Na parábola do administrador
(Lucas 16:1–9), Jesus conta a história de um homem que recebeu a
responsabilidade de cuidar dos bens do seu senhor. Ele não era o dono, apenas
um administrador. Tudo o que passava por suas mãos pertencia a outro. Quando
sua má administração veio à tona, ele precisou prestar contas.
Essa parábola nos lembra de
uma verdade essencial: nada do que temos é realmente nosso. Tempo, recursos,
dons e oportunidades nos foram confiados por Deus. Somos mordomos, não
proprietários.
O administrador da parábola
agiu de forma astuta para garantir o futuro, e Jesus usa esse exemplo não para
elogiar a desonestidade, mas para chamar a atenção dos seus ouvintes. Se
pessoas deste mundo se esforçam tanto para assegurar vantagens passageiras,
quanto mais os filhos de Deus deveriam agir com sabedoria e responsabilidade em
relação às coisas eternas.
É nesse contexto que Jesus
ensina: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito” (Lucas 16:10). A
fidelidade não começa nas grandes decisões, mas nas pequenas escolhas diárias.
Ela se revela quando ninguém está olhando, quando o reconhecimento é pequeno e
quando a tarefa parece simples demais.
Deus observa como lidamos
com o “pouco”: como tratamos as pessoas, como usamos nosso tempo, como
administramos aquilo que recebemos. A maneira como cuidamos dessas pequenas
responsabilidades revela quem somos de verdade.
A parábola nos convida a viver com consciência espiritual. Um dia, todos nós prestaremos contas ao Senhor. Por isso, vale a pena viver com integridade, sabedoria e fidelidade, sabendo que o que fazemos hoje ecoa na eternidade.
Ser fiel no pouco é mais do
que um dever, é uma forma de honrar Aquele que nos confiou tudo.


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