Quando obedecer a Jesus se torna um incômodo religioso


Vladimir Chaves

“Jesus disse-lhes: Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16: 15

Ele não disse: “fiquem confortáveis onde estão com o seu evangelho particular”, muito menos “adaptem o evangelho ao gosto do público”. A ordem foi simples, direta e nada confortável: ide. Movimento. Ação. Saída. Qualquer coisa diferente disso é desobediência com verniz religioso.

Cristo também não instituiu manuais burocráticos nem modelos engessados para a proclamação da mensagem. Ele não terceirizou a missão nem autorizou comissões para decidir se o momento era oportuno. O chamado sempre foi o mesmo: ir, anunciar e obedecer; mesmo quando isso custa caro.

Desde a igreja primitiva, a história é bem clara (para quem ainda lê a Bíblia): todos os que levaram essa ordem a sério enfrentaram humilhações, perseguições e, muitas vezes, a morte. Nada de aplausos, tapetes vermelhos ou prêmios de “crente do ano”. E não, os tempos não mudaram tanto assim. Hoje, quem anuncia o evangelho com ousadia continua sendo ridicularizado, desprezado e atacado. Jesus avisou com antecedência, para ninguém alegar surpresa espiritual:

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.” (Jo 15:18)

A forma muda, o incômodo é o mesmo.

Quem prega nas ruas é chamado de fanático.

Quem louva em praças públicas tem instrumento apreendido.

Quem anuncia o evangelho nas escolas é transferido.

Quem usa as redes sociais é acusado de querer aparecer, de querer likes, views e aplausos; como se o problema fosse o meio, e não a mensagem.

E o mais irônico de tudo: muitas vezes, a oposição mais dura não vem de fora, mas de dentro. Dentro das igrejas. Em nome da “ordem”, da “prudência” ou da “boa imagem”, tenta-se silenciar justamente quem resolveu obedecer. Em várias comunidades, crentes que levam a fé a sério (e não brincam de ser crentes) são punidos, afastados e proibidos até mesmo de subir ao púlpito. Obedecer a Cristo, nesse caso, vira um problema administrativo.

Mas sejamos honestos: Jesus nunca prometeu conforto para os obedientes. Ele prometeu o oposto.

“No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (Jo 16:33)

Portanto, siga em frente. Seja ousado. Não negocie a verdade para evitar ofensas. Não se curve às pressões do inimigo; nem às versões “religiosas” dele. Obedecer a Cristo sempre teve um preço. E, ainda assim, sempre valeu a pena.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as igrejas” Apocalipse 2: 11

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