Filipenses 2 nos
conduz ao centro do Evangelho: a humildade voluntária de Cristo. Paulo exorta a
igreja a ter o mesmo “sentimento” de Jesus, isto é, o mesmo modo de pensar.
Trata-se de uma mente moldada pela humildade, pelo amor e pela obediência. Ter
a mente de Cristo é renunciar ao egoísmo e viver para a glória de Deus e o bem
do próximo.
Cristo, sendo Deus, não se
apegou aos seus direitos divinos (Fp 2.6). Diferente de Adão, que quis
ser como Deus, Jesus, sendo Deus, humilhou-se. Ele se esvaziou voluntariamente,
não deixando de ser divino, mas abrindo mão da manifestação de sua glória para
assumir a forma de servo. O Rei dos céus fez-se homem para cumprir o plano da
redenção.
Sua humilhação culminou na
cruz. Jesus foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fp 2.8).
Enquanto a desobediência de Adão trouxe condenação, a obediência de Cristo
trouxe justificação (Rm 5.19). Nossa salvação é fruto dessa entrega
perfeita, não de nossos méritos.
Contemplar esse caminho nos
desafia a viver do mesmo modo. Se Ele se humilhou, devemos cultivar humildade.
Se Ele obedeceu ao Pai, também somos chamados a obedecer. Seguir a Cristo é
trilhar o caminho da entrega, certos de que toda glória pertence a Deus.



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