Conservadores incomodam porque defendem valores que a esquerda quer destruir. Conservadores? Sim!


Vladimir Chaves


O desfile da Acadêmicos de Niterói, em Niterói, ao retratar conservadores dentro de uma “lata de conserva”, foi apresentado como crítica artística. Mas, na verdade, foi intolerância ideológica e religiosa travestida de espetáculo.

É curioso observar como determinados setores da esquerda reivindicam o monopólio da tolerância, até que a diferença seja alguém que professe fé cristã, defenda princípios bíblicos ou valorize a família. Nesse momento, a “diversidade” passa a ter filtro, e o deboche vira instrumento político.

Somos “conservados” e assumimos com clareza do que estamos conservados:

Conservados para servir a Jesus Cristo.

Conservados para honrar a família como fundamento da sociedade.

Conservados para ensinar aos nossos filhos que drogas não são liberdade, mas escravidão.

Conservados para ensinar que não se deve roubar, independentemente da conveniência política.

Conservados para ensinar que quem sonha precisa lutar, trabalhar e perseverar.

Conservados para viver com honestidade quando a desonestidade tenta se normalizar.

Conservados para professar que os únicos valores capazes de sustentar e salvar a família estão enraizados na Bíblia. A Bíblia é o verdadeiro estatuto da família, não um decreto ideológico passageiro, mas um fundamento milenar que moldou civilizações. Quando se despreza esse alicerce, colhe-se desorientação moral; quando se honra, colhe-se estabilidade.

Transformar milhões de pessoas em caricatura dentro de uma lata não eleva o debate; empobrece-o. Não é crítica sofisticada; é simplificação agressiva. Ridicularizar a fé alheia não é coragem artística; é intolerância seletiva.

Antes que o mundo rejeitasse conservadores, rejeitou o próprio Jesus Cristo. A história mostra que valores como verdade, fidelidade, responsabilidade e temor a Deus nunca foram unanimidade. E não precisam ser para serem verdadeiros.

Minha família é conservadora. Conservadora nos princípios, na fé, na responsabilidade de formar caráter. E, se isso incomoda, talvez seja porque valores firmes contrastam com ideologias liquidadas.

Se nos colocam numa lata, que seja. Conservados para a eternidade. Conservados por princípios que não se dobram ao aplauso momentâneo. Conservados para permanecer de pé quando a folia passar e a realidade cobrar seus frutos.

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