“Jerusalém, Jerusalém, que
matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu
ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das
asas, e não quiseste! Eis que a vossa casa ficará deserta. Declaro-vos, pois,
que, desde agora, já não vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em
nome do Senhor! ” Mateus 23:37–39
Jesus estava em Jerusalém. A
cidade santa, o centro da fé, o lugar do templo e das promessas. Ali haviam
sido proclamadas as Escrituras, ensinada a Lei e enviados os profetas. Mesmo
assim, foi ali que muitos rejeitaram a voz de Deus. Diante dessa realidade,
Jesus não grita, não acusa com dureza; Ele lamenta.
“Jerusalém, Jerusalém…
quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus
pintinhos debaixo das asas, e não quiseste.”
Essas palavras revelam um
coração ferido pelo amor recusado. O problema não era a ausência de Deus, mas a
resistência do povo em se deixar alcançar por Ele.
A imagem usada por Jesus é
simples e profunda. A galinha abre as asas para proteger os pintinhos do
perigo, do frio e dos predadores. Assim é o cuidado de Deus: próximo, constante
e cheio de compaixão. O abrigo estava disponível, mas muitos escolheram ficar
fora dele.
Jerusalém simboliza um povo
religioso, conhecedor da Lei, mas endurecido espiritualmente. Conheciam as
Escrituras, mas não reconheceram o cumprimento delas em Cristo. Isso nos ensina
que informação espiritual não substitui um coração quebrantado.
O lamento de Jesus também
traz um alerta. Quando a graça é rejeitada repetidas vezes, chega o momento em
que Deus permite que o homem colha as consequências de suas escolhas. “Vossa
casa ficará deserta” não é uma ameaça vazia, mas o resultado de uma separação
voluntária entre o homem e Deus.
Mesmo assim, o texto não
termina sem esperança. Jesus aponta para um futuro em que ainda haverá
reconhecimento e restauração. O lamento não fecha portas; ele revela que o amor
de Deus permanece, mesmo diante da rejeição.
Hoje, esse lamento ecoa para
todos nós. Cristo continua abrindo os braços, oferecendo refúgio, perdão e
salvação. A pergunta que permanece não é se Deus quer nos acolher, mas se
estamos dispostos a ir para debaixo de suas asas.


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