A responsabilidade bíblica de pregar sem distorcer


Vladimir Chaves

Jesus nos confiou uma missão clara e inegociável: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Não se trata de uma sugestão, mas de uma ordem. O evangelho não é propriedade da igreja, do pregador ou da época; ele é a boa notícia de Deus para toda a humanidade e deve ser anunciado com fidelidade.

Pregar o evangelho é mais do que falar de Deus. É transmitir exatamente aquilo que Ele revelou em sua Palavra. Por isso, o alerta solene do Apocalipse ecoa com força: “Se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida” (Apocalipse 22:19). Essa advertência nos lembra que não temos autoridade para adaptar, omitir ou suavizar a verdade para torná-la mais conveniente ou aceitável.

Vivemos tempos em que muitos querem um evangelho ajustado aos próprios desejos, sem confronto, sem arrependimento e sem compromisso. No entanto, o verdadeiro evangelho transforma, corrige, consola e salva; tudo isso ao mesmo tempo. Retirar partes da Palavra ou acrescentar ideias humanas é comprometer a mensagem e desonrar Aquele que a confiou a nós.

A fidelidade na pregação também nasce da expectativa da volta de Cristo: “Certamente cedo venho” (Apocalipse 22:20). Saber que Jesus voltará nos chama à responsabilidade, à vigilância e à seriedade no anúncio da verdade. Cada palavra pregada deve refletir reverência, amor pelas almas e obediência às Escrituras.

Pregar o evangelho com fidelidade é um ato de amor a Deus e ao próximo. É anunciar a verdade completa, sem medo e sem adulterações, confiando que a Palavra do Senhor é suficiente e eficaz para cumprir o propósito para o qual foi enviada. Que nossa resposta seja a mesma da igreja: Amém. Vem, Senhor Jesus.

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