A soberba disfarçada de espiritualidade


Vladimir Chaves



Billy Graham disse certa vez: “Quando uma pessoa não tem humildade, ela põe a culpa de sua incapacidade em tudo e em todos. Já os sábios reconhecem seus erros e buscam em Deus corrigi-los.” Essa afirmação não é apenas uma reflexão moral, é um espelho para muitos cristãos de hoje. Dentro da igreja, a falta de humildade tem produzido uma geração que prefere justificar falhas a se arrepender delas.

É comum ver pessoas que, diante de seus tropeços, apontam para o pastor, para os irmãos, para a igreja, para a cultura ou até para o diabo. Sempre há um culpado, menos o próprio coração. Essa postura é orgulho travestido de espiritualidade. O cristão que age assim esquece que o primeiro passo do arrependimento é reconhecer o próprio pecado, não transferi-lo.

A Palavra de Deus não deixa dúvidas: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4:6). A humildade é a chave que abre espaço para a graça operar. Reconhecer erros não é derrota, mas vitória contra o próprio orgulho. O sábio confessa, se humilha e busca em Deus a correção. O insensato, ao contrário, se prende em desculpas e nunca amadurece espiritualmente.

Se não voltarmos ao espírito de humildade, continuaremos a ter igrejas cheias de discursos e vazias de transformação. O verdadeiro cristão não vive de acusações, mas de arrependimento sincero. Só quem assume a verdade de seus erros e os leva diante de Deus pode experimentar a restauração plena.

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