Fidelidade revelada nas pequenas decisões


Vladimir Chaves



Na parábola do administrador (Lucas 16:1–9), Jesus conta a história de um homem que recebeu a responsabilidade de cuidar dos bens do seu senhor. Ele não era o dono, apenas um administrador. Tudo o que passava por suas mãos pertencia a outro. Quando sua má administração veio à tona, ele precisou prestar contas.

Essa parábola nos lembra de uma verdade essencial: nada do que temos é realmente nosso. Tempo, recursos, dons e oportunidades nos foram confiados por Deus. Somos mordomos, não proprietários.

O administrador da parábola agiu de forma astuta para garantir o futuro, e Jesus usa esse exemplo não para elogiar a desonestidade, mas para chamar a atenção dos seus ouvintes. Se pessoas deste mundo se esforçam tanto para assegurar vantagens passageiras, quanto mais os filhos de Deus deveriam agir com sabedoria e responsabilidade em relação às coisas eternas.

É nesse contexto que Jesus ensina: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito” (Lucas 16:10). A fidelidade não começa nas grandes decisões, mas nas pequenas escolhas diárias. Ela se revela quando ninguém está olhando, quando o reconhecimento é pequeno e quando a tarefa parece simples demais.

Deus observa como lidamos com o “pouco”: como tratamos as pessoas, como usamos nosso tempo, como administramos aquilo que recebemos. A maneira como cuidamos dessas pequenas responsabilidades revela quem somos de verdade.

A parábola nos convida a viver com consciência espiritual. Um dia, todos nós prestaremos contas ao Senhor. Por isso, vale a pena viver com integridade, sabedoria e fidelidade, sabendo que o que fazemos hoje ecoa na eternidade.

Ser fiel no pouco é mais do que um dever, é uma forma de honrar Aquele que nos confiou tudo.

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