Ao longo dos Evangelhos,
vemos que Jesus não foi indiferente à dor humana. Ele chorou. E cada lágrima
revelou algo profundo sobre o seu coração.
No relato do Evangelho de João
11:35, diante da morte de Lázaro, a Bíblia diz simplesmente: “Jesus
chorou.”
Ele sabia que em poucos
instantes realizaria um milagre extraordinário. Mesmo assim, ao ver o
sofrimento de Marta e Maria, foi tocado pela dor delas. Isso nos ensina que
Deus não despreza nossas lágrimas. Antes de mudar a situação, Ele se aproxima
da nossa dor. Jesus não é frio nem distante, Ele se compadece.
Já no Evangelho de Lucas
19:41, Jesus chorou ao olhar para Jerusalém. Não era uma dor causada por
uma perda pessoal, mas pela incredulidade de um povo que rejeitava a
oportunidade de salvação. Suas lágrimas ali eram lágrimas de amor rejeitado.
Ele via as consequências que viriam e sofria por isso. Isso nos mostra que o
coração de Cristo se entristece quando escolhemos caminhos que nos afastam de
Deus.
Em Hebreus 5:7, lemos
que Ele ofereceu orações “com grande clamor e lágrimas”. No Getsêmani, Jesus
sentiu o peso da missão. Não era fraqueza; era a profundidade do sacrifício.
Ele chorou porque sabia o preço da redenção. Suas lágrimas carregavam amor,
entrega e obediência.
Esses três momentos revelam
um Cristo profundamente humano e plenamente divino.
Ele chora com os que sofrem.
Ele chora pelos que se
perdem.
Ele chora ao assumir o peso
da cruz.
Se Jesus chorou, isso
significa que a sensibilidade não é sinal de fraqueza, mas de amor verdadeiro.
Suas lágrimas nos ensinam que Deus se importa, com nossas perdas, com nossas
escolhas e com nossa salvação.
Cristo não apenas viu a dor
do mundo. Ele a sentiu.
E, por amor, decidiu
transformá-la.


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