Avivamento produzido por homens e a profecia se cumprindo dentro das igrejas


Vladimir Chaves

A Bíblia nos alertou com muita antecedência que chegaria um tempo em que muitos cultos deixariam de ser centrados em Deus para se tornarem centrados no homem. O que deveria ser um momento de reverência, temor e ensino da Palavra tem sido transformado, em muitos lugares, em espetáculos emocionais, onde a sensação substitui a verdade e o barulho toma o lugar da revelação.

Dias em que surgem cursos para tudo: cursos para pregar, cursos para profetizar, cursos para liderar e até cursos ensinando como falar em línguas. O que deveria ser dom do Espírito está sendo tratado como técnica humana. Aquilo que nasce da comunhão com Deus está sendo reduzido a método, treinamento e performance. A espiritualidade está sendo ensaiada, treinada e encenada.

A Escritura já havia advertido: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências.” (2 Timóteo 4:3)

Nunca houve tanta oferta de mensagens agradáveis, motivacionais e emocionais, e ao mesmo tempo tão pouca fome pela verdade bíblica. Muitos não querem ouvir aquilo que confronta, corrige e transforma. Preferem aquilo que estimula, anima e empolga. O resultado disso é um ambiente onde o culto passa a ser conduzido por estratégias humanas, e não pela direção do Espírito Santo.

Luzes, efeitos, instrumentos cada vez mais altos, repetições emocionais, ambientes preparados para mexer com os sentimentos; tudo isso pode produzir reação, pode produzir lágrimas, pode produzir arrepios, mas não necessariamente produz arrependimento. A dopamina pode ser liberada, a emoção pode ser despertada, mas isso não significa que houve presença de Deus.

Existe hoje um tipo de avivamento que nasce do volume, não da Palavra. Um avivamento provocado pelo som, não pelo Espírito. Um mover produzido por estímulos sensoriais, não por transformação interior.

Quando alguém se acostuma com esse tipo de culto, passa a depender do barulho para sentir alguma coisa. E quando o barulho é retirado e resta apenas a Palavra, muitos sentem vazio, inquietação e até rejeição. É como alguém que se acostuma com estímulos fortes e depois não consegue mais apreciar o simples.

Mas o culto verdadeiro nunca dependeu de instrumentos, de efeitos ou de técnicas.

O próprio Jesus ensinou: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4:24)

Adorar em espírito não é entrar em êxtase emocional.

Adorar em verdade não é sentir muito, é obedecer à Palavra.

O problema de muitos hoje não é falta de culto, é falta de discernimento espiritual.

Não é falta de igreja, é falta de conhecimento bíblico.

Não é falta de emoção, é falta de verdade.

A Bíblia também diz: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento.” (Oséias 4:6)

Sem conhecer a Palavra, qualquer barulho parece unção.

Sem conhecer a Palavra, qualquer emoção parece presença de Deus.

Sem conhecer a Palavra, qualquer pregador parece ungido.

Mas quem conhece a Escritura percebe quando há manipulação, percebe quando há exagero, percebe quando há espetáculo, e percebe quando há realmente a ação do Espírito Santo.

O culto verdadeiro não precisa de manipulação sensorial.

Não precisa de volume alto para parecer espiritual.

Não precisa de técnicas para convencer.

Quando Deus está presente, a Palavra confronta, o coração se quebranta, a mente é iluminada e a vida é transformada.

Por isso, mais do que nunca, precisamos voltar para a Bíblia, voltar para a simplicidade do Evangelho e pedir a Deus discernimento espiritual, porque as profecias estão se cumprindo diante dos nossos olhos. E somente quem conhece a verdade não será enganado.

segunda-feira, 16 de março de 2026

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Sem temor de Deus, a carne sempre falará mais alto


Vladimir Chaves

A vida espiritual não se sustenta apenas com boas intenções. O amor por Deus precisa ser acompanhado de prática diária, porque a natureza humana é inclinada para aquilo que é passageiro. Quando o coração não é fortalecido pela comunhão com o Senhor, os desejos da carne acabam dominando as atitudes, os pensamentos e as decisões.

A Bíblia ensina que existe uma luta constante dentro do ser humano.

“Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; porque são opostos entre si, para que não façais o que quereis.” (Gálatas 5:17)

Essa batalha não é vencida apenas com vontade, mas com disciplina espiritual. Assim como o corpo precisa de alimento todos os dias, a alma também precisa ser alimentada. Quem passa dias sem oração, sem leitura da Palavra e sem vigilância, enfraquece espiritualmente e se torna mais vulnerável.

Jesus mostrou que a vigilância é necessária para não cair.

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41)

A oração fortalece o espírito, e a Palavra renova a mente. Sem esses exercícios espirituais, a fé se torna superficial, e a pessoa começa a viver guiada pelas emoções, pelos impulsos e pelos desejos naturais. Por isso a Escritura orienta a buscar as coisas do alto, e não as coisas da terra.

“Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra.” (Colossenses 3:2)

A vitória espiritual não acontece por acaso. Ela é resultado de constância, renúncia e comunhão com Deus. Quem deseja viver uma vida firme precisa separar tempo para orar, meditar na Palavra e vigiar o próprio coração.

Quando o espírito é alimentado, ele se fortalece.

Quando o espírito se fortalece, a carne perde força.

E quando Deus ocupa o primeiro lugar, a vitória se torna possível todos os dias.

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A última advertência antes da volta de Cristo


Vladimir Chaves

"Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo." Apocalipse 1:3

O livro de Apocalipse começa com uma promessa de felicidade para aqueles que leem, ouvem e guardam as palavras da profecia. Isso mostra que Deus não revelou os acontecimentos do fim dos tempos para causar medo, mas para preparar o coração do seu povo. A profecia bíblica não foi escrita para satisfazer curiosidade, e sim para despertar vigilância, fé e fidelidade.

Quando observamos as profecias sobre o fim, vemos que a Bíblia anuncia que antes da volta de Cristo haveria tempos difíceis. Jesus ensinou que o amor de muitos esfriaria, que surgiriam falsos profetas, que haveria guerras, crises e grande confusão no mundo. Também foi revelado que muitos se afastariam da verdade, e que a fé seria provada como nunca antes. Tudo isso não deve nos assustar, pois já foi anunciado nas Escrituras.

Ao mesmo tempo, a Bíblia mostra que o Evangelho seria pregado a todas as nações. Mesmo em meio às dificuldades, Deus continua chamando pessoas ao arrependimento. Isso nos lembra que o tempo presente é uma oportunidade de voltar para Deus, de fortalecer a fé e de viver com sinceridade diante do Senhor.

As profecias também falam de um período de grande tribulação, de engano espiritual e de perseguição contra aqueles que permanecem fiéis. Porém, a mensagem final não é de derrota, mas de vitória. A Palavra de Deus afirma que Jesus Cristo voltará com poder e glória, que o mal será vencido e que haverá juízo para todas as coisas. Depois disso, virá o novo céu e a nova terra, onde não haverá dor, nem morte, nem sofrimento.

Por isso, a bem-aventurança de Apocalipse 1:3 continua atual. Feliz é aquele que lê, feliz é aquele que ouve, e feliz é aquele que guarda a Palavra. Guardar significa viver preparado, com fé firme, coração limpo e esperança viva.

O fim dos tempos não deve ser motivo de desespero para quem confia em Deus, mas motivo de vigilância. Cada profecia cumprida nos lembra que a Palavra do Senhor é verdadeira e que sua promessa também se cumprirá.

O tempo está próximo. Por isso, mais do que nunca, é tempo de permanecer fiel.

domingo, 15 de março de 2026

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Romanos 8: Uma vida guiada pelo Espírito


Vladimir Chaves

Romanos 8 é um dos capítulos mais consoladores e, ao mesmo tempo, mais desafiadores escritos por Paulo de Tarso.

Nele aprendemos que a vida cristã não consiste apenas em acreditar em Deus, mas em viver sob a direção do Espírito Santo.

O capítulo começa com uma declaração poderosa: não há condenação para os que estão em Cristo.

Mas o próprio texto mostra que estar em Cristo significa viver de maneira diferente, não mais dominado pela carne, e sim guiado pelo Espírito.

Muitas pessoas querem a promessa sem aceitar a transformação.

Querem a paz, mas não querem a mudança.

Querem a salvação, mas não querem obedecer.

Romanos 8 nos ensina que a verdadeira vida com Deus acontece quando permitimos que o Espírito dirija nossos passos.

Ser guiado pelo Espírito não significa viver sem dificuldades.

O próprio capítulo mostra que o cristão enfrenta lutas, sofre, passa por momentos de fraqueza e sente o peso deste mundo.

Mas existe uma diferença: quem pertence a Deus não caminha sozinho.

O Espírito ajuda, consola, fortalece e intercede por nós, até quando não sabemos orar.

Romanos 8 também nos lembra que nem tudo será perfeito agora.

Existe dor, existe espera, existe gemido.

Toda a criação aguarda o dia em que Deus restaurará todas as coisas.

Por isso, a esperança do cristão não está apenas nesta vida, mas na glória que ainda será revelada.

Outra verdade forte deste capítulo é que Deus tem um propósito para aqueles que o amam.

Mesmo quando não entendemos o que está acontecendo, Deus continua trabalhando.

Aquilo que hoje parece perda, amanhã pode fazer parte do plano de Deus para nos moldar, corrigir e preparar.

O capítulo termina com uma das maiores certezas da fé cristã: nada pode separar o verdadeiro crente do amor de Deus.

Nem sofrimento, nem perseguição, nem medo, nem fraqueza.

Quem está em Cristo está seguro, porque a salvação não depende da força humana, mas da fidelidade de Deus.

Romanos 8 nos chama a refletir:

Estamos vivendo segundo a carne ou segundo o Espírito?

Estamos apenas dizendo que cremos, ou realmente estamos sendo guiados por Deus?

Estamos olhando somente para o presente, ou esperando a glória futura?

A vida no Espírito não é a mais fácil, mas é a única que conduz à verdadeira paz.

E aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são, de fato, filhos de Deus.

sábado, 14 de março de 2026

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Otoni de Paula e o preço de um voto que revoltou os evangélicos


Vladimir Chaves

A eleição da deputada Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, não foi apenas mais uma disputa interna do Congresso. Para milhões de cristãos, foi um episódio simbólico, e o voto decisivo do deputado e pastor Otoni de Paula caiu como uma traição.

Não se trata de birra política, nem de radicalismo religioso.

Trata-se de coerência.

Trata-se de respeito ao eleitor que colocou Otoni de Paula no mandato justamente por acreditar que ele representaria valores que agora parecem ter sido negociados.

Otoni não chegou à Câmara com votos neutros.

Chegou com votos de igrejas, de pastores, de famílias cristãs, de pessoas que acreditaram em seu discurso firme em defesa da fé, da família e da leitura bíblica tradicional.

Foi assim que construiu sua carreira.

Foi assim que se elegeu.

E foi exatamente essa base que se sentiu desrespeitada com o voto que ajudou a eleger para a Comissão da Mulher uma parlamentar que simboliza pautas frontalmente rejeitadas pela maioria do mundo evangélico.

Em democracia, há um princípio simples: quem se elege por um grupo não tem o direito de fingir que esse grupo não existe depois da vitória.

O eleitor evangélico não votou em Otoni de Paula para que ele fosse neutro em temas morais.

Votou para que ele fosse firme.

Votou para que ele representasse convicções, não para que participasse de acordos que contradizem o discurso que o levou ao poder.

Não foi articulação política. Foi quebra de confiança.

Alguns tentam tratar o episódio como mera composição parlamentar, como se tudo pudesse ser resolvido no jogo interno do Congresso.

Mas para quem tem fé bíblica, existem limites que não podem ser atravessados sem consequência.

Gênesis 1:27 sempre foi um dos fundamentos da compreensão cristã sobre identidade humana.

Quando um pastor, ainda que exercendo mandato político, toma uma posição que favorece pautas vistas como contrárias a esse entendimento, a sensação entre os fiéis não é de estratégia, é de concessão.

E concessão, quando parte de quem pregava firmeza, pesa ainda mais.

Por isso a reação foi dura. E era previsível que fosse.

A reação dentro da igreja mostra o tamanho da indignação

Circula entre lideranças cristãs uma circular atribuída à igreja Ministério de Avivamento Apostólico do Caminho (MAAC), sob liderança do bispo Assis Léo Padilha, anunciando medidas disciplinares contra Otoni de Paula. Entre elas:

cassação da autoridade pastoral

proibição de ministrar a Palavra

impedimento de subir ao púlpito

afastamento da Ceia

enquadramento do caso como erro grave de natureza doutrinária

Segundo o documento, a disciplina se baseia em Mateus 18:17, texto bíblico tradicionalmente usado quando há resistência à correção ou persistência em conduta considerada incompatível com a fé.

A insatisfação dentro do meio evangélico é profunda.

O problema não é só o voto. É o que ele representa.

Quando um político eleito com discurso cristão passa a agir de forma que seu próprio eleitorado não reconhece mais como fiel, surge algo pior que discordância: surge a sensação de engano.

E quem decide entrar na política usando o título de pastor precisa entender que será cobrado duas vezes: como político e como líder espiritual.

O caso de Otoni de Paula deixa um alerta claro para a igreja brasileira:

Não basta eleger quem fala bonito em púlpito.

Não basta votar em quem cita versículo em campanha.

É preciso acompanhar, cobrar e lembrar que mandato não é cheque em branco.

O voto do povo evangélico não é estatística.

É confiança.

E quando a confiança é quebrada, a reação não vem da oposição.

Vem de dentro.

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"Errais por não conhecer as Escrituras" – um alerta para a igreja


Vladimir Chaves

Nos últimos anos, algumas pesquisas realizadas no meio evangélico brasileiro e entre frequentadores de igrejas têm revelado um dado preocupante: embora a maioria dos cristãos possua Bíblia, muitos não mantêm uma leitura regular das Escrituras.

Levantamento realizado em 2017 com evangélicos no Brasil mostrou que mais de 40% leem a Bíblia apenas uma ou duas vezes por semana, muitas vezes somente nos dias de culto, e mais de 10% declararam que nunca leem. Outro estudo mais recente, divulgado em 2026 com frequentadores de igrejas protestantes, apontou que apenas cerca de 31% leem a Bíblia diariamente, enquanto a maioria mantém leitura esporádica. Até mesmo pesquisas com líderes evangélicos indicaram que parte significativa nunca leu a Bíblia inteira, o que revela que o problema não está apenas entre membros, mas também entre aqueles que ensinam.

Esses números não devem ser usados para acusar, mas para despertar. A igreja evangélica brasileira cresceu muito nas últimas décadas, mas crescimento numérico não pode substituir profundidade espiritual. A fé cristã não se sustenta apenas em cultos, louvores ou eventos; ela precisa estar firmada na Palavra de Deus.

A própria Bíblia mostra que o relacionamento com Deus depende do contato constante com as Escrituras.

"Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus." (Mateus 22:29)

Quando o conhecimento da Palavra diminui, aumentam os enganos, as doutrinas estranhas e a fé superficial. Não é por acaso que o Senhor ordenou que sua Palavra fosse meditada continuamente.

"Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite." (Salmos 1:2)

O problema não é falta de Bíblia, pois nunca foi tão fácil ter acesso às Escrituras. O problema é falta de disciplina espiritual. Muitos têm tempo para redes sociais, notícias e entretenimento, mas dizem não ter tempo para ler a Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo alertou que chegaria o tempo em que as pessoas não suportariam a sã doutrina.

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências." (2 Timóteo 4:3)

Sem leitura bíblica, o cristão fica vulnerável. Sem conhecer a Palavra, qualquer ensino parece correto. Sem examinar as Escrituras, a fé se torna dependente de homens, e não de Deus.

Os crentes de Bereia foram elogiados porque não acreditavam em tudo sem conferir na Bíblia.

"Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim." (Atos 17:11)

Talvez seja hora de a igreja no Brasil fazer menos perguntas sobre crescimento e mais perguntas sobre fundamento. Não basta lotar templos, é preciso encher o coração com a Palavra.

Se as pesquisas mostram que poucos leem, isso não deve gerar desânimo, mas arrependimento e mudança. O avivamento verdadeiro sempre começa quando o povo volta para as Escrituras.

"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho." (Salmos 119:105)

Que cada cristão faça uma pergunta sincera a si mesmo:

quanto tempo tenho dado à Palavra de Deus?

sexta-feira, 13 de março de 2026

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O cristianismo emocional substituindo o cristianismo bíblico


Vladimir Chaves

“Acautelai-vos, que ninguém vos engane.” Mateus 24:4

O mundo cristão vive um tempo de grande confusão espiritual. Há pregações por todos os lados, mensagens nas redes sociais, vídeos, profecias, revelações e ensinamentos que se contradizem. Muitos falam em nome de Deus, muitos afirmam ter a verdade, mas nem todos estão fundamentados na Escritura. O resultado é uma multidão de pessoas confusas, sem saber em quem acreditar e facilmente levadas por qualquer discurso religioso.

Não é por acaso que a primeira advertência de Jesus ao falar sobre os últimos tempos foi: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane.”

Antes de mencionar guerras, crises ou sinais no mundo, Cristo alertou sobre o engano. Isso revela que o maior perigo para a Igreja não está apenas fora dela, mas dentro, por meio de falsos ensinos, falsas interpretações e falsas revelações.

O engano não costuma vir com aparência de erro. Ele se apresenta com linguagem de fé, com palavras bonitas, com discursos emocionantes e, muitas vezes, usando o próprio nome de Deus. É justamente por isso que Jesus mandou vigiar.

Vigiar significa examinar, conferir, provar e rejeitar tudo aquilo que não está de acordo com a Palavra. O cristão não foi chamado para acreditar em tudo, mas para provar tudo e reter o que é verdadeiro.

Nos dias atuais, muitos preferem aquilo que agrada em vez daquilo que é verdadeiro. Buscam mensagens que emocionam, mas desprezam o ensino que corrige. Seguem pregadores populares, mas não conferem se o que está sendo dito está de acordo com a Bíblia. Esse é o terreno perfeito para o engano prosperar.

É nesse contexto que a apologética cristã se torna uma necessidade urgente.

Apologética não é vaidade intelectual, não é gosto por debate, e não é desejo de discutir. Apologética é defesa da fé. É permanecer firme na verdade revelada por Deus e confrontar todo ensino que se levanta contra as Escrituras.

A própria Bíblia ordena que o cristão esteja preparado para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que há nele. Isso exige conhecimento, exige estudo, exige discernimento e exige coragem. Uma fé que não suporta exame não é fé bíblica, é apenas emoção religiosa.

A falta de apologética tem produzido uma geração fraca, facilmente enganada por modismos, por revelações sem base bíblica e por doutrinas que agradam ao homem, mas não glorificam a Deus. Quando não há conhecimento da Palavra, qualquer novidade parece verdade, e qualquer discurso religioso parece espiritual.

A apologética protege a Igreja, preserva a sã doutrina e impede que o erro se espalhe sem resistência. Quem conhece a Escritura não se impressiona com novidades, não se curva diante de popularidade e não abandona a verdade para agradar multidões.

O alerta de Jesus continua mais atual do que nunca: cuidado para não ser enganado.

Isso exige vigilância constante.

Exige firmeza doutrinária.

Exige compromisso com a Palavra.

Não é tempo de fé superficial.

Não é tempo de ignorância bíblica.

Não é tempo de seguir qualquer voz que se apresenta como espiritual.

É tempo de voltar às Escrituras.

É tempo de defender a verdade.

É tempo de fortalecer a apologética.

Porque somente quem conhece a verdade permanece firme quando o engano se multiplica.

E a advertência de Cristo continua ecoando para esta geração: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane.”

quinta-feira, 12 de março de 2026

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Só os que perseveram serão salvos


Vladimir Chaves

“Mas aquele que perseverar até o fim será salvo.” — Mateus 24:13

Jesus disse essas palavras quando falava sobre tempos difíceis. Ele avisou que viriam perseguições, enganos, esfriamento espiritual e muitas provações. Não era uma mensagem para assustar, mas para preparar o coração dos discípulos. Ele queria que entendessem que a fé verdadeira não é apenas começar bem, mas continuar firme até o fim.

Perseverar não significa nunca ter medo, nunca errar ou nunca se sentir fraco. Perseverar significa não desistir de Cristo, mesmo quando tudo parece contrário. Existem momentos em que a fé é provada, em que a esperança parece pequena, e em que muitos ao redor deixam o caminho. Foi exatamente isso que Jesus disse que aconteceria: o amor de muitos esfriaria. Por isso, Ele deixou um alerta e também uma promessa; quem permanecer fiel será salvo.

Essa palavra nos ensina que a caminhada cristã é uma jornada, não apenas um momento. Não basta ouvir o evangelho e se alegrar por um tempo, é preciso continuar confiando em Deus todos os dias, nas fases boas e nas difíceis. A perseverança mostra que a fé é verdadeira, porque quem realmente crê não abandona o Senhor quando surgem as lutas.

Também aprendemos que a salvação não depende da força humana, mas da graça de Deus. Porém, quem recebe essa graça permanece. A fé verdadeira resiste, insiste, levanta quando cai e continua seguindo. Perseverar é continuar olhando para Cristo, mesmo quando o mundo tenta nos fazer olhar para outro lado.

Os tempos são de vozes confundem, muitas opiniões afastam da verdade e muitas dificuldades fazem as pessoas desanimarem. Por isso, a mensagem de Jesus continua atual: não desista, não volte atrás, não abandone a fé. O fim pode trazer provas, mas também trará a vitória para quem permanecer firme.

Perseverar até o fim é continuar crendo, continuar obedecendo e continuar confiando, sabendo que Deus é fiel para cumprir o que prometeu. E a promessa é clara: aquele que perseverar até o fim será salvo.


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Tempo de buscar mais a Deus


Vladimir Chaves

O cristão não pode viver dividido entre a vontade de Deus e os desejos do mundo. A vida espiritual exige decisão, compromisso e constância. Quando nos aproximamos de Deus com sinceridade, entendemos que não basta apenas dizer que cremos; é necessário viver de acordo com aquilo que cremos.

A Palavra de Deus precisa ocupar o centro da nossa vida. É por meio dela que recebemos direção, correção e fortalecimento. A Bíblia não é apenas um livro para ser lido ocasionalmente, mas alimento diário para a alma. Como está escrito:

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.” (Salmos 119:105)

Sem essa luz, o caminho se torna confuso, e o coração facilmente se desvia.

Da mesma forma, a vida de oração não pode ser negligenciada. É na oração que encontramos força para vencer as tentações, sabedoria para tomar decisões e consolo nos momentos difíceis. Jesus ensinou que a vigilância espiritual depende de oração constante:

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” (Mateus 26:41)

Quem ora permanece sensível à voz de Deus e não se deixa levar com facilidade pelos enganos deste tempo.

Também é necessário permanecer firme na comunhão com a igreja, pois a fé não foi feita para ser vivida de forma isolada. Deus nos chamou para caminharmos juntos, fortalecendo uns aos outros. A Escritura nos orienta:

“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros.” (Hebreus 10:25)

Quando estamos em comunhão, somos edificados, corrigidos e encorajados a permanecer no caminho certo.

Por isso, este é um tempo de firmeza espiritual. Tempo de buscar mais a presença de Deus, de dar mais atenção à sua Palavra e de dobrar mais os joelhos em oração. Quem vive assim não se perde, não se confunde e não retrocede, porque está firmado naquele que nunca muda.

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” (Tiago 4:8)

quarta-feira, 11 de março de 2026

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Reflexão para os dias atuais baseada em Evangelho de Mateus 24


Vladimir Chaves


Notícias ruins se multiplicam, valores são questionados, e aquilo que antes parecia firme hoje parece instável. Ao olhar para esse cenário, as palavras de Jesus em Mateus 24 soam extremamente atuais, como se tivessem sido ditas para os nossos dias.

Quando lemos esse capítulo, vemos que Jesus não escondeu que a história da humanidade passaria por períodos difíceis. Ele falou de guerras, crises, perseguições, enganos e de um tempo em que o amor de muitos esfriaria. Não é difícil perceber que essas coisas estão diante dos nossos olhos. O mundo está cada vez mais inquieto, as pessoas estão mais ansiosas, e a fé de muitos tem se tornado superficial.

Jesus também alertou que surgiriam muitos enganos. Nunca houve tanta informação como hoje, mas ao mesmo tempo nunca foi tão difícil saber em quem confiar. Há muitas vozes, muitas opiniões, muitas promessas, mas pouca verdade. Por isso, o alerta de Cristo continua atual: não se deixem enganar.

Outro ponto forte de Mateus 24 é quando Jesus diz que o amor de muitos esfriaria. Isso não fala apenas do mundo, mas também de dentro da própria igreja. Com o passar do tempo, a rotina, as decepções e as dificuldades podem fazer o coração perder o fervor. Pessoas que antes eram firmes se tornam indiferentes, e aquilo que antes era prioridade passa a ser apenas mais uma coisa na vida. Esse esfriamento espiritual é um dos sinais mais perigosos, porque acontece de forma silenciosa.

Mesmo assim, Jesus não falou dessas coisas para causar medo, mas para despertar vigilância. Ele ensinou que quem perseverar até o fim será salvo. Isso significa que a vida cristã não é apenas começar bem, mas permanecer firme, mesmo quando o ambiente ao redor parece contrário.

Em Mateus 24 também encontramos uma das declarações mais fortes de Jesus:

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” Mateus 24:35

Esse versículo nos lembra que tudo neste mundo é temporário. Governos passam, sistemas mudam, opiniões se transformam, e até aquilo que parece sólido pode desaparecer. Mas a Palavra de Cristo permanece. Quem constrói a vida sobre ela tem um fundamento que não se abala, mesmo em tempos difíceis.

Jesus também ensinou que ninguém sabe o dia da sua volta. Por isso, o maior erro não é ignorar os sinais, mas viver como se nada fosse acontecer. Nos dias de Noé, as pessoas continuavam vivendo normalmente e não perceberam o momento em que o juízo chegou. O alerta para nós é claro: não podemos viver distraídos, como se a vida fosse apenas o presente.

O ensinamento final de Mateus 24 é sobre vigilância. O servo fiel é aquele que continua fazendo o que é certo, mesmo quando parece que o Senhor está demorando. Já o servo infiel é aquele que relaxa, se acomoda e passa a viver sem temor. Essa mensagem fala diretamente ao nosso tempo, porque hoje é muito fácil se acostumar com o erro, se adaptar ao mundo e deixar a fé para depois.

O capítulo 24 nos chama a viver com consciência, com fé e com perseverança. Não é um convite ao medo, mas à firmeza. Não é uma mensagem de desespero, mas de preparação. O mundo pode mudar, as circunstâncias podem ser difíceis, mas a Palavra de Cristo continua sendo segura.

Por isso, nos dias atuais, mais do que nunca, precisamos lembrar: quem vive apenas para o que passa se perde com o tempo, mas quem vive firmado na Palavra permanece, mesmo quando tudo ao redor parece desmoronar

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