Hospital usa embalagem de bolo como máscara de oxigênio em bebê no Rio Grande do Norte


Vladimir Chaves


Um hospital usou uma embalagem de bolo como máscara de oxigênio em um bebê de três meses no município de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte.

A criança estava internada na unidade com suspeita de bronquiolite. Em nota assinada pela equipe técnica, o Hospital Municipal de Santa Cruz informou que o paciente deu entrada no último sábado (8), com quadro de desconforto respiratório grave, congestão nasal, febre e vômitos.

Ainda segundo o comunicado, o bebê foi medicado e a equipe solicitou vaga de internamento em alguma unidade com UTI pediátrica, porém, foi preciso usar o equipamento improvisado enquanto a transferência não acontecia. O município informou que o hospital não é referência em urgência materno infantil. No final da tarde de ontem (11), a prefeitura afirmou que a criança estava em uma ambulância do Samu esperando ser transferida para o Hospital Varela Santiago, em Natal, capital do estado.

quarta-feira, 12 de junho de 2024

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Ministro aceita recurso e anula uma das condenações de Bolsonaro e Braga Netto


Vladimir Chaves



O ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aceitou um recurso da defesa de Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto, ambos do PL, e anulou uma decisão que condenou os dois por abuso durante as comemorações do 7 de Setembro de 2022.

Em novembro do ano passado, o ministro Benedito Gonçalves condenou, em decisão individual, o ex-presidente e ex-ministro da Defesa a oito anos de inelegibilidade por suas condutas durante as comemorações do Bicentenário da Independência de 2022.

Anteriormente, em outubro de 2023, o plenário do TSE já havia condenado Bolsonaro e Braga Netto a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico em três ações conjuntas que também questionavam as ações dos dois durante o 7 de Setembro.

Em sua decisão, Benedito Gonçalves usou a mesma conclusão da primeira condenação no julgamento do segundo processo.

Segundo Raul Araújo, a decisão de seu colega de realizar o julgamento antecipadamente não foi “correta”, e por isso, decidiu por extinguir a ação de forma parcial por não julgar correto e contra o princípio da ampla defesa uma decisão com base em fatos apreciados em casos relacionados.

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Oposição reage e vai convocar Coordenadora de Gestão para explicar o colapso financeiro da gestão Bruno Cunha Lima


Vladimir Chaves

O vereador Anderson Pila rechaçou os ataques da Prefeitura Municipal de Campina Grande contra os vereadores de oposição e anunciou que a Câmara Municipal irá convocar a Coordenadora de Gestão da Prefeitura, Márcia Madalena, para que preste esclarecimento acerca do Orçamento Municipal.

“Os pedidos de suplementação no orçamento é uma demonstração clara de falta de organização e de planejamento dessa gestão, o prefeito não planeja absolutamente nada” disse Pila.

Para o vereador a cidade não vai aceitar que o prefeito transfira as suas irresponsabilidades para oposição, já que a Lei Orçamentaria Anual aprovada na Câmara Municipal tem previsibilidade de gastos para 12 meses, afirmando que não é normal que em apenas quatro meses de vigência da LOA, o prefeito já esteja pedindo suplementações orçamentarias.

“Campina Grande segue sendo um mal modelo administrativo!” afirmou.

terça-feira, 11 de junho de 2024

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Arrozduto: Governo petista anula leilão para compra de arroz importado


Vladimir Chaves


O governo federal decidiu no final da manhã desta terça-feira (11), anular o leilão para a compra de arroz importado. No último sábado (8), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) tinha convocado as Bolsas de Mercadorias e Cereais para apresentar as comprovações de capacidade técnica e financeira das empresas representadas por elas e que venceram o certame.

A medida ocorre após a repercussão das notícias de que, dentre as quatro arrematadoras dos lotes, estão empresas sem afinidade com o ramo e de capacitação técnica e financeira duvidosa. O pregão somou valor de R$ 1,3 bilhão e garantiu a compra de 263,37 mil toneladas do grão. A média de preço do quilo ficou em R$ 4,99.

“Ficou escancarada a picaretagem! Nós tínhamos razão, era falcatrua e não amor, esse desgoverno faz politicagem em cima da tragédia do Rio Grande do Sul” disse a deputada federal Julia Zanatta.

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Operação Livro Aberto: Na mira da PF deputados, conselheiro do TCE e empresários da Paraíba.


Vladimir Chaves



Doze mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira (11) na operação Livro Aberto, realizada pela Polícia Federal, e que investiga crimes que teriam causado prejuízo de mais de R$ 4 milhões relacionados a contratos formalizados pela Secretaria de Estado da Educação da Paraíba no ano de 2018.

Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão o deputado estadual Branco Mendes (Republicanos) e o ex-deputado estadual Lindolfo Pires (PP), atual secretário de Estado de Juventude, Esporte e Lazer da Paraíba. Apesar da operação se concentrar nestes dois, a PF informou que outras pessoas também são investigadas.

Confira quem são os investigados na operação Livro Aberto

Artur Cunha Lima, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado

Lindolfo Pires, ex-deputado estadual e atual secretário da Sejel-PB

Branco Mendes, deputado estadual

Tião Gomes (PSB), deputado estadual

Edmilson Soares, ex-deputado estadual

Genival Matias, ex-deputado estadual (que morreu em 2020)

Conforme a PF, os suspeitos são investigados pelos crimes de fraude em licitação, desvio de recursos públicos, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça. Foi decidido também pela indisponibilidade de bens, valores, dinheiro e ativos dos investigados visando recompor o erário.

Na Paraíba, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Campina Grande, três em João Pessoa e um em Lagoa Seca. Houve mandados também em Ponta de Pedras, que é uma praia do município pernambucano de Goiana, e no município alagoano de Arapiraca.

A assessoria de imprensa da PF informou que além de mandados de busca e apreensão em endereços de Branco Mendes e Lindolfo Pires, houve buscas e apreensões em endereços ligados à empresa que firmou contrato com o Governo da Paraíba em 2018, época em que o governador ainda era Ricardo Coutinho (PT). Outros alvos foram empresas por onde o dinheiro ilícito teria passado.

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Bomba relógio: Comandante compara “Parque do Povo” a Boate Kiss, mas autoridades mantém silêncio sepulcral.


Vladimir Chaves


É assustador acompanhar o silêncio da Prefeitura de Campina Grande, câmara de vereadores, defesa civil, bombeiros, Ministério Público e a grande mídia para o alerta gravíssimo feito por um comandante da Polícia Militar da Paraíba.

Na última segunda-feira (10), durante entrevista a um dos órgãos de imprensa da Rainha da Borborema, o comandante de Policiamento Regional Metropolitano em Campina Grande, tenente-coronel Gilberto Felipe, alertou para o risco iminente de uma possível tragédia no antigo Parque do Povo, chegando a comparar o “quartel general do forró” a Boate Kiss, “palco” de uma tragédia em 2013 que custou a vida de 242 pessoas e que deixou mais de 600 feridos.

Segundo o comandante, assim como na Boate Kiss o antigo Parque do Povo não dispõe de saídas de emergências condizentes.

“O Parque do Povo hoje é uma peça de museu, se insistir em continuar com esse megaevento, que na verdade não é mais São João, é um festival, permitam-me uma comparação com Boate Kiss. Aguardem para depois procurarem as cabeças ou os pescoços.” Alertou o comandante, que até aqui obteve como resposta o silêncio sepulcral dos órgãos competentes.


Além da falta de saídas de emergências condizentes, o comandante alertou para o alto risco da superlotação nos dias de shows que atraem um público maior, afirmando que apenas 18% da população de Campina Grande atingem a capacidade máxima do antigo Parque do Povo. 

“Não precisa de turista para superlotar o Parque do Povo, 18% da população de Campina Grande lota o Parque do Povo. Isso já liga um alerta”. Disse o militar.

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Operação da PF investiga fraudes em contratos firmados pela Secretaria de Educação da Paraíba


Vladimir Chaves



A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (11), a “Operação Livro Aberto”, que investigará contratos firmados pela Secretaria de Estado da Educação no ano de 2018.

Doze mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça foram cumpridos. Além disso, foi decretada a indisponibilidade de bens, valores, dinheiro e ativos dos investigados. O prejuízo aos cofres do estado ultrapassa a cada dos R$ 4 milhões.

Os mandados foram cumpridos em João Pessoa, Campina Grande e Lagoa Seca na Paraíba, além de Ponta de Pedras-PE e Arapiraca-AL.

A ação tem o objetivo de colher provas e documentos para investigação iniciada em 2019, durante a primeira fase da Operação Calvário, que apura o possível pagamento de propina a agentes políticos no Estado da Paraíba, onde, pelo menos, R$ 134 milhões teriam sido desviados.

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Ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga reafirma experiência em gestão e critica adversários envolvidos em corrupção


Vladimir Chaves



O pré-candidato a prefeito de João Pessoa, Marcelo Queiroga (PL), reafirmou sua experiência em gestão e destacou o período em que foi ministro da Saúde, entre os anos de 2021 e 2022, momento em que precisou gerir um orçamento bilionário. Em a uma das emissoras de rádio de João Pessoa.

“Eu fui o ministro que venceu a pandemia de Covid-19. Eu tinha um orçamento 80 vezes maior do que o orçamento da cidade de João Pessoa e não há sequer uma denúncia de corrupção em relação à minha gestão”, afirmou Queiroga.

De acordo com Marcelo Queiroga, a população de João Pessoa não quer gestores envolvidos com corrupção. Para ele, a cidade precisa de pessoas com qualificação técnica assumindo as pastas, que tenham experiência comprovada e que sejam capazes de reverter os indicadores negativos.

“Outros que se dizem muito experientes estão com condenações no Tribunal de Contas da União, com condenações no Tribunal Regional Federal. Outro que foi primeiro ministro, quando o atual prefeito foi prefeito, condenado aqui na primeira instância por crime de peculato”, exemplificou o pré-candidato.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

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Em nota vereadores reagem as injustas acusações da Prefeitura de Campina Grande.


Vladimir Chaves


Em nota os vereadores da bancada de oposição na Câmara Municipal de Campina Grande, reagiram às acusações da Prefeitura que culpou os vereadores pelo não pagamento do mês de maio dos prestadores de serviços.

A nota rechaça as acusações alegando que o Poder Legislativo tem analisado de forma responsável os pedidos de suplementação orçamentaria e que os vereadores estranham o pedido para pagamento da folha, enviado no quarto mês do ano corrente, uma vez que os recursos são previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) para os 12 meses do ano e do 13º, entre outras garantias da folha ativa.

Confira a integra da nota:

NOTA

Os vereadores e vereadoras que integram a Bancada de Oposição na Câmara Municipal de Campina Grande, reunidos  nesta segunda-feira (10), vêm publicamente esclarecer aos cidadãos campinenses o seguinte:

1. A respeito dos vários pedidos de Suplementações Orçamentárias encaminhadas pelo Poder Executivo para apreciação da CMCG, deixamos claro, que vem analisando de forma responsável e não se intimidará com a tentativa de jogar a opinião pública contra o Poder Legislativo;

2. Exercendo o papel precípuo de fiscalizadores, os vereadores da Bancada de Oposição estranham o pedido para pagamento da folha, enviado no quarto mês do ano corrente, uma vez que os recursos são previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) para os 12 meses do ano e do 13º, entre outras garantias da folha ativa;

3. Diante destes e de outros pontos controversos dos pedidos de suplementações, a bancada lamenta a falta de planejamento da gestão municipal e a guerra psicológica feita com os prestadores de serviços, através de informações falsas que fragilizam centenas de pais e mães de famílias. A eles e ao povo de Campina Grande, nosso respeito, solidariedade e compromisso! 

Vereadores da Bancada de Oposição Campina Grande

Anderson Almeida

Antônio Pimentel Filho

Bruno Faustino

Dra Carla Cyaine

Eva Gouveia

Dona Fátima

Jô Oliveira

Márcio Melo

Napoleão Maracajá

Dr Olímpio Oliveira

Renan Maracajá

Rostand Paraíba

Valéria Aragão

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Oposição lança Guilherme Coelho como pré-candidato a prefeito de Sobrado


Vladimir Chaves



O grupo de oposição em Sobrado, cidade situada na Zona da Mata paraibana, liderado pelo ex-prefeito e presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho, lançou no último final de semana a pré-candidatura de Guilherme Coelho (PSB)  para a disputa pela prefeitura nas eleições de outubro. A decisão foi tomada em comum acordo pelo grupo oposicionista e teve aprovação da população sobradense.

Segundo George Coelho, que vinha sendo cotado para disputar as eleições pelo grupo, a mudança para o nome de Guilherme foi necessária para garantir segurança jurídica ao aos integrantes da oposição.

“Nosso nome tem aprovação popular, mas a reprovação meramente política das minhas contas pela Câmara Municipal nos colocou sub judice (em julgamento) e isso, seria arriscado, pois poderíamos ter que substituir o nosso nome às vésperas da eleição. Todas as minhas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, todas! Porém uma manobra política feita pela situação na Câmara barrou uma delas no legislativo municipal, mesmo com a aprovação do TCE. Sendo assim, o grupo decidiu que seria melhor lançar o nome de Guilherme logo agora, ainda na pré-campanha”, explicou.

Ao ser anunciado como o nome da oposição para a disputa, Guilherme disse que o sentimento é de gratidão e responsabilidade.  Ele reuniu militantes, aliados e o povo de Sobrado em uma plenária que oficializou sua pré-candidatura. Guilherme Coelho tem 24 anos é estudante do curso de Direito e produtor rural.

“Só tenho a agradecer a todos pela escolha do nosso nome e garantir que estamos prontos para trabalhar pela nossa cidade. Os adversários tiveram medo de enfrentar meu pai (George) nessa eleição, mas terão que enfrentar um outro Coelho. A Câmara Municipal fez uma covardia com George, mas vamos reparar isso vencendo a eleição e colocando Sobrado de volta nos trilhos do desenvolvimento”, frisou.

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Confronto: Bruno tenta culpar vereadores pelo não pagamento dos prestadores de serviços da prefeitura.


Vladimir Chaves



O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União) resolveu partir para o confronto direto contra os vereadores da cidade, ao tentar responsabilizar os parlamentares pelo não pagamento dos salários do mês de maio aos prestadores de serviços da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), Gabinete do Prefeito, Secretária de Obras e Procuradoria Geral do Município.

“A Prefeitura de Campina Grande não poderá efetuar o pagamento da folha de maio dos prestadores de serviço de três secretarias e da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) nesta segunda-feira (10), devido os pedidos de suplementação, da ordem de R$ 1 milhão, encaminhados pelo Poder Executivo à Câmara de Vereadores que não foram votados após a bancada de maioria na Casa decidir não apreciar os projetos”, diz o release enviado pela assessoria de comunicação da Prefeitura a imprensa paraibana.

O release acrescenta ainda que a gestão Bruno Cunha Lima, tem enfrentado dificuldades desde o inicio do ano devido a não aprovação dos pedidos de suplementações encaminhados ao Poder Legislativo.

Suplementação orçamentária.

A suplementação do orçamento público consiste, basicamente, na possibilidade de se alterar as dotações orçamentárias, adequando-as às realidades não previstas quando da aprovação da Lei Orçamentária Anual – LOA.

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Stasi à brasileira: Lula utiliza estrutura do governo para perseguir opositores


Vladimir Chaves



Por David Ágape

Durante as enchentes que ocorreram no Rio Grande do Sul no mês de maio, que vitimaram centenas de gaúchos e deixaram milhares desabrigados, o governo do presidente Lula novamente colocou em funcionamento sua máquina de perseguição e censura para calar aqueles que criticavam a reação estatal durante a tragédia. Em vez de focar nos esforços de resgate e reconstrução, o governo Lula se concentrou em implementar a censura.

No último ano, durante os temporais que castigaram os gaúchos, denunciamos em A Investigação que os petistas utilizaram robôs, militantes virtuais e o Ministério da Verdade instalado na Advocacia-Geral da União (AGU) para atacar críticos. Dessa vez, a iniciativa foi liderada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

Em publicação no site oficial da pasta, o então ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta, enfatizou a necessidade de combater a circulação de informações falsas que, segundo o governo, prejudicaram as operações de socorro e reconstrução no Rio Grande do Sul. Paulo Pimenta afirmou que a campanha "Seja um voluntário digital da informação" visava “criar uma rede de voluntários em todo o país para identificar e denunciar conteúdos falsos”.

A ação não foi bem recebida e logo Lula foi acusado de criar, em seu governo, uma “Stasi”, infame organização de polícia secreta da Alemanha comunista que espionava e vigiava a população. Dias depois, a publicação da Secom foi retirada do ar (mas pode ser conferida aqui). O motivo para a “queima de arquivo” não poderia ser mais surpreendente: os grupos de WhatsApp envolvidos são diretamente ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT), não sendo apartidários como poderia se supor.

Os grupos de caça às “fake news” são mais um braço do Gabinete do Amor. Além de atacar os opositores e defender o governo, os grupos fazem denúncias coordenadas em massa para calar seus adversários políticos. Para piorar a situação, Paulo Pimenta foi nomeado pelo presidente Lula para assumir a recém-criada Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul. Esta indicação tem sido alvo de inúmeras críticas, inclusive do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que acredita que a iniciativa é uma tentativa de criar um “governo paralelo” no Estado.

No X (ex-Twitter) apontei o contrassenso desta indicação, considerando que Pimenta nem mesmo consegue organizar suas finanças pessoais: Entre 2008 e 2022, o patrimônio de Pimenta sofreu uma queda de aproximadamente 76,23%, passando de cerca de R$ 810 mil para R$ 190 mil.

Além disso, a permanência de Pimenta é vista com desconfiança, pois ele é apontado como pré-candidato ao governo gaúcho em 2026, podendo politizar as ações emergenciais e de reconstrução.

No dia 14 de maio, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados analisou oito requerimentos para convocar Paulo Pimenta e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a prestarem esclarecimentos sobre as ações contra fake news relacionadas às enchentes. Foi questionada a legitimidade das medidas e o governo está sendo acusado de censurar redes sociais e perseguir opositores.

O funcionamento dos grupos

Os grupos autodenominados "Caçadores de Fake News" foram iniciados ainda durante as últimas eleições, entre julho e outubro de 2022, e foram divulgados no site oficial de Lula. Além destes, existem os grupos regionais, os grupos para mulheres e os grupos do “LulaVerso”, este último focado na distribuição de memes e figurinhas pró-Lula. Em uma das publicações, Janja envia um convite para que as pessoas participem dos grupos femininos.

A principal administradora dos grupos de “Caçadores de Fake News” é Clarissa Berry Veiga, jornalista de 65 anos que já escreveu para o jornal Zero Hora. O perfil de Clarissa no X (antigo Twitter) é recheado de publicações exaltando o governo Lula, o secretário Paulo Pimenta, e atacando o bolsonarismo. Tudo isso escrito com caps lock e expressões exageradas como “BOLSONARISMO MATA”, que é repetido uma dezena de vezes na mesma publicação.

Além de Clarissa, outras duas pessoas também administram o grupo: o primeiro, Maxwell Gonçalves Nunes, que também administra os grupos regionais. Maxwell é proprietário da empresa Creative Full Service, que presta serviços de consultoria ao deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP). Segundo dados do Portal da Transparência, desde 2023 a Creative Full Service já recebeu R$ 15,4 mil do gabinete de Jilmar Tatto.

O terceiro administrador se apresenta como “Rodrigo Time Lula”, mas fontes informaram que o número de telefone utilizado para a criação desta conta no WhatsApp pertence a Paulo Tarciso Okamotto, atual presidente do Instituto Lula e presidente da Fundação Perseu Abramo.

Nossa equipe, que já vinha acompanhando há meses a atuação destes grupos, constatou que o grupo de Caçadores de Fake News é utilizado para divulgar informações oficiais do governo Lula. Documentamos a existência de pelo menos dez grupos ativos dos Caçadores de Fake News, mas é provável que haja muitos mais, considerando que os nomes dos grupos seguem a sua sequência de criação e que há hoje o grupo 186. Conforme os grupos atingiam o limite máximo de integrantes permitido pelo WhatsApp, que na época das eleições era de 256 integrantes e quadruplicou para 1.024 após o pleito, novos grupos eram criados.

As atividades nos grupos estavam suspensas desde as eleições, mas após o rompimento das barragens no Rio Grande do Sul, as atividades nos grupos foram retomadas. Antes, havia cerca de três grupos ativos. Um chamamento para voluntários “caçarem fake news” no Rio Grande do Sul resultou na reativação de grupos inativos, entre os dias 8 e 10 de maio. Em 1º de abril no “grupo 01” havia cinco administradores e 41 membros e atualmente o grupo conta com três administradores e cerca de 800 pessoas.

No dia 4 de maio, durante o show da Madonna, Pimenta entrou pessoalmente no grupo 186, considerado o principal, com cerca de 300 integrantes, para solicitar que os membros espalhassem propaganda da gestão Lula no Rio Grande do Sul. Dois dias depois, foram criados mais oito grupos, iniciando um recrutamento de pessoas para disseminar mensagens pró-governo. Os administradores republicam as mensagens nos diversos grupos regionais.

A palavra de ordem destes grupos é defender o governo de Lula e atacar os seus críticos, estratégia que já denunciamos na reportagem sobre o “Gabinete do Amor”. As informações compartilhadas nos grupos são rigorosamente controladas. As informações tidas como verdadeiras pelos administradores vêm dos influenciadores petistas Lázaro Rosa, Vinicios Betiol e Thiago dos Reis. Estes são as principais fontes de narrativas para o grupo e tidos como os únicos confiáveis para se obter informações.

Esses grupos operam fechados durante a noite e em datas sensíveis para controlar rigorosamente a disseminação de mensagens, permitindo apenas a propagação de narrativas alinhadas com o governo. Assim, as publicações nos grupos são limitadas a moderadores, medida que visa impedir a disseminação de mensagens não autorizadas ou desalinhadas com a estratégia central. Em um incidente recente, um integrante do grupo foi excluído por um administrador após publicar informações verdadeiras que desagradam o governo Lula.

Os grupos também organizam campanhas de denúncias em massa, visando desmonetizar e censurar perfis de redes sociais que propagam conteúdos contrários ao governo. Essas campanhas são realizadas de maneira coordenada, maximizando o impacto das denúncias e garantindo a remoção rápida dos conteúdos visados.

Toda vez que uma pessoa nova entra no grupo, os administradores republicam uma mensagem padrão que apresenta os objetivos do grupo:

Denunciar fakes nas redes sociais (somente postagens com links);

Compartilhar desmentidos;

Divulgar projetos e ações do governo Lula.

Mutirões de denúncias visando derrubar publicações em redes sociais de opositores políticos são comuns nos grupos dos Caçadores de Fake News. Diariamente as publicações são sinalizadas para denúncias. Em diversos casos, nem ao menos é explicado o motivo.

Existem até mesmo tutoriais em vídeo criados pelos administradores explicando como devem ser realizadas as denúncias. Na maioria das vezes, perfis de direita, como o do vereador Carlos Bolsonaro, são utilizados nestes vídeos como exemplos de perfis a serem denunciados.

Os vídeos são criados e distribuídos de acordo com o assunto do momento. Por exemplo, em 1º de abril, havia um vídeo sobre denúncias de perfis de direita relacionados a vacinas. Em 20 de abril, o vídeo abordava outro tema relevante do momento, novamente focando em perfis de direita. O terceiro vídeo foi inteiramente dedicado a desmentir supostas informações falsas relacionadas a Carlos Bolsonaro.

Entramos em contato com os envolvidos, mas até o momento da publicação desta reportagem não recebemos retorno. O espaço permanecerá aberto para esclarecimentos.

Stasi à brasileira

A Alemanha comunista, sob a influência da Stasi, a temida polícia secreta da Alemanha Oriental, transformou-se em uma nação de espiões, onde qualquer cidadão poderia ser um informante. Em 1989, havia aproximadamente 90 mil agentes e 175 mil informantes para monitorar 17 milhões de habitantes, ou seja, um espião para cada 63 pessoas. Essa rede de espionagem era mais extensa que a da Gestapo nazista, com a Stasi recrutando informantes oferecendo privilégios como promoções, viagens e pagamentos em dinheiro.

Uma das práticas mais perturbadoras do regime foi incentivar crianças a denunciarem seus próprios pais, professores e colegas. Estima-se que cerca de 10 mil dos informantes da Stasi tinham menos de 18 anos. O denuncismo levou a uma sociedade permeada pelo medo e pela desconfiança. Muitos cidadãos descobriram que eram espionados por amigos e familiares apenas após a abertura dos arquivos da Stasi.

No Brasil, hoje, multiplicam-se as iniciativas para controlar os discursos que desafiam a narrativa oficial. Há “Ministérios da Verdade” no governo Lula, no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal Eleitoral. Sempre com a desculpa de que querem “combater a disseminação de notícias falsas”. O que antes era ficção no livro 1984 de George Orwell, hoje se tornou realidade.

Publicado originalmente no site A Investigação.

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Comando da PM revela que Prefeitura ignorou recomendações de segurança para realização da festa no “Parque do Povo”


Vladimir Chaves



Em nota a Policia Militar da Paraíba lamentou a tentativa da Prefeitura Municipal de Campina de querer se eximir de suas responsabilidades, ao jogar a culpa pela invasão do antigo “parque do povo” para policia. Ainda na nota o comando da PM revela que alertou a prefeitura e a empresa organizadora para os riscos que a festa representa, dado ao espaço que já não comporta o tamanho da festa.

A nota ainda alerta para os riscos que os forrozeiros correm com as atrações do próximo sábado dia 16. “fica novo alerta para o próximo sábado (16), que tem atração aguardada há anos e o cenário fica mais preocupante para a segurança pública” alertou o comando da PM.

Confira a integra da nota.

NOTA

O Comando da Polícia Militar da Paraíba estranha a forma como a Prefeitura de Campina Grande tenta não assumir sua responsabilidade pelo episódio que aconteceu na noite de sábado (8), no Parque do Povo, querendo jogar a culpa para os policiais militares, civis, bombeiros militares e guardas municipais. Desde o começo do planejamento da festa, os órgãos de segurança pública já tinham alertado sobre o principal problema para a realização da festa: o Parque do Povo atual já não comporta mais a grande multidão que seus organizadores querem colocar nas dependências do Parque do Povo.

Os policiais militares tiveram que se posicionar nos dez portões de entrada, a partir das 21h, para tentar impedir a entrada sem controle da multidão fervorosa que queria prestigiar as atrações da festa.

Tudo já tinha sido alertado à prefeitura e aos organizadores da festa. Inclusive fica novo alerta para o próximo sábado (16), que tem atração aguardada há anos e o cenário fica mais preocupante para a segurança pública, pois tem bloco que, contrariando as recomendações da segurança pública, resolveu encerrar o percurso na porta do Parque do Povo, deixando novamente para a Polícia Militar a solução daquilo que pode ter sido evitado com antecedência, planejamento e responsabilidade.

domingo, 9 de junho de 2024

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Pré-candidato a prefeito pelo PT é preso em operação que investiga desvio de doações às vítimas da enchente do RS


Vladimir Chaves



O vereador Filipe Lang (PT), pré-candidato a prefeito de Palmares do Sul (RS), foi preso em flagrante após o Ministério Público, em ação conjunta com a Polícia Civil, encontrar em sua casa um revólver em situação irregular, em meio a investigações contra o desvio de doações às vítimas da enchente no município. O parlamentar teria informado que a arma em questão era velha e que teria sido um presente do avô. A informação é do jornal Zero Hora.

A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em conjunto com a Polícia Civil, e teve como alvo dois vereadores e um familiar de um deles. Esta foi a segunda etapa da operação.

Segundo a publicação, as buscas também atingiram outro vereador, Polon Backes de Oliveira (União Brasil), pré-candidato a vice-prefeito na chapa de Lang. Na operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão na área central de Palmares do Sul e no Balneário de Quintão, que pertence ao município. Nas buscas foram recolhidos celulares e R$ 15 mil em espécie.

“Tudo indica que foi uma doação para um pré-candidato no próximo pleito. E já temos provas de que parte destes donativos foi encaminhada para famílias não flageladas, conforme planilhas apreendidas”, destacou o promotor Mauro Rockenbach em nota publicada no site do MP-RS.

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Portões fechados resultam em empurra e pessoas pisoteadas no antigo “Parque do Povo”


Vladimir Chaves

Cenas de tumultos nunca antes vistas no antigo “Parque do Povo” agora estão se tornando rotineiras, graças à limitação dos espaços causados pela instalação de grades e o grande número de camarotes, e assim a arena da maior festa junina do país anuncia a cada edição o prenuncio de uma tragédia.

Ano passado milhares de forrozeiros inconformados com o fechamento dos portões derrubaram as grades de proteção e invadiram a arena do forró, colocando risco a vida dos milhares que se divertiam no “quartel general do forró”. Esse ano o anuncio da tragédia se repete com mais uma invasão.

Neste sábado (9), depois que a empresa que comprou o São João de Campina Grande, fechou os portões já que o “quartel general do forró” teria alcançado sua lotação máxima à “bomba relógio” foi acionada mais uma vez com a invasão dos forrozeiros. Vídeos repercutem nas redes sociais o momento tenso em que pessoas se acotovelam para entrar no “quartel general do forró”, imagens mostram inclusive pessoas sendo pisoteadas.

Se antes da chegada dos turistas o antigo “Parque do Povo” já apresenta esses riscos imaginem no auge da apoteose da festa junina quando o número de forrozeiros se multiplica.

A lotação máxima do antigo “Parque do Povo” é de 73.500 pessoas.






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