Réu: STF decide levar Renan Calheiros a julgamento


Vladimir Chaves

Por 8 votos a 3 , o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (1º), aceitar denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2013 contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pelo crime de peculato. Com a decisão, o senador se torna réu na Corte pela primeira vez.

Apesar de aceitar a denúncia por peculato, a Corte também entendeu, seguindo voto do relator, ministro Edson Fachin, que as acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso prescreveram em 2015, oito anos depois de a infração ter sido cometida.

A Corte julgou nesta tarde denúncia na qual Renan é acusado de usar um lobista de uma empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. O peemedebista também é acusado de ter adulterado documentos para justificar os pagamentos. O caso foi revelado em 2007. Na época, as denúncias levaram à renúncia do cargo de presidente da Casa.

Votos a favor da denúncia.
Para o relator do inquérito, ministro Edson Fachin as provas apresentadas no processo mostram que há indícios de que Renan Calheiros usou em 2007 notas fiscais para mascarar desvios de verba indenizatória do Senado para simular os contratos de prestação de serviços de locação de veículos.

"A denúncia imputa ao acusado a celebração de mútuo fictício com a empresa Costa Dourada Veículos para fim de, artificialmente, ampliar sua capacidade financeira e justificar perante o Conselho de Ética do Senado capacidade de arcar com o pagamento de pensão alimentícia", disse o ministro.

O ministro Luiz Roberto Barroso votou diferente do relator, aceitando a denúncia em relação aos três crimes. "Considero como documentos públicos um número maior do que o relator considerou", disse Barroso para justificar sua decisão. Os crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso só estariam prescritos se os documentos que embasam essas acusações forem considerados particulares.

Apesar de acompanhar o relator, o ministro Teori Zavascki disse que a denúncia apresentada pelo Ministério Público "não é um modelo de denúncia" e disse que "os indícios são precários e estão no limite". O ministro, que é relator da Operação Lava Jato, também disse que a Corte não pode ser responsabilizada pela demora no julgamento do processo.

"Dos 100 inquéritos que tenho aos meus cuidados envolvendo pessoas com prerrogativa de foro, 95 não estão em meu gabinete e cinco estão de passagem, e apenas dois dependem de exame de recebimento da denúncia. O Supremo é juiz, não é investigador, não é ele que busca a prova, ele que julga", explicou.

Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio, Celso de Mello e presidente do Supremo, Cármen Lúcia, também acompanharam o voto do relator pelo recebimento parcial da denúncia.

Votos contra a denúncia
Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela rejeição total da denúncia por entenderem que não há indícios para o recebimento da denúncia.

Toffoli considerou as acusações como "criação mental" do Ministério Público. "Não se logrou na investigação provar que o serviço [da locadora de veículos] não foi prestado, mas como não houve trânsito de valores em contas bancárias, [se] deduz que o serviço não foi prestado para o recebimento da denúncia.", criticou Toffoli.

Lewandowski também criticou a falta de provas na denúncia e disse que "houve certa criatividade" por parte da PGR.

"Por mais contundentes que sejam os indícios de prática criminosa, o inquérito não pode se transformar em instrumento de devassa na vida do investigado, como se todos os atos profissionais e sociais por ele praticados ao longo de anos fossem suspeitos ou merecessem esclarecimentos. A denúncia deve ser objetiva.", disse Lewandowski.

Mendes disse que a PGR deveria ter "honestidade intelectual" de pedir o arquivamento. "Nós temos um clássico caso de inépcia, já reconhecido pelo relator [Fachin], quando disse que [a prova] está na zona limítrofe, na franja.", afirmou.

Acusação
Na denúncia formalizada em 2013, a PGR acusou Renan dos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, por utilizar meios fraudulentos para justificar a origem de R$ 16,5 mil pagos mensalmente à jornalista Mônica Veloso entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006, segundo a procuradoria.

Em processo aberto no Conselho de Ética do Senado quando o escândalo veio à tona, em 2007, Renan apresentou recibos de venda de gado para comprovar uma renda compatível com os pagamentos. Segundo laudo pericial da PGR, os documentos são falsos e não correspondem a transações comerciais verdadeiras. Um dos compradores teria negado expressamente a compra de cabeças de gado do senador.

A PGR acusou ainda Renan do crime de peculato, por ter desviado, entre janeiro e julho de 2005, a verba indenizatória a que tem direito como senador. Apesar de ter apresentado notas fiscais para comprovar o aluguel de dois veículos, os investigadores alegam que os documentos, no valor de R$ 6,4 mil cada, são fraudulentos.


"Não foram encontrados lançamentos que possam comprovar a entrada e saída de valores [nas contas da locadora de veículos e do senador], situação que comprova que a prestação de serviços não ocorreu", disse o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada, ao ler o relatório da PGR, durante a sessão.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

 Nenhum comentário

Michel Temer sanciona lei que torna maus tratos e tortura a animais (vaquejada) como Patrimônio Cultural Imaterial


Vladimir Chaves

Apesar de todas as argumentações éticas e provas médico-científicas sobre o sofrimento físico e psicológico dos animais explorados em vaquejadas e rodeios, o presidente Michel Temer sancionou a Lei 13.364, que eleva tais eventos à condição de manifestação cultural e patrimônio cultural imaterial.

Com a nova lei as provas que impõem maus-tratos a animais como montarias, provas de laço, apartação, bulldog, provas de rédeas, provas dos Três Tambores, Team Penning e Work Penning e paleteadas, são consideradas expressões culturais. A sanção foi  publicada hoje no Diário Oficial da União.

Leia a decisão do presidente na íntegra:

LEI No 13.364, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

Eleva o Rodeio, a Vaquejada, bem como as respectivas expressões artístico-culturais, à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Esta Lei eleva o Rodeio, a Vaquejada, bem como as respectivas expressões artístico-culturais, à condição de manifestações da cultura nacional e de patrimônio cultural imaterial.

Art. 2o O Rodeio, a Vaquejada, bem como as respectivas expressões artístico-culturais, passam a ser considerados manifesta-ções da cultura nacional.

Art. 3o Consideram-se patrimônio cultural imaterial do Brasil o Rodeio, a Vaquejada e expressões decorrentes, como:

I – montarias;
II – provas de laço;
III – apartação;
IV – bulldog;
V – provas de rédeas;
VI – provas dos Três Tambores, Team Penning e Work Penning;
VII – paleteadas; e
VIII – outras provas típicas, tais como Queima do Alho e
concurso do berrante, bem como apresentações folclóricas e de mú-
sicas de raiz.
Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 29 de novembro de 2016; 195° da Independência e 128° da República.


MICHEL TEMER

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

 Nenhum comentário

"Nunca se conseguiu, nem se conseguirá, calar a Justiça", afirma Carmen Lúcia


Vladimir Chaves

A presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, divulgou nota oficial nesta quarta-feira (30) na qual lamenta que a aprovação de proposta legislativa que prevê medidas de combate à corrupção venha a ameaçar a autonomia dos juízes e a independência do Poder Judiciário.

Leia a íntegra da nota:

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, reafirma o seu integral respeito ao princípio da separação de poderes. Mas não pode deixar de lamentar que, em oportunidade de avanço legislativo para a defesa da ética pública, inclua-se, em proposta legislativa de iniciativa popular, texto que pode contrariar a independência do Poder Judiciário.

Hoje, os juízes respondem pelos seus atos, na forma do estatuto constitucional da magistratura.


A democracia depende de poderes fortes e independentes. O Judiciário é, por imposição constitucional, guarda da Constituição e garantidor da democracia. O Judiciário brasileiro vem cumprindo o seu papel. Já se cassaram magistrados em tempos mais tristes. Pode-se tentar calar o juiz, mas nunca se conseguiu, nem se conseguirá, calar a Justiça.

 Nenhum comentário

Deputados “sepultam” regras que permitiria o confisco de bens provenientes da corrupção.


Vladimir Chaves

Na calada da madrugada desta quarta-feira (30), os deputados federais desfiguraram por completo o projeto de lei das 10 medidas de combate à corrupção, dentre tantos desserviços praticados contra a sociedade brasileira, os deputados “sepultaram” as medidas que autorizava o confisco de bens adquiridos por bandidos através da corrupção.

Por 317 votos contra 97, os senhores deputados aprovaram destaque do PR retirou do projeto de lei de medidas contra a corrupção (PL 4850/16) todas as regras sobre a extinção de domínio de bens e propriedades do réu quando sejam provenientes de atividade ilícita ou usados para tal.

 Nenhum comentário

Deputados “estupram” projeto contra corrupção aprovando emenda que “engessa” atuação de juízes e promotores.


Vladimir Chaves

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), embromou o quanto pode para colocar em votação o Projeto de Lei com as medidas contra a corrupção (PL4850/16), e só na calada da noite da madrugada desta quarta-feira (30), é que emendas de interesses dos parlamentares começaram a ser votadas, como a emenda do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que “engessa” a atuação de juízes e promotores, com dispositivos que blindam corruptos e punem juízes e promotores.

Aprovada por 313 votos a 132 e 5 abstenções. A emenda prevê casos de responsabilização de juízes e de membros do Ministério Público por crimes de abuso de autoridade. Entre os motivos listados está a atuação com motivação supostamente político-partidária.

Divulgação de opinião
No caso dos magistrados, também constituirão crimes de responsabilidade proferir julgamento quando, por lei, deva se considerar impedido; e expressar por meios de comunicação opinião sobre processo em julgamento. A pena será de reclusão de seis meses a dois anos e multa.

Qualquer cidadão poderá representar contra magistrado perante o tribunal ao qual está subordinado. Se o Ministério Público não apresentar a ação pública no prazo legal, o lesado pelo ato poderá oferecer queixa subsidiária, assim como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e organizações da sociedade civil constituída há mais de um ano.

Ministério Público
Entre os outros atos que poderão ensejar ação por crime de responsabilidade contra membros do Ministério Público destacam-se a instauração de procedimento “sem indícios mínimos da prática de algum delito” e a manifestação de opinião, por qualquer meio de comunicação, sobre processo pendente de atuação do Ministério Público ou juízo depreciativo sobre manifestações funcionais.

A pena e a forma de apresentação da queixa seguem as mesmas regras estipuladas para o crime atribuível ao magistrado.

Confira os votos dos deputados da Paraíba.

A favor do engessamento de juízes promotores:

Aguinaldo Ribeiro - PP
André Amaral - PMDB
Benjamin Maranhão - Solidariedade
Efraim Filho - DEM
Luiz Couto - PT
Manoel Junior - PMDB
Wellington Roberto - PR
Wilson Filho – PTB

Contra o engessamento de juízes e promotores:
Pedro Cunha Lima – PSDB
Rômulo Gouveia – PSD

Ausentes:
Damião Feliciano (PDT)

Hugo Motta (PMDB)

 Nenhum comentário

Projeto de Tovar inclui a água mineral aos produtos da cesta básica.


Vladimir Chaves

A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei 1.056/2016 de autoria do deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB), que inclui a água mineral em embalagens retornáveis de 10 ou 20 litros aos produtos que compõem a cesta básica no Estado.

 “Apesar de não se tratar de um alimento, a água mineral é essencial para o consumo de pessoas que moram em locais sem água tratada”, disse Tovar.


A Lei passará por apreciação durante sessão para que sejam feitos os ajustes finais e logo após poderá ser sancionada pelo Governo da Paraíba. A previsão é que no próximo ano a inclusão do produto na cesta básica entre em vigor.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

 Nenhum comentário

Ricardo Coutinho vai aumentar mais uma vez as tarifas de água e esgoto.


Vladimir Chaves

O Governo do Estado da Paraíba prepara-se para reajustar mais uma vez a tarifa de água, o último reajuste foi de 21,7%, em fevereiro de 2016. Obrigado pela Lei Estadual nº 8.767\2009 a Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) anunciou nas contas de consumo de água, deste mês de novembro, uma nova Audiência Pública para tratar de mais um reajuste tarifário das taxas de água e esgoto.

O reajuste afetará 840,5 mil consumidores, apesar da grande maioria destes consumidores não estarem recebendo água em suas torneiras ou recebendo água de péssima qualidade, como é o caso dos consumidores em Campina Grande.

 Nenhum comentário

Senador Raimundo Lira se posiciona contrário a projeto de anistia do “Caixa 2”


Vladimir Chaves

Em meio à polêmica em torno da possibilidade de que a Câmara dos Deputados, na votação do projeto anticorrupção, aprove uma anistia ao chamado “Caixa 2” de campanha, o senador Raimundo Lira (PMDB) se posicionou totalmente contrário à proposta.

Em um vídeo que publicou nas suas redes sociais, destinado ao povo paraibano e aos brasileiros em geral, Lira disse que o “Caixa 2” não pode ser anistiado, pois se isso acontecer vai enfraquecer a Operação Lava Jato.

“Quero dizer ao povo da Paraíba e do Brasil que sou totalmente contra o projeto de anistia do caixa 2. O caixa 2 não pode ser anistiado. Se isso acontecer, vai enfraquecer a Operação Lava Jato”, alertou o senador peemedebista.

O “Caixa 2” é o nome que se dá recebimento de doações eleitorais não declaradas à Justiça.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

 Nenhum comentário

Ministro da Saúde entrega em Campina Grande o primeiro acelerador linear da Paraíba.


Vladimir Chaves

A cidade de Campina Grande recebeu na manhã de hoje (28), o primeiro acelerador linear do Estado da Paraíba. O aparelho faz parte do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS.

A entrega oficial do equipamento no Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP) foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, numa solenidade bastante prestigiada por autoridades da Rainha da Borborema.

“O equipamento vai possibilitar dobrar as sessões de radioterapia na unidade de tratamento do câncer. Mais uma importante conquista para a saúde de Campina e de mais de 100 municípios referenciados” comemorou o prefeito Romero Rodrigues. 

 Nenhum comentário

Projeto de Lei dobra pena para homicídio cometido por motorista embriagado ou em rachas


Vladimir Chaves

Os motoristas brasileiros que estiverem dirigindo sob efeito de álcool ou em disputa de rachas, e causarem acidentes com vítimas, poderão ter uma pena mais dura. É o que prevê o Projeto de Lei (PLS 708/2015), do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que está pronto para ir a votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Em discurso no Senado esta semana, Lira deu detalhes da matéria, que altera a Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro). O projeto, que já tem parecer favorável do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e recebeu elogios de parlamentares, aumenta a pena de reclusão para este tipo de crime, de 4 para 8 anos, e prevê a suspensão da habilitação para dirigir.

Além da embriaguez causada pela ingestão de álcool, também considera a influência de outras substâncias psicoativas. Lira argumenta que sua intenção é reduzir as estatísticas de mortes de trânsito, que colocam o Brasil entre os campeões. “É cada vez maior o número de acidentes de trânsito fatais, causados em razão da embriaguez e da imprudência de motoristas”, disse.

Segundo ele, essa irresponsabilidade tem tirado a vida de trabalhadores, pais e mães de família e jovens. Para Lira, o cidadão que insiste em conduzir um veículo embriagado tem a consciência de que pode cometer um crime premeditado e que, por isso, assume o risco. “Antes de tomar a bebida alcoólica ele tem a certeza e assume a responsabilidade consciente de que, se beber e for dirigir, o veículo passa a ser uma arma, no momento em que ele estiver embriagado”.


A CCJ ainda precisa definir uma data para colocar o projeto em pauta. A decisão da comissão será terminativa, o que significa que o projeto, se aprovado, não precisará ir a Plenário – a menos que haja recurso de senadores para isso.

 Nenhum comentário

Deputado Wilson Filho revela que votará contra a anistia ao caixa 2.


Vladimir Chaves

O deputado federal Wilson Filho (PTB) adiantou que caso seja apresentada alguma emenda propondo anistia para os políticos que cometeram crime de caixa 2, ele votará contra.

A especulação é de que algum parlamentar apresente, na próxima terça-feira 29, emenda ao Projeto de Lei 4850/16, que trata das 10 medidas de combate à corrupção, PL esse originado de uma iniciativa popular que reuniu 2,4 milhões de assinaturas. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

 Nenhum comentário

12,9 milhões de analfabetos : Brasil não bate meta do PNE


Vladimir Chaves

O Brasil não atingiu a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que, em 2004, estipulou que, até 2015, 93,5% da população acima de 15 anos deveria estar alfabetizada. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que o IBGE divulgou nesta sexta-feira, 25, a taxa de analfabetismo estava em 2015 em 8%, ou seja, 1,5 ponto porcentual acima da meta.

A taxa de analfabetismo segue em tendência de queda no País, no entanto os avanços são lentos. O porcentual de analfabetos entre as pessoas com mais de 15 anos era de 11,5% em 2004 e passou a 8,3% em 2014.

Para 2015, a diminuição no contingente de analfabetos foi de 800 mil pessoas.
O PNE foi lançado em 2004 para estipular diretrizes e estratégias para a política educacional no País na década 2004-2014.

Abertura da pesquisa

A pior taxa de analfabetismo está no Nordeste, com 16,2% da população; a mais baixa é verificada no Sudeste, 4,3%. Em todo o País, a redução dos índices esbarra na dificuldade de alfabetizar adultos acima de 40 anos, especialmente os idosos.

Entre as pessoas com mais de 40 anos, 30,8% não sabem ler nem escrever (em 2014, eram 32,3%). São brasileiros que não se alfabetizaram quando crianças e não foram atingidos por políticas públicas de ensino voltadas a adultos.


Já o número de anos de estudo está em 7,8 no Brasil, mais uma vez, com diferenças regionais: a média é de 8,5 anos no Sudeste e de 6,7 no Nordeste.  

 Nenhum comentário

Deputado é vaiado na Câmara dos Deputados por pedir aos colegas patriotismo e respeito ao Brasil.


Vladimir Chaves

Um dos fatos que mais marcou a sessão que deveria ter votado o Projeto de Lei 4850/16, 10 medidas contra a corrupção, foi quando relator do PL, deputado Onix Lorenzoni, pediu aos deputados patriotismo e amor ao Brasil, o parlamentar foi interrompido com uma sonora vaia.
O relator tentava convencer os parlamentares a não incluírem no PL 4850/16, a emenda que anistia políticos que cometeram crime de caixa 2, além das vais é possível ouvir um deputado xingado o relator por pedir respeito ao país.


“Por favor, patriotismo, por favor, amor pelo Brasil...” nesse momento o deputado é interrompido por vaias, confira o vídeo

 Nenhum comentário

Deputado Efraim Morais antecipa que irá votar contra a anistia do caixa 2.


Vladimir Chaves

Apesar do seu partido, Democratas, ter orientado pela rejeição da votação nominal obrigatória para todas as etapas de votação do projeto das 10 medidas contra a corrupção (PL 4850/16), o deputado federal Efraim Morais (DEM), antecipou que irá votar favorável as 10 medidas de combate a corrupção e contra a anistia de caixa 2.

“Para dar conhecimento a todos os nossos internautas seguidores e já antecipando minha posição na votação da próxima semana, sou favorável as 10 medidas e contra a anistia generalizada ao caixa 2” postou Efraim Morais, em sua pagina social.


A votação acontece na próxima terça-feira (29).

 Nenhum comentário

Carta renuncia: Pressão do povo brasileiro derruba o ministro Geddel.


Vladimir Chaves

Apesar de contar com o apoio e mimos dos parlamentares da bancada do presidente Michel Temer (PMDB),  ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, não suportou a pressão do povo brasileiro e acaba de divulgar sua carta renuncia.

A informação foi confirmada há pouco pela assessoria de imprensa de Geddel. A assessoria informou ainda que em breve divulgará nota com mais detalhes sobre a carta.

Veja a íntegra da carta:

Salvador, 25 de novembro de 2016

Meu fraterno amigo Presidente Michel Temer,

Avolumaram-se as críticas sobre mim. Em Salvador, vejo o sofrimento dos meus familiares. Quem me conhece sabe ser esse o limite da dor que suporto. É hora de sair.

Diante da dimensão das interpretações dadas, peço desculpas aos que estão sendo por elas alcançados, mas o Brasil é maior do que tudo isso.

Fiz minha mais profunda reflexão e fruto dela apresento aqui este meu pedido de exoneração do honroso cargo que com dedicação venho exercendo.

Retornado à Bahia, sigo como ardoroso torcedor do nosso governo, capitaneado por um Presidente sério, ético e afável no trato com todos, rogando que, sob seus contínuos esforços, tenhamos a cada dia um país melhor.

Aos Congressistas, o meu sincero agradecimento pelo apoio e colaboração que deram na aprovação de importantes medidas para o Brasil.

Um forte abraço, meu querido amigo.


Geddel Vieira Lima

 Nenhum comentário