Jesus nos deixou uma palavra
muito séria em Mateus 24:12-14. Ele disse que, por causa do aumento da iniquidade,
“o amor se esfriará de quase todos”. Mas, logo depois, declarou: “Aquele,
porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.”
No mundo de hoje muitos já
não se importam umas com as outras como antes. A mentira parece normal, a falta
de respeito cresce, o egoísmo ocupa espaço e aquilo que a Bíblia chama de
pecado muitas vezes é tratado como algo sem importância.
O perigo não está somente na
maldade que existe ao nosso redor. O maior perigo é permitir que essa maldade
entre em nosso coração e faça o nosso amor esfriar.
Por isso, Jesus não nos
chamou apenas para começar bem, mas para perseverar até o fim, perseverar na
fé.
Perseverar significa
continuar quando é difícil. É permanecer fiel quando outros abandonam a fé. É
continuar amando quando somos feridos. É fazer o que é certo mesmo quando o
errado parece ser mais fácil. É não permitir que a frieza deste mundo determine
a temperatura do nosso coração.
Mas Jesus também apresentou
uma grande esperança: “E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo,
para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.” Mt 24.14
Enquanto muitos deixam o
amor esfriar, a Igreja é chamada a continuar anunciando o Evangelho.
Não fomos chamados para
esconder a nossa fé, mas para testemunhá-la. Não basta reclamar da escuridão;
precisamos continuar sendo luz. Não basta apontar o pecado do mundo; precisamos
viver uma vida que demonstre a transformação produzida pelo Evangelho.
Mateus 24:12-14 nos
coloca diante de uma escolha diária: vamos permitir que a maldade ao nosso
redor esfrie o nosso coração ou continuaremos firmes no amor de Deus?
Talvez não possamos mudar
tudo o que acontece no mundo, mas podemos cuidar do nosso próprio coração.
Podemos continuar orando, estudando a Palavra, perdoando, amando, servindo e
anunciando Cristo por todos os meios disponíveis.
O mundo pode estar ficando
mais frio, mas a nossa fé não
precisa esfriar.
Que o aumento da iniquidade
não diminua o nosso amor. Que as pedras de tropeços não destruam a nossa comunhão,
que os obstáculos do mundo não diminuam nossa perseverança. E que, até o fim,
permaneçamos firmes em Cristo e fiéis ao Evangelho.


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