Ouvir é fácil, praticar é o verdadeiro desafio


Vladimir Chaves



“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.” Mateus 7:24

Jesus termina o Sermão do Monte com uma imagem simples, mas profundamente provocadora: duas pessoas constroem casas. À primeira vista, não há diferença entre elas. Ambas trabalham, planejam, sonham e constroem. A diferença não está na aparência da casa, mas no fundamento.

Ao dizer que o homem prudente é aquele que ouve e pratica, Jesus confronta uma fé apenas verbal. É como se Ele dissesse: não basta admirar meus ensinamentos, é preciso viver por eles. Ouvir sem obedecer pode até trazer conforto momentâneo, mas não sustenta a vida quando ela é posta à prova.

A casa representa nossa história: decisões, relacionamentos, família, trabalho e espiritualidade. Todos estamos construindo algo. A questão não é se virão as tempestades, mas quando elas virão. Problemas, perdas, crises emocionais e desafios espirituais fazem parte da caminhada humana. Nessas horas, fica evidente se a vida foi construída sobre algo sólido ou frágil.

Construir sobre a rocha exige mais esforço. Dá trabalho obedecer quando é mais fácil seguir o próprio desejo. Dá trabalho perdoar, ser íntegro, manter a fé quando tudo parece contrário. Mas é exatamente esse esforço que faz a diferença no final. A obediência hoje evita o desmoronamento amanhã.

Na minha opinião, Mateus 7:24 nos chama a uma fé madura. Uma fé que não se limita ao culto, à Bíblia aberta na mesa ou às palavras bonitas, mas que se expressa em atitudes diárias. Jesus não elogia quem sabe muito, mas quem vive o que sabe.

Esse texto nos leva a uma pergunta inevitável: em que estamos fundamentando nossa vida? Emoções? Pessoas? Recursos? Ou na Palavra de Cristo? Porque quando os ventos sopram (e eles sempre sopram) somente aquilo que foi edificado sobre a rocha permanece.

No fim, Jesus nos lembra que uma vida firme não é resultado de sorte, mas de escolha. Escolher ouvir, crer e, acima de tudo, praticar. É assim que se constrói uma fé que permanece.

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