Aprender a falar também é maturidade cristã


Vladimir Chaves

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” (Efésios 4:29)

Na minha opinião, um dos maiores desafios da vida cristã não está no que fazemos, mas no que falamos. Muitas pessoas dizem amar a Deus, mas machucam profundamente com palavras ditas sem cuidado. Efésios 4:29 nos confronta exatamente nesse ponto.

Opinar sem pensar, criticar sem medir as consequências e responder no impulso tornaram-se hábitos comuns. No entanto, a Bíblia nos ensina que o cristão deve ser diferente. Nem toda verdade precisa ser dita de qualquer maneira, e nem toda opinião precisa ser expressa. Muitas vezes, é melhor evitar focar nas partes negativas de um assunto; o ideal é falar daquilo que edifica e traz crescimento.

A Palavra de Deus deixa claro: nossas palavras devem edificar. Isso não significa bajular, mas escolher palavras que constroem e não destroem. Às vezes, o silêncio honra mais a Deus do que um discurso cheio de razão, mas vazio de amor.

Acredito que a maturidade espiritual aparece quando aprendemos a perguntar antes de falar: isso vai ajudar alguém? Vai trazer paz? Vai refletir o caráter de Cristo? Quando deixamos o Espírito Santo governar nossa boca, nossas palavras se tornam canais de graça.

Falar menos e edificar mais talvez seja um dos maiores sinais de uma fé verdadeira.

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