É impressionante a
quantidade de pessoas trocando a Bíblia pelo celular. Em cada culto observo
essa prática e fico surpreso com a naturalidade com que muitos substituem a
leitura da Sagrada Escritura pelo aparelho que, durante o dia, serve a tantos
outros propósitos, muitas vezes profanos. Para alguns, pode parecer apenas uma
questão de praticidade, mas será que não estamos perdendo algo muito maior?
Trazer a Bíblia para dentro
de um celular é como comparar uma taça com um pinico: ambos são recipientes,
mas enquanto a taça é destinada a algo puro e especial, o pinico serve para
receber as impurezas do corpo. O mesmo acontece com a Palavra de Deus. Ao
colocá-la no mesmo espaço que tantas distrações, conteúdos fúteis e até
pecaminosos, diluímos a reverência que ela merece.
Há ainda os que têm vergonha
de andar nas ruas com a Bíblia em mãos. O celular, nesse caso, torna-se uma
saída confortável, e é o primeiro passo para esconder publicamente a fé que
deveria ser proclamada sem reservas.
A Palavra de Deus não é
apenas um texto para ser lido, mas um testemunho vivo. Segurá-la em mãos é
também um ato de confissão pública, um símbolo de que ainda cremos na inspiração
divina e na autoridade das Escrituras.
“Porque não me envergonho do
evangelho de Cristo; pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que
crê” (Romanos 1:16).
Não se trata de demonizar a
tecnologia, mas de lembrar que a Bíblia física carrega consigo um valor
espiritual e testemunhal que o celular jamais poderá substituir. É um chamado à
reflexão: até que ponto a praticidade está roubando de nós a reverência?
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