“Cegos guiando cegos” — uma reflexão para os nossos dias


Vladimir Chaves

“Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco.” (Mateus 15:14)

Muitos se apresentam como guias espirituais, mestres da verdade e defensores da fé. No entanto, a advertência de Jesus em Mateus 15:14 continua extremamente atual: “Se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco.”

Nos dias de Jesus, os fariseus conheciam a Lei, citavam as Escrituras e mantinham uma aparência religiosa impecável. Mesmo assim, eram espiritualmente cegos, porque colocavam tradições humanas acima da vontade de Deus. Hoje, a situação não é muito diferente. Há quem fale de Deus, mas não viva a Palavra; quem ensine, mas não pratique; quem tenha discurso bonito, mas coração distante do Senhor.

O grande perigo está em seguir líderes, ideias ou movimentos sem discernimento espiritual. Quando a fé se baseia apenas em carisma, popularidade ou conveniência, corre-se o risco de caminhar sem direção. E o resultado disso é o mesmo descrito por Jesus: queda, frustração espiritual e afastamento da verdade.

Essa palavra também nos chama à responsabilidade pessoal. Não basta apontar a cegueira dos outros; é preciso examinar a própria visão espiritual. Estamos buscando a Deus de verdade ou apenas seguindo o fluxo? Estamos firmados na Palavra ou apenas repetindo o que ouvimos? A fé madura exige compromisso com a verdade, mesmo quando ela confronta nossas vontades.

Nos dias atuais, Mateus 15:14 nos lembra que somente Cristo é o Guia seguro. Ele não conduz ao engano nem ao abismo, mas ao caminho da vida. Quem anda com Ele aprende a discernir, a rejeitar o erro e a permanecer firme, mesmo em meio à confusão espiritual do nosso tempo.

Reflexão: Antes de seguir qualquer voz, certifique-se de que ela está alinhada com a Palavra de Deus. Peça a Deus olhos espirituais abertos, para não ser guiado pela aparência, mas pela verdade que liberta.

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