“Vi
os infiéis e senti desgosto, porque não guardam a tua palavra.” Salmos 119:158
Existe
uma presença que pode enganar.
É a
presença que ocupa o banco da igreja, acompanha o culto, ouve a pregação, canta
os louvores e, ainda assim, não permite que aquilo que foi ouvido alcance a
vida.
Por
fora, tudo parece estar no lugar. A pessoa está presente. Participa. Conhece os
usos e costumes da igreja. Sabe quando se levantar, quando cantar e até como
falar a linguagem da fé.
Mas
presença não é necessariamente proximidade de Deus.
Podemos
estar no lugar certo e, ainda assim, manter o coração distante.
É
possível estar diante da Bíblia sem estar disposto a obedecê-la. É possível
ouvir durante anos aquilo que Deus deseja mudar em nós e continuar protegendo
os mesmos hábitos, os mesmos ressentimentos, os mesmos pecados e as mesmas
justificativas.
Essa
é a presença que engana: quando a participação externa cria a impressão de uma
vida espiritual que a prática não confirma.
Tiago
coloca essa questão de maneira muito séria ao dizer que aquele que ouve e não
pratica é semelhante a alguém que olha o próprio rosto no espelho e, logo
depois, esquece como era (Tiago 1:22-24).
O
espelho mostra o que precisa ser corrigido. A Escritura também.
O
problema não está em ouvir. O problema está em ouvir repetidamente sem permitir
que o que ouvimos nos confronte.
Podemos
sair de um culto emocionados e continuar vivendo da mesma maneira. Podemos
concordar com a mensagem e discordar dela com nossas escolhas. Podemos dizer
“amém” com os lábios enquanto nosso comportamento diz “não” durante a semana.
É
nesse ponto que a presença se torna enganosa.
Porque
ela pode nos dar a sensação de que estamos perto de Deus simplesmente porque
estamos perto das coisas de Deus.
Mas
existe uma diferença entre estar na igreja e caminhar com Cristo.


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