“O ódio se encobre com
falsidade dos lábios, e o que difama ajunta dolo.” (Provérbios 10:18)
Esse versículo reforça que
palavras falsas não são apenas um erro de comunicação, mas um perigo
espiritual. Deus valoriza a verdade que liberta, não a aparência que engana.
Um dos comportamentos mais
perigosos nos relacionamentos humanos é a falsidade disfarçada de gentileza. Há
pessoas que elogiam na frente, sorriem, aparentam apoio, mas quando se afastam
usam palavras como armas. Esse tipo de atitude não fere apenas a reputação do
outro, mas corrói a confiança, destrói vínculos e espalha divisão.
O elogio falso não edifica;
ele prepara o terreno para a queda. Quem age assim não busca o bem, mas
vantagem própria, reconhecimento ou aceitação. Por trás das palavras doces,
escondem-se intenções amargas. A Bíblia nos alerta que esse comportamento não é
inofensivo: ele revela um coração dividido, que fala o que não vive.
Por isso, é preciso
discernimento. Nem toda palavra bonita carrega verdade, e nem todo sorriso
revela lealdade. O cristão é chamado a viver na luz, com coerência entre o que
fala em público e o que pensa em particular. A sinceridade pode até ser firme,
mas ela preserva; já a falsidade destrói silenciosamente.
Mais do que se proteger de
pessoas assim, o maior desafio é não se tornar uma delas. Que nossas palavras
sejam verdadeiras, nossas atitudes transparentes e nosso coração alinhado com
aquilo que confessamos.


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