Quando os pastores deixam de ouvir o clamor das ovelhas


Vladimir Chaves

“Não apagueis o Espírito.” 1 Tessalonicenses 5:19

Existe uma pergunta que a Igreja precisa ter coragem de fazer, especialmente seus líderes: estamos realmente sendo conduzidos pelo Espírito Santo ou apenas aprendemos a manter uma estrutura religiosa funcionando?

Essa pergunta não deve ser dirigida somente aos membros. Ela precisa chegar aos púlpitos, às lideranças, aos pastores, aos presbíteros e a todos aqueles que receberam a responsabilidade de cuidar do rebanho de Deus.

Porque existe uma realidade que não pode ser ignorada: há pessoas deixando as igrejas.

Algumas simplesmente abandonam a fé. Outras continuam buscando a Deus, mas fora das instituições. Algumas se afastam depois de serem feridas, ignoradas ou decepcionadas. Outras saem porque não encontram mais espaço para suas dúvidas, dores e necessidades espirituais.

E diante disso, qual tem sido a reação da liderança?

Muitas vezes, simplesmente contar quantos continuam frequentando.

Mas a pergunta deveria ser outra:

Quem está faltando? Por que está faltando? Alguém foi atrás? Alguém sentiu sua ausência?

Uma igreja pode registrar presença, arrecadação, atividades e crescimento institucional e, ainda assim, não perceber que pessoas estão desaparecendo silenciosamente.

O problema começa quando a ausência de uma ovelha deixa de produzir preocupação no coração do pastor.

Jesus ensinou que uma ovelha perdida não deveria ser tratada como estatística. O pastor deveria procurá-la. Essa imagem confronta profundamente uma Igreja que, algumas vezes, parece mais preocupada em manter os que estão dentro do templo do que em procurar os que ficaram para trás.

Quando foi a última vez que um líder procurou alguém que deixou de congregar sem esperar que essa pessoa voltasse por iniciativa própria?

Não estamos falando de perseguir pessoas ou de obrigá-las a retornar. Estamos falando de cuidado.

Uma ligação, uma visita, uma mensagem, uma conversa sem julgamento, uma pergunta sincera: “Como você está?”

Talvez algumas pessoas não precisassem de uma cobrança. Precisassem apenas descobrir que alguém realmente sentiu sua falta.

É preciso ter cuidado para não transformar o púlpito em um lugar de condenação daqueles que se afastaram. Antes de perguntar por que alguém saiu, talvez seja necessário perguntar se a Igreja fez tudo o que estava ao seu alcance para cuidar daquela pessoa.

Nem todo afastamento é culpa da liderança. Nem toda pessoa que sai está certa. Existem aqueles que abandonam a comunhão por escolhas pessoais, por conflitos, por pecado ou simplesmente porque decidiram seguir outro caminho.

Mas também existem pessoas que foram embora carregando feridas que poderiam ter sido tratadas com mais amor, atenção e acompanhamento.

E isso precisa ser encarado com honestidade.

O pastor não recebeu apenas a responsabilidade de alimentar quem está no aprisco; recebeu também a responsabilidade de se importar com quem está se perdendo.

Uma liderança pode estar tão ocupada administrando a igreja que já não tem tempo para pastorear pessoas.

Pode haver reuniões de liderança, agendas lotadas, congressos, convenções, campanhas, departamentos e projetos, enquanto uma ovelha está sofrendo sozinha.

Que paradoxo!

A estrutura funciona, mas a pessoa está desaparecendo.

O calendário está cheio, mas o coração de alguém está vazio.

O templo está preparado para o próximo culto, mas ninguém percebeu quem não voltou ao culto anterior.

Precisamos recuperar o sentido bíblico de pastoreio.

Pastor não é apenas aquele que prega. Não é apenas aquele que administra. Não é apenas aquele que dirige cultos.

Pastor é aquele que cuida.

E cuidar exige proximidade.

Exige ouvir.

Exige conhecer as pessoas.

Exige perceber mudanças.

Exige sensibilidade.

Exige tempo.

E, acima de tudo, exige amor.

O Espírito Santo não deveria ser usado apenas como tema de sermões, enquanto sua direção é ignorada nas decisões da Igreja.

Quando o Espírito Santo conduz, a liderança não olha somente para números. Olha para pessoas.

Não pergunta apenas quantos entraram.

Pergunta também quantos estão feridos.

Não comemora apenas crescimento.

Pergunta se aqueles que permanecem estão crescendo espiritualmente.

Não observa apenas quem está no altar.

Também procura saber quem está sentado sozinho, quem deixou de participar, quem perdeu a esperança e quem está pensando em desistir.

Porque o verdadeiro pastoreio enxerga aquilo que uma simples lista de presença não consegue mostrar.

Existe ainda outro perigo: a liderança se acostumar com o esvaziamento.

Quando poucos vão embora, preocupa.

Quando muitos vão embora, pode começar a parecer normal.

E quando o anormal se torna habitual, a consciência deixa de reagir.

Uma igreja não deveria considerar normal perder pessoas sem ao menos perguntar por quê.

Não basta dizer: “Quem quiser ficar, fique.”

Essa postura pode até parecer firme, mas não expressa necessariamente o coração do Bom Pastor.

Jesus não ensinou que a liderança deva ser indiferente.

Ele ensinou busca, cuidado, restauração, amor...

Isso não significa abandonar a verdade para agradar pessoas. O pastor precisa continuar ensinando a Palavra, corrigindo quando necessário e mantendo princípios bíblicos. Mas verdade sem amor pode ferir; e amor sem verdade pode enganar.

A liderança precisa das duas coisas.

Verdade para não perder o caminho. Amor para não perder as pessoas.

Talvez esteja na hora de algumas igrejas diminuírem um pouco o ritmo das atividades para ouvir melhor o que está acontecendo dentro do próprio rebanho.

Talvez seja necessário perguntar aos membros por que alguns estão desanimados.

Talvez seja necessário ouvir aqueles que se afastaram.

Talvez algumas lideranças precisem admitir: “Não percebemos. Não cuidamos como deveríamos.”

Reconhecer isso não diminui um pastor.

Ao contrário, demonstra humildade.

O problema não é uma liderança reconhecer que errou. O problema é perceber os erros e continuar repetindo-os.

A Igreja não pode pedir um grande avivamento enquanto permanece indiferente às pessoas que estão espiritualmente morrendo ao seu redor.

Não adianta falar sobre o derramamento do Espírito Santo se não existe disposição para obedecer ao Espírito naquilo que Ele claramente ensina sobre amor, cuidado, misericórdia, serviço e responsabilidade.

O Espírito Santo não nos torna indiferentes às ovelhas.

Ele nos torna sensíveis.

Por isso, antes de perguntar quantas pessoas Deus acrescentará à Igreja, talvez seja necessário perguntar:

Quantas pessoas estamos deixando escapar?

Antes de planejar o próximo grande evento, talvez seja necessário procurar aqueles que desapareceram.

Antes de preparar mais um sermão sobre avivamento, talvez seja necessário visitar alguém que está afastado.

Antes de criticar os “desigrejados”, talvez seja necessário ouvir suas histórias.

Nem todos os que estão fora de uma igreja estão fora de Cristo. E nem todos os que estão dentro de uma igreja estão espiritualmente bem.

Essa realidade deveria levar a liderança à reflexão, não à acusação.

O desafio pastoral não é simplesmente manter o templo cheio.

É cuidar de pessoas.

Porque números podem mostrar quantos estão presentes, mas somente o pastoreio pode revelar quantos estão sendo cuidados.

Uma igreja pode perder uma pessoa e continuar funcionando normalmente. Mas o céu não trata uma alma como um número.

E se a Igreja realmente deseja experimentar a ação do Espírito Santo, talvez precise começar por aquilo que parece pequeno aos olhos humanos: voltar a sentir falta das pessoas.

Sentir falta de quem sumiu, procurar quem se afastou, ouvir quem foi ferido, restaurar quem caiu, ensinar quem está começando, fortalecer quem está fraco e amar sem abrir mão da verdade.

Porque uma Igreja verdadeiramente conduzida pelo Espírito Santo não se torna apenas mais poderosa no púlpito.

Torna-se mais parecida com Cristo no cuidado das ovelhas. 

E talvez essa seja uma das maiores confrontações para nossos dias:

Não basta perguntar por que as pessoas estão saindo. A liderança também precisa perguntar se a Igreja ainda está sendo um lugar onde as pessoas encontram cuidado, verdade, comunhão e Cristo.

Se a resposta for desconfortável, talvez não seja motivo para esconder o problema.

Talvez seja o momento de começar a buscar a Deus novamente.

Não apenas para encher os templos.

Mas para reacender nos pastores o amor pelas ovelhas de Deus.

A graça do Senhor Jesus seja com todos!

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

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Quando muitos esfriam, permaneça fiel, persevere.


Vladimir Chaves

Jesus nos deixou uma palavra muito séria em Mateus 24:12-14. Ele disse que, por causa do aumento da iniquidade, “o amor se esfriará de quase todos”. Mas, logo depois, declarou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.”

No mundo de hoje muitos já não se importam umas com as outras como antes. A mentira parece normal, a falta de respeito cresce, o egoísmo ocupa espaço e aquilo que a Bíblia chama de pecado muitas vezes é tratado como algo sem importância.

O perigo não está somente na maldade que existe ao nosso redor. O maior perigo é permitir que essa maldade entre em nosso coração e faça o nosso amor esfriar.

Por isso, Jesus não nos chamou apenas para começar bem, mas para perseverar até o fim, perseverar na fé.

Perseverar significa continuar quando é difícil. É permanecer fiel quando outros abandonam a fé. É continuar amando quando somos feridos. É fazer o que é certo mesmo quando o errado parece ser mais fácil. É não permitir que a frieza deste mundo determine a temperatura do nosso coração.

Mas Jesus também apresentou uma grande esperança: “E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.” Mt 24.14

Enquanto muitos deixam o amor esfriar, a Igreja é chamada a continuar anunciando o Evangelho.

Não fomos chamados para esconder a nossa fé, mas para testemunhá-la. Não basta reclamar da escuridão; precisamos continuar sendo luz. Não basta apontar o pecado do mundo; precisamos viver uma vida que demonstre a transformação produzida pelo Evangelho.

Mateus 24:12-14 nos coloca diante de uma escolha diária: vamos permitir que a maldade ao nosso redor esfrie o nosso coração ou continuaremos firmes no amor de Deus?

Talvez não possamos mudar tudo o que acontece no mundo, mas podemos cuidar do nosso próprio coração. Podemos continuar orando, estudando a Palavra, perdoando, amando, servindo e anunciando Cristo por todos os meios disponíveis.

O mundo pode estar ficando mais frio, mas a nossa fé não

precisa esfriar.

Que o aumento da iniquidade não diminua o nosso amor. Que as pedras de tropeços não destruam a nossa comunhão, que os obstáculos do mundo não diminuam nossa perseverança. E que, até o fim, permaneçamos firmes em Cristo e fiéis ao Evangelho.

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Minha alma se alegra em Deus.


Vladimir Chaves


“E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” Lucas 1:47

Maria estava vivendo um momento extraordinário. Deus havia escolhido aquela jovem para participar de um dos maiores acontecimentos da história: o nascimento de Jesus, o Salvador prometido.

Mas, diante de tudo aquilo, Maria não colocou os olhos em si mesma. Ela não disse: “Eu sou importante porque Deus me escolheu”. Ao contrário, seu coração se voltou para Deus. Ela declarou: “O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.”

Essa declaração revela um coração humilde e cheio de fé.

Maria sabia que sua alegria não estava simplesmente naquilo que estava acontecendo com ela, mas naquele que estava realizando a obra. Sua alegria tinha uma fonte: Deus.

Isso também fala conosco.

Muitas vezes, nossa alegria depende das circunstâncias. Ficamos felizes quando tudo vai bem, quando recebemos uma bênção, quando nossos planos dão certo. Mas quando surgem problemas, dificuldades ou decepções, nossa alegria desaparece.

Maria nos ensina algo diferente: a verdadeira alegria não depende somente do que acontece ao nosso redor, mas de quem Deus é.

Ela também chama Deus de “meu Salvador”. Essa pequena expressão é muito significativa. Maria reconhece que precisava de Deus. Ela não se apresenta como alguém independente, mas como uma serva que depende do Senhor.

Isso nos lembra que ninguém é grande demais para não precisar de Deus.

Podemos ter experiência, conhecimento, recursos e muitas conquistas, mas continuamos necessitando da graça, da misericórdia e da salvação que vêm do Senhor.

Maria não glorificou a si mesma; ela glorificou a Deus.

E essa deve ser também a atitude de quem serve a Cristo. Quando Deus fizer grandes coisas em nossa vida, não devemos permitir que a bênção ocupe o lugar do Abençoador.

Quando formos honrados, lembremo-nos daquele que nos sustentou.

Quando recebermos uma vitória, reconheçamos quem nos deu forças para chegar até ela.

Quando enfrentarmos dificuldades, continuemos confiando naquele que permanece fiel.

A fé verdadeira não diz apenas: “Deus me deu uma bênção.” Ela também diz: “Deus é a minha esperança, minha alegria e meu Salvador.”

Maria ainda não conhecia todos os detalhes do que aconteceria. Ela não sabia tudo o que teria de enfrentar. Mesmo assim, conseguiu olhar para além das circunstâncias e alegrar-se em Deus.

Essa é uma grande lição para nós.

Nem sempre sabemos o que acontecerá amanhã, mas podemos saber em quem temos colocado nossa confiança.

Que nossa alegria não esteja apenas nas respostas que recebemos, mas no próprio Deus.

Que, mesmo em dias difíceis, possamos dizer com sinceridade:

“O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.”

Porque quando Deus é a fonte da nossa alegria, as circunstâncias podem mudar, mas nossa esperança permanece.

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A presença que engana, perto do templo e longe de Deus


Vladimir Chaves

“Vi os infiéis e senti desgosto, porque não guardam a tua palavra.” Salmos 119:158

Existe uma presença que pode enganar.

É a presença que ocupa o banco da igreja, acompanha o culto, ouve a pregação, canta os louvores e, ainda assim, não permite que aquilo que foi ouvido alcance a vida.

Por fora, tudo parece estar no lugar. A pessoa está presente. Participa. Conhece os usos e costumes da igreja. Sabe quando se levantar, quando cantar e até como falar a linguagem da fé.

Mas presença não é necessariamente proximidade de Deus.

Podemos estar no lugar certo e, ainda assim, manter o coração distante.

É possível estar diante da Bíblia sem estar disposto a obedecê-la. É possível ouvir durante anos aquilo que Deus deseja mudar em nós e continuar protegendo os mesmos hábitos, os mesmos ressentimentos, os mesmos pecados e as mesmas justificativas.

Essa é a presença que engana: quando a participação externa cria a impressão de uma vida espiritual que a prática não confirma.

Tiago coloca essa questão de maneira muito séria ao dizer que aquele que ouve e não pratica é semelhante a alguém que olha o próprio rosto no espelho e, logo depois, esquece como era (Tiago 1:22-24).

O espelho mostra o que precisa ser corrigido. A Escritura também.

O problema não está em ouvir. O problema está em ouvir repetidamente sem permitir que o que ouvimos nos confronte.

Podemos sair de um culto emocionados e continuar vivendo da mesma maneira. Podemos concordar com a mensagem e discordar dela com nossas escolhas. Podemos dizer “amém” com os lábios enquanto nosso comportamento diz “não” durante a semana.

É nesse ponto que a presença se torna enganosa.

Porque ela pode nos dar a sensação de que estamos perto de Deus simplesmente porque estamos perto das coisas de Deus.

Mas existe uma diferença entre estar na igreja e caminhar com Cristo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

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Quando a Igreja deixa de sentir falta das ovelhas


Vladimir Chaves

“Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu até encontrá-la?” Lucas 15:4

Lucas 15 começa apresentando o cenário que levou Jesus a contar essa parábola: “Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir” (Lc 15:1). Do outro lado estavam os fariseus e escribas, que murmuravam: “Este recebe pecadores e come com eles” (Lc 15:2). É nesse ambiente que Jesus fala da ovelha perdida, mostrando o contraste entre aqueles que se preocupavam com a condição religiosa das pessoas e aquele que se preocupava com sua recuperação.

Jesus fala de cem ovelhas e de uma que se perde. Para quem olha apenas para números, noventa e nove representam um grande rebanho. Para o Pastor, porém, a ausência não podia ser ignorada. Ele deixa as noventa e nove e vai atrás da perdida “até encontra-la”.

Quando a encontra, coloca-a sobre os ombros, cheio de alegria. Não há desprezo pela que se afastou, mas celebração pela recuperação. Jesus conclui: “Assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende...” (Lc 15:7).

A parábola mostra, portanto, que a perda não deve ser recebida com indiferença. O pastor percebe a ausência, toma uma atitude e se empenha até recuperar aquilo que havia se perdido. Enquanto os fariseus viam o pecador como motivo de reprovação, Jesus mostrava que sua restauração era motivo de alegria.

Aqui está uma das grandes mensagens de Lucas 15: para Deus, quem está perdido não perde seu valor. A condição daquela pessoa exige cuidado, não desprezo.

É significativo que Jesus não concentre a narrativa em descobrir como a ovelha se perdeu, mas na responsabilidade diante de sua ausência. O foco não está na acusação, mas na restauração.

Isso nos confronta. Podemos olhar para as noventa e nove e considerar que o rebanho continua bem. Podemos justificar o esvaziamento dizendo que “os tempos mudaram”, que “as pessoas não querem compromisso” ou que “quem saiu, saiu porque quis”.

Mas Jesus apresenta outro padrão.

Uma igreja pode perceber que alguém não está mais presente sem se importar. Pode registrar a ausência sem perguntar a causa, ver os bancos diminuindo sem procurar compreender o que aconteceu e continuar sua rotina sem que isso produza oração, visita ou cuidado.

E existe algo ainda mais sério: há religiosos que, por suas próprias atitudes, ajudam a expulsar as ovelhas que deveriam cuidar. Palavras duras, julgamentos precipitados, humilhações, disputas de poder, falta de perdão e uma religiosidade sem misericórdia podem ferir profundamente. Depois, quando a pessoa vai embora, é fácil dizer: “Ela saiu porque quis”, “não era convertido”, “não era crente”. Mas é preciso coragem para perguntar: será que algumas atitudes não contribuíram para sua saída?

Existem pessoas que deixaram uma congregação e talvez ninguém tenha perguntado por elas. Pessoas que serviram, contribuíram e participaram durante anos, mas que, depois de desaparecerem, foram simplesmente esquecidas, deletadas dos grupos.

Alguns são chamados de “desigrejados”. Porém, por trás dessa palavra existem histórias diferentes: pessoas feridas, decepcionadas, cansadas, afastadas espiritualmente, pessoas que discordaram de práticas religiosas, que pecaram, foram humilhadas ou simplesmente se afastaram.

E muitos mesmo afastados continuam buscando a Deus, buscando o acolhimento e o amor de Cristo que a igreja negou.

E a pergunta permanece: Quem está cuidando daqueles que se afastaram?

É possível corrigir o pecado sem abandonar o pecador, discordar sem transformar o outro em inimigo e reconhecer erros sem abandonar quem está ferido.

Por isso, diante do esvaziamento das igrejas, a pergunta não deveria ser: “O que essas pessoas fizeram de errado?”.

Deveria ser:

Onde estão nossas ovelhas?

Onde estão os jovens que desapareceram?

Onde estão as famílias que ocupavam aqueles bancos?

Onde estão os irmãos que participavam dos trabalhos?

Onde estão os que saíram silenciosamente?

Onde estão os que foram feridos?

Onde estão os que precisam de reconciliação?

Uma Igreja pode conservar cultos, cargos, programações e estruturas enquanto pessoas desaparecem sem que ninguém perceba a gravidade. Uma igreja doente e cada vez mais distante de Cristo.

A porta da igreja pode permanecer aberta, enquanto o coração da Igreja permanece fechado para quem saiu.

A Igreja não foi chamada apenas para receber quem chega. Também foi chamada para cuidar, restaurar e acolher quem se afastou.

Lucas 15 termina apontando para a alegria do céu: o que estava perdido foi encontrado e o pecador se arrependeu.

Talvez essa seja uma das grandes lições da parábola: a saúde de uma Igreja não pode ser medida apenas pelo número dos que permanecem, mas também pela maneira como trata aqueles que se afastaram.

Jesus não considerou a perda irrelevante.

Ele agiu.

E, quando recuperou a ovelha, houve alegria no céu.

Sejamos imitadores de Cristo.

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No palco, parece igreja; nos bastidores, revela-se um coração de pedra


Vladimir Chaves

No palco, oração, abraços, sorrisos, “Deus te abençoe”, palavras bonitas e demonstrações de espiritualidade.

Mas, nos bastidores, às vezes encontramos outra realidade: ironia, panelinhas, competição, grosseria, favoritismo e pessoas sendo ignoradas.

No palco, parece uma igreja. Nos bastidores, porém, as atitudes revelam algo diferente.

É preciso ter coragem para olhar para essa realidade sem maquiar os fatos. Porque uma igreja não é definida apenas pelo que acontece diante das pessoas, mas também pelo modo como seus membros tratam uns aos outros quando não estão sendo observados.

Quando alguém deixa uma igreja, rapidamente surgem os julgamentos:

“Não tinha compromisso.”

“Não era convertido.”

“Esfriou na fé.”

“Abandonou o chamado.”

“Não queria compromisso com Deus.”

Mas será que sempre é assim?

Nem todos os que saem de uma igreja saem porque querem abandonar a Cristo. Alguns saem feridos. Outros saem cansados de serem desprezados, controlados, humilhados ou tratados com injustiça. Há pessoas que não abandonaram Deus; simplesmente não suportaram os fardos e atitudes de pessoas que diziam representá-lo.

Isso não significa que toda saída de uma igreja seja justificada ou que todo aquele que permanece esteja certo. Significa apenas que precisamos parar de julgar superficialmente situações que não conhecemos.

Existem feridas que ninguém vê, e lágrimas que foram derramadas em silêncio.

Existem pessoas cansadas que chegaram à igreja procurando Deus e encontraram, em determinados ambientes, competição, disputa por espaço, preferência por alguns e desprezo por outros.

E isso é muito sério.

Quando a grosseria é apresentada como “exigência espiritual”, o controle é chamado de “liderança”, o favoritismo recebe o nome de “discernimento”, a humilhação é apresentada como “correção”, a frieza é confundida com “maturidade” e a bajulação é confundida com “fidelidade”, algo está profundamente errado.

O Evangelho de Cristo não transforma injustiça em virtude.

A liderança cristã não deveria produzir medo, humilhação ou competição por espaço. O verdadeiro serviço cristão deveria produzir humildade, acolhimento, amor, cuidado, responsabilidade e temor de Deus.

O problema é que algumas pessoas começam servindo no altar e, com o tempo, passam a agir como se fossem donas dele.

Esquecem que a igreja não pertence a homens.

O altar não pertence a pregadores.

O púlpito não pertence a grupos.

A glória não pertence a líderes.

Tudo pertence a Cristo.

Jesus não morreu para criar celebridades religiosas, grupos privilegiados ou disputas por reconhecimento. Ele morreu para formar um povo que viva em comunhão, santidade, amor, verdade e humildade.

Por isso, é possível ter uma igreja cheia de pessoas e, ainda assim, haver vazio espiritual.

Jesus advertiu à igreja de Sardes: “Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.” Apocalipse 3:1

Essa palavra continua sendo um alerta. Aparência de vida não significa necessariamente vida espiritual.

Uma igreja pode ter movimento, música, pregação, eventos, aplausos, abraços e muitas palavras religiosas e, mesmo assim, precisar urgentemente voltar à presença de Deus.

Porque Deus não se impressiona com a aparência.

Jesus disse: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Mateus 15:8

A religiosidade pode produzir aparência sem produzir transformação.

Pode ensinar alguém a falar como cristão sem fazê-lo viver como cristão.

Pode ensinar a pessoa a sorrir no palco enquanto cultiva amargura nos bastidores.

Pode ensinar a levantar as mãos diante de Deus enquanto despreza o irmão ao lado.

E esse é um dos grandes perigos da religião sem Evangelho: ela consegue manter a aparência enquanto destrói o coração.

A religiosidade não destrói apenas púlpitos. Ela destrói almas.

Destrói relacionamentos.

Destrói a confiança.

Destrói até a alegria de servir.

E, muitas vezes, faz pessoas sinceras acreditarem que o problema está nelas, quando na realidade foram feridas por comportamentos incompatíveis com o Evangelho.

Isso não significa colocar toda a culpa nos outros. Cada pessoa também precisa examinar o próprio coração diante de Deus.

Mas uma igreja saudável precisa ter coragem para fazer uma pergunta difícil:

Estamos realmente cuidando das almas que Deus colocou em nosso meio?

Porque é fácil comemorar quando alguém chega.

Mais difícil é perceber quando alguém está indo embora ferido.

É fácil publicar uma foto no Instagram dando boas-vindas a uma pessoa nova.

Mais difícil é perguntar por que alguém antigo deixou de sorrir ou abandonou a igreja.

É fácil falar sobre ganhar almas.

Mais difícil é tratar bem as almas que Deus já colocou dentro da igreja.

Se comemoramos a chegada de uns enquanto contribuímos para a saída de outros, precisamos parar e refletir.

Talvez o problema não esteja somente nas pessoas que estão indo embora.

Talvez também precisemos olhar para aquilo que estamos fazendo dentro da casa de Deus.

O verdadeiro Evangelho não alimenta o ego; ele crucifica o ego.

Cristo não chamou seus discípulos para disputar posições, mas para servir.

Não chamou para buscar aplausos, mas para carregar a cruz.

Não chamou para procurar reconhecimento, mas para glorificar o Pai.

Por isso, precisamos voltar à Palavra, precisamos recuperar o temor de Deus, precisamos buscar direção do Espírito Santo, precisamos abandonar as panelinhas, a competição, o favoritismo e a necessidade egoísta de controlar pessoas.

Precisamos aprender novamente que corrigir não é humilhar, liderar não é controlar, ensinar não é desprezar e servir não é buscar reconhecimento.

A igreja de Cristo não é aquela que apenas parece espiritual no palco.

É aquela cuja vida permanece coerente também nos bastidores.

Porque Deus vê o que ninguém vê.

Ele conhece o coração de cada um.

Conhece as intenções e as lágrimas.

Conhece tanto quem foi ferido quanto quem feriu.

Por isso, antes de acusar alguém que saiu, talvez seja necessário perguntar:

Será que essa pessoa realmente abandonou a Deus ou será que foi ferida por aqueles que deveriam ter cuidado dela?

E antes de exigir que outros demonstrem fidelidade, talvez devêssemos examinar a nossa própria fidelidade à Palavra.

Que a igreja volte para Cristo.

Que o altar volte a pertencer exclusivamente a Cristo.

Que o púlpito volte a ser lugar de serviço, não de ego.

Que a liderança volte a ser instrumento de cuidado, não de controle.

Que os cristãos deixem de viver apenas de aparência.

E que o nosso testemunho no palco seja o mesmo que a nossa vida nos bastidores.

Porque a verdadeira espiritualidade não é aquilo que mostramos quando todos estão olhando. É aquilo que somos quando somente Deus está vendo.

E, no final, não será a nossa aparência religiosa que permanecerá diante de Deus, mas a verdade do nosso coração.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

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Se Deus estiver comigo, tenho o suficiente


Vladimir Chaves

“Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Espírito Santo.”  Salmos 51:11

A vida pode nos levar a perder muitas coisas. Há momentos em que o dinheiro pode faltar, portas podem se fechar, amizades podem desaparecer e pessoas que julgávamos importantes podem seguir outros caminhos. Até mesmo posições, reconhecimento e aquilo que um dia parecia indispensável podem deixar de fazer parte da nossa realidade.

Mas existe algo que não podemos permitir que nos falte: a presença de Deus.

Quando Deus está conosco, mesmo em meio às perdas, ainda encontramos forças para continuar. Quando tudo parece vazio, sua presença traz consolo. Quando não sabemos qual caminho seguir, Ele nos dá direção. E quando as pessoas não entendem nossas lágrimas, Deus conhece o que existe no mais profundo do nosso coração.

Não são as coisas que possuímos que determinam a verdadeira riqueza de uma vida. Podemos ter pouco aos olhos dos homens e, ainda assim, possuir aquilo que realmente importa: a comunhão com Deus.

Por isso, devemos aprender a colocar nossa confiança menos naquilo que pode desaparecer e mais naquele que permanece para sempre. Pessoas podem partir, recursos podem acabar e circunstâncias podem mudar, mas Deus continua sendo Deus.

E quando tudo parecer perdido, não significa que a história terminou. Deus ainda pode abrir caminhos onde não enxergamos saída, restaurar o que foi quebrado e transformar lágrimas em testemunho. O amanhã pode trazer aquilo que hoje nossos olhos não conseguem ver.

Por isso, não devemos perder a esperança. Se Deus ainda está conosco, ainda existe caminho, ainda existe propósito e ainda existe um novo começo. As perdas de hoje não são maiores que o poder de Deus para nos sustentar amanhã.

Que possamos seguir em frente com o coração firme, sabendo que a nossa esperança não está nas circunstâncias, nas pessoas ou nas coisas que possuímos. Nossa esperança está em Deus.

E enquanto tivermos sua presença, poderemos enfrentar qualquer dia, superar qualquer perda e recomeçar quantas vezes forem necessárias.

Porque quando Deus está conosco, o fim de uma etapa nunca precisa ser o fim da esperança.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

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Quando a tradição e a opinião ocupam o lugar da Palavra


Vladimir Chaves


Jesus fez uma pergunta que continua profundamente atual: “Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?” (Mateus 15:3). Em seguida, declarou: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15:8), e completou: “Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:9).

Essas palavras nos levam a uma reflexão necessária sobre a maneira como lidamos com a Palavra de Deus. O problema não está simplesmente em possuir tradições, opiniões ou interpretações humanas, mas em permitir que elas ocupem o lugar que pertence às Escrituras. Quando aquilo que os homens dizem passa a ter mais autoridade do que aquilo que Deus revelou, a fé corre o risco de se afastar de sua verdadeira fonte.

É preocupante ouvir ministros da Palavra afirmarem que estudar a Bíblia não é tão importante, porque o Espírito Santo capacitaria aqueles que não estudam. É verdade que o Espírito Santo capacita, ensina e conduz o servo de Deus. Porém, isso jamais significa que o estudo das Escrituras seja desnecessário. Paulo orientou Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado”, e acrescentou que ele deveria manejar corretamente “a palavra da verdade” (2Tm 2:15). O mesmo apóstolo também afirmou que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino” (2Tm 3:16).

O Espírito Santo não foi dado para nos tornar indiferentes à Palavra, mas para nos conduzir à verdade. A capacitação espiritual não é uma desculpa para a falta de preparo. Pelo contrário, quanto maior for a responsabilidade de ensinar, maior deve ser o compromisso com o conhecimento e a fidelidade às Escrituras.

Também merece atenção a linguagem usada por quem ocupa o púlpito. É diferente dizer “segundo estudiosos, isso aconteceu dessa maneira” e afirmar aquilo que a Bíblia realmente ensina. Estudos históricos, arqueológicos e acadêmicos podem contribuir para a compreensão do contexto bíblico, mas não devem substituir a autoridade das Escrituras. O pregador cristão precisa saber distinguir entre uma informação histórica, uma interpretação pessoal e aquilo que está claramente revelado na Palavra.

O púlpito não deve ser lugar para exibir opiniões pessoais como se fossem revelação divina. Quando a Bíblia diz, devemos dizer: “A Palavra de Deus afirma”. Quando o texto não afirma algo claramente, é mais honesto reconhecer: “Essa é uma interpretação” ou “há diferentes entendimentos sobre essa questão”. Humildade também faz parte da fidelidade bíblica.

Jesus advertiu: “Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco” (Mt 15:14). A advertência é séria porque quem ensina não influencia apenas a si mesmo. Suas palavras podem orientar pessoas, formar convicções e até determinar a maneira como elas compreendem a fé.

Por isso, precisamos voltar ao princípio: nem tradição humana, nem opinião pessoal, nem a palavra de estudiosos deve ocupar o lugar da Palavra de Deus. O Espírito Santo capacita, mas também nos conduz às Escrituras. O verdadeiro ministro não precisa escolher entre depender do Espírito e estudar a Bíblia; ele deve fazer as duas coisas.

Onde a Palavra de Deus é colocada no centro, o Espírito Santo não é diminuído; é honrado. E onde a opinião humana toma o lugar das Escrituras, mesmo que haja muita eloquência, existe o risco de se ensinar sobre Deus sem, de fato, permanecer fiel ao que Deus disse.

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Confronte a sua mente com a Palavra de Deus


Vladimir Chaves

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” Romanos 12:2

Nem todo pensamento que passa pela sua mente merece crédito. E o perigo começa quando você deixa de questionar aquilo que vem a mente e passa a viver de acordo com aquilo que sente.

Quantas vezes você já aceitou como verdade algo que nunca foi provado? O medo falou, e você acreditou. A insegurança apareceu, e você recuou. Uma suspeita surgiu, e você passou a tratar uma pessoa como inimiga. Uma dificuldade apareceu, e você decidiu que não conseguiria.

Mas até quando você permitirá que pensamentos sem fundamento governem suas decisões?

A mente precisa ser vigiada. Se você alimenta constantemente o medo, a dúvida e o pessimismo, não pode esperar colher confiança e fé. Não basta dizer que confia em Deus se, diante de cada dificuldade, suas palavras revelam que você já perdeu a esperança.

Jesus, quando foi tentado, não se entregou ao que estava diante dos seus olhos. Ele respondeu com a verdade da Palavra. Isso é confronto: não permitir que aquilo que você pensa seja maior do que aquilo que Deus diz.

Você precisa parar de concordar com tudo o que sua mente lhe apresenta.

Quando vier o pensamento de que você não vai conseguir, pergunte: o que Deus diz sobre isso?

Quando o medo disser que acabou, pergunte: onde está a minha confiança?

Quando a dúvida quiser dominar, volte para as Escrituras.

A fé não significa fingir que os problemas não existem. Significa não permitir que os problemas tenham a última palavra.

Há pensamentos que precisam ser rejeitados, não alimentados. Há pensamentos que precisam ser confrontados, não cultivados. E há pensamentos que precisam ser levados à presença de Deus antes que se transformem em decisões erradas.

Examine aquilo que você tem permitido morar em sua mente.

Talvez o seu maior problema hoje não seja aquilo que está acontecendo ao seu redor, mas aquilo que você está permitindo crescer dentro de você.

Não entregue sua mente ao medo.

Não entregue suas decisões à insegurança.

Não transforme suspeitas em certezas.

Não transforme dificuldades em sentenças.

Submeta seus pensamentos à Palavra de Deus.

E quando faltar força para enfrentar aquilo que está diante de você, não procure uma resposta dentro de si. Ore. Busque o Espírito Santo. Abra as Escrituras. Permita que Deus corrija seus pensamentos antes que seus pensamentos destruam sua fé.

A pergunta não é apenas: “O que estou pensando?”

A pergunta é: “O que estou pensando está de acordo com a Palavra de Deus?”

Essa é uma batalha que você não pode tratar com negligência.  

domingo, 13 de setembro de 2026

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