A obediência de Cristo não
foi parcial, nem circunstancial. Foi plena, constante e consciente; desde a
manjedoura até a cruz.
O apóstolo Paulo escreve em
Epístola aos Filipenses 2.8 que Jesus, “na forma de homem, humilhou-se a
si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz”. Essa expressão revela
a profundidade de sua entrega. Ele não apenas veio ao mundo; Ele desceu. Não
apenas viveu entre os homens; assumiu a condição de servo. Não apenas morreu;
morreu da forma mais humilhante possível naquele tempo.
Em Segunda Epístola aos Coríntios
8.9 aprendemos que, sendo rico, fez-se pobre por amor de nós. O Criador
entrou na história como criatura. O Senhor vestiu-se de simplicidade. O Rei
escolheu a pobreza. Essa não foi uma imposição externa, mas um ato voluntário
de obediência e amor.
A carta aos Hebreus declara
que, “pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a
vergonha” (Epístola aos Hebreus 12.2). Jesus sabia o que O aguardava.
Conhecia a dor, a rejeição, o abandono e a injustiça. Ainda assim, submeteu-se
ao plano do Pai. Sua obediência não foi movida por conveniência, mas por
propósito. Ele viu além do sofrimento: viu a redenção dos pecadores.
Do nascimento humilde ao
Calvário, cada passo de Cristo foi marcado por submissão ao Pai. Sua obediência
restaurou o que a desobediência humana havia rompido. Onde o primeiro homem
falhou, o Filho eterno permaneceu fiel.
A cruz não foi derrota; foi o ápice da obediência. Não foi fraqueza; foi amor em ação. Cristo nos ensina que a verdadeira grandeza está em obedecer a Deus, mesmo quando isso exige renúncia, humildade e sacrifício.
Refletir sobre a obediência
de Jesus é confrontar o nosso próprio coração. Se o Senhor da glória se fez
servo por nós, somos chamados a viver em submissão ao Pai, confiando que sua
vontade é perfeita, mesmo quando o caminho envolve cruz.
A obediência de Cristo nos
salvou. Que a nossa obediência seja a resposta grata a tão grande amor.



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