Os males das divisões e dos fuxicos na casa do Senhor


Vladimir Chaves

A Igreja de Cristo foi edificada para ser um corpo unido, vivo e saudável, onde cada membro coopera para o crescimento espiritual de todos. Contudo, um dos maiores males que podem atingir a casa do Senhor não vem de fora, mas de dentro: as divisões e os fuxicos que encontram espaço onde deveria haver maturidade, discernimento e amor.

A Palavra de Deus é clara ao alertar sobre os perigos da divisão. O apóstolo Paulo exortou a igreja de Corinto dizendo:

“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10).

Quando a divisão se instala, o foco deixa de ser Cristo e passa a ser pessoas, opiniões, grupos e preferências. O corpo perde força, a comunhão é enfraquecida e o testemunho da Igreja diante do mundo é manchado. Jesus mesmo declarou:

“Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mateus 12:25).

Entre os instrumentos mais silenciosos e destrutivos da divisão estão os fuxicos, as murmurações e as palavras lançadas sem temor. A Bíblia adverte:

“O mexeriqueiro revela o segredo, mas o fiel de espírito encobre o negócio” (Provérbios 11:13).

O fuxico não apenas fere relacionamentos, mas contamina ambientes espirituais, gera desconfiança e apaga o amor fraternal. E quando tais palavras são absorvidas por quem deveria liderar, o dano se torna ainda maior. A liderança chamada por Deus deve ser guardiã da unidade, não receptora de contendas.

A Escritura orienta que o líder seja alguém que governa bem a própria casa e age com equilíbrio espiritual:

“Não aceites acusação contra um presbítero, senão com duas ou três testemunhas” (1 Timóteo 5:19).

Quando líderes dão ouvidos a fuxicos, sem discernimento ou critério bíblico, correm o risco de tomar decisões baseadas em emoções, parcialidades ou informações distorcidas. Isso compromete a edificação da Igreja e entristece o Espírito Santo, pois:

“Nenhuma palavra torpe saia da vossa boca, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Efésios 4:29).

Deus abomina a semeadura de contendas entre irmãos, como afirma a Palavra:

“Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: … o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios 6:16,19).

A Igreja cresce quando há amor, verdade e unidade. O Salmo declara:

“Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmos 133:1).

Portanto, que cada cristão vigie suas palavras e atitudes, e que cada líder exerça seu chamado com temor, sabedoria e discernimento espiritual. A casa do Senhor não é lugar de divisões, mas de cura; não de fuxicos, mas de edificação; não de disputas, mas de comunhão em Cristo, que é o cabeça da Igreja (Colossenses 1:18).

Que a oração de Jesus continue ecoando em nossos dias: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti” (João 17:21).

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