O caminho da humildade que nos salvou


Vladimir Chaves

 

Filipenses 2 nos conduz ao centro do Evangelho: a humildade voluntária de Cristo. Paulo exorta a igreja a ter o mesmo “sentimento” de Jesus, isto é, o mesmo modo de pensar. Trata-se de uma mente moldada pela humildade, pelo amor e pela obediência. Ter a mente de Cristo é renunciar ao egoísmo e viver para a glória de Deus e o bem do próximo.

Cristo, sendo Deus, não se apegou aos seus direitos divinos (Fp 2.6). Diferente de Adão, que quis ser como Deus, Jesus, sendo Deus, humilhou-se. Ele se esvaziou voluntariamente, não deixando de ser divino, mas abrindo mão da manifestação de sua glória para assumir a forma de servo. O Rei dos céus fez-se homem para cumprir o plano da redenção.

Sua humilhação culminou na cruz. Jesus foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fp 2.8). Enquanto a desobediência de Adão trouxe condenação, a obediência de Cristo trouxe justificação (Rm 5.19). Nossa salvação é fruto dessa entrega perfeita, não de nossos méritos.

Contemplar esse caminho nos desafia a viver do mesmo modo. Se Ele se humilhou, devemos cultivar humildade. Se Ele obedeceu ao Pai, também somos chamados a obedecer. Seguir a Cristo é trilhar o caminho da entrega, certos de que toda glória pertence a Deus.

0 comentários:

Postar um comentário

Conteúdo é ideal para leitores cristãos interessados em doutrina, ética ministerial e fidelidade bíblica.