A Bíblia não cabe em uma tela de celular


Vladimir Chaves

É impressionante a quantidade de pessoas trocando a Bíblia pelo celular. Em cada culto observo essa prática e fico surpreso com a naturalidade com que muitos substituem a leitura da Sagrada Escritura pelo aparelho que, durante o dia, serve a tantos outros propósitos, muitas vezes profanos. Para alguns, pode parecer apenas uma questão de praticidade, mas será que não estamos perdendo algo muito maior?

Trazer a Bíblia para dentro de um celular é como comparar uma taça com um pinico: ambos são recipientes, mas enquanto a taça é destinada a algo puro e especial, o pinico serve para receber as impurezas do corpo. O mesmo acontece com a Palavra de Deus. Ao colocá-la no mesmo espaço que tantas distrações, conteúdos fúteis e até pecaminosos, diluímos a reverência que ela merece.

Há ainda os que têm vergonha de andar nas ruas com a Bíblia em mãos. O celular, nesse caso, torna-se uma saída confortável, e é o primeiro passo para esconder publicamente a fé que deveria ser proclamada sem reservas.

A Palavra de Deus não é apenas um texto para ser lido, mas um testemunho vivo. Segurá-la em mãos é também um ato de confissão pública, um símbolo de que ainda cremos na inspiração divina e na autoridade das Escrituras.

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo; pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16).

Não se trata de demonizar a tecnologia, mas de lembrar que a Bíblia física carrega consigo um valor espiritual e testemunhal que o celular jamais poderá substituir. É um chamado à reflexão: até que ponto a praticidade está roubando de nós a reverência?

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