Negar quem Cristo é significa distorcer o evangelho.


Vladimir Chaves

O Cristo que servimos não é apenas um mestre sábio ou um profeta entre outros. Ele é o Verbo eterno, aquele que existia antes de todas as coisas. A Bíblia afirma: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1). Isso nos lembra que Jesus não começou em Belém; Ele é Deus desde a eternidade.

Foi por meio d’Ele que tudo foi criado. Nada existe sem a sua ação e vontade. “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1:3). Essa verdade nos leva à humildade, pois reconhecemos que nossa vida, nosso tempo e nosso futuro estão nas mãos do Criador.

Além disso, Jesus revelou plenamente o Pai. Quem deseja conhecer a Deus não precisa procurar outro caminho. O próprio Cristo declarou: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14:9). Em Jesus, Deus se aproximou de nós, falou nossa língua, caminhou entre as pessoas e demonstrou amor, graça e verdade.

Negar que Cristo é eterno, Criador e revelação perfeita do Pai é distorcer o Evangelho. O apóstolo Paulo alerta que há ensinos que se afastam da verdade e comprometem a fé (Gálatas 1:6–7). Por isso, somos chamados a permanecer firmes naquilo que as Escrituras ensinam sobre quem Jesus realmente é.

Diante dessas verdades, nossa resposta deve ser clara: adorá-lo, porque Ele é Deus; obedecê-lo, porque Ele é Senhor; e anunciá-lo, porque Ele é o único Salvador. Como diz a Palavra: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho” (Filipenses 2:10). Em Jesus Cristo, vemos o próprio Deus agindo para nos salvar. Essa é a essência do verdadeiro Evangelho.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

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A fé que agrada a Deus nem sempre atrai multidões


Vladimir Chaves

A Bíblia nos mostra que existe um padrão que se repete ao longo da história: quando o coração do homem se afasta de Deus, a verdade passa a incomodar.

Em 2 Timóteo 4:3, Paulo alerta que chegaria um tempo em que as pessoas não suportariam a sã doutrina. Não é que a Palavra deixaria de existir, mas que o desejo de ouvi-la desapareceria. Em seu lugar, surgiria a busca por mensagens que agradam, confortam e confirmam vontades pessoais.

Esse mesmo alerta aparece em Atos 20, quando Paulo se despede dos líderes da igreja de Éfeso. Ele afirma, com lágrimas, que lobos ferozes surgiriam, até mesmo de dentro da própria comunidade, distorcendo a verdade para atrair discípulos. O perigo não estava apenas fora, mas no abandono silencioso da fidelidade à Palavra.

Muito antes disso, o profeta Isaías já havia descrito esse comportamento. Em Isaías 30, o povo pede aos profetas que não falem o que é reto, mas que anunciem coisas agradáveis. Eles preferem ilusões à verdade. É como se dissessem: “Não nos confrontem, não nos chamem ao arrependimento, apenas nos façam sentir bem.”

Já em Amós 8, Deus revela uma consequência ainda mais séria: viria um tempo de fome, não de pão ou de água, mas fome de ouvir a Palavra do Senhor. As pessoas correriam de um lado para o outro procurando a mensagem de Deus, mas não a encontrariam. Não porque Deus se calou primeiro, mas porque a rejeitaram quando Ele falou.

Ao olharmos para os nossos dias, esse cenário se torna ainda mais evidente. Igrejas que permanecem firmes na exposição fiel das Escrituras muitas vezes se veem quase vazias, enquanto congregações que prometem apenas fartura, sucesso, prosperidade e bênçãos sem arrependimento ficam cheias. Não é a fé que cresce, mas a expectativa de benefícios pessoais.

O mesmo acontece com a música. Cânticos profundamente bíblicos, que exaltam a cruz, o arrependimento e a santidade, dão lugar a músicas sem conteúdo bíblico, algumas com linguagem, valores e espírito tão próximos do mundo que mal se distinguem do que é tocado fora da igreja. Ainda assim, esses louvores atraem multidões, porque emocionam, entretêm e agradam; mas não edificam.

Isso não é apenas uma questão de estilo, mas de mensagem. Quando a Palavra deixa de ser central, o culto passa a girar em torno do homem, de suas emoções e desejos. O resultado é uma fé barulhenta, porém rasa; animada, porém frágil; cheia de promessas, mas vazia de cruz.

Resumindo:

O problema nunca foi a falta de voz de Deus, mas a falta de disposição do homem para ouvir.

Onde a verdade é substituída por entretenimento, a igreja pode até lotar, mas o discipulado desaparece.

Onde não há correção, não há crescimento. Onde não há confronto, não há transformação.

Essas passagens nos chamam à reflexão pessoal e coletiva:

Estamos buscando a Palavra que nos transforma ou apenas a que nos agrada?

Queremos uma igreja cheia de pessoas ou cheia da presença de Deus?

A sã doutrina pode confrontar, mas também cura. Pode ferir o orgulho, mas salva a alma.

Ela não foi dada para agradar os ouvidos, mas para endireitar o coração.

Permanecer na verdade, mesmo quando ela não atrai multidões, é sinal de fidelidade a Cristo.

Melhor uma igreja pequena e fiel à Palavra do que grandes ajuntamentos vazios da verdade.

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Lucas 14:33 — O custo que vale a pena


Vladimir Chaves

Jesus não falava para impressionar, falava para despertar. Em Lucas 14, Ele está cercado por multidões. Muita gente andando com Ele, ouvindo Suas palavras, admirando Seus milagres. Mas Jesus sabia que nem todos estavam dispostos a segui-lo de verdade. Por isso, Ele para e fala com clareza, sem suavizar o chamado.

Antes do versículo 33, Jesus conta duas histórias simples: a de um homem que começa a construir uma torre sem calcular os custos e a de um rei que vai à guerra sem avaliar suas forças. A mensagem é direta: ninguém começa algo sério sem antes entender o que isso exige. Seguir Jesus não é diferente.

Quando Ele diz que quem não renuncia a tudo o que possui não pode ser seu discípulo, Jesus não está pregando desprezo pelos bens materiais, nem exigindo pobreza como regra. O foco não está nas coisas em si, mas no lugar que elas ocupam no coração. Renunciar, aqui, significa abrir mão do controle, da autonomia absoluta, da ideia de que somos donos de nossa própria vida.

Jesus está ensinando que o discipulado exige prioridade. Nada pode estar acima d’Ele: nem posses, nem sonhos, nem segurança, nem mesmo nossos próprios planos. Tudo continua existindo, mas agora sob um novo senhorio. O que antes nos dominava passa a ser colocado aos pés de Cristo.

Esse ensino confronta uma fé confortável. Ele desmonta a ideia de seguir Jesus apenas quando é conveniente. O chamado de Cristo é para uma entrega real, consciente e diária. Não é perda, é decisão. Não é castigo, é propósito.

Lucas 14:33 nos convida a olhar para dentro e perguntar: quem está no controle da minha vida? O que governa minhas escolhas? O que eu não gostaria de entregar a Deus? Essas perguntas revelam se estamos apenas caminhando com a multidão ou vivendo o discipulado verdadeiro.

No fim, Jesus não pede tudo porque quer nos esvaziar, mas porque deseja nos preencher com algo maior. Quem renuncia descobre que nada do que é entregue a Cristo é realmente perdido. Pelo contrário, tudo ganha sentido, direção e eternidade.

Seguir Jesus custa, sim. Mas não segui-lo custa muito mais.Parte superior do formulário

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

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Eu não sei o que Ele viu em mim


Vladimir Chaves

“Eu não sei o que Ele viu em mim, não entendo por que me amou.”

Essa frase da canção Eu só quero adorar expressa com precisão o que sinto quando olho para a minha própria história. Sempre que ouço essa música, algo em mim se quebranta. Quanto mais me conheço, mais percebo que não havia nada em mim que explicasse um amor tão insistente, tão profundo e tão real.

Quando olho para trás, não encontro méritos que justifiquem esse amor. Vejo falhas, quedas, decisões erradas e muitos momentos em que Deus me chamou, mas eu escolhi ignorar. Se o amor dEle dependesse do meu desempenho, eu já teria sido deixado para trás. Mas Ele não foi embora.

Eu não fui chamado e transformado porque fiz tudo certo. Fui amado, chamado e transformado apesar de tudo que fiz errado. E isso muda tudo. Porque então entendo que não foi a minha força que me sustentou, mas a graça dEle que me alcançou quando eu já não tinha argumentos, defesas ou justificativas.

Essa verdade desmontou o meu orgulho e começou a curar a minha alma. Hoje, só me resta me render, me entregar e obedecer. Adorar a Deus deixou de ser um meio e se tornou o fim. Eu não adoro para ser aceito; eu adoro porque já fui aceito.

Quando canto essa frase, não canto em dúvida, mas em admiração. Não entender por que Ele me amou não me afasta; me aproxima. Isso me leva a agradecer, a reverenciar e a desejar viver de um modo que honre esse amor que me encontrou no meio das minhas fraquezas.

Talvez eu nunca entenda completamente o que Ele viu em mim. Mas sei o suficiente para afirmar: eu fui amado, eu fui alcançado e eu fui transformado. E isso me basta. Por isso, eu só quero adorar.

 

Vladimir Chaves

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O prólogo de João Batista e o “Hino do Logos”


Vladimir Chaves


Os dezoito primeiros versículos do Evangelho de João (João 1:1–18) são conhecidos como Prólogo de João e também recebem o nome de “Hino do Logos”. Esse trecho funciona como uma introdução profunda e poética de todo o evangelho, apresentando quem é Jesus Cristo e qual é a sua missão.

A palavra “Logos” vem do grego e pode ser traduzida como Palavra, Verbo ou Razão. No mundo antigo, especialmente entre os gregos, “logos” era usada para falar da razão que organiza o universo. João usa esse termo para ensinar que Jesus é a Palavra viva de Deus, aquele por meio de quem tudo foi criado.

Logo no início, João afirma: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Com isso, ele mostra que Jesus não foi criado, mas existe desde a eternidade, em plena comunhão com Deus Pai e compartilhando da mesma natureza divina.

O texto também ensina que todas as coisas foram feitas por meio do Logos. Ou seja, Jesus é apresentado como o Criador, aquele que dá origem à vida e sustenta toda a criação. Nele está a vida, e essa vida é a luz que ilumina a humanidade, vencendo as trevas do pecado e da ignorância espiritual.

Um dos pontos mais marcantes do Hino do Logos é a afirmação: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Aqui, João declara que Deus se tornou humano em Jesus Cristo. Ele veio morar entre as pessoas, revelou a glória divina e mostrou, de forma visível, o amor, a graça e a verdade de Deus.

O prólogo também explica que nem todos aceitaram Jesus, mas aqueles que o receberam foram feitos filhos de Deus, não por esforço humano, mas pela ação do próprio Deus. Isso mostra que a salvação é um presente da graça divina.

Por fim, o Hino do Logos afirma que Jesus revela plenamente o Pai. Enquanto a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Quem conhece o Filho passa a conhecer o próprio Deus.

Assim, o Prólogo de João é chamado de “Hino do Logos” porque apresenta, de maneira bela e profunda, a identidade de Jesus como o Deus eterno que se fez homem, trazendo luz, vida e salvação à humanidade. Se todo o Evangelho de João fosse um caminho, esses dezoito versículos seriam a porta de entrada para compreender a grandiosidade de Cristo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

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O que são os atributos de Deus?


Vladimir Chaves

Os atributos de Deus revelam quem Ele é em Sua essência e em Sua maneira de agir. Ao observarmos a Bíblia, percebemos que Deus é santo, amoroso, justo, fiel e eterno. Esses atributos não mudam com o tempo nem dependem das circunstâncias humanas; eles revelam um Deus perfeito, digno de confiança e de adoração. Conhecer os atributos de Deus fortalece a fé, traz segurança ao coração e nos ajuda a compreender que tudo o que Ele faz está fundamentado em amor e verdade.

“Deus é amor; e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” (1 João 4:16)

A Bíblia nos apresenta esses atributos de forma direta e indireta. Eles são divididos em dois grupos: Atributos Incomunicáveis e Atributos Comunicáveis.

Confira:

Atributos Incomunicáveis - (Somente Deus os possui em plenitude)

Asseidade: Deus existe por Si mesmo; não depende de nada. (Êxodo 3:14)

Eternidade: Deus não tem começo nem fim. (Salmos 90:2)

Imutabilidade: Deus não muda em Seu ser, caráter ou promessas. (Malaquias 3:6)

Onipresença: Deus está presente em todos os lugares. (Salmos 139:7–10)

Onisciência: Deus sabe todas as coisas, passadas, presentes e futuras. (Salmos 147:5)

Onipotência: Deus é todo-poderoso. (Jeremias 32:17)

Soberania: Deus governa todas as coisas conforme Sua vontade. (Daniel 4:35)

 

Atributos Comunicáveis - (Deus os compartilha, em parte, com o ser humano)

Amor: Deus é amor em Sua essência. (1 João 4:8)

Santidade: Deus é totalmente puro e separado do pecado. (Isaías 6:3)

Justiça: Deus age sempre com retidão. (Salmos 89:14)

Misericórdia: Deus demonstra compaixão ao pecador. (Lamentações 3:22–23)

Graça: Deus concede favor imerecido. (Efésios 2:8–9)

Fidelidade: Deus cumpre tudo o que promete. (Deuteronômio 7:9)

Verdade: Deus não mente e é a própria verdade. (João 14:6)

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A asseidade de Deus


Vladimir Chaves

Entre os atributos divinos revelados nas Escrituras, a asseidade de Deus ocupa um lugar central. Esse atributo afirma que Deus existe por Si mesmo, não dependendo de nada externo para existir, viver ou agir. Compreender a asseidade é fundamental para uma visão correta de Deus, da criação e da nossa própria dependência espiritual.

A asseidade de Deus revela Sua grandeza, independência e suficiência absoluta. Ao mesmo tempo, esse Deus que não precisa de nada escolheu, por amor, sustentar, salvar e se relacionar com o homem. Essa verdade conduz a uma fé mais reverente, madura e confiante.

Definição de asseidade

A palavra asseidade deriva do latim a se, que significa “de si mesmo”. No contexto bíblico-teológico, a asseidade declara que: Deus não foi criado; Deus não tem origem; Deus não depende da criação; Deus é autossuficiente e eterno.

Enquanto tudo o que existe foi criado e depende de Deus, Deus existe por Si mesmo.

Base bíblica da asseidade

Deus como o “EU SOU”

“Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU.” Êxodo 3:14

Esse nome revela a auto existência de Deus. Ele não se define por algo externo, nem por um momento no tempo. Deus simplesmente é.

Deus não necessita da criação

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há… não é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse.” Atos 17:24–25

Esse texto ensina que Deus não depende de rituais, ofertas ou serviços humanos para existir ou ser pleno.

Deus é eterno

“Antes que os montes nascessem… de eternidade a eternidade, tu és Deus.” Salmos 90:2

A eternidade de Deus confirma Sua asseidade: Ele não teve começo e não terá fim.

Deus tem vida em Si mesmo

“Assim como o Pai tem vida em Si mesmo…” João 5:26

A vida não foi concedida a Deus; ela procede dEle.

Asseidade e os atributos de Deus

A asseidade está diretamente ligada a outros atributos divinos:

Eternidade: Deus é eterno porque existe por Si mesmo;

Imutabilidade: Deus não muda, pois não depende de fatores externos;

Soberania: Deus governa tudo sem depender de ninguém;

Onipotência: Todo poder procede dEle.

Deus e a criação: Um contraste bíblico

“Tudo foi criado por meio dele e para ele.” Colossenses 1:16–17

A criação depende de Deus para existir e subsistir, enquanto Deus permanece independente da criação.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

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Quando a fé muda a forma de enfrentar a vida


Vladimir Chaves

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais ele fará.” (Salmos 37:5)

Uma das partes mais significativas de caminhar com Deus é a paz que se desenvolve ao longo desse relacionamento. Não se trata de um sentimento passageiro ou de uma visão idealizada da vida, mas de uma convicção prática: Deus está no controle. Os desafios continuam existindo, as dificuldades surgem, e nem sempre o caminho é claro. Ainda assim, é possível seguir adiante sem ser dominado pela ansiedade.

Essa paz não elimina os problemas, mas muda a forma de enfrentá-los. Quando confiamos que Deus guia nossos passos, deixamos de viver reféns do medo e da preocupação excessiva. Passamos a entender que nem tudo depende de nossas forças ou do nosso entendimento. Há decisões que exigem fé, espera e humildade para reconhecer que Deus enxerga além do que podemos ver.

Caminhar com Deus é, portanto, uma escolha diária de confiar, mesmo sem todas as respostas. É seguir em frente com responsabilidade, fé e consciência de que Ele conduz, protege e sustenta cada passo do caminho.

sábado, 31 de janeiro de 2026

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Por Ele e para Ele


Vladimir Chaves

“Digno és, Senhor, de receber a glória, a honra e o poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Apocalipse 4:11

A declaração de Apocalipse 4:11 nos lembra que toda a glória, honra e poder pertencem ao Senhor porque tudo existe por causa d’Ele. Nada surgiu ao acaso. A criação não é fruto de uma coincidência, mas resultado da vontade soberana de Deus. O universo, a vida, o tempo e a nossa própria existência começaram porque Ele quis.

Isso muda a forma como olhamos para a vida. Se fomos criados pela vontade de Deus, então não somos obra do acaso, nem vivemos sem propósito. Cada detalhe da criação aponta para um Criador que governa com poder e sabedoria. Reconhecer isso nos leva à humildade: não somos o centro, Deus é.

Adorar, então, deixa de ser apenas um momento ou um ritual. Passa a ser uma resposta natural do coração que entende quem Deus é. Quando reconhecemos Sua soberania, aprendemos a confiar. Quando reconhecemos Seu poder, aprendemos a descansar. E quando reconhecemos Sua glória, aprendemos a viver para agradá-lo.

Assim como no céu, nossa vida aqui na terra também pode se tornar um altar de adoração. Não apenas com palavras, mas com atitudes, escolhas e obediência. Porque Aquele que criou todas as coisas é o mesmo que sustenta nossa vida todos os dias.

Ele é digno. Sempre foi. Sempre será.

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A transfiguração de Jesus Cristo


Vladimir Chaves


A transfiguração de Jesus é um evento central nos Evangelhos (Mateus 17, Marcos 9 e Lucas 9) que revela a natureza divina de Cristo e antecipa sua glória futura. Ocorrida no topo de um monte (tradicionalmente o Monte Tabor), ela serve como um ponto de virada no ministério de Jesus.

Significados teológicos fundamentais desse ato:

1.  Revelação da Divindade

A transfiguração foi uma manifestação concreta de que Jesus não era apenas um grande mestre ou profeta, mas o próprio Filho de Deus. Suas vestes tornaram-se brancas e resplandecentes, revelando um brilho que não era deste mundo e confirmando sua realeza.

A União entre a Lei e os Profetas

A presença de Moisés (representando a Lei) e Elias (representando os Profetas) ao lado de Jesus simboliza que Ele é o cumprimento de todas as promessas do Antigo Testamento. Isso demonstra que Jesus não veio para anular a Lei, mas para levá-la à perfeição.

Preparação para a Paixão

O evento ocorreu pouco antes da jornada de Jesus para Jerusalém, onde seria crucificado. A transfiguração serviu para fortalecer a fé dos discípulos (Pedro, Tiago e João), dando-lhes um vislumbre da vitória final sobre a morte para que não desanimassem durante o sofrimento da Cruz.

Confirmação do Pai

A voz que saiu da nuvem — "Este é o meu Filho amado; a ele ouvi" — é uma autenticação divina direta. Ela instrui os discípulos (e os leitores da Bíblia) a depositarem sua autoridade máxima nos ensinamentos de Jesus.

Antecipação da Ressurreição

O episódio funciona como um "antegozo" ou prévia da glória que Jesus teria após a sua ressurreição e da glória que aguarda todos os fiéis na vida eterna. Conforme o relato detalhado no Evangelho de Lucas 9:30-31, Moisés e Elias não estavam ali apenas para uma aparição visual; eles mantiveram uma conversa específica sobre o "êxodo" (ou partida) de Jesus.

Aqui estão os pontos principais desse diálogo:

O texto bíblico afirma que eles falavam sobre a morte de Jesus que estava prestes a acontecer em Jerusalém. A palavra grega usada é exodos, que significa "saída" ou "partida".

A Analogia do Êxodo: Assim como Moisés liderou o êxodo do povo de Israel da escravidão no Egito para a Terra Prometida, Jesus estava discutindo Sua própria "partida" (morte e ressurreição), que libertaria a humanidade da escravidão do pecado.

O Cumprimento do Plano: A conversa serviu para mostrar que o sacrifício na cruz não era um acidente ou uma derrota, mas algo planejado e confirmado pelas duas maiores figuras da história judaica (a Lei e os Profetas).

O Propósito do Sofrimento: Eles discutiam como a missão de Jesus alcançaria sua conclusão gloriosa através do sofrimento. Isso reforçava para os discípulos presentes que a cruz era o caminho necessário para a glória.

Enquanto Jesus conversava sobre Sua entrega, os discípulos estavam "pesados de sono", mas acordaram a tempo de ver a glória do Messias.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

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