidas 37 recomendações à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes-JP) e à Secretaria Municipal de Habitação. À primeira foi recomendado que providencie auxílio aluguel de R$ 200,00 a essas pessoas e à segunda, que as insira no Programa de Habitação Popular, dando-lhes prioridade na aquisição de um imóvel. Essas foram às providências adotadas ao caso de Adriana.

Conforme explicou a promotora de Justiça Sônia Maia, a lei estabelece que grupos mais vulneráveis devem ter prioridade nos programas de habitação popular. “O artigo 38 do Estatuto do Idoso diz que, nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, o idoso tem prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria e que deve ser observada a reserva de 3% das unidades residenciais para o atendimento desse público”, disse.

Segundo a representante do MPPB, também devem receber prioritariamente os imóveis desses programas habitacionais pessoas com deficiência; portadores de doenças graves como câncer; mulheres arrimo de família e com grande número de filhos; pessoas que vivem em áreas de invasão com risco de desabamento e pessoas em situação de rua, por exemplo.

“Eu existo e preciso de moradia”

Para garantir o direito à moradia a essas pessoas, a promotoria tem adotado medidas que a levaram a implementar o projeto “Eu existo e preciso de uma moradia”. Segundo Sônia Maia, a ideia é cobrar do poder público mais transparência na entrega das moradias; o cumprimento das prioridades previstas em lei; a realização de um levantamento das pessoas em situação de rua que precisam ser incluídas em programas de assistência social (como auxílio aluguel) e de moradia popular; além de medidas para evitar situações como as registradas na promotoria, de pessoas que recebem moradia, mas que acabam sendo expulsas de suas casas pelo tráfico.“Queremos a implementação de políticas públicas de moradia. Há pessoas que estão inscritas no programa 'Minha casa, minha vida' e que aguardam há mais de dez anos por uma unidade habitacional. Há casos de pessoas que não integram o grupo de prioridade e que já foram contempladas. É preciso ter mais transparência, inclusive para evitar uso político desse programas”, alertou.

A promotoria disse que parte das recomendações expedidas à Sedes-JP já foi atendida e as pessoas que recorreram ao MPPB conseguiram ser contempladas com o auxílio aluguel. “Mas essa medida é emergencial e paliativa. Para resolver definitivamente o problema é preciso que essas pessoas recebam casas de programas habitacionais. As pessoas precisam saber que o direito à moradia é um direito constitucional e fundamental e onde elas podem recorrer para exercê-lo”, disse.

Segundo a promotora, uma audiência com a Secretaria de Habitação de João Pessoa será realizada para tratar do assunto. A data ainda não foi definida.

(MPPB)

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

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Zé Maranhão diz que recebeu e rejeitou propostas de acordos espúrios


Vladimir Chaves


Em discurso na solenidade que homologou seu nome para disputar o Governo do Estado da Paraíba, o senador José Maranhão (MDB) revelou que recebeu e rejeitou propostas de acordos espúrios que surgiram nos dois dias que antecederam ao prazo final para a realização das convenções partidárias.

“Eu não fiz aliança pagando o preço espúrio que eles pagaram”, disse Zé Maranhão em alusão às propostas de última hora que recebeu das lideranças do DEM, PSC, PRB, PDT, PP e outros partidos, segundo sua assessoria.

Maranhão disse estar satisfeito com a coligação celebrada entre o MDB, PR e Patriotas. Para ele os três partidos reúne tempo de TV suficiente para que ele possa apresentar suas propostas de governo no guia eleitoral.

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“Operação Cidade Luz”: Polícia “caçando” corruptos na Prefeitura de Patos


Vladimir Chaves


O Ministério Público do Estado da Paraíba em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, Polícia Civil e Militar do Estado da Paraíba, deflagraram, na manhã desta quinta-feira (02), a etapa paraibana da operação “Cidade Luz”.

A operação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba e estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Patos e João Pessoa. Também foi decretada a prisão preventiva de um dos investigados.

A investigação aponta o pagamento de propina e a existência de superfaturamento no contrato emergencial de iluminação pública firmado pela Prefeitura Municipal de Patos no ano de 2017, com o envolvimento de agentes políticos, servidores comissionados e as empresas Enertec e Real Energy Ltda.

Há também provas de participação de outras empresas no fornecimento de propostas pré-ajustadas para a Concorrência Pública nº 01/2017, naquele município.

Quanto ao núcleo composto por agentes políticos e servidores comissionados, foi identificado o pagamento de propina por meio de mecanismos de lavagem de dinheiro.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

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Ficha suja, Dilma deve ter candidatura barrada pela Justiça Eleitoral


Vladimir Chaves


Dilma Rousseff não está livre da declaração de inelegibilidade pela Justiça Eleitoral, apesar do infame “fatiamento” no impeachment, que violentou a Constituição para poupar a petista da suspensão dos seus direitos políticos. Dilma é ficha suja: ela foi condenada por órgão colegiado (o plenário do Senado), no processo de cassação, e teve as contas de 2015 rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A informação é de Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

terça-feira, 31 de julho de 2018

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Bandidos incendeiam ônibus escolar que “pernoitava” em uma das ruas do bairro Mirante.


Vladimir Chaves


Bandidos incendiaram um ônibus escolar da Prefeitura Municipal de Campina Grande, na madrugada deste domingo (29). A polícia civil está investigando o crime e deve apresentar novidades nos próximos dias, tendo em vista que a rua onde o ônibus estava estacionado possui um sistema de monitoramento de câmaras.

Por outro lado um fato chama atenção; o que fazia o ônibus da Prefeitura em uma das ruas do bairro Mirante, na madrugada de um domingo?

Questionada sobre esse assunto a secretária de Educação, Iolanda Barbosa, alegou que; “O motorista do transporte escolar, por autorização da gerência de transporte, estava com o ônibus por que sairia logo cedo (5h) para atender demanda de transporte dos estudantes da Escola do Campo que ficam na rota do Sítio Jorge I e II e comunidade rural da caridade e estudantes das Escolas Municipais ROTARY Francisco Brasileiro e Maria da Luz”.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

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Ex-deputada critica uso eleitoreiro das casas do Conjunto Aluízio Campos.


Vladimir Chaves


A ex-deputada federal Nilda Gondim, criticou o uso eleitoreiro do Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB). Segundo ela, em 2016, em plena campanha eleitoral o prefeito prometeu a entrega das 4.100 casas do Conjunto Aluízio Campos, e que passados dois anos, sem que a prefeitura tenha feito à entrega das casas, o governo volta a usar o conjunto com fins eleitoreiros, numa total falta de respeito.

“Há dois anos, em plena campanha eleitoral, as 4100 mil casas construídas no Conjunto Aluízio Campos, na gestão de Romero e com a efetiva ajuda de mais de 90% do Governo Federal, não foram entregues. Mais de 20 mil pessoas inscritas. Promessa eleitoreira! Hoje, passados dois anos, a história se repete!

Estão chamando os inscritos, novamente, para comparecerem ao Teatro Severino Cabral. Pasmem meus amigos, quanta enganação, quantas promessas vãs, ludibriando a boa fé das pessoas que ainda sonham em ter a sua casa própria. O povo merece respeito!” desabafou Nilda Gondim

A construção do novo conjunto habitacional teve inicio em 2014, e fica ao lado da BR 104, em frente ao Parque de Exposição do Ligeiro, a obra já consumiu mais de R$ 300 milhões, e não tem prazo para ser entregue.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

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Lorota da “candidatura de Lula” é estratégia para eleger deputados


Vladimir Chaves


Apesar de o registro de candidaturas acabar em 15 de agosto, o prazo para julgar registros é 17 de setembro, a 20 dias do 1º turno. Isso não inclui eventuais recursos, mas o PT conta com o ritmo lento da Justiça para manter Lula “candidato oficial” até a decisão final sobre o registro do petista. Essa é a estratégia do PT, que tenta enganar o eleitor com uma candidatura que na verdade não existe. A prioridade do PT é a bancada de deputados federais e não Lula, que é carta fora do baralho.

A lorota da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, de que Lula é ‘candidato sem registro’ é desenhada apenas para tentar eleger ‘órfãos’ de Lula. Petistas sem apoio e alianças só conseguirão se eleger com o apoio de Lula.

Sem Lula candidato do PT, muitas candidaturas já estão perdidas. Só priorizando seus deputados o PT vai sobreviver. É o tamanho dessa bancada que determina quanto o partido recebe por mês do Fundão.

O sonho do PT é que o nome de Lula seja incluído nas urnas, mesmo com o ex-presidente preso por corrupção e lavagem de dinheiro.

A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

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Caos na saúde: Vereadores da base de Romero cobram “mutirões de saúde” para bairros carentes


Vladimir Chaves


A situação da saúde pública em Campina Grande está tão complicada que até mesmo os vereadores que dão sustentação política ao prefeito estão cobrando providencias.

Por unanimidade os vereadores aprovaram requerimento do vereador Luciano Breno (PPL), cobrando do prefeito Romero Rodrigues (PSDB), a realização de mutirões de saúde nos bairros mais esquecidos pelo pode público.

Para o vereador Luciano Breno, é preciso que a Prefeitura realize com urgência mutirões de saúde em bairros como; o Ronaldo Cunha Lima, Tambor, José Pinheiro, Pedregal, Belo Monte e Glória, bairros notadamente carentes, para o parlamentar é preciso reduzir o tempo de espera para os serviços especializados.

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Por decreto desgoverno Temer cria cota de emprego para presidiários e ex-presidiários.


Vladimir Chaves


Decreto assinado pela presidente em exercício Cármen Lúcia, obriga as empresas contratadas pelo governo federal para prestação de serviços de oferecerem cotas para presidiários e ex-presidiários sempre que os contratos firmados entre as partes ultrapassarem o valor de R$ 300 mil.

A medida é do governo de Michel Temer (MDB) e Cármem Lúcia apenas cumpriu o que já era previsto pelo Executivo, já que o presidente passou o cargo momentaneamente.

Com o decreto, esse tipo de contratação é obrigatória e interfere diretamente nas empresas que firmam contrato com a União. Presidiários e ex-presidiários ocuparão espaços para trabalhar em consultoria, limpeza, vigilância e alimentação.

Segundo o governo federal, os editais de licitação para os serviços já serão confeccionados com a previsão para contratação de presos. E a medida se aplica a presos provisórios, presos dos regimes fechado, semiaberto ou aberto, ou ainda egressos do sistema prisional.

Num país de milhões de desempregados criminosos cumprindo ou que já cumpriram penas passam ocupar os espaços de quem não cumpre pena ou tenha cometido crimes.

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Paraíba: Ministério Público e PF deflagram segunda fase da Operação Xeque-Mate


Vladimir Chaves


O Ministério Público da Paraíba e a Polícia Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (19), a segunda fase da Operação Xeque-Mate, dando continuidade ao trabalho que visa desarticular um esquema de corrupção na administração pública da cidade de Cabedelo. Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão. Esta segunda etapa também inclui o oferecimento da segunda denúncia contra sete pessoas investigadas por prática de atos de corrupção ativa (artigo 333 do Código Penal) e passiva (artigo 317 do CP), lesando os cofres públicos do município de Cabedelo.

Nessa segunda fase estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. O MPPB e a PF pediram e a Justiça determinou o sequestro de aplicações e ativos financeiros no valor de até R$ 3.162.840,29, com o objetivo de ressarcir os cofres públicos, além de ordens judiciais de proibição de deixar o território nacional. Todos os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.

Denúncia
A primeira denúncia oferecida pelo MPPB à Justiça, em 8 de maio, foi relacionada à constituição e integração de organização criminosa (Orcrim). Esta segunda denúncia está mais centrada na investigação sobre a comprado de mandato na Prefeitura de Cabedelo. Nesta, o MPPB requereu à Justiça, além dos condenação dos réus, a aplicação das penas de perda de cargo, emprego, função pública ou mandato eletivo dos envolvidos e a fixação do valor mínimo para reparação dos danos (materiais e morais) causados pela infração no valor de R$ 5 milhões. A denúncia foi protocolada no último dia 22 de junho.

Os denunciados são: Wellington Viana França (leto Viana), prefeito afastado de Cabedelo e apontado como cabeça do esquema criminoso revelado pela Xeque-Mate; José Maria de Lucena Filho, ex-prefeito (único dos sete processado por corrupção passiva); Roberto Ricardo Santiago Nóbrega, empresário; Olívio Oliveira dos Santos, então secretário de Comunicação; Fabiano Gomes da Silva, radialista; Lucas Santino da Silva, ex-vereador, e Fabrício Magno Marques de Melo Silva, assessor de Leto.

A denúncia está relacionada ao processo 0001048-10.2017.815.0000, e fundamentada em esforço investigativo conjunto do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Polícia Federal (PF). De acordo com o Ministério Público, “a investigação criminal, mesmo após a deflagração da Operação Xeque-Mate, em 03 de abril deste ano, foi acrescida de vários elementos de provas que atestam não apenas a existência da Orcrim (organização criminosa), mas os diversos delitos engendrados e perpetrados por seus integrantes”.

Confira a integra da denuncia, CLIQUE AQUI 

quinta-feira, 19 de julho de 2018

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