Quando a Bíblia afirma que
Deus amou o mundo e enviou o seu Filho, ela nos conduz ao coração da fé cristã.
O envio de Jesus não foi um gesto impulsivo nem uma resposta tardia ao pecado
humano, mas a maior e mais clara revelação do amor do Pai. Um amor que não
depende de mérito, esforço ou merecimento, mas que nasce da própria natureza de
Deus, pois “Deus é amor”.
Esse amor, chamado nas
Escrituras de agápē, é profundo, constante e sacrificial. Ele se dirige a um
mundo rebelde, ferido e distante, não para condená-lo, mas para resgatá-lo. O
Pai não olhou para a humanidade buscando razões para amar; Ele amou porque amar
é o que Ele é. Assim, o envio do Filho revela um amor que se inclina, que busca
o bem do outro e que se entrega totalmente para que haja vida.
Desde antes da fundação do
mundo, Deus já havia decidido agir em favor da humanidade caída. A salvação não
começou com o arrependimento humano, mas com a iniciativa soberana de Deus.
Antes que alguém o buscasse, Ele já havia planejado o caminho da redenção em
Cristo. Isso nos lembra que a fé não é o ponto de partida da salvação, mas a
resposta ao amor que primeiro nos alcançou.
O envio do Filho também
revela a perfeita harmonia da Trindade. O Pai envia, o Filho se entrega
voluntariamente e o Espírito Santo aplica essa obra aos corações. Não há
competição, nem desigualdade, mas unidade de propósito e plenitude de amor. A
missão de Jesus não diminui sua divindade, mas manifesta o plano eterno do Deus
Triúno em ação.
Diante desse amor, resta-nos
contemplar, agradecer e responder. O envio do Filho nos convida a viver não
mais sob o peso da culpa, mas na certeza da graça. É um chamado para confiar,
descansar e permitir que esse amor transforme nossa forma de viver, amar e
servir. Afinal, quem foi alcançado por um amor tão grande não permanece o
mesmo.


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