Quando muitos esfriam, permaneça fiel, persevere.


Vladimir Chaves

Jesus nos deixou uma palavra muito séria em Mateus 24:12-14. Ele disse que, por causa do aumento da iniquidade, “o amor se esfriará de quase todos”. Mas, logo depois, declarou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.”

No mundo de hoje muitos já não se importam umas com as outras como antes. A mentira parece normal, a falta de respeito cresce, o egoísmo ocupa espaço e aquilo que a Bíblia chama de pecado muitas vezes é tratado como algo sem importância.

O perigo não está somente na maldade que existe ao nosso redor. O maior perigo é permitir que essa maldade entre em nosso coração e faça o nosso amor esfriar.

Por isso, Jesus não nos chamou apenas para começar bem, mas para perseverar até o fim, perseverar na fé.

Perseverar significa continuar quando é difícil. É permanecer fiel quando outros abandonam a fé. É continuar amando quando somos feridos. É fazer o que é certo mesmo quando o errado parece ser mais fácil. É não permitir que a frieza deste mundo determine a temperatura do nosso coração.

Mas Jesus também apresentou uma grande esperança: “E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.” Mt 24.14

Enquanto muitos deixam o amor esfriar, a Igreja é chamada a continuar anunciando o Evangelho.

Não fomos chamados para esconder a nossa fé, mas para testemunhá-la. Não basta reclamar da escuridão; precisamos continuar sendo luz. Não basta apontar o pecado do mundo; precisamos viver uma vida que demonstre a transformação produzida pelo Evangelho.

Mateus 24:12-14 nos coloca diante de uma escolha diária: vamos permitir que a maldade ao nosso redor esfrie o nosso coração ou continuaremos firmes no amor de Deus?

Talvez não possamos mudar tudo o que acontece no mundo, mas podemos cuidar do nosso próprio coração. Podemos continuar orando, estudando a Palavra, perdoando, amando, servindo e anunciando Cristo por todos os meios disponíveis.

O mundo pode estar ficando mais frio, mas a nossa fé não

precisa esfriar.

Que o aumento da iniquidade não diminua o nosso amor. Que as pedras de tropeços não destruam a nossa comunhão, que os obstáculos do mundo não diminuam nossa perseverança. E que, até o fim, permaneçamos firmes em Cristo e fiéis ao Evangelho.

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