Guarda o teu coração


Vladimir Chaves

Em Provérbios capítulo 4, Salomão fala como um pai que ensina o filho a escolher o caminho da sabedoria. Ele não está apenas dando conselhos morais, mas mostrando que a vida é construída a partir das decisões interiores. É nesse contexto que surge a advertência: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração.”

O coração, na Bíblia, representa o centro da vida: onde nascem os pensamentos, as intenções, os desejos e as escolhas. Antes de qualquer atitude visível, algo já aconteceu dentro do coração. Por isso, Salomão ensina que o maior cuidado do ser humano não deve ser com o exterior, mas com o interior.

Guardar o coração não significa endurecê-lo, mas protegê-lo. É vigiar o que permitimos entrar: palavras que ouvimos, conselhos que seguimos, sentimentos que alimentamos. Quando não cuidamos do coração, ele se torna vulnerável à amargura, ao orgulho, à inveja e à distração espiritual. E, pouco a pouco, essas coisas moldam nossa maneira de viver.

O texto afirma que do coração “procedem as fontes da vida”. Isso quer dizer que a direção da vida nasce de dentro. Um coração alinhado com a sabedoria de Deus produz atitudes corretas, palavras que edificam e decisões que geram paz. Já um coração desgovernado conduz a caminhos confusos e dolorosos.

Salomão nos lembra que quem deseja uma vida estável, sábia e abençoada precisa começar pelo lugar certo. Deus trabalha de dentro para fora. Quando o coração é guardado, a vida encontra direção.

Cuidar do coração é um exercício diário de fé, vigilância e obediência. É permitir que a Palavra de Deus seja o filtro das emoções e das decisões. Porque, no fim, quem guarda o coração, preserva a própria vida.

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