O plano diabólico de destruir a família tradicional


Vladimir Chaves

Desde o princípio, a família ocupa lugar central no projeto de Deus. Em Gênesis, vemos que, antes de existir qualquer modelo de governo ou organização social, Deus formou o homem e a mulher e instituiu a família como base da vida humana. Não foi o Estado que criou a família; foi Deus. Por isso, ela é a mais antiga e mais importante instituição da sociedade.

Desde o início, Satanás tenta destruir essa instituição criada por Deus, utilizando-se de diversas artimanhas para fragilizá-la. Hoje, mais do que nunca, o inimigo age, inclusive por meio de correntes ideológicas (esquerda), para atacar os valores da família. A Bíblia nos alerta que há uma batalha espiritual em curso: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir” (João 10:10). Satanás investe contra a família porque sabe que, ao fragilizá-la, abre-se caminho para a desagregação social.

Ao longo dos anos, a esquerda tem buscado relativizar valores cristãos, redefinir conceitos fundamentais e ampliar a intervenção do Estado sobre a educação moral dos filhos, assumindo, muitas vezes, um papel que tradicionalmente pertence à família. Quando o Estado se coloca como principal formador de consciência, substituindo a autoridade espiritual e moral dos pais, estabelece-se uma inversão preocupante.

Diversas estratégias são utilizadas para enfraquecer a família e a fé cristã, inclusive por meio da cultura. O desfile da Acadêmicos de Niterói, por exemplo, foi um dos mais ousados ao tratar com escárnio símbolos e valores considerados sagrados pela fé cristã, como a Bíblia e a família. Não foi apenas uma manifestação artística; foi uma mensagem de desprezo e ridicularização do sagrado.

É importante lembrar que a própria Escritura ensina que “a nossa luta não é contra carne e sangue” (Efésios 6:12). Assim, a questão é essencialmente espiritual. Por isso, nós, cristãos, somos chamados a discernir os tempos e a fortalecer aquilo que Deus estabeleceu.

O enfrentamento dos desafios à família exige respostas bíblicas. Os lares precisam estar firmados na Palavra: pais presentes, mães que ensinam princípios e filhos que crescem com sólida referência espiritual. A declaração de Josué permanece atual: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).

Independentemente dos ataques por meio da cultura e da política, a família continuará sendo o coração da sociedade. Quando ela é fortalecida, a sociedade se fortalece; quando é fragilizada, tudo ao redor se abala. O tempo exige convicção, coerência e compromisso com os valores do Reino de Deus dentro de casa.

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