“Porque o Senhor mesmo, dada
a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus,
descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os
vivos os que ficarmos, seremos arrebatados com eles, entre nuvens, para o
encontro do Senhor nos ares” 1 Tessalonicenses 4:16-17
Existe uma afirmação
religiosa que precisa ser confrontada pela própria Palavra de Deus: “Quando
Jesus voltar, quem não estiver dentro da igreja não será arrebatado.”
Isso parece espiritual, mas
não é bíblico.
A Bíblia nunca ensinou que o
arrebatamento dependerá do lugar físico onde uma pessoa estará quando Cristo
voltar. Jesus não vem buscar prédios, bancos, denominações ou placas de
igrejas. Ele vem buscar aqueles que são seus.
Paulo não disse: “os que
estiverem dentro da igreja serão arrebatados”. Ele disse: “e os mortos em
Cristo ressuscitarão primeiro.” 1 Tessalonicenses 4:16
A expressão é clara: “em
Cristo”.
Esse é o ponto que a
religiosidade frequentemente tenta substituir.
Ela pode ensinar que estar
dentro de determinado templo é garantia de salvação, enquanto a Bíblia ensina
que nossa segurança está em Cristo. Pode transformar uma instituição em objeto
de confiança e fazer o homem acreditar que sua frequência religiosa é suficiente
para colocá-lo em segurança diante de Deus.
Mas Jesus confrontou esse
tipo de religiosidade.
Ele disse: “Este povo
honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Mateus 15:8
Que palavra forte!
É possível estar perto do
altar e longe de Deus.
É possível estar dentro do
templo e fora da vontade de Deus.
É possível conhecer os hinos
e não conhecer o Senhor.
É possível carregar uma
Bíblia nas mãos e não permitir que a Palavra transforme o coração.
A religiosidade se preocupa
muito com o lugar onde você está. Jesus se preocupa com quem governa sua vida.
Não estou dizendo que a
igreja não seja importante. É claro que é. A Bíblia nos orienta a não abandonar
a congregação (Hebreus 10:25). O cristão precisa de comunhão, ensino,
adoração e convivência com outros irmãos.
Mas existe uma diferença
enorme entre amar a igreja e transformar a igreja em um ídolo.
Quando alguém afirma que
“quem não estiver dentro da igreja no momento do arrebatamento ficará para
trás”, está acrescentando à Palavra de Deus uma condição que ela não apresenta.
Imagine alguém que esteja em
casa, trabalhando, viajando, hospitalizado, preso ou impossibilitado de estar
fisicamente reunido com a igreja quando Cristo voltar. Estaria automaticamente
perdido?
Onde a Bíblia ensina isso? Não
ensina.
O ladrão na cruz não frequentou
uma igreja, cumpriu uma agenda religiosa ou realizou rituais religiosos. Ele
simplesmente reconheceu quem Jesus era e colocou sua esperança nele.
E Jesus lhe respondeu: “Hoje estarás comigo no Paraíso.” Lucas 23:43
Isso deveria ser suficiente
para destruir a ideia de que Deus salva alguém por localização religiosa.
A salvação não está no
endereço do templo e muito menos na placa da igreja.
A salvação está em Cristo.
Por isso, precisamos tomar
cuidado com uma religiosidade que assusta as pessoas em vez de conduzi-las a
Jesus.
O medo pode encher templos.
A culpa pode produzir
aparência de santidade.
A pressão religiosa pode
fazer pessoas frequentarem cultos.
Mas somente o Espírito Santo
pode produzir transformação verdadeira.
Jesus também advertiu: “Nem
todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que
faz a vontade de meu Pai.” Mateus 7:21
Perceba: Jesus não disse
“todo aquele que estiver dentro da igreja”.
Ele falou de relacionamento,
obediência e realidade espiritual.
No fim, a grande tragédia
não será alguém estar fora de um prédio quando a trombeta tocar. A verdadeira
tragédia será alguém ter passado anos dentro da religião e nunca ter estado
verdadeiramente em Cristo.
A igreja deve apontar para
Jesus, não substituir Jesus.
O púlpito deve anunciar a
Palavra, não criar regras que Deus nunca criou.
O templo deve ser lugar de adoração, não uma espécie de amuleto espiritual.
E o cristão deve aprender a
diferença entre fé bíblica e superstição religiosa.
Quando Cristo voltar, não
haverá tempo para correr até o templo.
Não haverá tempo para
procurar um pastor ou padre.
Não haverá tempo para pegar
uma Bíblia.
Não haverá tempo para
corrigir uma vida de aparências.
A questão já estará
decidida.
Por isso, o chamado de Deus
hoje não é simplesmente:
“Esteja dentro da igreja.”
É muito mais profundo:
“Esteja em Cristo.”
Porque a Bíblia declara: “O
Senhor conhece os que lhe pertencem.” 2 Timóteo 2:19
Portanto, frequente a
igreja, participe da comunhão, ouça a Palavra, sirva ao Senhor e ame os irmãos.
Mas não coloque sua confiança no prédio, na denominação, na liderança ou na
religiosidade.
Coloque sua confiança em
Jesus.
Porque quando a trombeta
soar, não será a placa da igreja que determinará quem será arrebatado. Será
Cristo quem virá buscar os que pertencem a Ele.
Não confie em estar dentro
de uma igreja.
Confie em estar dentro de
Cristo.
Essa é a diferença entre
religiosidade e fé verdadeira.


0 comentários:
Postar um comentário
Conteúdo é ideal para leitores cristãos interessados em doutrina, ética ministerial e fidelidade bíblica.