A cruz como ato de amor e obediência


Vladimir Chaves

A obediência de Cristo não foi parcial, nem circunstancial. Foi plena, constante e consciente; desde a manjedoura até a cruz.

O apóstolo Paulo escreve em Epístola aos Filipenses 2.8 que Jesus, “na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz”. Essa expressão revela a profundidade de sua entrega. Ele não apenas veio ao mundo; Ele desceu. Não apenas viveu entre os homens; assumiu a condição de servo. Não apenas morreu; morreu da forma mais humilhante possível naquele tempo.

Em Segunda Epístola aos Coríntios 8.9 aprendemos que, sendo rico, fez-se pobre por amor de nós. O Criador entrou na história como criatura. O Senhor vestiu-se de simplicidade. O Rei escolheu a pobreza. Essa não foi uma imposição externa, mas um ato voluntário de obediência e amor.

A carta aos Hebreus declara que, “pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a vergonha” (Epístola aos Hebreus 12.2). Jesus sabia o que O aguardava. Conhecia a dor, a rejeição, o abandono e a injustiça. Ainda assim, submeteu-se ao plano do Pai. Sua obediência não foi movida por conveniência, mas por propósito. Ele viu além do sofrimento: viu a redenção dos pecadores.

Do nascimento humilde ao Calvário, cada passo de Cristo foi marcado por submissão ao Pai. Sua obediência restaurou o que a desobediência humana havia rompido. Onde o primeiro homem falhou, o Filho eterno permaneceu fiel.

A cruz não foi derrota; foi o ápice da obediência. Não foi fraqueza; foi amor em ação. Cristo nos ensina que a verdadeira grandeza está em obedecer a Deus, mesmo quando isso exige renúncia, humildade e sacrifício.

Refletir sobre a obediência de Jesus é confrontar o nosso próprio coração. Se o Senhor da glória se fez servo por nós, somos chamados a viver em submissão ao Pai, confiando que sua vontade é perfeita, mesmo quando o caminho envolve cruz.

A obediência de Cristo nos salvou. Que a nossa obediência seja a resposta grata a tão grande amor.

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