Muitos se calam diante das
pressões sociais, políticas e até religiosas. Falar de fé tornou-se, para
alguns, “fora de moda” ou até motivo de perseguição. Mas o conselho de Paulo a
Timóteo permanece como um chamado urgente: “Prega a palavra, insta a tempo e
fora de tempo” (2Tm 4:2).
Essa ordem confronta nossa
tendência natural de só abrir a boca quando nos sentimos seguros, aceitos ou
apoiados. Pregar “a tempo” é fácil. Mas e “fora de tempo”? É aí que se prova a
fidelidade.
O cristianismo
contemporâneo, em boa parte, corre o risco de se tornar um evangelho de
conveniência. Prega-se quando agrada, quando o auditório aplaude, quando há
benefícios. Mas quando a mensagem bíblica confronta o pecado, quando chama à
responsabilidade, quando exige renúncia… o silêncio parece mais confortável.
Paulo já previa essa crise: “Porque
virá tempo em que não suportarão a sã doutrina” (2Tm 4:3). O
problema não é apenas a resistência do mundo, mas também a omissão de quem
deveria anunciar a verdade.
Pregadores, líderes e
cristãos comuns precisam entender: o evangelho nunca será totalmente
“bem-vindo” num mundo que prefere a escuridão à luz. O chamado para pregar
“fora de tempo” é, na prática, um convite à coragem. É falar quando o discurso
dominante diz para calar. É permanecer firme quando tudo ao redor grita por
relativismo.
Pregar a Palavra, em
qualquer tempo, é mais do que falar em púlpitos. É testemunhar com integridade
no trabalho, na família, na política, nas redes sociais. É resistir à tentação
de suavizar o evangelho para torná-lo “aceitável”. A verdade de Cristo não
precisa de maquiagem.
Pregar a Palavra a tempo e
fora de tempo é um ato de obediência radical. É afirmar que a mensagem de
Cristo não está condicionada às circunstâncias. É entender que o evangelho é
urgente demais para ser silenciado.
Em dias de discursos vazios,
hipócritas e de verdades descartáveis, ousar anunciar a Palavra é, talvez, o
maior ato de rebeldia santa que podemos praticar.
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