As três lágrimas do salvador


Vladimir Chaves

Ao longo dos Evangelhos, vemos que Jesus não foi indiferente à dor humana. Ele chorou. E cada lágrima revelou algo profundo sobre o seu coração.

No relato do Evangelho de João 11:35, diante da morte de Lázaro, a Bíblia diz simplesmente: “Jesus chorou.”

Ele sabia que em poucos instantes realizaria um milagre extraordinário. Mesmo assim, ao ver o sofrimento de Marta e Maria, foi tocado pela dor delas. Isso nos ensina que Deus não despreza nossas lágrimas. Antes de mudar a situação, Ele se aproxima da nossa dor. Jesus não é frio nem distante, Ele se compadece.

Já no Evangelho de Lucas 19:41, Jesus chorou ao olhar para Jerusalém. Não era uma dor causada por uma perda pessoal, mas pela incredulidade de um povo que rejeitava a oportunidade de salvação. Suas lágrimas ali eram lágrimas de amor rejeitado. Ele via as consequências que viriam e sofria por isso. Isso nos mostra que o coração de Cristo se entristece quando escolhemos caminhos que nos afastam de Deus.

Em Hebreus 5:7, lemos que Ele ofereceu orações “com grande clamor e lágrimas”. No Getsêmani, Jesus sentiu o peso da missão. Não era fraqueza; era a profundidade do sacrifício. Ele chorou porque sabia o preço da redenção. Suas lágrimas carregavam amor, entrega e obediência.

Esses três momentos revelam um Cristo profundamente humano e plenamente divino.

Ele chora com os que sofrem.

Ele chora pelos que se perdem.

Ele chora ao assumir o peso da cruz.

Se Jesus chorou, isso significa que a sensibilidade não é sinal de fraqueza, mas de amor verdadeiro. Suas lágrimas nos ensinam que Deus se importa, com nossas perdas, com nossas escolhas e com nossa salvação.

Cristo não apenas viu a dor do mundo. Ele a sentiu.

E, por amor, decidiu transformá-la.

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