O Verbo eterno
“No princípio era o Verbo, e
o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
João começa antes da
criação, ecoando Gênesis 1:1. O “Verbo” (do grego Logos) não é apenas
uma palavra falada, mas a expressão perfeita de Deus, Sua mente, Sua vontade.
Jesus não foi criado: Ele já
existia “no princípio”, estava em comunhão com o Pai e é plenamente Deus. Aqui
fica claro que Cristo compartilha da mesma natureza divina.
O Criador de todas as coisas
“Todas as coisas foram
feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.” (v. 3)
Nada existe fora da ação do
Verbo. Jesus não é parte da criação; Ele é o Agente da criação. Isso afirma Sua
autoridade absoluta sobre o universo e sobre a vida.
Fonte de vida e luz
“Nele estava a vida, e a
vida era a luz dos homens.” (v. 4)
A vida verdadeira
(espiritual e eterna) está em Cristo. Essa vida ilumina a humanidade caída,
trazendo verdade, sentido e salvação.
“A luz resplandece nas
trevas, e as trevas as trevas não prevaleceram contra ela” (v.5)
As trevas (o pecado, a
ignorância espiritual, a rejeição a Deus) tentam resistir à luz, mas não
conseguem vencê-la.
O testemunho de João Batista
(vv. 6–8)
João Batista não é a luz,
mas a testemunha. Ele aponta para Cristo. Isso nos ensina que todo verdadeiro
ministério cristão não exalta o homem, mas direciona as pessoas a Jesus.
A rejeição e a aceitação do
Verbo (vv. 9–13)
“Veio para o que era seu, e
os seus não o receberam.”
Mesmo sendo o Criador, Jesus
foi rejeitado por muitos, inclusive pelo Seu próprio povo.
Mas há uma promessa
gloriosa: os que O recebem pela fé tornam-se filhos de Deus. A salvação não vem
de herança, esforço humano ou mérito, mas dá vontade de Deus, mediante a fé em
Cristo.
O Verbo se fez carne
“E o Verbo se fez carne e
habitou entre nós.” (v. 14)
Aqui está o coração do
Evangelho. Deus entrou na história humana. Jesus assumiu a nossa condição, sem
deixar de ser Deus.
“Habitou” significa “armou
Sua tenda”, lembrando o tabernáculo: agora, a presença de Deus não está em um
edifício, mas em uma Pessoa. Nele vemos a glória divina cheia de graça e
verdade.
Graça sobre graça
“Da sua plenitude todos nós
recebemos, e graça sobre graça.” (vv. 15–16)
Cristo é inesgotável. Tudo o
que precisamos para salvação, vida espiritual e comunhão com Deus vem da Sua
plenitude. A expressão “graça sobre graça” aponta para uma abundância contínua,
não limitada, que substitui a condenação pela misericórdia.
O Prólogo de João Batista (João
1:1–16) declara que Jesus é Deus eterno, Criador, Salvador e revelação
perfeita do Pai. Negar qualquer uma dessas verdades é esvaziar o Evangelho.
Crer nelas é receber vida,
luz e o privilégio de ser chamado filho de Deus.
“Quem vê o Filho, vê o próprio Deus agindo em favor da humanidade.”


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