João 1:1–16: A luz verdadeira que veio ao mundo


Vladimir Chaves

O Verbo eterno

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”

João começa antes da criação, ecoando Gênesis 1:1. O “Verbo” (do grego Logos) não é apenas uma palavra falada, mas a expressão perfeita de Deus, Sua mente, Sua vontade.

Jesus não foi criado: Ele já existia “no princípio”, estava em comunhão com o Pai e é plenamente Deus. Aqui fica claro que Cristo compartilha da mesma natureza divina.

O Criador de todas as coisas

“Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.” (v. 3)

Nada existe fora da ação do Verbo. Jesus não é parte da criação; Ele é o Agente da criação. Isso afirma Sua autoridade absoluta sobre o universo e sobre a vida.

Fonte de vida e luz

“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.” (v. 4)

A vida verdadeira (espiritual e eterna) está em Cristo. Essa vida ilumina a humanidade caída, trazendo verdade, sentido e salvação.

“A luz resplandece nas trevas, e as trevas as trevas não prevaleceram contra ela” (v.5)

As trevas (o pecado, a ignorância espiritual, a rejeição a Deus) tentam resistir à luz, mas não conseguem vencê-la.

O testemunho de João Batista (vv. 6–8)

João Batista não é a luz, mas a testemunha. Ele aponta para Cristo. Isso nos ensina que todo verdadeiro ministério cristão não exalta o homem, mas direciona as pessoas a Jesus.

A rejeição e a aceitação do Verbo (vv. 9–13)

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.”

Mesmo sendo o Criador, Jesus foi rejeitado por muitos, inclusive pelo Seu próprio povo.

Mas há uma promessa gloriosa: os que O recebem pela fé tornam-se filhos de Deus. A salvação não vem de herança, esforço humano ou mérito, mas dá vontade de Deus, mediante a fé em Cristo.

O Verbo se fez carne

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (v. 14)

Aqui está o coração do Evangelho. Deus entrou na história humana. Jesus assumiu a nossa condição, sem deixar de ser Deus.

“Habitou” significa “armou Sua tenda”, lembrando o tabernáculo: agora, a presença de Deus não está em um edifício, mas em uma Pessoa. Nele vemos a glória divina cheia de graça e verdade.

Graça sobre graça

“Da sua plenitude todos nós recebemos, e graça sobre graça.” (vv. 15–16)

Cristo é inesgotável. Tudo o que precisamos para salvação, vida espiritual e comunhão com Deus vem da Sua plenitude. A expressão “graça sobre graça” aponta para uma abundância contínua, não limitada, que substitui a condenação pela misericórdia.

O Prólogo de João Batista (João 1:1–16) declara que Jesus é Deus eterno, Criador, Salvador e revelação perfeita do Pai. Negar qualquer uma dessas verdades é esvaziar o Evangelho.

Crer nelas é receber vida, luz e o privilégio de ser chamado filho de Deus.

“Quem vê o Filho, vê o próprio Deus agindo em favor da humanidade.”

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